Glee (1.04) – Preggres

snapshot20090924203230My body is like a rum chocolate souffle.

Quem acompanha os reviews de Glee aqui no Portal, consegue perceber que estes veem recebendo muitas críticas e quando falo críticas não as ligo de forma negativa. Tentei estruturar os reviews e por fim estes acabaram ficando muito extensos e detalhados demais. Revi todos os episódios passados e uma coisa ficou clara: Me sinto como uma mãe super-protetora quando vou falar sobre a série, seja aqui no site ou mesmo em conversas. Então deixarei claro que superestimei as notas sim nos dois últimos reviews, principalmente o terceiro, assim escolhi daqui em diante assumir uma outra visão, ainda apaixonada pela série pórem mais criteriosa. Glee chega ao seu quarto episódio, mantendo uma média de audiência de 6,6 milhões de telespectadores, ou seja, tem mantido o padrão durante as semanas. Preggres apresenta uma proposta diferente dos demais, ou seja, não mostra nenhum número musical completo e foca necessariamente nas brilhantes atuações de seu elenco, com destaque para Chris Cofler, que transborda autenticidade e precisão ao interpretar Kurt.

Mostrando a tão consagrada fórmula dos clichês adolescentes, a série se aproxima de temas que poderiam ser considerados banais, correndo assim o risco de cair na mesmice de todas as séries com temática teen, porém são em determinados momentos que ela se desprega da fórmula e a recria. Como diria o Marco, “O episódio começou em grande”, como a famosa coreografia de “Single Ladies” com Kurt no comando e Tina e Britanny juntando-se a ele em sua casa. Surpreendentemente o pai  aparece e vê aquela cena, obrigando-o a mentir sobre seus trajes e o real motivo que os usa. Toda a mentira envolvendo esportes e aquecimento, consequentemente acabando gerando uma grande mentira: Ele  é o “Kicker” do time de futebol da escola. Só resta saber como ele efetivamente será um.  Finn tem um papel importante, pois o coloca nos testes do time e é neste momento que  Kurt mostra que sabe quem ele é, mesmo sentindo as vezes medo disto.

“My body it’s like a rum chocolate souffle. If  i don’t warm up right, it doesn’t rise. I’m doing this. I’m doing on my way.”

E assim, ele surpreende todo o desacreditado time, ao colocar novamente a música para se aquecer, resultando num estonteante chute que o consagra  “kicker“do time.  Literalmente as aparências enganam, a exemplo de Finn que aparenta ser o típico adolescente popular, mas que no fundo é tão loser como qualquer outro. Achei interessante ele buscar apoio numa figura masculina de confiança como o Mr.Gold-Digger, que aliás, os reais motivos para isto ocorrer foram apresentados de maneira tão pura, que pela primeira vez senti que Cory Monheit vestiu totalmente a pele de seu personagem, ainda mais depois da cena em que Quinn conta que está grávida. Busca então o ombro do pai que não tem e chora sem  medo pois está apavorado com a possibilidade de ser pai e perder todo seu futuro, congelando no tempo.

Quinn é a personificação do clichê: loira, cheerleader, namora o quarter-back, finge ser puritana. Toda a trama criada para ela neste pode vir a ser um grande deslize para a série se não justificada e desenvolvida da forma correta. Ela está grávida (Me respondam como alguém  engravida depois de uns amassos na banheira de hidromassagem?? Só o Finn pra cair nessa, mesmo). Para mim Glee escorregou neste aspecto, ainda mais considerando a introdução de Terri como a sanguessuga que se aproveita da vulnerável adolescente em pânico, para assim arquitetar seu plano da falsa gravidez. Agora resta saber como será a interação entre as duas, considerando que Terri é a personagem mais insuportável de todas (minha opinião,claro). Se for pra ter um pai nesta história, este seria Puck, o melhor amigo do Frankteen. Fato comprovado ainda mais com a conversa que ela tem com ele, sobre todo o blah blah dele aproveitar a bebedeira e sua vulnerabilidade. Ainda fico em dúvida se ela realmente está grávida ou se tudo é incenação, que se for realmente, parabéns a Diana Agron que atuou muito bem durante todo episódio.

Um dos pontos que mais chamou a atenção, foi o destaque maior a personagens como Kurt e mesmo todo o dilema enfrentado pelo casal “Wannabe “Perfect” Prom King & Queen“, porém a trama da Mini-Drama Queen continua sendo explorada de forma marcante, até por que ela é sem dúvida a personagem mais “intensa” de todas, provocando diversas cenas ao longo do episódio. Quando o Mr. Gold-Digger distribui as partes da música “Tonight” do aclamado musical “West Side Story“, vemos nitidamente florecer em Rachel,  aquela garota mimada, que tenta impor a todos suas exigências. Dizer que o papel de Maria (moçinha do filme) é dela desde quando ela tinha um ano de idade, foi totalmente a cara dela, perdendo então a oportunidade para Tina, que terá seu primeiro solo, álias executado de forma muito sólida no decorrer, com excessão do final.

Aproveitando a ruptura, Sue consagra-se como a grande vilã, arquitetando um diabólico plano para enfraquecer o grupo, ou seja, retirando seu elo mais forte: Rachel Berry. Sinistra sua nova união com o Creep Sandy, ainda mais propondo a ele ser o novo diretor criativo (artes,música,teatro e inclusive o Glee Club) da escola.  Claro que ela tem uma carta na manga para convencer o Diretor Higgins, chantageando-o com um humilhante vídeo que ele fez para um comercial da Mumbai Airlines. Facilmente enganada, Rachel cai na cilada das 4 palavras: Liza Minelli. Celine Dion, assim  ela canta  “Taking Chances” de Celine Dion, sem dúvida mostrando por que é fã da cantora, representando-a muito bem. Vale o diálogo seguinte  em que Will a confronta quando ela diz que ele não gosto muito dela:

“That’s not true. I’m your biggest and sometimes only fan.” e ela rebate depois com “Sounds awfull but i’m the best in here. I try the hardest and i wanted the most”.

Fica nesta linha toda a explicação de seu comportamento: ela excessivamente pensa em seu sucesso e esqueçe que seus colegas gleekers: Finn, Artie, Mercedes, Kurt e Tina também merecem a chance de brilhar ao seu lado, como um time, que sem essa união nunca poderá concorrer aos prêmios regionais. Mesmo sendo sugada para o “Dark Side“, espero que a Mini-Drama Queen amadureça e retorne ao lugar que pertence.

Finn num momento de total sinceridade visualiza seu ameaçado futuro, agora que “será pai “, assim pede ajuda a Will, para que este ensine os garotos a dançar, para que se soltem mais e deixem de envergonhar a todos, inclusive eles mesmo com a série de derrotas que o time tem tido. Considerando que classicamente Finn precisará mais do que nunca da bolsa para a faculdade. Porém é do Mr. Fabulous todo o brilhantismo deste episódio, carregando como maestro boa parte das cenas em que ele contracena com os demais. Novamente seu hino “Single Ladies” serve como pano de fundo para todo o desfeixo do crucial jogo de futebol que eles terão. Incrivelmente, deixando toda a vergonha do já tão humilhado time, Finn convence todos a fazer a famosa “Diva’s Dance” e assim conseguem marcar um touch-down e vencer a partida após outro incrível chute do Mr.Fabulous.

“Never let the enemy know you. Our greatest weapon could be a element surprise.

Essa altura Chris Cofler parecia não conseguir mais surpreender, porém eis que sim, ele volta a brilhar. Numa clássica cena “saindo do armário“, Kurt revela ao seu pai que é gay. Este por sua vez diz que sempre soube, desde seus três anos, quando queria enlouquecidamente de presente de aniversário um par de sapatos com salto alto.

“Being part of the Glee Club and the Football Time show me that i can be anything. And what i’m is…..I’m gay, dad”

Podemos fazer um fácil paralelo entre ele e Rachel, pois ambos sabem quem são e o que querem ser, mesmo que com certa dificuldade. Porém Kurt sai na frente, pois além de ser autêntico, pensa também nos outros, mas também temos que considerar que sua determinação é menos evidente que a de Rachel. E por fim mas não menos importante, Glee Club agora tem 12 componentes, pois três garotos do time de futebol se juntam aso Gleekers, entre eles Puck. Que venham os Regionais.

Dia 30 parece que será incrível, pois o programa trará a convidada mega especial de Kristin Chenoweth (Pushing Daisies), atual vencedora do Emmy de atriz coadjuvante.

92

0 respostas a Glee (1.04) – Preggres

  1. Calado diz:

    Foi bem porreiro o episódio. Toda a narrativa à volta dos jogadores aprenderem a dançar para jogarem melhor foi impecável. E quando eles começam a dançar no campo.. LOL

  2. Gabriel diz:

    asertrhnb

    Ameeei este episódio. O melhor até agora, na minha opinião.
    Kurt e suas tramas são as melhores. E nunca gostei tanto de “Single Ladies” como gostei em Glee.
    Abraços!

  3. Anónimo diz:

    Adorei o episódio! A Rachel a cantar Celine Dion foi, simplesmente, divinal !!!!

  4. tkau diz:

    Esse episódio foi muito bom mesmo, mas me deu uma preguiça de ler a review =P
    Brincadeira, li sim mas mesmo grande ficou bem boa. Uma droga mesmo é quando termina o episódio e eu fico louco pra ver o próximo mesmo sabendo que ainda tenho que esperar uma semana.. quero Glee diário!!!

    • Acho q vcs já perceberam que eu me empolgo, mas esse sem duvida tah bem menor que os otros..EStou me adaptando na medida do possivel, mas não dá pra agradar todos, senão vcs ficam mal acostumados rsrsrsrs Brincadeira! Obrigada e continue Gleekando por aqui.

  5. Camila Oliveira diz:

    Eu nunca tinha ouvido Single Ladies, mas adorei as coreografias do Kurt. e do time. Ri muito de ambas as cenas.
    Também gostei muito da Rachel cantando aquela música da Celine Dion e achei merecido o destaque um pouco maior que deram a Tina. Acho que ela era a única que ainda não tinha sido mais explorada, no bom sentido, claro.
    Eu gosto muito da Quinn e espero que ela não esteja realmente grávida. Prefiro que o foco da série seja só o Glee Club mesmo e nada de gravidez na adolescência, essas coisas.
    Por fim, esse episódio foi muito bom no quesito desenvolvimento dos personagens e tal, mas eu queria mais apresentações do Glee. Acho e espero que serei recompensada no próximo. Estou super ansiosa para ver o clube com doze componentes.

    • Será mega recompensada sim, somente pela musica principal e pela mega participação da Kristen Chenowerth valerá toda a pena! E pode deixar, agora que a série terá uma temporada completa ( 22 episódios) veremos mtas e mtas apresentações e momento do Glee Club…
      Entre neste forum, creio que seja um dos mais completos que existem: http://www.gleeforum.com/

  6. Cleyton diz:

    Muito bom o episódio… Estava faltando um pouco de drama na série… gostei.
    Mas gostei mesmo foi do review, parabéns Marry Barros, vc escreve muito, muito bem mesmo !!!
    Acompanharei vc. sa5262sa

    • Tks Cleyton , eh gratificante ouvir isso e fico mais feliz que este review agradou mais as pessoas rsrs!
      Escrever sobre GLee é sempre uma alegria imensa pra mim, a série me transmite algo q novamente digo, nem consigo expressar. AMO.

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