Flashpoint (2.13) – Exit Wounds

Junho 4, 2009

flashpoint-213Primeiro pedir desculpa do atraso com que chega este review, mas após uma semana passada conturbada, só hoje consegui lançar-me a escrita. Mas falando do que interessa. Flashpoint sempre foi uma série que consegui manter os níveis de adrenalina mais ou menos constantes. O episódio não é mau, mas para mim falta um clic para que a série consiga aprisionar-me ao computador.

E este episódio teve esse clic. Com o caso com várias frentes, com perseguições atrás de perseguições, com reviravoltas constantes, com muita acção. Se fosse a resumir o episódio diria que foi o que teve mais acção da temporada. Primeiro juntamos gang com um rapaz que fugiu do mundo do crime. Dois opostos que se juntam para formar o caso. Um novo gang tenta incluir-se na área, mas para isso tem de matar um membro do gang rival, TJ. O pior é que sobreviveram testemunhas. E tudo o que são pontas soltas são para atar, por isso Shane começa uma caça ao homem, neste caso Matt.

Tudo converge para o hospital, local onde Derek trabalha e onde tenta salvar Matt da morte. Mas o imprevisível ocorre, quando Shane e o seu gang disparam contra o amor de Derek, que se tinha mantido afastado da vida de gangster durante 2 anos. A vingança ressurge, e o preço é sangue. O caso vai se desenrolando, ficando admirado com uma situação. As peças vão caindo a volta dos dois protagonistas, Derek e Shane. Começa por Matt ser apanhado pela equipa de Ed, e depois cada membro do mini-gang de Shane também o é. Fica um duelo de titãs, que é salvo acima da hora pela unidade. Fica tudo bem quando acaba bem.

De resto, temos o conhecimento dos 5 anos de chefia de Ed e pouco mais para além da cena final, uma cena de final temporada onde temos a demonstração de união da equipa.

E foi um episódio de final temporada. Conseguiram juntar os melhores atributos de Flashpoint, mas mesmo assim não me convenceram. A série é boa mas falta o clic. E o clic tem faltado durante grande parte da temporada. Por isso ficam por aqui os meus comentários a Flashpoint, apesar de ainda faltar sair o comentário da temporada, que ainda publicarei.

Nota: 8,3

SEASON FINALE


Flashpoint (2.12) – Last Dance

Maio 29, 2009

flashpointNum episódio sem muita negociação, Last Dance mostra o lado mais familiar de Flashpoint. O caso restringiu-se a um casal em fuga, sem saber bem do que e para onde ir. A equipa do sargento Greg Parker a procura das migalhas que iam deixando durante o caminho e a tentar as motivações deste par. Foi mais investigação que negociação. Com alcançarem o casal, começa-se a fazer luz sobre a sua situação. Tudo se deve a doença que afecta a mulher, que a deixa unicamente, no máximo, com duas semanas de vida. O marido promete que tudo o que ela pedisse será concretizado, e assim começa a noite. A última dança já é dançada com a promessa que ficarão juntos para sempre, que nenhum deles terá de cometer suicídio. Um caso mais emocional do que o normal.

Quanto a equipa, temos um espírito de família muito presente. Primeiro os telefonemas aos familiares, ficando a surpresa de Jules não ter telefonado a ninguém e Sam já ter novo par romântico. Depois, todo o caso afecta a equipa, demonstrando que também eles são seres humanos. Fica retido na memória o pedido de Parker para deixar os pombinhos juntos até que a morte os separe.

Flashpoint constrói um caso muito emocional, um pouco fora do estilo que nos tem habituado, mas mantêm um bom ritmo.

Nota: 8


Flashpoint (2.11) – Perfect Storm

Maio 8, 2009

flashpoint-211Eu não sei se é a influência de Amy Jo Johnson, mas após o reaparecimento da ex-Power Ranger, parece que a série ganhou outro brilho. Não foi uma coisa extraordinária, nem perto disso, mas noto uma diferença com Jules ou sem ela. Para além disso temos um caso interessante, envolvendo estudantes. Billy tem como paixão Ella, mas os dois são opostos. Billy é esquisito, não tem amigos e é anti-social. As suas únicas paixões são a arte e Ella, uma rapariga conhecida, com fama, mas que já esteve na situação de Bill. Esta situação passou quando começou a namorar com um dos jogadores da escola.

Mas Bill vai sofrendo, e água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Bill entra em depressão, e para salvar a sua princesa, decide pegar numa arma e matar o seu inimigo. O problema é quando dá para o torto, e as proporções aumentam. A partir de ai foi um jogo do rato e do gato, com um pai policia pelo meio, que tenta de tudo para salvar o seu filho. Acaba tudo bem, mas não para Gregory. O caso afecta, devido a situação que ele passa. Sente saudades do filho. Filhos foram uma coisa muito falada neste episódio. Exemplo disso foi o filho de Ed. Mas é uma coisa que Flashpoint ainda não percebeu. Ganhava muito que transferisse os problemas de um caso para o outro. Não faz disso, e a série perde muito. Que se há-de fazer.

Foi o regresso de Jules ao trabalho e um caso interessante. Pouco mais. É pouco para uma série.

Nota: 8


Flashpoint (2.10) – Remote Control

Maio 6, 2009

flashpoint-210A série canadiana anda num nível bom. Com audiências muito boas para uma sexta-feira a noite, Flashpoint foi conquistando o público americano com os seus casos. A mim também me conquistou, mas o feitiço foi desaparecendo. Já não gosto da série como gostava (talvez pela saída de Jules por uns tempos) e a série já não me surpreende. Este foi mais um desses episódios. Foi diferente pois não tivemos logo a chamada da equipa e porque foi mais complexo que o anterior. O nível foi melhor, como se verá pela nota, mas já não tenho aquele fascínio. E séries que não me conseguem surpreender têm a vida curta na minha lista.

Ao ver este Remote Control lembrei-me de ver, um certo dia, um jogador de xadrez fazer dois jogos ao mesmo tempo. Jogar em dois tabuleiros é do mais complicado que existe (não falo por experiência própria, pois nunca joguei, mas num já é complicado) pois temos de adequar as estratégias ao oponente. Agora pensei que os oponentes tem forma de comunicar, e o primeiro jogo influenciará o segundo e vice-versa. Foi isso que se passou no episódio 2.10. Um jogo em um tabuleiro, primeiro, e depois a entrada de outro interveniente. O primeiro é um “sequestro” diferente. Um funcionário do banco recebe o seu meio-irmão, que lhe pede dinheiro para pagar dívidas. A dívida vai aumentando, o que leva a que este meio-irmão “sequestre” o banco. Mas o segundo jogador entra em jogo. A mulher do funcionário está a ser ameaçada, o que leva a que, quando tudo parecia perdido, se dê uma das reviravoltas do episódio. E como um jogo em dois tabuleiros, um tabuleiro vai influenciando o outro, e o episódio ganha uma complexidade. Mas tudo acaba bem, uma coisa normal em Flashpoint, apesar de não ser sempre utilizada.

De resto temos o regresso de Jules. Eu gosto mais dela do que de Donna. Não foi uma personagem que me tenha conquistado. Não fico triste pela sua saída da série, mas ainda teremos momentos em que mataremos saudades dela.

E foi mais um momento bem passado. Não sei até quando aguenta, mas quase de certeza que o final de temporada porá o ponto final da série na minha lista. Tenho pena, mas a série já pouco me cativa.

Nota: 8


Flashpoint (2.08 & 2.09)

Abril 18, 2009

flashpoint-208-2091Com os episódios a acumularem-se, decidi, em vez de fazer um review para cada episódio, juntar estes dois episódios num só. Por isso cá ficam a minha opinião dos episódios e uma conclusão sobre o que está a ser até agora a série.

Flashpoint (2.08) – Aisle 13

A crise é um problema global, que afecta a maior parte das famílias. Flashpoint tem-se aproveitando este facto para fazer alguns episódios. Este foi mais um dos casos. Uma família que pensa mudar para outra cidade, devido a duas coisas: primeiro a já referida crise e a consequente falta de dinheiro. O segundo tem a ver com as companhias que o seu filho mantém na cidade. Quem não gosta desta ideia é o adolescente, com a sua vida toda assente naquela cidade. A situação estava iniciada, e com ajuda do melhor amigo, assalta uma loja para tentar recuperar financeiramente. Claro que o roubo dá para o torto. O caso foi mais do mesmo, sem grande coisa nova. Acaba tudo bem, com os miúdos presos e os reféns libertos. Valeu o episódio pelo aparecimento Amy Jo Johnson, o rompimento (?) da relação entre ela e Sam e pouco mais.

Nota: 7,6

Flashpoint (2.09) – The Perfect Family

A abertura de The Perfect Family prometia muito. A perseguição de carro era uma coisa a ser explorada. Para além disso, o rapto da criança seria uma situação muito bem-feita se fosse tudo feito no carro. Podia-se inovar aqui, mas a série não quis. Foi mais um caso que foi resolvido com palavrinhas, nada de espectacular. Não acabou tudo bem, pois o raptor suicidou-se, mas também a imagem final demonstra uma família feliz. Nada que não se tenha visto. Só faltava ter um problema com o novo membro da equipa, que não consegui manter a cabeça fria e cumprir ordens quando lhe era devido.

Nota: 7,4

Conclusões: Não sei se foi de ver dois episódios seguidos da série ou foi mesmo dos episódios, mas a série deixou-me desiludido com as repetições. Flashpoint está a cair na monotonia. Os casos têm panos de fundos diferentes, mas as pinturas são idênticas. A série canadiana tem grandes hipóteses de ser renovada pela emissora, mas eu não devo continuar a vê-la na próxima temporada, pois o espaço já é pouco. Esperemos que melhore até ao final de temporada, pois dou até ai o benefício da dúvida.


Flashpoint (2.07) – Clean Hands

Março 27, 2009

flashpoint-207Existe uma parte na tragédia clássica chamada Clímax. O Clímax não é mais que o momento onde as emoções são mais fortes, mais sentidas. Isso é uma das coisas que torna Flashpoint uma série que consegue prender-me. Já tive para desistir, hoje foi um pensamento que me veio a cabeça, mas quando chega o Clímax, esqueço tudo e marco nova sessão para a próxima semana. Mas porque que vim agora com esta conversa do Clímax? É que, normalmente, os episódios de Flashpoint têm um único hotspot no episódio. Este teve dois. E o episódio melhorou a olhos vistos.

Primeiro temos a excelente montagem inicial. A chegada de um prisioneiro, que criou um desejo de vingança para a família das vítimas, é o problema principal da equipa comandada por Parker. Em cooperação com uma agente federal, o prisioneiro chega ao aeroporto são e salvo. Os problemas começam por esses lados. Walter perdeu a filha devido a este assassino e a sede de vingança demonstrada vai aumentando. Para conseguir o prisioneiro rapta Sam e tenta fazer uma troca dos prisioneiros. Primeira clímax, quando Ed consegue eliminar a ameaça, deixando Sam livre de perigo. O problema acontece quando Parker percebe que Walter não foi mais que um movimento de diversão para deixar o prisioneiro indefeso, agora sobre a alçada de Semple, a agente federal.

Semple também perdeu um ente querido nas mãos deste assassino e procura vingança. Segundo clímax criado, agora resolvido pela novata da equipa, Donna, com consequências para o sequestrado e para a sequestradora, ficando o primeiro ferido e a segunda morta. E falando na novata. Foi interessante ver a sua interacção entre Kevin e Donna, para além da reacção final da Donna, após ter morto Semple. De resto, temos o conhecimento de parte do passado de Donna. Foi um bom episódio de uma série que não se fica a espera uma semana, mas sim fica-se a espera que venha de novo excelente.

Nota: 8,5


Flashpoint (2.06) – The Fortress

Março 14, 2009

flashpoint-206Flashpoint teve uma primeira temporada (e ainda mais para quem viu tudo seguido). Esta está a ser mais calma, se calhar devido a estar a vê-la semanalmente. Não fico uma semana a espera de sábado para ver Flashpoint, durante a semana, quando penso em quais séries largaria se precisa-se, vem me logo a cabeça a série canadiana. Mas, quando chega a altura de ver os episódios, noto que perder este momento televisivo era como ter um pássaro na mão e deixa-lo fugir. Este foi, daqueles que me lembro (pois a temporada tem tido muitas paragens), o melhor episódio da segunda temporada.

Isto deveu-se a vários factores introduzidos durante o episódio. Primeiro uma morte. The Fortress tem uma das primeiras mortes, para não dizer primeira, da temporada. Depois temos um caso que parecia que não iria acabar bem. Desde o princípio deu-me a impressão que o episódio não seguiria o rumo normal, ou seja, tudo ficava vivo e de boa saúde. O terceiro é o facto do caso parecer estar prestes a acabar, e depois dar uma reviravolta e surgirem novos problemas para a equipa de unidades especiais. Lembro-me de olhar para o relógio, e ver que faltavam 15 minutos para acabar o episódio, e Ed e a sua equipa entra dentro da casa. E assim se forma um grande caso, cheio de suspense e que me deixou “preso” ao computador.

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