The Mentalist (2.01) – Redemption

Setembro 26, 2009

The Mentalist

You know Miles Thorsen?

The Mentalist está de volta. Isto significa que os puzzles estão de volta, que as dúvidas também estão, que os jogos mentais voltam a ter lugar semanalmente no meu computador. Patrick Jane volta em força, Simon Baker igualmente, e a série voltou a ter um bom episódio.

The Mentalist é diferente da maioria dos policiais que são transmitidos. A componente humorística da série é maior que a maioria das séries policiais, e o trabalho de laboratório é nulo. Ou seja, não existem cortes na descoberta do assassino, pois não existem aqueles momentos em que vemos uma pessoa a cortar um cotonete com uma musiquinha de fundo. Assim, a investigação tem de ganhar destaque. E assim os casos fluem. E tanto fluem que é necessário arranjar mais que um caso para Patrick Jane resolver. O primeiro muito simples, mas que traz grandes consequências e também que demonstra os poderes de Jane. O poder lógico do protagonista é espalhado naquela cena, o poder de vingança é espalhado na última, após ter-lhe sido retirado o caso de Red John.

Parece que parte da temporada vai ser sobre isto. Sobre a reconquista de Jane para que o caso da morte da sua mulher volte para as suas mãos. Pois, para os fãs que ficaram chateados no final de temporada por não ter-se apanhado o assassino mais “divertido” do mundo das séries, vê-se aqui a razão. Patrick Jane não existe sem John, que se tornou a razão da vida do investigador. Assim, vemos que o caso ainda tem pano para mangas, ainda tem muito para dar. Nesta temporada, ou pelo menos no inicio, Jane tem de recuperar as rédeas do caso, para depois à sua vontade comandá-lo.

Comandá-lo como fez neste episódio. A morte de Monica Dunninger é o novo puzzle para a Lisbon e a sua equipa resolver. A vida desta mulher está envolta em mistério, pois deixou a sua família, fugindo com um milhão de euros da empresa onde trabalhava. Assim, começa o jogo, começa o quebra-cabeças. A partir daí é deliciarmo-nos com os truques de Patrick, com as suas jogadas, num jogo de xadrez que não sabe o que o adversário está a fazer. Mas só assim foi possível chegar ao assassino, numa jogada planeada durante todo o episódio, uma teia invisível. É fantástico ver a construção desta teia, sem saber para que servirá. E depois saber o propósito. Assim, conseguimos ilibar a fugitiva, que só fez tudo isto por amor, e dá para apanhar o assassino. 2/1, num caso bem construído e, como quase sempre em Mentalist, bem resolvido.

Agora é esperar pelo próximo. Para inicio não este mal, pois consegui construir um caso que prende-se, e dar algum desenvolvimento no que toca a Red John. A partir de agora espera-se um aumentar do ritmo e termos prendas acompanhadas com um smille.

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Dollhouse (2.01) – Vows

Setembro 26, 2009

snapshot20090926155955Este episódio acontece uns meses após os acontecimentos do episódio 1.12…e muito antes dos acontecimentos 1.13. Confesso que esperava mais deste episódio, é um episódio escrito e realizado por Joss Whedon, por isso é de se esperar sempre o melhor, acontece que este não teve o nível do final da temporada passada. Voltamos ao caso da semana, nesta semana parecia que estava mesmo a ver uma série policial, mas houve alguns desenvolvimentos para a trama principal e notaram-se algumas pontes a serem formadas entre este episódio e os acontecimentos do episódio 1.13, portanto podemos esperar que a qualidade de Dollhouse, há-de aparecer. Tenho pena que Joss Whedon esteja demasiado preso ao caso semanal e não possa fazer a série de forma mais consistente em termos de trama principal, mas esta terá desenvolvimentos para breve, este episódio, apesar de um furos abaixo do que esperava, mostra que a história está viva.

Como referi, este episódio acontece uns meses após os acontecimentos do episódio 1.12. Echo apesar de ter sido sujeita ao tratamento cedo mostra que continua a receber flashes das suas outras “vidas”. Aliás esse é um dos acontecimentos que marca o episódio, novamente e após ser impressa com uma personalidade Echo parte em missão desta vez a missão tem por base a captura de um criminoso Britânico, rico, este caso é um antigo caso do Agente Paul Ballard e Echo surge aqui a tentar ajudá-lo para ele poder fechar o caso. Paul Ballard é assim o cliente da Dollhouse neste episódio. Durante a fase crítica da captura do britânico a mente de Echo volta a falhar, ficando ela cheia de lembranças de outras impressões. Paul Ballard acaba por conseguir resolver o caso, mas não gostei da maneira como foi resolvido. As impressões são tão instáveis que através de pancadas na cabeça da para ir alterando as lembranças de Echo? Achei precipitada a maneira como terminaram com a captura.

Paralelamente, e mais interessante para a história principal, temos a vida na Dollhouse. Depois de descobrir que é apenas uma doll Dra.Saunders vê-se perdida e sem saber que fazer, esta foi a parte mais interessante do episódio. Dra. Sauders começa a tratar mal Topher por ele ser responsável pelas impressões, se era sabido que Saunders não gostava do Topher isso tornou-se evidente. Ao mesmo tempo Boyd tenta-se aproximar de Saunders, este é uma das pontes que se começa a formar para o episódio 13 da primeira temporada. O momento mais interessante vai para a conversa que a doutora tem com o Topher. Nessa conversa muito é revelado, os pensamentos dela, o porquê da relação entre eles ser como é. Surge aqui um dilema para a doutora que, na minha opinião chega a ser filosófico: Ela sabe que foi criada, que não é real, que a sua personalidade não é mais que o resultado de uma mistura de computador, no entanto ela tem sentimentos, percepções, fica cheia de dúvidas sobre o que fazer a seguir porque vive sabendo o que é e por outro lado, como ela disse, tem medo de morrer, apesar de não ser real. Para mim a essência de Dollhouse reside nestas questões morais, reside no jogo de sentidos e moral que existe no facto de se falar de pessoas programadas. Dollhouse não é um policial, nem um drama semanal, reside ai o erro para mim, de tentarem semana a semana agradar aos fãs de policiais.

Outras coisas aconteceram. Viktor recebe tratamento aos cortes que tem na cara, tendo resultados muito bons, ficando sem cicatrizes, mais uma ponte com o episódio 13, . O final do episódio também nos revela algo importante.

Em conversa com Echo, desprogramada, esta admite a Ballard que sente todas as personalidades que viveu em si, em cada momento sente-as e ás vezes sente-as todas ao mesmo tempo, e que está empenhada em descobrir-se a ela própria, descobrir Caroline. Depois desta conversa Ballard aceita ser o guarda-costas de Echo enquanto tenta trazer à luz da civilização o que se passa na organização secreta.

Pode-se dizer que as boas características de Dollhouse estão intactas, notam-se ao longo de todo o episódio. No entanto estou cansado da estratégia de caso semanal, da tentativa de conseguir ganhar público com uma coisa que dollhouse não é. Espero ansiosamente pelos episódios verdadeiramente bons que sei que Dollhouse e Joss Whedon podem conseguir.

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Survivor: Samoa (19.01) – The Puppet Master

Setembro 26, 2009

snapshot20090926134720Neste momento vi seis temporadas das dezoito já produzidas de Survivor. Este reality show tornou-se um verdadeiro vício no início deste ano quando comecei a ver Survivor Gabon. Se este não fosse o meu reality show favorito acreditem que não estaria a fazer reviews do mesmo. Eu ainda pensei em fazer de Survivor Tocantins, mas acabei por ter a decisão mais acertada ao não fazer, visto que foi a pior temporada das seis que vi.

O INÍCIO

Como quase sempre, os novos sobreviventes chegam a um lugar deserto de barco. Esta temporada conta com vinte participantes, sendo já divididos em duas tribos. É no primeiro encontro com o Jeff que cada tribo tem de escolher um líder. Ser líder não é fácil no jogo do Survivor e vimos em edições anteriores que mais cedo ou mais tarde esse tal de líder vai-se dar mal. Na vida real, ser líder é um ponto forte para a carreia de alguém mas nesse jogo é como a primeira de muitas razões para eliminar uma pessoas. O líder de cada tribo foi escolhido e já tinha uma dura tarefa pela frente: escolher os concorrentes que devem jogar o primeiro desafio de recompensa.

DESAFIO DA RECOMPENSA

Foram pedidos pessoas de várias categorias: uma inteligente, um bom nadador, um forte e por aí adiante. Os líderes foram quem escolheram essas pessoas e como seria óbvio, alguém iria destacar-se pela negativa. John, da Galu, não foi lá muito bem como nadador e já provocou algum burburinho na sua tribo. Além da parte da natação, havia a parte da agilidade que pensei que fosse ser mais difícil e a parte da força. Nessa parte do desafio deu para perceber o quão pesados eram aqueles troncos, quase que não se conseguia levantar. No final, ainda tivemos a parte da inteligência, que consistia em montar um puzzle em espécie de estátua. Os puzzles estão em quase todos os desafios desse tipo no Survivor e é bom pois é o melhor para desempatar uma certa equipa. Por acaso, não foi o caso, visto não estarem assim tão empatados.

IMUNIDADE E ELIMINAÇÃO

As primeiras imunidades e eliminações são sempre as mais aborrecidas. São aquelas em que nós ainda não conhecemos suficientemente as pessoas para torcer-mos por uma ou outra. O desafio, como sempre, focou-se mais a nível físico mas também teve o habitual puzzle que falei anteriormente. Se no primeiro o puzzle não teve muita diferença para ditar o vencedor, nesse já houve mais competição nesse aspecto. Foa Foa perde a imunidade e vai a conselho tribal. É então que também conhecemos aquele que será o maior vilão dos últimos anos de Survivor: Russell. Tal como ele disse, ele tem dinheiro e não precisa do milhão para nada, logo está ali é para jogar sujo e duro. É sempre bom ver esse tipo de pessoas no Survivor e certamente este vai dar que falar. Marissa foi a primeira eliminada e porque irritou o Russell. Como será que as coisas vão ficar agora daqui para a frente? Adivinha-se uma grande temporada de Survivor e eu estarei aqui todas as semanas para comentar.

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NCIS: Los Angeles (1.01) – Identity

Setembro 26, 2009

snapshot20090926115816Sendo NCIS Los Angeles uma série policial não parti para a visualização do episódio com grandes expectativas em ver um produto de grande originalidade nem brilhante escrita. Este episódio, e esta série entusiasma-me por um nome do elenco. Daniela Ruah foi o que me fez querer acompanhar esta série, e por isso os meus reviews focar-se-ão bastante na Daniela. Como série, é no fundo apenas mais um produto para o saturado mercado de séries policiais que fazem enorme sucesso, não trazendo nada de novo. Caso para dizer que foi mais um episodio com a premissa: “Same Old same…The formula works so let’s keep doing”. Mas vamos primeiro falar então do que interessa,  neste caso isso é Daniela Ruah.

Daniela Ruah, conhecida em Portugal pelos seus papéis em novelas, onde apareceu pela primeira vez na novela “jardins proibidos”, decidiu aqui há uns tempos partir para os estados unidos, para estudar representação, depois de já o ter feito também em Inglaterra. Qual não foi o meu espanto, e alegria, quando surgiram as noticias de que Daniela Ruah iria fazer parte do elenco do Spin-Off de NCIS. Esta era uma grande notícia, e uma grande entrada da Daniela Ruah no mundo de televisão Americano, entrava logo para um dos produtos mais vistos por lá. E que tal se saiu neste piloto? Sem querer ser adepto cego, acho que se saiu muito bem.

O elenco é bastante equilibrado, o nível de representação é alto e os actores são experientes e têm qualidade. E eu confesso que a Daniela estava impecavelmente à vontade com o seu texto, e na sintonia com os restantes actores, o seu inglês é muito bom também. Eu vi o episódio sem grande atenção a todos os pormenores, mas sempre que ela aparecia a minha atenção era total, reparava em tudo que ela fazia e tentava perceber tudo ao pormenor, e creio que Daniela estava perfeitamente inserida e natural. Sem dúvida que considero o seu inicio de carreira muito promissor, e se se mantiver consistente, com o carisma que tem já da televisão portuguesa, tenho a certeza que mais papeis a aguardam.

Em relação ao episódio tal como já referi foi mais do mesmo, nada de novo foi trazido com esta série. No caso desta semana vê-se o regresso do protagonista ao trabalho após 6 meses em licença por ter sido baleado, como já se viu muitas vezes o protagonista é brilhante polícia, mas traumatizado pelo passado. No caso da semana a equipa da NCIS tenta resolver um caso de tráfico de droga, como equipa infiltrada e a trabalhar no subsolo, a equipa tenta desmantelar uma rede de droga. Para não ser um episódio tão linear, os argumentistas tentaram dar um rumo original e surpreendente, temos assim um rapto, um assassinato (logo no início) estes temas surgem na sequência principal de acção que é o pôr a descoberto um cartel que faz passar droga através da fronteira do México.

Como podem ver nada de novo, o episódio foi consistente, teve um bom ritmo, os diálogos fluíram naturalmente, o elenco estava em sintonia, no entanto não deu para nos ligar as personagens, sendo estas todas superficiais como tendem a ser nos policiais. Tem bons pormenores no entanto. A chefe da equipa, uma anã, é uma personagem muito bem conseguida. Como equipa de infiltração surgem momentos James Bond que também são uma boa mais-valia. O melhor momento vai, como é óbvio, para a primeira cena da Daniela Ruah, que para mim tem nota 10 neste episódio. Nesta cena Kensi (Ruah) aparece a falar ao telemóvel, uma cena banal caso não tivesse a ser falada totalmente em português. É daqueles momentos que dá orgulho a nós que acompanhamos séries. Para mim foi uma alegria enorme e um orgulho de encher o peito, ver a minha nação representada assim, ver a língua de Camões apresentada numa série que teve 17 milhões de telespectadores. O episódio não merece destaque especial, por isso vai esta nota:

70


'V' terá vida complicada?

Setembro 26, 2009

116110_0770_pre-500x333A ABC confirmou que ‘V’, uma das suas novas apostas para esta temporada, terá uma grande pausa após os primeiros quatro episódios serem exibidos.

O remake de ficção científica, protagonizado por Elizzabeth Mitchell, estreará no dia 3 de Novembro e depois dos outros três episódios serem exibidos, vai entrar numa longa pausa. Os restantes episódios dos treze inicialmente pedidos pela emissora começarão na Primavera de 2010 (em Março).

A produção da série ficou inactiva temporariamente no mês passado por razões criativas. Mais recentemente surgiu alguns rumores que dava a entender que ‘V’ iria ser cancelado e que os episódios produzidos até à data seriam utilizados como uma minissérie.

A boa notícia disso é que a Elizabeth Mitchell terá mais tempo livre e a sua participação em Lost poderá ser alongada.


E o primeiro cancelamento dá pelo nome de TBL

Setembro 26, 2009

beautiful-life1Pois, é o que dá ter audiências fracas, já se sabe o que vem a seguir: cancelamento. Com audiências muito fracas (1,1 milhões no segundo episódio com um rating de 0,5 na faixa dos 18-49), a série estrelada por Mischa Barton fica-se pelo segundo episódio.

A série sai assim da emissão, dando lugar as repetições de Melrose Place, que passa no dia anterior, e que se espera que consiga aumentar as audiências para a emissora, que está muito mal nessa área.

A CW tem de pensar muito bem o que anda a fazer, pois a aposta em dramas adolescentes já se viu que não dá. A emissora respira cada vez pior, e de caminho nem com máquinas sobrevive. O que seria má notícia para Supernatural ou Smallville, pois, segundo o que leio, ainda se vão safando em termos de qualidade (principalmente a primeira que a segunda). Esperemos que não aconteça.


Glee (1.04) – Preggres

Setembro 25, 2009

snapshot20090924203230My body is like a rum chocolate souffle.

Quem acompanha os reviews de Glee aqui no Portal, consegue perceber que estes veem recebendo muitas críticas e quando falo críticas não as ligo de forma negativa. Tentei estruturar os reviews e por fim estes acabaram ficando muito extensos e detalhados demais. Revi todos os episódios passados e uma coisa ficou clara: Me sinto como uma mãe super-protetora quando vou falar sobre a série, seja aqui no site ou mesmo em conversas. Então deixarei claro que superestimei as notas sim nos dois últimos reviews, principalmente o terceiro, assim escolhi daqui em diante assumir uma outra visão, ainda apaixonada pela série pórem mais criteriosa. Glee chega ao seu quarto episódio, mantendo uma média de audiência de 6,6 milhões de telespectadores, ou seja, tem mantido o padrão durante as semanas. Preggres apresenta uma proposta diferente dos demais, ou seja, não mostra nenhum número musical completo e foca necessariamente nas brilhantes atuações de seu elenco, com destaque para Chris Cofler, que transborda autenticidade e precisão ao interpretar Kurt.

Mostrando a tão consagrada fórmula dos clichês adolescentes, a série se aproxima de temas que poderiam ser considerados banais, correndo assim o risco de cair na mesmice de todas as séries com temática teen, porém são em determinados momentos que ela se desprega da fórmula e a recria. Como diria o Marco, “O episódio começou em grande”, como a famosa coreografia de “Single Ladies” com Kurt no comando e Tina e Britanny juntando-se a ele em sua casa. Surpreendentemente o pai  aparece e vê aquela cena, obrigando-o a mentir sobre seus trajes e o real motivo que os usa. Toda a mentira envolvendo esportes e aquecimento, consequentemente acabando gerando uma grande mentira: Ele  é o “Kicker” do time de futebol da escola. Só resta saber como ele efetivamente será um.  Finn tem um papel importante, pois o coloca nos testes do time e é neste momento que  Kurt mostra que sabe quem ele é, mesmo sentindo as vezes medo disto.

“My body it’s like a rum chocolate souffle. If  i don’t warm up right, it doesn’t rise. I’m doing this. I’m doing on my way.”

E assim, ele surpreende todo o desacreditado time, ao colocar novamente a música para se aquecer, resultando num estonteante chute que o consagra  “kicker“do time.  Literalmente as aparências enganam, a exemplo de Finn que aparenta ser o típico adolescente popular, mas que no fundo é tão loser como qualquer outro. Achei interessante ele buscar apoio numa figura masculina de confiança como o Mr.Gold-Digger, que aliás, os reais motivos para isto ocorrer foram apresentados de maneira tão pura, que pela primeira vez senti que Cory Monheit vestiu totalmente a pele de seu personagem, ainda mais depois da cena em que Quinn conta que está grávida. Busca então o ombro do pai que não tem e chora sem  medo pois está apavorado com a possibilidade de ser pai e perder todo seu futuro, congelando no tempo.

Quinn é a personificação do clichê: loira, cheerleader, namora o quarter-back, finge ser puritana. Toda a trama criada para ela neste pode vir a ser um grande deslize para a série se não justificada e desenvolvida da forma correta. Ela está grávida (Me respondam como alguém  engravida depois de uns amassos na banheira de hidromassagem?? Só o Finn pra cair nessa, mesmo). Para mim Glee escorregou neste aspecto, ainda mais considerando a introdução de Terri como a sanguessuga que se aproveita da vulnerável adolescente em pânico, para assim arquitetar seu plano da falsa gravidez. Agora resta saber como será a interação entre as duas, considerando que Terri é a personagem mais insuportável de todas (minha opinião,claro). Se for pra ter um pai nesta história, este seria Puck, o melhor amigo do Frankteen. Fato comprovado ainda mais com a conversa que ela tem com ele, sobre todo o blah blah dele aproveitar a bebedeira e sua vulnerabilidade. Ainda fico em dúvida se ela realmente está grávida ou se tudo é incenação, que se for realmente, parabéns a Diana Agron que atuou muito bem durante todo episódio.

Um dos pontos que mais chamou a atenção, foi o destaque maior a personagens como Kurt e mesmo todo o dilema enfrentado pelo casal “Wannabe “Perfect” Prom King & Queen“, porém a trama da Mini-Drama Queen continua sendo explorada de forma marcante, até por que ela é sem dúvida a personagem mais “intensa” de todas, provocando diversas cenas ao longo do episódio. Quando o Mr. Gold-Digger distribui as partes da música “Tonight” do aclamado musical “West Side Story“, vemos nitidamente florecer em Rachel,  aquela garota mimada, que tenta impor a todos suas exigências. Dizer que o papel de Maria (moçinha do filme) é dela desde quando ela tinha um ano de idade, foi totalmente a cara dela, perdendo então a oportunidade para Tina, que terá seu primeiro solo, álias executado de forma muito sólida no decorrer, com excessão do final.

Aproveitando a ruptura, Sue consagra-se como a grande vilã, arquitetando um diabólico plano para enfraquecer o grupo, ou seja, retirando seu elo mais forte: Rachel Berry. Sinistra sua nova união com o Creep Sandy, ainda mais propondo a ele ser o novo diretor criativo (artes,música,teatro e inclusive o Glee Club) da escola.  Claro que ela tem uma carta na manga para convencer o Diretor Higgins, chantageando-o com um humilhante vídeo que ele fez para um comercial da Mumbai Airlines. Facilmente enganada, Rachel cai na cilada das 4 palavras: Liza Minelli. Celine Dion, assim  ela canta  “Taking Chances” de Celine Dion, sem dúvida mostrando por que é fã da cantora, representando-a muito bem. Vale o diálogo seguinte  em que Will a confronta quando ela diz que ele não gosto muito dela:

“That’s not true. I’m your biggest and sometimes only fan.” e ela rebate depois com “Sounds awfull but i’m the best in here. I try the hardest and i wanted the most”.

Fica nesta linha toda a explicação de seu comportamento: ela excessivamente pensa em seu sucesso e esqueçe que seus colegas gleekers: Finn, Artie, Mercedes, Kurt e Tina também merecem a chance de brilhar ao seu lado, como um time, que sem essa união nunca poderá concorrer aos prêmios regionais. Mesmo sendo sugada para o “Dark Side“, espero que a Mini-Drama Queen amadureça e retorne ao lugar que pertence.

Finn num momento de total sinceridade visualiza seu ameaçado futuro, agora que “será pai “, assim pede ajuda a Will, para que este ensine os garotos a dançar, para que se soltem mais e deixem de envergonhar a todos, inclusive eles mesmo com a série de derrotas que o time tem tido. Considerando que classicamente Finn precisará mais do que nunca da bolsa para a faculdade. Porém é do Mr. Fabulous todo o brilhantismo deste episódio, carregando como maestro boa parte das cenas em que ele contracena com os demais. Novamente seu hino “Single Ladies” serve como pano de fundo para todo o desfeixo do crucial jogo de futebol que eles terão. Incrivelmente, deixando toda a vergonha do já tão humilhado time, Finn convence todos a fazer a famosa “Diva’s Dance” e assim conseguem marcar um touch-down e vencer a partida após outro incrível chute do Mr.Fabulous.

“Never let the enemy know you. Our greatest weapon could be a element surprise.

Essa altura Chris Cofler parecia não conseguir mais surpreender, porém eis que sim, ele volta a brilhar. Numa clássica cena “saindo do armário“, Kurt revela ao seu pai que é gay. Este por sua vez diz que sempre soube, desde seus três anos, quando queria enlouquecidamente de presente de aniversário um par de sapatos com salto alto.

“Being part of the Glee Club and the Football Time show me that i can be anything. And what i’m is…..I’m gay, dad”

Podemos fazer um fácil paralelo entre ele e Rachel, pois ambos sabem quem são e o que querem ser, mesmo que com certa dificuldade. Porém Kurt sai na frente, pois além de ser autêntico, pensa também nos outros, mas também temos que considerar que sua determinação é menos evidente que a de Rachel. E por fim mas não menos importante, Glee Club agora tem 12 componentes, pois três garotos do time de futebol se juntam aso Gleekers, entre eles Puck. Que venham os Regionais.

Dia 30 parece que será incrível, pois o programa trará a convidada mega especial de Kristin Chenoweth (Pushing Daisies), atual vencedora do Emmy de atriz coadjuvante.

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