NCIS: Los Angeles (1.01) – Identity

Setembro 26, 2009

snapshot20090926115816Sendo NCIS Los Angeles uma série policial não parti para a visualização do episódio com grandes expectativas em ver um produto de grande originalidade nem brilhante escrita. Este episódio, e esta série entusiasma-me por um nome do elenco. Daniela Ruah foi o que me fez querer acompanhar esta série, e por isso os meus reviews focar-se-ão bastante na Daniela. Como série, é no fundo apenas mais um produto para o saturado mercado de séries policiais que fazem enorme sucesso, não trazendo nada de novo. Caso para dizer que foi mais um episodio com a premissa: “Same Old same…The formula works so let’s keep doing”. Mas vamos primeiro falar então do que interessa,  neste caso isso é Daniela Ruah.

Daniela Ruah, conhecida em Portugal pelos seus papéis em novelas, onde apareceu pela primeira vez na novela “jardins proibidos”, decidiu aqui há uns tempos partir para os estados unidos, para estudar representação, depois de já o ter feito também em Inglaterra. Qual não foi o meu espanto, e alegria, quando surgiram as noticias de que Daniela Ruah iria fazer parte do elenco do Spin-Off de NCIS. Esta era uma grande notícia, e uma grande entrada da Daniela Ruah no mundo de televisão Americano, entrava logo para um dos produtos mais vistos por lá. E que tal se saiu neste piloto? Sem querer ser adepto cego, acho que se saiu muito bem.

O elenco é bastante equilibrado, o nível de representação é alto e os actores são experientes e têm qualidade. E eu confesso que a Daniela estava impecavelmente à vontade com o seu texto, e na sintonia com os restantes actores, o seu inglês é muito bom também. Eu vi o episódio sem grande atenção a todos os pormenores, mas sempre que ela aparecia a minha atenção era total, reparava em tudo que ela fazia e tentava perceber tudo ao pormenor, e creio que Daniela estava perfeitamente inserida e natural. Sem dúvida que considero o seu inicio de carreira muito promissor, e se se mantiver consistente, com o carisma que tem já da televisão portuguesa, tenho a certeza que mais papeis a aguardam.

Em relação ao episódio tal como já referi foi mais do mesmo, nada de novo foi trazido com esta série. No caso desta semana vê-se o regresso do protagonista ao trabalho após 6 meses em licença por ter sido baleado, como já se viu muitas vezes o protagonista é brilhante polícia, mas traumatizado pelo passado. No caso da semana a equipa da NCIS tenta resolver um caso de tráfico de droga, como equipa infiltrada e a trabalhar no subsolo, a equipa tenta desmantelar uma rede de droga. Para não ser um episódio tão linear, os argumentistas tentaram dar um rumo original e surpreendente, temos assim um rapto, um assassinato (logo no início) estes temas surgem na sequência principal de acção que é o pôr a descoberto um cartel que faz passar droga através da fronteira do México.

Como podem ver nada de novo, o episódio foi consistente, teve um bom ritmo, os diálogos fluíram naturalmente, o elenco estava em sintonia, no entanto não deu para nos ligar as personagens, sendo estas todas superficiais como tendem a ser nos policiais. Tem bons pormenores no entanto. A chefe da equipa, uma anã, é uma personagem muito bem conseguida. Como equipa de infiltração surgem momentos James Bond que também são uma boa mais-valia. O melhor momento vai, como é óbvio, para a primeira cena da Daniela Ruah, que para mim tem nota 10 neste episódio. Nesta cena Kensi (Ruah) aparece a falar ao telemóvel, uma cena banal caso não tivesse a ser falada totalmente em português. É daqueles momentos que dá orgulho a nós que acompanhamos séries. Para mim foi uma alegria enorme e um orgulho de encher o peito, ver a minha nação representada assim, ver a língua de Camões apresentada numa série que teve 17 milhões de telespectadores. O episódio não merece destaque especial, por isso vai esta nota:

70