Damages – Segunda Temporada (2009)

Setembro 8, 2009

damages season 2 episode 9 s02e09Depois de uma primeira temporada excelente, Damages apresenta-nos uma segunda temporada, se calhar não tão boa como a anterior mas, ainda assim, magnífica. A primeira cena passa-se num quarto de hotel, onde Ellen, sentada em frente a alguém, dispara dois tiros. Até esta cena ser desvendada, 6 meses de história são contadas, que aos poucos explicam e mostram o que aconteceu até aquele instante.

Patty, após a vitória no caso contra Frobisher, recebe um pedido de ajuda de um ex-amigo, Daniel Purcell, um cientista, com quem chegou a ter um envolvimento amoroso. Com o assassinato da mulher de Daniel, Christine, Patty vê-se obrigada a ajudar o ex-amante, que pensa ter morto a sua esposa, quando na verdade, foi um empregado de Walter que a executou. Entretanto, Patty percebe que há uma grande conspiração, por detrás disto tudo. Começa a desconfiar da ligação entre a empresa científica de Daniel e a corporação Ultima National Resources (UNR), cujos lançamentos de resíduos tóxicos, começam a ser tornados públicos, em grande parte, devido a um jornalista, Wes, que curiosamente, frequenta o grupo de ajuda, a que Ellen pertence.

Ellen e Wes começam um envolvimento romântico, apesar de Ellen continuar presa ao seu passado e sedenta de vingança em relação a Frobisher, que supostamente matou o seu noivo, e em relação a Patty, pois pensa ter sido vítima duma tentativa de homicídio da sua parte e, assim, começa a trabalhar secretamente com o FBI, para derrubar a sua chefe. Com os dados lançados, o jogo decorre e após muitas conspirações, coincidências, ligações secretas entre personagens, mistério, drama e suspense percebe-se que Wes trabalhava para Messer, um detective, empregado de Frobisher, que havia morto David e que também controlava um agente da polícia que seguia Katie, irmã de David. No fim, Wes, após realmente apaixonar-se por Ellen, recusa matá-la, acabando por matar Messer.

Patty, Ellen e Tom, após muitas confusões conseguem que Daniel diga a verdade, acabando por mandar para a cadeia Walter Kendrick. Durante todo o tempo, Patty sabia que Ellen estava a trabalhar com o FBI e a cena inicial da temporada é, finalmente, explicada. Ellen estava a ameaçar Patty para dizer a verdade e entretanto dispara para a câmara do FBI e consegue a confissão que Patty havia mandado mata-la. Quando Patty vai no elevador é esfaqueada por Finn Garrity e depois levada para o hospital, por Wes. Um mês passa, Patty recupera em casa, Tom volta para a firma de Patty e Ellen mudou de emprego e de vida, mas Patty afirma que, em pouco tempo, Ellen voltará a entrar em contacto com eles.

Apesar de Damages ter tido uma história muito complexa e um pouco confusa, todas as questões são respondidas e devidamente explicadas. Junta-se grandes representações – como a de Glenn Close, Rose Byrne, Tate Donovan e William Hurt; grandes mistérios e um óptimo guião e, voilá, uma temporada magnífica, que apesar de alguns momentos menos bons, continua deliciosa de se assistir.


Lista: Séries a rever quando tiver 40 anos

Setembro 8, 2009

40 Anos. As experiências acabam, a vida está fortalecida. Chega a altura de começar a olhar para trás, para o passado de uma forma mais profunda. O tempo que passamos, os segundos perdidos e ganhos na vida. E é sobre alguns destes segundos que falaremos, sobre os segundos que não foram perdidos a ver série, mas sim ganhos. As séries que transitaram por entre o tempo, que nos fizeram companhia. As séries que mostraremos ao nossos filhos como os ex-líbris do nosso tempo. As séries a rever quando tivermos 40 anos.

BOston-Chuck
Boston Legal

Os advogados são ser carrancudos. Seres que dominam o uso da palavra e da escrita. São seres que a sua existência se resumiria, a nível profissional, em processar. Por causa disso, Boston Legal estava destinado a desgraça. Mas Boston Legal não fala sobre o mundo dos advogados, mas sim sobre o mundo e transforma-o num escritório de advocacia. Inteligentemente escrita, interpretada com mestria e com diálogos absolutamente de outro mundo, a vida de Alan Shore e Danny Crane é uma doçura. É uma vida que qualquer pessoa gostava de ter. Fazer o que mais gosta com o melhor amigo ao lado. É outra série em que a amizade aparece documentada. Mas é outro tipo de amizade. É uma amizade mais profunda que Friends, mas com um nível de humor semelhante. É uma série que delicia os olhos, os ouvidos. As frases de Denny, as insinuações de Alan e o resto do elenco fazem de Boston uma das melhores criações dos últimos anos. É para apreciar e desejar ter uma vida perfeita como aquela.

Chuck

A série mais recente da lista, mas talvez a que tenha o que falta a todas o resto. Chuck é um sonho vivido. É a concretização do mais improvável dos sonhos. A relação entre os mais improváveis seres humanos do universo. Chuck é uma série que consegue conquistar qualquer pessoa, até uma criança. É uma série de tão simples, tão simples, que ao vê-la se vê algo mais confuso. Chuck é sobre a relação entre o que dá o nome a série e Sarah. O resto é conversa. Não é só isto, mas é a maior parte. Qualquer pessoa que veja Chuck vê que a série foi construída com o propósito da paixão entre os dois. O resto é como dar dois doces a uma criança em vez de um. Ou talvez três.

Dexter-Friends

Dexter

Dexter no inicio é um bebé. Não sabe gatinhar, o que aprendeu é o seu manual de sobrevivência. Eu, ao ver Dexter, não vejo unicamente a série de um serial killer. Vejo uma série muito mais complexa que isto. Vejo a aprendizagem do ser humano, o crescimento dele, o seu desenvolvimento, as suas descobertas, as suas fraquezas. A construção de um ser humano. Os casos servem mais para ser o propósito desta construção. É que em Dexter tanto podemos ver um adulto já formado como um bebé sem aprendizagem. Vemos bastantes erros, muitos comuns na adolescência, muita aprendizagem e descoberta, mas também vemos o seu lado mais adulto, na forma como consegue lidar com as pessoas. Dexter é outra série imortal. Pois, se os tempos se vão mudando, a construção do ser humano é sempre igual. Em Dexter dá para vermo-nos a nós próprios, aos nossos pais ou aos nossos futuros filhos. Dexter é das personagens mais completas que existem na TV, a série é sempre uma descoberta autêntica.

Friends

O humor é eterno. Teremos sempre de nos rir, faz bem a alma, e o que faz bem a alma faz bem ao corpo. E, naqueles dias que parece que ninguém nos arrancará um sorriso, nada melhor que a companhia dos 6 amigos de New York. Friends será uma série eterna para aqueles que gostaram e para aqueles que a viram. O humor é tão simples, rudimentar, que se torna inteligente. Para além disso, as qualidades que a série transmite serão sempre necessárias para a sociedade. A amizade é um bem precioso para todo o mundo. Friends é um hino a esta qualidade humana. Brindemos aos seis amigos.

Friday-Sexcópia

Friday Night Lights

Quem pensa que Friday Night Lights trata-se de um drama juvenil banal, está redondamente engano. Com um elenco praticamente desconhecido do grande público, mas que consegue transmitir toda uma emoção patente em FNL. Personagens envolventes, dramas interessantes e mais que reais, passando pelo racismo, bipolaridade, traições, vitoria, derrotas, girando tudo em volta de um amor comum o futebol americano, os Dillion panthers, e de um treinador inspirador. É raro um episódio de FNL que se considere mau, variam entre a perfeição e o muito bom. Série elogiadíssima pela crítica que demora no entanto a conquistar um número de fãs consideráveis, mas os que tem são fiéis e apaixonados por esta magnifica série e não hesitaram em rever a série, mostrando aos descendentes os problemas da nossa sociedade. Clear eyes, full heart, can’t loss.

Sex and the City

Já a caminho do seu segundo filme, sexo e a cidade foi uma série em que o tema sexo não era tabu, as quatro amigas de Nova Iorque, Samantha, a mais velha mas a mais namoradeiro do sítio. Carrie, jornalista e narradora da série, Charlotte, a mais conservadora e tradicional do grupo, e Miranda mais concentrada na sua carreira de advogada. As quatro amigas proporcionam-nos momentos hilariantes, as suas conversas andam sempre à volta de um tema comum, homens, relações, sexo e a tudo o que isso dizia respeito. As quatro amigas souberam fazer da série uma obra de arte digna de ser revista um dia mais tarde.

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Grey’s anatomy

Drama, paixão, mestria, surpresa, todas estas palavras definem o grande sucesso que é Grey’s Anatomy e as suas 5 temporadas até ao momento. Com personagens interpretadas com mestria e que criam grande empatia no público, Grey’s consegue comover mesmo os corações mais duros com todos os dramas que nos foi habituando ao longo dos tempos. Desde as várias complicações e revés que a vida de Meredith sofreu, ao desfecho da história entre Denny e Izzie, e mais recentemente à doença desta e ao acidente de George, são inúmeros os casos dramáticos de sucesso em Grey’s. E apesar de apresentar alguns episódios mais fracos no episódio seguinte é sempre de esperar o melhor desta série e do seu elenco. Com uma banda sonora digna desse nome e com narrações comoventes, Grey’s estabeleceu-se no panorama internacional como uma McSeríe de elevada qualidade. “The patients we lose, the mistakes we make. That’s how we learn. That’s the only way it’s ever been done.”

Lost

Mistério. Quem não gosta de uma aventura na vida, que envolva tudo que sempre imaginamos. Uma ilha perdida e pedida pelo mundo. Local de maravilhosas criaturas, de maravilhosos mistérios e significados. Lost demonstra, antes de tudo, a sobrevivência do ser humano em ambiente hostil. A aprendizagem primeiro. Mas Lost mostra que, ao contrário de que muitas pessoas defendem, o ser humano é uma essência mutável. Sempre em construção. É isto que Lost significa, para além do mistério e excentricidade que o rodeiam. Um teste a sobrevivência humana. Uma construção de uma nova vida. Paisagens magníficas. Relacionamentos construídos do 0. Amores e desamores. E, depois, o resto vem por acréscimo. E o acréscimo é melhor que os significados básicos da série. Para ver com 40, 50, 60 e 70 anos. E ver que o ser humano é um ser hábil a criar arte.

Supernatural-Prisoncópia

Supernatural

Apesar de explorar um tema por vezes controverso e nem sempre apreciado por todos, rapidamente conseguiu conquistar milhares de fãs pelo mundo fora, sendo responsável por uma excelente audiência para o canal CW. Estrelado por dois actores que para além de interpretarem maravilhosamente as suas personagens, também constituem um regalo aos olhos do povo feminino. Apesar de se estender no tempo indo já para a sua 5 temporada, supernatural tem sabido explorar o tema com muita sabedoria, fazendo os fãs acompanharem a série do princípio ao fim. Os manos Winchester e as suas lutas contra os demónios, sem esquecer os risos proporcionados por Dean, conquistaram fãs mais que fiéis em todo o lado.

Prison Break

Uma série que apresentou uma primeira temporada digna da palavra maravilhosa. Com uma argumento original, onde o suspense e a surpresa faziam parte do casting em cada episódio. Muitos acusam-na de se ter estendido no tempo e de ter tentando fazer valer o seu sucesso por tempo em demasia, talvez concorde em parte com essa opinião, mas não posso deixar de destacar que depois de uma segunda e terceira temporada um pouco mais fracas, Prison Break reergueu-se das cinzas e conseguiu terminar da maneira como começou de forma mais do que digna. Os manos Scofield e companhia vão fazer falta, e nada melhor que rever a série com toda a família reunida.

Lista Realizada por: Filipa Silva e António Guerra


Modern Family (1.01) – Pilot

Setembro 8, 2009

115976_D_0020Primeiro que tudo, antes de começar a comentar o episódio, quero deixar o meu agradecimento ao Mateus Borges, pois foi graças a ele que consegui uma entrada livre para conseguir ver o piloto desta nova comédia da ABC. ‘Modern Family’ bem sendo descrita em vários sites especializados em televisão como ‘a melhor comédia dos últimos anos’, logo a expectativa para ver um produto bom era grande. Será que aquilo que foi mostrado no primeiro episódio foi suficiente para poder concordar com a crítica americana e adorar este início?

Eu tenho um grande azar com comédias. Na temporada de 2007/08 estreou ‘Aliens in America’, uma série de grande qualidade e que tinha um público bastante fixo na CW, com média de um milhão de telespectadores por episódio. Acontece que a emissora decidiu cancelar para depois apostar nas horríveis ‘Valentine’ e ‘Easy Money’, mas felizmente acabou por sair-se mal. Na temporada passada, aconteceu a mesma coisa. Comecei a ver Worst Week, uma série excelentemente protagonizada por Kyle Bornheimer e com uma audiência de fazer inveja a muitas outras séries (inclusive a renovada ‘Gary Unmaried’, com dez milhões por episódio), mas não sei o que se passou na cabeça da CBS para também cancelá-la. Enfim, as emissora não devem mesmo gostar de mim (sim… estou a referir-me ao cancelamento da original ‘Pushing Daisies’).

E pronto, chega de falar das outras séries, o review é de ‘Modern Family’ e não das outras injustamente canceladas. Somos apresentados a três famílias que, tal como o nome da série sugere, são bastante modernas e abertas. Phil e Claire são os pais de três crianças tipicamente endiabradas: uma adolescente com a mania que sabe tudo, e dois mais novinhos que são muito carismáticos. Phil, o pai, é do mais moderno que pode haver: escreve ‘LOL’, ‘ROTFL’ e ainda sabe cantar as músicas do ‘High School Musical’. Jay e Gloria também conseguem ter os seus grandes momentos, principalmente quando envolve o filho dela, mas mesmo assim o Phil e a Claire conseguem ser mais hilariantes. Por fim, temos um casal homossexual, Mitchell e Cameron, que decidem adoptar uma criança do Vietname. A cena do avião está mesmo muito engraçada!

O interessante da série está no seu final, quando descobrimos que as três famílias têm algo em comum. Entre um elenco bem competente ao seu estilo ‘The Office’, ‘Modern Family’ é sem dúvida uma série com grande potencial. Esperemos que a ABC dê o tratamento que merece e não faça dela o mesmo que fez com ‘Samantha Who?’. A série estreia na ABC no dia 23 de Setembro e recomendo a todos que vejam pelo menos o episódio piloto. Se virem a estreia, vão querer ver o resto de certeza!

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'Trinity' promete ser mais uma polémica série inglesa!

Setembro 8, 2009

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Sexo, drogas e assassinatos são os três ingredientes principais de Trinity, a nova série inglesa do canal ITV2.

De Roughcut TV, a nova companhia de produção de Ash Atalla (The Office, The It Crown), chega Trinity, um novo drama do canal IVT2. Esta série de oito partes (pelo menos na primeira temporada) tem como cenário principal a ficcional Bridgeford University que vai levar os nervos à flor da pele. O elenco é composto por Charles Dance (Starter for Ten, Fallen Angel), Claire Skinner (Outnumbered, Life Begins, Life Is Sweet), Christian Cooke (Demons, Echo Beach/Moving Wallpaper), Reggie Yates (Dr Who, Grange Hill), Antonia Bernath (St Trinian’s) e Isabella Calthorpe, (Harley Street, How to Lose Friends and Alienate People) e eles vão descobrir que ir para a faculdade nunca foi tão bom… e tão perigoso. Por mais de 900 anos, Trinity era uma universidade que apenas acolhia os ricos e poderosos. Contudo, pela primeira vez em muito tempo na história do colégio, é aberta as portas para os estudantes de classes sociais mais baixas.

Duas semanas antes de Charlotte Arc (Antonia Bernath) ir para a universidade estudar medicina, o seu pai, Richael Arc, é encontrado morto em circunstâncias misteriosas. Ex-professor na Trinity, Richard deixou a repentinamente a instituição e sem dar qualquer explicação. Convicta que o seu pai mudou de atitude antes de morrer e que a sua morte está ligada à abrupta saída do colégio, Charlotte está decidida a descobrir a verdade. Quando ela e os seus novos colegas instalam-se no local de ensino, eles percebem que nada é o que parece. Misteriosas sociedades, códigos de conduta e a Dandelion Club (uma das sociedades ocultas mais importante do colégio) são alguns dos perigos que os novos estudantes vão enfrentar.

Num mundo isolado, Dorian (Cooke), manipulador, a sua prima fria Rosalind (Calthorpe), o arrogante e sinistro professor Maltravers (Dance) vão criar uma nova Ordem. Quando os maus começam a ser investigados por Charlotte, ela percebe que eles não vão desistir sem dar uma grande luta para se protegerem a si mesmos.

Eu gostei muito do que li da série e tendo em conta que eu até sou fã de séries inglesas, acho que vou acompanhar e talvez até faça reviews aqui no Portal de Séries. A seguir podem ver fotos e vídeos promocionais, assim como uma cena do primeiro episódio que vai ao ar no dia 20 de Setembro.




MiniCast #3 – Especial Supernatural

Setembro 8, 2009

cast3Depois do segundo MiniCast ter sido lançado ontem pela Mariana Barros, estou aqui para lançar o terceiro que, tal como prometi, é um especial de Supernatural.

Decidi fazer este especial porque a estreia da quinta temporada é já daqui a dois dias e também porque é das minhas séries favoritas da actualidade. No MiniCast foram falados assuntos como temporadas favoritas e também falei um pouco sobre a coluna que fiz o mês passado, da repercussão que a mesma teve, deixando alguns agradecimentos pelo meio.

O som ficou um pouco com ruído, não sei porquê, mas mesmo assim decidi publicar pois está bastante audível. Também neste terceiro MiniCast foi anunciado um passatempo para o pessoal do Brasil. Descubram o que é no final do mesmo.

E pronto, é isso. O quarto MiniCast está previsto para o final desta semana.