Audiências: Melrose escorrega em relação a estreia

Setembro 17, 2009

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Audiência de Terça-Feira, 15/09/09

Apesar de não ter sido uma audiência parecida com a primeira noite, The Jay Leno Show voltou a ser a estrela da noite e a NBC a vencedora desta, também devido a The Biggest Loser (9,87 milhões). Com 10,7 milhões o programa teve uma queda, mas mantém-se em números muito bons. É de lembrar que o talk show foi muito criticado por ser uma aposta arriscada. Isto devia-se porque, primeiro, roubaria espaço a séries, que já era um produto que se sabia dar audiências e depois que Jay Leno iria competir com grandes sucessos da TV americana. Apesar de ainda não ser possível medir a segunda parte, a NBC parece que já ganhou a primeira, pois Jay Leno está a fazer boa figura. Vamos continuar a ver o que os americanos dizem.

Continuando, referir que o final de Big Brother, que arrecadou 7,9 milhões de espectadores para a CBS. Quem está mal de saúde é a CW. A emissora foi a única que já lançou quase toda a carne no assador, mas não se tem saído assim brilhantemente. Apesar de ter 90210 estável (2,42 milhões), viu uma das suas novas apostas a cair ao comprido. Melrose Place teve uma queda de 23% em relação a semana anterior, fixando-se pelos 1,81 milhões espectadores. É o chamado “Efeito piloto”.

Aqui ficam os resultados hora a hora:

8pm-9pm:

NBC: The Biggest Loser (3.5/11, 9.33M)
CBS: NCIS (R) (2.4/7, 11.99M)
FOX: More to Love (1.6/5, 3.83)
ABC: Shark Tank (R) (1.1/3, 3.61M)
CW: 90210 (1.2/4, 2.42M)

9pm-10pm:

NBC: The Biggest Loser (4.2/11, 10.41M)
CBS: Big Brother Season Finale (2.7/7, 7.93M)
FOX: More to Love (1.9/5, 4.76M)
ABC: Shaq Vs. (1.7/4, 4.34M)
CW: Melrose Place (1.0/3, 1.81M)

10pm-11pm:

NBC: The Jay Leno Show (3.3/9, 10.74M)
CBS: Big Brother Season Finale (3.0/8,7.88M)
ABC: Barbara Walters Special (1.8/5, 6.06M)

Fonte: TVbytheNumbers


True Blood (2.12) – Beyond Here Lies Nothin'

Setembro 17, 2009

tb212True Blood tem uma forma de construir as suas temporadas. Ao longos dos primeiros onze episódio, a história desenrola-se bem até chegarmos ao derradeiro final. É na décima segunda hora que vemos o desfecho daquilo que foi construído anteriormente, mas ao contrário da maioria das séries, essa última hora está dividida em duas partes, ao estilo de Heroes: o fim de um capítulo e o início de outro. Não percebo, sinceramente, o porquê de tanta gente ter odiado essa fórmula apresentada, ainda para mais quando aconteceu o mesmo na primeira temporada, mas são opiniões e eu estou aqui para explicar o meu ponto de vista.

A primeira parte foi a melhor das duas, com o desfecho de toda a história da ménade. As oferendas estavam todas dadas, as damas preparadas e a noiva desesperada à espera do seu marido. Gostei bastante do facto da série ter entrado nesse ramo mitológico, algo que poucas séries fazem mas quando apostam nisso, quase sempre resulta em histórias interessantes (alguém dúvida que grande parte da mitologia de Lost será explicada em função da egípcia?). Adorei a atitude do Sam em ter-se sacrificado pela população de Bon Temps e, principalmente, por ter sido ele a matar a Maryann, visto que ele foi quem mais sofreu nas mãos dela. Quando apareceu aquele boi (ou sei lá como aquilo se chama) pensei “não, não podem ter mesmo invocado o Deus, ainda mais nessa forma”, mas quando vi que era o Sam fiquei de boca aberta. Tal como a rainha disse, assim que a ménade acreditar que o Deus veio, ela fica vulnerável, e foi isso que aconteceu. O Bill também teve um papel importante em tudo isso, visto que ele foi quem salvou o Sam, apesar de não se darem bem durante toda a série. Para quem tinha dúvida se o Andy tinha algum poder sobrenatural por nunca ter ficado enfeitiçado pela Maryann, ficou a saber da verdade neste episódio quando ele e o Jason acabam por terem os ‘bug’s eyes’.

A segunda parte foca-se nas consequências de tudo o que aconteceu. Como é óbvio, ninguém se lembra de nada e todas as hipóteses são possíveis. Mais uma vez digo o quanto eu gosto de ver essa população de Bon Temps a teorizar e falar do que não sabe, é sempre muito divertido. Já agora, repararam que a primeira mulher que aparece no bar e fala com o Sam é a escritora dos livros que deu origem à série, Charlaine Harris? Ela pode ter muito jeito para escrever e muita imaginação para criar essas personagens e história, mas uma simples fala deu para perceber que a representação não é o seu forte. Enquanto uns voltam ao normal, outros estão pior que nunca. Estou a falar, como já devem ter percebido, do Eggs. A sua história é muito idêntica à da Tara, ou seja, foi encontrado pela Maryann e serviu para fazer o trabalho sujo da mesma. Quando ele descobre que matou três pessoas, não se perdoa a si mesmo e tentar ir para a cadeia, mas é então que acontece o que eu menos gostei no episódio: a morte dele nas mãos do Jason. Soou tudo tão irreal, sei lá, detestei! Espero ao menos que isso tenha repercussões importantes no futuro.

Por fim, temos um pedido de casamento. Bill, apaixonado, pede Sookie em casamento que tem uma reacção normal de quem é pedido em casamento por um vampiro. Tal como ela aponta, é difícil quando ela começar a envelhecer e ele continuar com a mesma idade, por isso é uma grande decisão que precisa de ser tomada. Enquanto uns estão à beira do casamento, outros como o Hoyt e a Jessica continuam às turras. Essa segunda parte da temporada serviu, como disse no início, para introduzir a terceira temporada que chega em Junho de 2010. Quem raptou Bill e o que é a Sookie são duas perguntas que devem ser respondidas, assim como o parentesco de Sam. Ansiosos? Eu estou!

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Greek (3.03) – The Half-Naked Gun

Setembro 17, 2009

snapshot20090916210331Comentei que a trama do “Gotcha Game” tinha sido mal explicada e aproveitada, porém pude  entender o por que. Num de seus episódios mais engraçados,Greek consegue reinventar suas tão corriqueiras festividades. Num jogo interativo, cada participante tem um alvo específico a eliminar, assim descobrimos que ainda restam 20 competidores na brincadeira, entre eles: Rusty,Calvin, Beaver e três garotas da ZBZ. Rusty e Calvin apesar de viverem em fraternidades diferentes, sempre tentam preservar a amizade, porém quando colocamos armas,dardos e alvos no meio,alguém sempre sai ferido. Eis que o alvo do Spitter é Calvin, ou seja, BANG- Eliminado! Ironia do destino, Rusty pega o alvo que seria do amigo e eis que surge a grande surpresa: Jordan deverá ser colocada em sua mira. Desde então senti que isso seria muito interessante de se ver,considerando que os pombinhos estavam tentando dar o famoso ” próximo passo na relação”. Como o próprio Cap diz ” Being a geek save your life“, justificando assim o fato dele ter sido o único sobrevivente da casa. Dilemas a parte, os garotos o aconselham a acabar logo com essa história, mesmo tratando-se de Jordan, para que eles faturarem a tão desejada recompensa em dinheiro. Cap realmente rouba a cena algumas vezes com seus insanos comentários, a exemplo da excelente imitação das famosas vozes grossas dos trailers de filmes ou seriados de tv: The begining of the end is starting: now, again…this summer“.

Considere os momentos a seguir como os melhores já vistos, recheados de criatividade e sutileza entre as cenas, mostrando extrema continuidade e fluidez. Rusty reluta em “Gotcha your love and win the game“, porém o tabuleiro muda de posição, quando este descobre que sua amada é a misteriosa Jekyll (homenagem a história do Médico e o Monstro), que transforma a relação dos dois, como já dito no site da ABC family:  “Começando como os Montagues e Capuletos e terminando como o casal assassino, Sr. e Sra. Smith), mostrando que Greek ainda se inova em termos de analogias. Toda aquela cena do guardião Cap evitando que Rusty leve o “tiro” , junto a intromissão de Becks como guardiã de Jordan foi simplesmente fenomenal. Inevitável não rir com eles juntos em cena, esbanjando interação e diálogos cômicos. Como se já não bastassem esses risos, vemos os garotos na KT preparando o “armamento” para a batalha e creio que o destaque vai novamente a Cap, vulgo Morpheus (Trilogia Matrix), com a famosa cena das pratileiras de armamentos e as escolhas que Rusty deverá fazer dali pra frente, só faltou o momento da pílula azul e vermelha. Mesmo tentando emboscar J.J, os pombinhos conseguem se distanciar de toda a confusão para terem um momento juntos. Jordan cresceu muito na minha opinião e definitivamente nesta temporada, firmou-se como personagem regular, mostrando excelente química com Rusty, nitidamente mostrada nos momentos tensos entre eles no apartamento, toda a desconfiança, cheia de movimentos leves e mãos escondidas. Jordan prova que mulher possui todas as munições necessárias, convencendo- o a ceder, depois que esta tira a roupa em “busca de trégua”. Acho que todos entendem o que acontece, “Gotcha“??

Lembro que falei muito sobre a excelente trama inicial que colocava Casey a buscar algo para seu futuro, como o estágio em Washington, que por fim das contas não trouxe o melhor dela, mas sem dúvida a fez diferente.Episódios como esses me fazem lembrar que este é o último ano dela, de Evan, de Cappie e alguns outros ali, então me pergunto: Seria esse o fim de Greek? Concordo plenamente que se a temporada terminar neste mesmo ritmo de excelentes episódios, creio que quem aprecia a série se dará por satisfeito. Voltando para Casey, foi importante vê-la descontente com seu papel na casa, relacionado a suas atividades, sendo assim assume o posto de “Diretora Social ZBZ”, tendo que enfrentar a insuportável presidente, Catherine. Na segunda temporada, principalmente no seu ínicio considerei a série totalmente repetitiva, voltada sempre a mesma temática: festa, interação dos candidatos e etc. Consideravelmente podemos perceber que a ideía do evento deste vai além do que já foi apresentado, iniciando com os jogos “Gotcha” e finalizando com a tradicional “Undie-Run”, a famosa corrida entre os alunos “vestidos” somente com peças íntimas, marca registrada nas gerações da Cyprus Rhodes. Foi bom vê-la interagindo novamente com Evan após tanto tempo distante, sendo que estes unem forças para convencer os universitários a votarem na corrida. Ainda assim, gosto de ver que mesmo decidida, Casey mostrasse totalmente insegura de suas decisões, pelas quais a marcarão por algo tão sem significancia (palavras de Catherine). Virando o jogo, provando-se uma líder nata cheia de idéias, ela realmente veste o cargo de Diretora Social, envolvendo a corrida num projeto de assistencialismo a desabrigados, unificando a “falta de roupa de uns” para “doação de roupa para outros”.  Utilizando o apelido que  Cap dá a Casey no final, consigo classificar o que achei de “The Half-Naked Gun“:  UNDIE-TASTIC.

Melhor momento 1: Cappie entrando em câmera lenta dentro do apartamento de Rusty e salvando-o de levar um “Gotcha” de Jordan.

Melhor momento 2: Evan colocando a humildade pra fora e trabalhando pela primeira vez num restaurante frequentado essencialmente pelo público gay da região, que teve como ilustres clientes o novo casal: Grant e Calvin.

Pior momento: Dale não apareceu neste, mas mesmo sentindo falta do personagem, não fazia muito sentido ele aparecer.

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