Glee (1.02) – Showmance

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Yeah Push It…. Glee is back….

Conforme comentei no Mini-Cast #2, Glee é uma das grandes apostas para fall-season e com certeza gerou muita agitação na mídia, com toda a divulgação fervorosa (cenas musicais, propragandas estilo “You’re Glee or Gleek“, entre outros) do canal FOX, que nitidamente aposta na série como uma das mais promissoras já apresentadas. Resta saber: Cumprirá tal destino? Em maio, Glee fez sua pré-estréia, conquistando-me de imediato, com sua forma tocante e inteligente de conduzir uma história que tinha tudo para ser recheada de esteriótipos já tão familiares ao público. Pode soar exagerado, mas o piloto entrou para minha lista de favoritos de todos os tempos, pois ainda me veem lágrimas aos olhos só de pensar ou mesmo assistir novamente “Don’t Stop Believin’ “. Showmance tem a função de continuar o excelente trabalho deixado pelo piloto e sem sombras o cumpri de maneira satisfatória. Alguns “issues” são nítidos, a exemplo dass gravações que são sobrepostas nas cenas, resultam um pouco na falta de sincronização nos lábios. Este não conseguiu ter um momento digno do anterior, mas ainda é muito cedo para votar ou julgar. Mudando  o foco, pensei na maneira como iria fazer os reviews da série, pensei no jeito formal de sempre, mas resolvi me inspirar no nome do coral e assumir New Directions.

Will após ter tomado uma arriscada decisão ao assumir o comando do coral, pareçe estar confortável e seguro com sua escolha, porém ele terá que enfrentar muito mais do que simplesmente coordenar a garotada. Mattew Morrison (Hairspray e Footlose – Broadway) traz um senso de sinceridade e honestidade ao seu personagem, fazendo-nos acreditar realmente em sua capacidade como líder de um grupo tão diverso de pessoas. Já ficou bem claro que sua grande rival será sua colega de trabalho, a treinadora de cheerleaders, Sue, interpretada pela Jane Lynch (Party Down, Two And a Half Man). Foi interessante ver o constante conflito entre eles e as nítidas tentativas dela sabotar o coral, alegando que ele não tem candidatos suficientes para se inscrever nos torneios, que exigem um grupo de pelo menos 12 e tudo que lhe resta é metade disto.

Primeiro momento musical: “Le Freak” by Chic, mostra os garotos se arriscando no Disco, mesmo que contra sua vontade, já que Will parece ser o único a concordar em apresentar este número para a escola inteira. Will, vamos acordar: “The Disco is sooo over”. Como diria Simon Cowell (American Idol) : ” Too old-fashion for me” .

Família, o próprio nome já diz tudo, podendo sentir na pele a angústia de Will com a visita da irmã de Terri, seu marido e os três pequenos “anjinhos”, neste momento lembrei aonde estaria a  Pam( True Blood) para cuidar deles. Ironicamente a cena faz menção ao “American Dream”, o esteriótipo da vida perfeita, da casa perfeita, da família perfeita e blah blah blah, que na prática sabemos que é tudo bem diferente do que aparenta.

Segundo momento musical: “Gold-Digger” by Kanye West, mostrou sem sombra de dúvida que essa versão poderia ser facilmente  descartada do episódio. Me senti envergonhada por eles ao vê-los interpretarem essa música. Nada parecia combinar e naturalmente Mr.Schuester encarnando o Kanye West não foi nada cooool.

Um pouco de romance nunca faz mal, afinal Emma nutre uma paixão “não tão disfarçada” pelo Will-Digger e Rachel começa a ter sentimentos incontroláveis por Finn, que até resultam nela indo ter uma conversa com o vaso sanitário. Achei mega relevante a introdução do “Salvation Club“, mesmo tendo como membras, garotas cheerleaders de vestidinho curtinho. Na minha opinião esse é um dos grandes momentos, pois mostrou mais uma vez quanto Lea Michelle (Spring Awakening) traz brilho e autenticidade a excêntrica e entusiasmada Rachel. Quando falei no review sobre o piloto, Glee é uma série que trata o universo High School sem todos aqueles tabus que envolvem os jovens. O discurso que Rachel faz revela que aquelas reuniões são uma farsa, pois os hormônios não conseguem disfarçar o que eles sentem, assim iguala as vontades femininas às masculinas. Yeah babe, you gooooo girl.

Momento “Humildade”: Quão honroso é ver Will trabalhar de faxineiro na escola para poder ganhar um salário de verdade, considerando que não ganha nada com o New Directions. Tudo isso para proporcionar o “American Dream” a sua mulher, nitidamente uma lunática sem noção de prioridades.

Momento “Cai na real“: Emma não parece querer esconder muito o que sente por Will, sendo assim recebe um “Ulimate Fight” do treinador Ken, que acha um absurdo ela ficar se humilhando por um homem casado, enquanto ele nitidamente quer levá-la pra sair, fato que ela acaba por aceitar. Confesso que até eu gostei da atitude direta do Coach.

Terceiro momento musical: “Push It” by Salt’n Pepa, trouxe o momento mais inusitado e como diria Sue “a mais ofensiva que a adaptação escolar do musical Hair. Novamente a pro-ativa Rachel decidi zelar pelo “mínimo” que ainda lhes resta da dignidade social, convencendo seus colegas com uma coreografia “Sexy, Ugly and Dirty”. Foi impagável quando Kirk bate na mão do Finn e depois bate na bunda dele. Pude sentir a vontade do garoto em abrir um buraco no chão para se esconder. Mesmo soando cafona e estranho aos olhos comuns, essa turma rende mais um marcante momento de puro humor e entretenimento. Claro que Rachel acabará sendo punida por tomar uma atitude tão drástica como essas.

Quarto momento musical: “I Say a Little Pray For You” by Aretha Franklin, traz uma nova faceta das garotinhas do pompoms, numa  forçada interpretação do clássico da divã Aretha, Quinn e suas colegas esbanjam sincronia na dança e charme, pois a cantoria em si foi bem ddesincronizada. Mal posso esperar pra ver como irá funcionar o coral e a batalha de gigantes entre a Bitch-Virgin-Queen e Geek-Drama-Queen, uma tentando recuperar e a outra tentando conquistar o Poor-Goofy-Guy. É interessante ver a Bitch sentir-se ameaçada pela Geek, mais um ponto para os Gleeks.

É revoltante ver a Terri agir daquela forma, forçando situações, fazendo Will se desdobrar em cinco para atender suas vontades e descobrirmos que no fim das contas ela não está grávida. Como será aproveitada essa trama no meio da história será uma questão a se discutir, pois ela reforça mais afirmando que espera um menino.

Momento “Teu homem é meu agora, querida”: Descontraidos ao piano, Finn e Rachel tem uma sincera conversa. É fácil ver a química que esses dois tem juntos, desde quando cantam ou se movimentam perto um do outro. É tão sincero quando ele confessa que senti algo quando ela canta e claro que muito esperta ela põe seus lábios a disposição e não é que ele corresponde, porém nem tudo pode ser controlado nessa vida, certo rapazes. Por mais constrangedor que seja, foi muito engraçado vê-lo recordar do acidente em que ele atropela um homem, devido ao mesmo problema em seu “maquinário”.

Quinto momento musical: Take a Bow” by Rihanna, mostra o lado sentimental e por vezes dramático de Rachel, que interpreta belissimamente a canção, com excelentes alcançes das notas altas e com expressividade tremenda, pois acabará de receber a nóticia que perdera seu solo para Quinn. Pode parecer estranha a atitude de Will, mas é neste momento que a magia acontece, pois Glee is about fun and you’re not always be the start but i’ll do my best to make sure that you’re always have fun”.

90

0 respostas a Glee (1.02) – Showmance

  1. LR diz:

    não conseguia parar de rir no momento do “Push it” que cena tão estranha (no bom sentido).
    Glee supreendeu-me bastante com este episódio, muito engraçado! Foi só rir🙂

  2. Eu gostei de Gold-Digger, mas a Take a Bow eu achei bem ruinzinho… não gostei de ver a música sendo apresentada estilo “clipe de música”, com momentos surreais como a menina cantando no meio do corredor de frente para o Finn. Gosto quando a música é inserida na série naturalmente, como uma apresentação do coral mesmo, não como musical. Mas enfim…

    Também notei o grande problema de sincronismo das músicas com os lábios dos atores, a série perde um pouco o charme com defeitinhos como esse. =/

    Quanto ao episódio, gostei bastante, só não curti a cheerleader entrando no Glee club, mas reconheço que essa foi uma decisão importante para fazer a história andar. =D O importante é q o episódio não desaminou, mantendo o nível do excelente piloto – que também considero um dos melhores já feitos! Já estou curiosa para conferir as outras músicas que eles vão cantar \o/

    • Entendi perfeitamente a questão do Take a Bow, realmente ele é apresentado de uma maneira meio “pastelona”, meio novela, mas entendo tb o por que disse: Rachel é assim, dramática e intensa e por vezes beira um pouco no brega, mas temos que conver essa menina se transforma quando canta, alias esse é o grande ponto de Glee, eles pegaram atores nada notórios até então, com rostos comuns e nada ESTONTEANTES( a exemplo de todas as séries teen glamour atualmente) e os colocam da forma que são e definitivamente quando cada um canta: TRAZ aquele elemento que faz toda a diferença e sem dúvida mantem o nivel a cada.
      Quando a Quinn entrar no coral, tb achei uma jogada arriscada, porém dá de se entender q eles tem que trabalhar com o elenco secundário, além de precisarem desesperadamente de mais 6 competidores para irem para as regionais.
      Quando as musicas escolhidads para este não tiveram o mesmo inpacto que as do pilot, porém foram otemas de aprecisar.
      Espero que a sincronização de lábios melhores, foi esse um dos fatores que me fez odiar Gold-Digger, pois parecia extremamente FALSO e forçado, mas sem duvida Mercedes salva tudo com sua intro.

  3. João diz:

    Fartei me de rir com este episódio, lindo🙂

  4. Calado diz:

    Já não me ria com um episódio à bastante tempo. As personagens desta série são todas freaks. Muito caricatas. Adorei.

  5. Mandy diz:

    aff mew…o segundo episodio foi perfeito…vcs ficam falafo merda aff…vai pra PQP…

    • Mandy, somente gostaria de saber que tipo de “merdas” foram faladas. Eu adianto que minhas nenhuma, apontei uma falha ou outra mas que de maneira NENHUMA diminui o quão PERFEITA essa série é e pode ser. Acho que criticas tb são mega validas, até mais que elogios. Perfeição não é um fundamento humano e sim algo a ser conquista e Glee é um exemplo claro disso, cresce e amadurece a cada momento. Repito a série é sem duvida a grande promessa do fall-season e tem tudo pra surpreender mta gente q não está colocando mta fé nela. We’re all GLEEKERS to the end!

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