Hawthorne – Primeira Temporada (2009)

Setembro 11, 2009

h1Num panorama televisivo americano já recheado com um bom número de série dedicadas ao tema médico, com excelentes dramas por sinal, Hawthorne conseguiu contudo acrescentar algo. Conseguiu demonstrar o lado dos enfermeiros que vêem muitas vezes esquecido o seu papel nas séries médicas. Hawthorne consolidou-se como uma boa série para uma altura em que as novas séries e as já existentes eram escassas, conseguindo o voto de confiança da TNT para uma nova temporada. Com uma protagonista com personalidade forte, não hesitando em fazer ver os seus pontos de vista e para defender os seus ideais vai até onde for necessário. As personagens são interessantes e a química geral entre o elenco é agradável. Os dramas apresentados nem sempre conseguiram comover, mas tivemos bons dramas, boas histórias e bons desenvolvimentos nas personagens.

Bobbie, o braço direito de Hawthorne, com uma perna de aço, mas que poderia muito bem ser o braço, digna de uma força, capaz de enfrentar de cabeça erguida pacientes racistas, roubos, mas que tem um fraco assumir os seus sentimentos. Kelly, a estagiária, que como qualquer estagiária sobre pressão chega a colocar em dúvida a sua vocação, inicialmente meio trapalhona mas que nos proporcionou alguns momentos cómicos mas também comoventes. Ray e Candy é impossível separar estas duas personagens, Ray não larga Candy e esta apesar de não lhe dar corda inicialmente acaba por revelar os seus verdadeiros sentimentos na despedida. Ray que para o final da temporada ficou com o papel de bobo da corte, quer seja por andar sempre atrás da sua amada Candy, quer a meter-se em embrulhadas, proporcionando-nos algumas gargalhadas. Tom, o chefe cirurgião, que na minha opinião merecia um maior destaque, quem sabe numa segunda temporada tal seja possível, uma personagem sempre disposta a cobrir as costas de Christina. E por último temos Camille, uma filha que cria alguns problemas a Christina, mas que no fundo é uma boa pessoa apesar da rebeldia.

Foi bom verificar a continuidade da série, verificada, por exemplo, na história de Isabel e David que vai sendo contada os longo de vários episódios, nunca deixando uma ponta solta sem depois voltar com a explicação final. Outro ponto de destacar é a excelente interacção entre Christina e Tom, desde o inicio foi notório a química existente entre as duas personagens e neste final de temporada foi possível ver que uma relação futura é mais do que provável, após um ano da morte do marido está na altura de Christina seguir com a sua vida e isso ficou bem evidente nos momentos finais da temporada, esta será uma das histórias a aguardar para a nova temporada. Uma temporada com 10 episódios com um qualidade aceitável e as expectativas para a segunda temporada são boas, personagens e história a série tem, falta talvez desenvolver mais as relações entre as personagens, e por vezes deixar um pouco os casos clínicos mais para um segundo plano. É de realçar ainda que Hawthorne perdeu uma personagem interessante que juntamente com Ray nos proporcionavam bons momentos, Candy está de partida para uma missão de 6 meses, talvez volte para o fim da segunda temporada seria uma boa notícia quer para a série quer para Ray. Deu para passar bons momentos com Hawthorne.

35e

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House – Quinta Temporada (2008)

Setembro 11, 2009

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The irrational part of my brain thinks like the rational part of yours.

111 episódios. House já vive na televisão há 5 anos, já faz parte da vida de grande parte dos amantes de séries há 5 anos. 5 anos é um largo período de tempo. No mundo das série é raro uma série durar tanto tempo. E House demonstrou o porquê disso. Após 111 episódios, a série não é a novidade que era no inicio. Falta novos casos, novas narrativas. Já não nos contentamos com pouco, já é preciso fazer algo diferente em todos os episódios.

Foi o principal defeito desta temporada. Habituar-nos mal. A quarta, e brilhante, temporada trouxe um ritmo novo a série. Houve mudanças, houve novas histórias para poder contar. Houve um processo de escolha que deu para encher vários episódios sem nos cansarmos. Ainda não tínhamos visto aquilo. Um House que tinha pela frente escolher uma nova equipa. Não sei quantos episódios durou, mas foram os suficientes para os casos médicos não se tornarem enfadonhos. Mas esse processo de escolha teve uma factura cara. A falta de ligação que tivemos durante parte da temporada passada com os novos personagens reflectiu-se agora. Faltava a ligação que tínhamos com o primeiro trio. Com o primeiro trio tivemos paciência, agora a que havia era pouca. E assim começou a nova temporada de House.

Esta nova temporada trazia um novo desafio. Aproveitar o que tinha restado da última e criar algo de novo. Começaram por tentar aproveitar o novo trio. Mas este ainda não tinha substituído da memória Cameron, Chase e Foreman. Começou por ai os erros. Faltava a ligação com as novas personagens. Algo que desse mais consistência a esta nova narrativa. Assim, tentaram colocar um dos antigos com uma dos recentes. Assim nasceu Forteen. A relação entre Foreman e Thirteen pouco trouxe, ou mesmo nada, de bom a série. A tentativa de colocar as novas personagens mais presentes perdeu-se. Faltou criar a ligação com o espectador. No final da temporada ela já era mais notória, mas se calhar faltaram os 4 episódios finais da 4º para cimentar esta relação. Talvez o laço com o espectador já teria sido mais forte se não tivesse ocorrido a greve dos argumentistas.

Para tornar claro esta falta de simpatia pelas personagens, é só ver que a saída de Kutner não teve nenhuma importância para a série, e se a teve foi paupérrima. Não conhecíamos a personagem, não nos tínhamos a aproximado delas. A saída dele não foi significativa para a série, nem para House que, apesar de passar um pequeno período de turbulência, não sofreu consequências de maior.

Para além disso, a nova temporada começou com outro erro. House e Wilson são compinchas. Aquela tentativa de criar alguns problemas a House no inicio de temporada foi perdida. Sabíamos, de antemão, que os argumentistas não separariam a dupla nem por nada. Eles eram das poucas coisas sólidas que a série tinha. E precisava de coisas sólidas. Perderam-se alguns episódios com esta situação que, do meu ponto de vista, não beneficiou ninguém.

Para além disso houve já ressente os seus 111 episódios nas costas. Com tantos casos médicos como o número de episódios, talvez um pouco menos, à série faltam ideias. As narrativas com os pacientes começaram só a servir de tela, de plano de fundo, não tendo nenhuma, ou poucas, consequências na vida dos personagens principais. A ligação falta. As histórias tornaram-se simples, os pacientes são cada vez mais rasos. Houve episódios em que se consegui dar a volta a isso. Mas quase toda a temporada viveu deste vírus, o problema de criar casos complexos, casos que trouxessem interesse a série. Outro problema para viver.

Mas nem tudo foi mal. Mas House só conseguiu bons episódios com ajuda, principalmente de fantasmas. Alucinações foram o pano de fundo do final da temporada, dos últimos 3/4 episódios. Só com esta muleta é que House conseguiu andar bem. Mas também deu para ver que ainda existem ideias para a série. O final foi a prova provada disto, com aquela excelente montagem e consequente twist. A série ainda pode surpreender, como também surpreendeu em, por exemplo, Locked In. O que é é que para chegar a um final deste foi preciso andar por caminho espinhoso. Esperemos que a nova temporada traga um House diferente. Se fosse pelos posters, a série estava salva.

Mas a salvação tem de traçada por outro caminho. Tem de ser traçada por um fortalecimento da relação com Cuddy. A relação tem sido adiada durante 5 temporadas, foi no final (não que me tenha importado muito, com aquele final) de novo adiada. E agora com falta de soluções para causar suspense (o casamento de Cameron), seria interessante ver como ocorreria a relação. Vamos lá ver as escolhas. O que fica certo é que House continuará com as piadas e “Everybody lies”.

35e


Audiências: Supernatural vs The Vampire Diaries

Setembro 11, 2009

425.ackles.cohan.supernatural.050708Quem se saiu melhor na CW? Quem deve ter ajudado quem? Se eu disse que ‘The Vampire Diaries‘ teve uma das piores audiências de estreias dos últimos anos de canal acreditam? Não? Fazem bem, pois ‘Diaries’ arrancou com 4.8 milhões de telespectadores.

Já o começo da quinta temporada de Supernatural teve uma audiência abaixo do esperado, com apenas 3.4 milhões, ao contrário do 3.96 da estreia da quarta temporada. Apesar de tudo, continua a ser números muito bons para o canal, tendo em conta que 90210 e Melrose Place conseguiram as duas menos de 3 milhões.

Big Brother, que termina na próxima terça-feira, conseguiu 7.6 milhões. Os restantes programas foram apenas repetições. Para a semana teremos a estreia de Fringe, veremos como se sairá.


Alguém quer ver a promo perfeita de True Blood?

Setembro 11, 2009

3768048298_06d7281faa13 de Setembro. Às horas que escrevo este post faltam 2 dias 11 horas 55 minutos e 26 segundos para a Season Finale. Estão desesperados como eu, que conto até os segundos, para ver o final da série vampírica? Se estão, é caso para verem este excelente promo que a HBO decidiu libertar. Se não, dêem só uma espreitadela. Com música dos Depeche Mode, a grande banda britânica, que nós traz Corrupt, o promo dá para matar um pouco as saudades (duas semanas sem sangue é muito), para além de se ver uma montagem de excelente qualidade. E só faltam 2 dias 11 horas 51 minutos e 22 segundos.


Supernatural 5.02: Promo, fotos e sinopse

Setembro 11, 2009

Supernatural regressou ontem à televisão americana com a estreia da quinta temporada. Eu já vi o episódio e posso dizer que foi um regresso espectacular. A seguir podem ver a sinopse, fotos e o vídeo promocional do segundo episódio da temporada, intitulado “Good God Y’all”, que terá o regresso de algumas personagens bem conhecidas da segunda época.

Sinopse:

Castiel conta a Sam e Dean que está indo à procura de Deus, pois ele será capaz de lutar contra e derrotar Lúcifer. O velho amigo de Bobby, Rufus, está apavorado por causa de demónios que estão a atacar a sua cidade, e pede ajuda a ele. Sam e Dean chegam à cidade e descobrem que existem um feitiço lançado sobre a cidade, que faz com que os seus habitantes pensem que estão a ser atacados por demónios e se matem uns aos outros.

Fotos promocionais:

Vídeo promocional:

Para mais notícias sobre a série, podem visitar o nosso parceiro Supernatural Fans Portugal.


Glee (1.02) – Showmance

Setembro 11, 2009

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Yeah Push It…. Glee is back….

Conforme comentei no Mini-Cast #2, Glee é uma das grandes apostas para fall-season e com certeza gerou muita agitação na mídia, com toda a divulgação fervorosa (cenas musicais, propragandas estilo “You’re Glee or Gleek“, entre outros) do canal FOX, que nitidamente aposta na série como uma das mais promissoras já apresentadas. Resta saber: Cumprirá tal destino? Em maio, Glee fez sua pré-estréia, conquistando-me de imediato, com sua forma tocante e inteligente de conduzir uma história que tinha tudo para ser recheada de esteriótipos já tão familiares ao público. Pode soar exagerado, mas o piloto entrou para minha lista de favoritos de todos os tempos, pois ainda me veem lágrimas aos olhos só de pensar ou mesmo assistir novamente “Don’t Stop Believin’ “. Showmance tem a função de continuar o excelente trabalho deixado pelo piloto e sem sombras o cumpri de maneira satisfatória. Alguns “issues” são nítidos, a exemplo dass gravações que são sobrepostas nas cenas, resultam um pouco na falta de sincronização nos lábios. Este não conseguiu ter um momento digno do anterior, mas ainda é muito cedo para votar ou julgar. Mudando  o foco, pensei na maneira como iria fazer os reviews da série, pensei no jeito formal de sempre, mas resolvi me inspirar no nome do coral e assumir New Directions.

Will após ter tomado uma arriscada decisão ao assumir o comando do coral, pareçe estar confortável e seguro com sua escolha, porém ele terá que enfrentar muito mais do que simplesmente coordenar a garotada. Mattew Morrison (Hairspray e Footlose – Broadway) traz um senso de sinceridade e honestidade ao seu personagem, fazendo-nos acreditar realmente em sua capacidade como líder de um grupo tão diverso de pessoas. Já ficou bem claro que sua grande rival será sua colega de trabalho, a treinadora de cheerleaders, Sue, interpretada pela Jane Lynch (Party Down, Two And a Half Man). Foi interessante ver o constante conflito entre eles e as nítidas tentativas dela sabotar o coral, alegando que ele não tem candidatos suficientes para se inscrever nos torneios, que exigem um grupo de pelo menos 12 e tudo que lhe resta é metade disto.

Primeiro momento musical: “Le Freak” by Chic, mostra os garotos se arriscando no Disco, mesmo que contra sua vontade, já que Will parece ser o único a concordar em apresentar este número para a escola inteira. Will, vamos acordar: “The Disco is sooo over”. Como diria Simon Cowell (American Idol) : ” Too old-fashion for me” .

Família, o próprio nome já diz tudo, podendo sentir na pele a angústia de Will com a visita da irmã de Terri, seu marido e os três pequenos “anjinhos”, neste momento lembrei aonde estaria a  Pam( True Blood) para cuidar deles. Ironicamente a cena faz menção ao “American Dream”, o esteriótipo da vida perfeita, da casa perfeita, da família perfeita e blah blah blah, que na prática sabemos que é tudo bem diferente do que aparenta.

Segundo momento musical: “Gold-Digger” by Kanye West, mostrou sem sombra de dúvida que essa versão poderia ser facilmente  descartada do episódio. Me senti envergonhada por eles ao vê-los interpretarem essa música. Nada parecia combinar e naturalmente Mr.Schuester encarnando o Kanye West não foi nada cooool.

Um pouco de romance nunca faz mal, afinal Emma nutre uma paixão “não tão disfarçada” pelo Will-Digger e Rachel começa a ter sentimentos incontroláveis por Finn, que até resultam nela indo ter uma conversa com o vaso sanitário. Achei mega relevante a introdução do “Salvation Club“, mesmo tendo como membras, garotas cheerleaders de vestidinho curtinho. Na minha opinião esse é um dos grandes momentos, pois mostrou mais uma vez quanto Lea Michelle (Spring Awakening) traz brilho e autenticidade a excêntrica e entusiasmada Rachel. Quando falei no review sobre o piloto, Glee é uma série que trata o universo High School sem todos aqueles tabus que envolvem os jovens. O discurso que Rachel faz revela que aquelas reuniões são uma farsa, pois os hormônios não conseguem disfarçar o que eles sentem, assim iguala as vontades femininas às masculinas. Yeah babe, you gooooo girl.

Momento “Humildade”: Quão honroso é ver Will trabalhar de faxineiro na escola para poder ganhar um salário de verdade, considerando que não ganha nada com o New Directions. Tudo isso para proporcionar o “American Dream” a sua mulher, nitidamente uma lunática sem noção de prioridades.

Momento “Cai na real“: Emma não parece querer esconder muito o que sente por Will, sendo assim recebe um “Ulimate Fight” do treinador Ken, que acha um absurdo ela ficar se humilhando por um homem casado, enquanto ele nitidamente quer levá-la pra sair, fato que ela acaba por aceitar. Confesso que até eu gostei da atitude direta do Coach.

Terceiro momento musical: “Push It” by Salt’n Pepa, trouxe o momento mais inusitado e como diria Sue “a mais ofensiva que a adaptação escolar do musical Hair. Novamente a pro-ativa Rachel decidi zelar pelo “mínimo” que ainda lhes resta da dignidade social, convencendo seus colegas com uma coreografia “Sexy, Ugly and Dirty”. Foi impagável quando Kirk bate na mão do Finn e depois bate na bunda dele. Pude sentir a vontade do garoto em abrir um buraco no chão para se esconder. Mesmo soando cafona e estranho aos olhos comuns, essa turma rende mais um marcante momento de puro humor e entretenimento. Claro que Rachel acabará sendo punida por tomar uma atitude tão drástica como essas.

Quarto momento musical: “I Say a Little Pray For You” by Aretha Franklin, traz uma nova faceta das garotinhas do pompoms, numa  forçada interpretação do clássico da divã Aretha, Quinn e suas colegas esbanjam sincronia na dança e charme, pois a cantoria em si foi bem ddesincronizada. Mal posso esperar pra ver como irá funcionar o coral e a batalha de gigantes entre a Bitch-Virgin-Queen e Geek-Drama-Queen, uma tentando recuperar e a outra tentando conquistar o Poor-Goofy-Guy. É interessante ver a Bitch sentir-se ameaçada pela Geek, mais um ponto para os Gleeks.

É revoltante ver a Terri agir daquela forma, forçando situações, fazendo Will se desdobrar em cinco para atender suas vontades e descobrirmos que no fim das contas ela não está grávida. Como será aproveitada essa trama no meio da história será uma questão a se discutir, pois ela reforça mais afirmando que espera um menino.

Momento “Teu homem é meu agora, querida”: Descontraidos ao piano, Finn e Rachel tem uma sincera conversa. É fácil ver a química que esses dois tem juntos, desde quando cantam ou se movimentam perto um do outro. É tão sincero quando ele confessa que senti algo quando ela canta e claro que muito esperta ela põe seus lábios a disposição e não é que ele corresponde, porém nem tudo pode ser controlado nessa vida, certo rapazes. Por mais constrangedor que seja, foi muito engraçado vê-lo recordar do acidente em que ele atropela um homem, devido ao mesmo problema em seu “maquinário”.

Quinto momento musical: Take a Bow” by Rihanna, mostra o lado sentimental e por vezes dramático de Rachel, que interpreta belissimamente a canção, com excelentes alcançes das notas altas e com expressividade tremenda, pois acabará de receber a nóticia que perdera seu solo para Quinn. Pode parecer estranha a atitude de Will, mas é neste momento que a magia acontece, pois Glee is about fun and you’re not always be the start but i’ll do my best to make sure that you’re always have fun”.

90