Glee (1.03) – Acafellas

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I Wannaaaa Sexxxxx Youuuuu Uppppppp

Primeiramente gostaria de explicar que estes reviews serão diferentes dos convecionalmente apresentados no Portal Séries. Visualmente são enormes, eu admito, porém senti que Glee deveria ser feito de outra forma, sendo assim não conseguiria resumir e deletar diversas partes, por isso os reviews serão divididos por momentos musicais e alguns momentos que aponto como revelantes para explicar o episódio como um todo. Glee chega a seu terceiro episódio e já apresenta alguns sinais característicos que me fazem acreditar no incrível potencial que a série pode ter daqui pra frente. Em episódios como esse vemos a série se distanciar somente dos seus momentos musicais relacionados ao Glee Club e assim mergulhar um pouco na dimensão do drama e desenvolvimento individual de alguns dos personagens. Acafellas mostra um amadurecimento diferente do apresentado nos dois primeiros e consegue de forma plenamente satisfatória entregar um resultado direto porém marcante. Por traz de alguns sentimentos aflorados, descobrimos revelações surpreendentes que ao mesmo tempo não são tão surpreendentes, considerando a forma com que são colocadas.

Escutei algumas opiniões de pessoas essa semana, que por conhecimento sei que não estão habituadas a acompanhar esse tipo de história mas que resolveram dar o braço a torçer ao assistir Glee. Mesmo o resultado não sendo satisfatório a eles, comprovou-se que Glee será efetivamente apressiado por pessoas que “compram” esse tipo de idéia e que realmente conseguem analisar uma série como essa além do que ela aparentemente mostra. Comparações são inevitáveis, porém ainda acho que Ryan Murphy traz algo de inovador para a televisão, deixando a critério de quem o vê, interpretar desta forma ou não. Pela primeira vez a série traz atores convidados ao seu elenco, entre eles Victor Garber(Alias) interpretando o pai de Will, numa cômica cena que resultou a revelação da gravidez de Terri aos pais dele, ressaltando a cara de “WTH i’m gonna do” dela ao saber que ele soltou a informação sem ao menos ela pensar antes o que fazer, considerando que não existe bebê nenhum. É bom ver o Garber interpretando um pai diferente do Papai Bristow de Alias (2001), aliás era uma das séries que mais gostava.

Momento “Amamos você, mas…”: Percebe-se que Will transmite intenso amor e dedicação aquilo que faz com o Glee Club, porém é notado sua falta de experiência com coreografias. Mr. Shue é colocado na parede pela primeira vez, muito por influência das Evil Cheerios sobre a Mini-Streisand, que por questão de lógica destaca-se novamente como porta-voz do grupo. Ainda me lembro do Mr. Falsetto Fashion perguntar a ela quando foi que a elegeram representante, porém é inegável pensar em outra líder, considerando o quão impulsiva, determinada e por vezes irritantemente decidida ela consegue ser. Aliás será interessante ver eles tentarem contratar Dakota Stanley, um consagrado coreografo do vibrante Vocal Adrenaline, o principal coral do campeonato regional.

Ver o Mr. Shue tomar controle de seus desejos e ter coragem de romper algumas barreiras foi bastante interessante, ainda mais considerando o excêntrico grupo de pessoas com quem ele decidi unir forças: Howard: The Countdown, Kevin: The Coach; Henri: The Fingers, que teve um inusitado acidente devido ao seu vício em xarope pra tosse que resultou na perda de seus polegares. Eis que nasce o grupo: Acaffelas.

Primeiro Momento Musical:This Is How We Do It” by Montell Jordan, cujos ensaios iniciam-se na casa de Will, para desespero de Terri. Por mais embaraçoso que eu ache os números que envolvam hip hop e outros clássicos do gênero, começei a apreciar mais, até consegui gostar de “Gold Digger”, após rever  o segundo episódio duas vezes. Como digo, é uma questão de hábito. Mudando de assunto é hilário ver que Will acha mesmo que o fato dele ter uma boy-band e estar mais confiante, melhorou o “apetite” de sua esposa por ele.

Toda aquela tensão presente entre os protagonistas confirmasse no momento em que Mini Streisand e Mr. Frank-Teen discutem a respeito dela ter “ofendido” o Mr. Shue e por assim tirado toda a confiança que ele tinha em treiná-los. Todos os componentes parecem estar de acordo com a contratação de Dakota, menos o Frank. Apesar dele próprio não saber que ele é a plena definição da palavra clichê (esteriótipos e padrões), acho interessante essa química  entre o cara popular e a garota que todos zoam, pois diferente do que normalmente é, Rachel desempenha o seu papel de maneira mais segura e convicta, jogando na cara dele que está sim rolando algo entre eles, porém ele não tem coragem de admitir.

O destaque do episódio sem dúvida vai para outra excêntrica dupla, Mercedes e Kurt, brilhantemente representados Amber Riley e Chris Cofler, que transmitem um verdadeiro sentido de amizade, que pode ser facilmente visto na vida real, pois os atores se tornaram muito próximos desde o ínicio das gravações. Uma Diva Fashion em conflitos, sentindo-se sozinha e carente de uma companhia masculina, porém seu único referencial é seu amigo Falsetto Fashion, que nitidamente mostra exuberância no seu modo de vestir e falar e que reconhece seu baixo potencial na “cadeia social escolar”, porém sempre tenta parecer superior perante tudo isso.

Segundo Momento Musical: “Poison” by Bell Biv Devoe, apresenta o Acafellas para uma pequena audiência entusiasmada com as novas celebridades locais. E não é que os garotos viraram sensação, saindo até na capa do jornal da cidade, extremamente elogiados por sua desenvoltura e conexão com a platéia.

Terceiro Momento Musical: “Mercy” by Duffy, confirma que o Vocal Adrenaline tem uma queda por hits de cantoras britânicas, porém essas canções se encaixam perfeitamente no estilo do grupo, trazendo sempre uma apresentação cheia de groove e atitude. Vestidos com os tradicionais uniformes azuis e preto, os garotos e garotas esbanjam a ótima coreografia além dos potentes vocais, mostrando realmente por que são o último grupo vencedor dos regionais. Nem sempre por traz desta mágica encontra-se um mágico simpático, sendo assim eis que surge The Cruel Dakota, um cara baixinho extremamente autoritário e careiro por sinal (8 mil dólares por número).

A ascensão dos Acafellas parece estar correndo risco, após a saída de dois membros do grupo, um que voltou ao vício dos xaropes e o outro que por problema de auto-estima sentiu finalmente a pressão. Frank-Teen parece também sucumbir a pressão, pensando em desistir do Glee Club, pois não aguenta mais ser taxado por todos e nitidamente está contra as decisões tomadas pela  Mini-Streisand. Puckerman surpreende ao se candidatar ao Acafellas, além de Frank-Teen que busca novas direções ao seu talento, além de também tentar trabalhar sua confiança. Sendo assim, novas oportunidades surgem e novos intregrantes compõem o até então desfalcado grupo.

Momento “Intervenção Gay”: Apresentada a famosa fórmula do amigo gay, aquele que apresenta todos os sintomas e mesmo assim não consegue visualizar desta forma. A garota por vezes parece também não enxergar, sendo assim, Diva Fashion transfere sua carência e solidão ao intenso carinho e presença de seu Falsetto Fashion, talvez a pessoa menos apropriada para corresponder seu sentimento. Mercedes deixa claro para Rachel e Tina que Kurt é o que mais se aproxima da realidade dela, nitidamente uma excluída da cadeia social e desta forma ele cumpre suas expectativas para um rapaz pois a trata de forma decente e consegue entender exatemente o que ela passa, pois ele também passa pelo mesmo. Ele pode não ser suficiente ao olhos dos outros, mas para ela é  muito.São momentos como estes que vemos o quanto Glee se distanceia do pastelão drama teen presente na atualidade, pois não aborda o tema da homessexualidade simplesmente por abordar ou simplesmente por que está na mídia e é bom pra “escandalizar”. Acompanho a um bom tempo os dramas teens  e posso contar inúmeros shows que usaram desse artifício para angariar somente audiência.

Quarto Momento Musical: “Bust Your Windows” by Jazmine Sullivan, apresenta o melhor número do episódio pois nele fica evidente a ascensão de uma diva ao estrelato. Pela primeira vez, Mercedes recebe um solo que apresenta todos os indicios de quão excelente cantora ela é, além de possuir uma personalidade digna de uma diva. Rebeldemente estoura as janelas do super-poderoso carro de seu não correspondido amor e  coordena as provocativas cheerios numa sensual coreografia destrutiva, exemplicando por que é a grande voz por trás de Glee. Vi numa entrevista que a atriz fez teste para o American Idol, porém recebeu um NÃO, mas diz que aprendeu muito com isso e agradece a negação pois pode melhorar e chegar aonde está agora.

Momento “Intervenção Dakota Stanley”: Uma coisa realmente não entendi: Como ele aceitou coordenar o grupo? Pois um simples “Car Wash” não seria suficiente para arrecadar fundos para contratá-lo, mas lá estava ele com seu “charme e carisma” caractetísticos. Dakota representa o nazismo do entretenimento, impondo, mutilando e humilhando tudo e todos que vee pela frente. Corta Artie, por este ser cadeirante, Mercedes  por seu peso, humilha Kurt ao chamá-lo de feioso inflamável, Rachel por seu nariz grande e Finn por sua cara de drogado e seu tamanho fora do normal. Se ele acha mesmo que estava ali para dizer a verdade, ele realmente nunca se olhou no espelho.

Momento “Consagrou-se uma líder nata”: Apesar de ter sido influenciada em suas atitudes ao contratá-lo, Rachel chama novamente a responsabilidade para concertar talvez o pior do erros que cometera: Esquecer quem eles são realmente. Assim, num surpreendente diálogo, nossa Mini-Streisand (comparação de seu nariz grande com o da cantora Barbra Streisand), consegue trazer a união de volta ao Glee Club. Achei muito legal cada um destacar seu diferencial e compará-lo ao de uma pessoa famosa, que mesmo sendo diferente conseguiu se destacar e mostrar seu  talento. Barbra Streisand foi taxada sempre por seu nariz, mas mostrou que era muito mais que isto quando atuava e cantava ou que J.Lo tem um traseiro muito grande ou Curtis Mayfield, que fez mais sucesso como músico e compositor depois de ser cadeirante. Para aqueles que ainda não entendem o por que da existência de Glee e o por que dele ser tão especial, pelo menos pra mim, deveriam assistir essa cena, pois ela resume tudo de forma tão simples.

Quinto Momento Musical: “I Wanna Sex You Up” by Color Me Bad, consagra o repaginado Acafellas, que agora conta também com a participação do estranho ex-professor do Glee Club, Sandy, que possui uma obessesiva paixão por Josh Groban, cantor clássico que já fez participações no seriado Ally McBeal (1997) e que participa como convidado deste episódio, interpretando ele mesmo. Sandy sempre se mostrou uma pessoa bizarra, mas sua obsessão pelo cantor foi além dos limites, obrigando o mesmo a encaminhar um ordem de restrição ao Psico-Sandy, que telefonava, mandava cartas e pedaços de cabelo ao cantor. Quanto aos Acafellas, podemos ver o talento de Puck sendo colocado a prova e incrivelmente como ele corresponde as expectativas, assim como os demais rapazes liderados brilhantemente por Will, que canta e dança como nunca havia feito antes. Esse momento foi de extrema importância para o Glee Club também, pois o Acafellas despertou em Will e Finn a confiança e a famosa “chamada de responsabilidade” que o grupo exigia deles como figuras centrais, juntamente com Rachel. Porém não podemos esquecer que Artie, Kurt, Mercedes, Tina e mesmo Puck, Quinn e as Cheerios compõe essa bem sucedida fórmula nada convencional.

Momento revelação: Mostrando seu “D” de drama, Chris Cofler mostra um Kurt vulnerável que se revela pela primeira vez a alguém como gay, porém mesmo tratando-se de Mercedes, ele deixa claro quão difícil é ser diferente desta forma e quão assustador é a possibilidade de revelar isso aos demaiss. Foi tão sincero que conseguimos sentir realmente o desespero dele ao confessar. Grande atuação e interação novamente entres esses dois personagens, que tornam-se cada vez mais parte fundamental da história. Por falar em revelação, Quinn mostra um lado mais humano, ao conversar com Sue, que as tem usado para derrubar o Glee Club. Revela quão grata é por aprender uma valiosa lição:  “Acreditar em si porém sem derrubar os outros no processo”.

98

0 respostas a Glee (1.03) – Acafellas

  1. Senti que faltou algo em em Acafellas

    Ainda não consegui identificar o que, propriamente falando.
    Vou rever o eps. para poder dar um parecer mais concreto. Por enquanto, foi aquela coisa de feeling.

    Mereces e Kurt, merecidamente destacados.

    Creio que a cada eps, um personagem vai acabar ganhando um solo, demonstrando o forte potencial deles, deixando aquela ressalva em aberto: ‘posso não ser bonito, popular ou comum, mas sei onde o meu diferencial se encaixa’.

    Essa, creio eu, seja uma das temáticas principais da série.
    Que por sinal, é muito bem abordada.

    MERCY .. Muito bom, mas dentro do esperado.

    Vamos ao próximo capítulo.

    #TEAM RACHEL!! ; )

    • Exact, feeling is the key word. Ou temos ou não temos…Entendi perfeitamente oq quis dizer.
      Acabei me identificando mais com este, pois ele fugiu um pouco somente dos numeros musicais(que continuam bons) e tb abordou outras areas, inclusive destacando personagens. Por vezes posso parecer protecionista com a série, mas reafirmo qdo tiver que criticar pode deixar que criticarei. Quanto as notas, realmente tenho dado notas altas pra estes, mas creio que tb é questão de ponto de vista. Alguns que veem acham que é exagero, mas novamente cai na questão da opinião.

      • Gui zambonini diz:

        Eu acabei me identificando mais com anterior!!
        =D

        Mas essa questão de nota, é normal. Varia muito pra cada um.
        Meio complicada de se analisar, porém a sua está dentro do review, que por sinal, foi muito bem detalhado.

  2. Gostei do episódio mas pelo que tenho visto, poucos gostaram…

    A nota parece-me um pouco elevada mas há bons momentos🙂

    • Acho que msm com Glee e creio que com qualquer outra série vai questão de identificação. Acompanho por cima oq tem falado sobre os episódios semana a semana, mas tento não utilizar disto como critério para avaliar no review, senao creio que fugiria do propósito. Claro que por ser responsável pelo reviews tenho que ouvir oq estão falando da série, natural. Quanto as minhas notas, recebo comentários de as vezes elevá-la demais e por vezes diminui-las de menos. Espero q não pensem que estou super-protegendo a série, pois podem ficar tranquilos que saberei criticar quando tiver que…

  3. LR diz:

    Não achei melhor que o último, na verdade não gostei muito deste.
    A nota parece-me um bocado elevada, especialmente em relação ao último.
    Mas sim houve bons momentos

    • Parecido com que disse ao João, é tudo questão de identificação. Será natural ter mais com este ou com o anterior ou com os seguintes. Posso poor vezes parecer protecionista com a série, mas creio que deu pra perceber que não meço palavras para escrever sobhre, admito q posso até exagerar em partes, mas a principio a série tem cumprido com as expectativas que esperei dela. MAs tks claro pelos comentarios, são sempre construtivos.

  4. yuri diz:

    eu preferi o ep anterior, mas esse acho q isso se deve aos numeros musicais q foram mais interessantes no anterior. a historia se desenvolveu bem nesse episodio e muitos dos acontecimentos foram muito importantes, como o ganho de confiança do will e do finn, a alfinetada da quinn na sue e a “revelação” do kurt. as partes mais interessantes foram aquelas com kurt e mercedes (bust your window foi fantastico). tomara que continuem a desenvolver esses personagens e que passem a usar mais tina e artie.

  5. Calado diz:

    Preferi o episódio anterior mas mesmo assim achei um bom episódio. Fiquei surpreendido com a nota. Não estava à espera de ver um 9.8 xD
    Não gostei muito da cena musical na lavagem dos carros. Fazerem daquilo um videoclip…

  6. Preferi claramente o anterior. A este faltou humor negro, que no anterior existiu em mais fartura. E para além disso, a maior parte das músicas começa a aparecer sem ligação com a narrativa. Para continuar, ainda não percebi a tentativa de estar sempre a empurrar o professor para a rua. Mas prontos…
    Para acabar, acho que estás a ser demasiado generosa com as notas. Mas opiniões são opiniões, e sei que tens um sentido crítico apurado. Mas para mim Glee ainda não chegou nem ao muito bom…opiniões.

    • Generosa não seria a palavra, estou mais como uma mãe defensora do seu filho….Eu vejo de forma diferente talvez, apesar de manter um “sentido crítico apurado), sei reconhecer que estou superprotegendo a série e isso as vezes afeta meu julgamento, principalmente as notas. Ainda mais que todos os comentários aqui foram mega construtivos e gostei mto de todos eles, inclusive todos apontaram a mesma opinião. Entao levarei sim isso em conta e hoje com o #4 indo ao ar, verei com certeza as coisas de um angulo diferente, mais de critica tb. Sou visivelmente apaixonada pela série, pois ela me transmite algo sabe, não sei dizer, ela me toca de uma forma q não consigo por vezes verbalizar. Mas o recado tá dado e valeuzzz novamente

  7. matheus diz:

    a98d9aw a5s4s5 adorei

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