Hawthorne – Primeira Temporada (2009)

h1Num panorama televisivo americano já recheado com um bom número de série dedicadas ao tema médico, com excelentes dramas por sinal, Hawthorne conseguiu contudo acrescentar algo. Conseguiu demonstrar o lado dos enfermeiros que vêem muitas vezes esquecido o seu papel nas séries médicas. Hawthorne consolidou-se como uma boa série para uma altura em que as novas séries e as já existentes eram escassas, conseguindo o voto de confiança da TNT para uma nova temporada. Com uma protagonista com personalidade forte, não hesitando em fazer ver os seus pontos de vista e para defender os seus ideais vai até onde for necessário. As personagens são interessantes e a química geral entre o elenco é agradável. Os dramas apresentados nem sempre conseguiram comover, mas tivemos bons dramas, boas histórias e bons desenvolvimentos nas personagens.

Bobbie, o braço direito de Hawthorne, com uma perna de aço, mas que poderia muito bem ser o braço, digna de uma força, capaz de enfrentar de cabeça erguida pacientes racistas, roubos, mas que tem um fraco assumir os seus sentimentos. Kelly, a estagiária, que como qualquer estagiária sobre pressão chega a colocar em dúvida a sua vocação, inicialmente meio trapalhona mas que nos proporcionou alguns momentos cómicos mas também comoventes. Ray e Candy é impossível separar estas duas personagens, Ray não larga Candy e esta apesar de não lhe dar corda inicialmente acaba por revelar os seus verdadeiros sentimentos na despedida. Ray que para o final da temporada ficou com o papel de bobo da corte, quer seja por andar sempre atrás da sua amada Candy, quer a meter-se em embrulhadas, proporcionando-nos algumas gargalhadas. Tom, o chefe cirurgião, que na minha opinião merecia um maior destaque, quem sabe numa segunda temporada tal seja possível, uma personagem sempre disposta a cobrir as costas de Christina. E por último temos Camille, uma filha que cria alguns problemas a Christina, mas que no fundo é uma boa pessoa apesar da rebeldia.

Foi bom verificar a continuidade da série, verificada, por exemplo, na história de Isabel e David que vai sendo contada os longo de vários episódios, nunca deixando uma ponta solta sem depois voltar com a explicação final. Outro ponto de destacar é a excelente interacção entre Christina e Tom, desde o inicio foi notório a química existente entre as duas personagens e neste final de temporada foi possível ver que uma relação futura é mais do que provável, após um ano da morte do marido está na altura de Christina seguir com a sua vida e isso ficou bem evidente nos momentos finais da temporada, esta será uma das histórias a aguardar para a nova temporada. Uma temporada com 10 episódios com um qualidade aceitável e as expectativas para a segunda temporada são boas, personagens e história a série tem, falta talvez desenvolver mais as relações entre as personagens, e por vezes deixar um pouco os casos clínicos mais para um segundo plano. É de realçar ainda que Hawthorne perdeu uma personagem interessante que juntamente com Ray nos proporcionavam bons momentos, Candy está de partida para uma missão de 6 meses, talvez volte para o fim da segunda temporada seria uma boa notícia quer para a série quer para Ray. Deu para passar bons momentos com Hawthorne.

35e

0 respostas a Hawthorne – Primeira Temporada (2009)

  1. Tudo bem q a série marcou pelo fato de pôs o monopólio nos enfermeiros, mas para mim a série terminou com um saldo horrível. Foram poucos os episódios que me emocionaram ( o do bebê que morre foi o que me fez ver o Finale ) e Ray com Candy foi algo sofrível com histórias chatas e soltas ao contexto da série ( aqueleepisódio com o jogo de Hockey foi “Hãããnn???” ) . Bobbie, Kelly e Tom foram os salvadores, pois até mesmo Christina chegou nos meus nervos mais para o final com a mania de se meter em tudo.
    Não sei se vou ver a 2ª temporada. Talvez o início, mas se continuar como essa 1ª, desisto logo no início…. 5d1d5s1fd
    Abraços!

  2. Curioso tava agora mesmo vendo o seus reviews sobre hawthorne, eu não desgostei da série, confesso que tal como voce no fim da temporada o jeito metido de Hawthorne se tornou um pc irritante e exagerado, mas eu gostei das personagens, cd uma à sua maneira sobe dar um contributo à serie, e teve dois episódios para mim mt bons, que demonstram que a série tem potencialidades, basta sabe-las explorar da melhor maneira. Mas também sou uma apaixonada por dramas médicos.

  3. Anónimo diz:

    qwweaa qwweaa qwweaa ds25296sd

  4. Camila Oliveira diz:

    Essa provavelmente foi a primeira opinião positiva sobre a série que li! Geralmente só leio críticas, muitas critícias, do tipo “Grey’s Anatomy piorada” e coisas do tipo.

    Eu acompanhei Hawthorne por nunca cansar de dramas médicos e por não ter quase nada de melhor para fazer na Mid Season, então escolhi três séries e as assisti: Nurse Jackie, Hawthorne e Royal Pains (só agora me dei conta que as três são sobre medicina dfgds ). Dessas, Hawthorne foi a que achei mais fraca.

    O que mais me irritava, e já foi até dito nos comentários, era a intromição da Christina em tudo e o fato das regras nunca serem seguidas por ela. Regras existem por uma boa razão e devem ser seguidas. Lembro do episódio que ela chegou ao cúmulo de ir à casa da paciente que era vítima de vilência doméstica dfdfsd O que é que foi aquilo… Entretanto, não nego que a personagem tinha lá seu carisma, como a Jada Pinkett Smith também o tem. O motivo de eu ter insistido na série foi exatamente este, o Michael Vartan e a participação da Sarah Lancaster, que amo.

    O resto dos personagens eu até simpatizei. Se bem que o Ray era uma espécie de George O’Malley 2.0. Bem loser ele. A Candy eu também gostava, mas aquela história de bater punheta proporcionar “finais felizes”, aos pacientes soldados foi um pouco demais para mim. A Bobbie era simpática, assim como a Kelly. Só a Camille era realmente um pé no saco, como quase todo adolescente de série e de verdade.

    • Nilson Vizone diz:

      Todos os que reclamam da série infelizmente talvez desconheçam o ambiente hospitalar e o que a enfermagem vive de fato. Jadda no papel de Christina talvez peque sim em descumprir regras, principalmente por estar no cargo de chefia de enfermagem, mas demonstra-se extremamente humana, batalhando sempre pelos profissionais que estão sob sua responsabilidade. Talvez todos adorem assistir a baixaria de outras séries com enfermeiras e médicos transando dentro do hospital para piorar (se é que é possível) a imagem da categoria. A atitude da Candy então nem precisa ser classificada como reprovável, pois demonstra ser a prostituta da área. O Ray embora tenham dito que parece o O´Malley, demonstra ser competente mas frustrado (fingiu ser médico, é mole ?). Camille realmente é irritante e fútil.
      No entanto, demonstra o respeito entre profissionais e o trabalho em equipe mas de forma respeitosa (salvo as eternas brigas entre médicos e enfermeiros).

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