Dollhouse (2.01) – Vows

Setembro 26, 2009

snapshot20090926155955Este episódio acontece uns meses após os acontecimentos do episódio 1.12…e muito antes dos acontecimentos 1.13. Confesso que esperava mais deste episódio, é um episódio escrito e realizado por Joss Whedon, por isso é de se esperar sempre o melhor, acontece que este não teve o nível do final da temporada passada. Voltamos ao caso da semana, nesta semana parecia que estava mesmo a ver uma série policial, mas houve alguns desenvolvimentos para a trama principal e notaram-se algumas pontes a serem formadas entre este episódio e os acontecimentos do episódio 1.13, portanto podemos esperar que a qualidade de Dollhouse, há-de aparecer. Tenho pena que Joss Whedon esteja demasiado preso ao caso semanal e não possa fazer a série de forma mais consistente em termos de trama principal, mas esta terá desenvolvimentos para breve, este episódio, apesar de um furos abaixo do que esperava, mostra que a história está viva.

Como referi, este episódio acontece uns meses após os acontecimentos do episódio 1.12. Echo apesar de ter sido sujeita ao tratamento cedo mostra que continua a receber flashes das suas outras “vidas”. Aliás esse é um dos acontecimentos que marca o episódio, novamente e após ser impressa com uma personalidade Echo parte em missão desta vez a missão tem por base a captura de um criminoso Britânico, rico, este caso é um antigo caso do Agente Paul Ballard e Echo surge aqui a tentar ajudá-lo para ele poder fechar o caso. Paul Ballard é assim o cliente da Dollhouse neste episódio. Durante a fase crítica da captura do britânico a mente de Echo volta a falhar, ficando ela cheia de lembranças de outras impressões. Paul Ballard acaba por conseguir resolver o caso, mas não gostei da maneira como foi resolvido. As impressões são tão instáveis que através de pancadas na cabeça da para ir alterando as lembranças de Echo? Achei precipitada a maneira como terminaram com a captura.

Paralelamente, e mais interessante para a história principal, temos a vida na Dollhouse. Depois de descobrir que é apenas uma doll Dra.Saunders vê-se perdida e sem saber que fazer, esta foi a parte mais interessante do episódio. Dra. Sauders começa a tratar mal Topher por ele ser responsável pelas impressões, se era sabido que Saunders não gostava do Topher isso tornou-se evidente. Ao mesmo tempo Boyd tenta-se aproximar de Saunders, este é uma das pontes que se começa a formar para o episódio 13 da primeira temporada. O momento mais interessante vai para a conversa que a doutora tem com o Topher. Nessa conversa muito é revelado, os pensamentos dela, o porquê da relação entre eles ser como é. Surge aqui um dilema para a doutora que, na minha opinião chega a ser filosófico: Ela sabe que foi criada, que não é real, que a sua personalidade não é mais que o resultado de uma mistura de computador, no entanto ela tem sentimentos, percepções, fica cheia de dúvidas sobre o que fazer a seguir porque vive sabendo o que é e por outro lado, como ela disse, tem medo de morrer, apesar de não ser real. Para mim a essência de Dollhouse reside nestas questões morais, reside no jogo de sentidos e moral que existe no facto de se falar de pessoas programadas. Dollhouse não é um policial, nem um drama semanal, reside ai o erro para mim, de tentarem semana a semana agradar aos fãs de policiais.

Outras coisas aconteceram. Viktor recebe tratamento aos cortes que tem na cara, tendo resultados muito bons, ficando sem cicatrizes, mais uma ponte com o episódio 13, . O final do episódio também nos revela algo importante.

Em conversa com Echo, desprogramada, esta admite a Ballard que sente todas as personalidades que viveu em si, em cada momento sente-as e ás vezes sente-as todas ao mesmo tempo, e que está empenhada em descobrir-se a ela própria, descobrir Caroline. Depois desta conversa Ballard aceita ser o guarda-costas de Echo enquanto tenta trazer à luz da civilização o que se passa na organização secreta.

Pode-se dizer que as boas características de Dollhouse estão intactas, notam-se ao longo de todo o episódio. No entanto estou cansado da estratégia de caso semanal, da tentativa de conseguir ganhar público com uma coisa que dollhouse não é. Espero ansiosamente pelos episódios verdadeiramente bons que sei que Dollhouse e Joss Whedon podem conseguir.

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Glee (1.04) – Preggres

Setembro 25, 2009

snapshot20090924203230My body is like a rum chocolate souffle.

Quem acompanha os reviews de Glee aqui no Portal, consegue perceber que estes veem recebendo muitas críticas e quando falo críticas não as ligo de forma negativa. Tentei estruturar os reviews e por fim estes acabaram ficando muito extensos e detalhados demais. Revi todos os episódios passados e uma coisa ficou clara: Me sinto como uma mãe super-protetora quando vou falar sobre a série, seja aqui no site ou mesmo em conversas. Então deixarei claro que superestimei as notas sim nos dois últimos reviews, principalmente o terceiro, assim escolhi daqui em diante assumir uma outra visão, ainda apaixonada pela série pórem mais criteriosa. Glee chega ao seu quarto episódio, mantendo uma média de audiência de 6,6 milhões de telespectadores, ou seja, tem mantido o padrão durante as semanas. Preggres apresenta uma proposta diferente dos demais, ou seja, não mostra nenhum número musical completo e foca necessariamente nas brilhantes atuações de seu elenco, com destaque para Chris Cofler, que transborda autenticidade e precisão ao interpretar Kurt.

Mostrando a tão consagrada fórmula dos clichês adolescentes, a série se aproxima de temas que poderiam ser considerados banais, correndo assim o risco de cair na mesmice de todas as séries com temática teen, porém são em determinados momentos que ela se desprega da fórmula e a recria. Como diria o Marco, “O episódio começou em grande”, como a famosa coreografia de “Single Ladies” com Kurt no comando e Tina e Britanny juntando-se a ele em sua casa. Surpreendentemente o pai  aparece e vê aquela cena, obrigando-o a mentir sobre seus trajes e o real motivo que os usa. Toda a mentira envolvendo esportes e aquecimento, consequentemente acabando gerando uma grande mentira: Ele  é o “Kicker” do time de futebol da escola. Só resta saber como ele efetivamente será um.  Finn tem um papel importante, pois o coloca nos testes do time e é neste momento que  Kurt mostra que sabe quem ele é, mesmo sentindo as vezes medo disto.

“My body it’s like a rum chocolate souffle. If  i don’t warm up right, it doesn’t rise. I’m doing this. I’m doing on my way.”

E assim, ele surpreende todo o desacreditado time, ao colocar novamente a música para se aquecer, resultando num estonteante chute que o consagra  “kicker“do time.  Literalmente as aparências enganam, a exemplo de Finn que aparenta ser o típico adolescente popular, mas que no fundo é tão loser como qualquer outro. Achei interessante ele buscar apoio numa figura masculina de confiança como o Mr.Gold-Digger, que aliás, os reais motivos para isto ocorrer foram apresentados de maneira tão pura, que pela primeira vez senti que Cory Monheit vestiu totalmente a pele de seu personagem, ainda mais depois da cena em que Quinn conta que está grávida. Busca então o ombro do pai que não tem e chora sem  medo pois está apavorado com a possibilidade de ser pai e perder todo seu futuro, congelando no tempo.

Quinn é a personificação do clichê: loira, cheerleader, namora o quarter-back, finge ser puritana. Toda a trama criada para ela neste pode vir a ser um grande deslize para a série se não justificada e desenvolvida da forma correta. Ela está grávida (Me respondam como alguém  engravida depois de uns amassos na banheira de hidromassagem?? Só o Finn pra cair nessa, mesmo). Para mim Glee escorregou neste aspecto, ainda mais considerando a introdução de Terri como a sanguessuga que se aproveita da vulnerável adolescente em pânico, para assim arquitetar seu plano da falsa gravidez. Agora resta saber como será a interação entre as duas, considerando que Terri é a personagem mais insuportável de todas (minha opinião,claro). Se for pra ter um pai nesta história, este seria Puck, o melhor amigo do Frankteen. Fato comprovado ainda mais com a conversa que ela tem com ele, sobre todo o blah blah dele aproveitar a bebedeira e sua vulnerabilidade. Ainda fico em dúvida se ela realmente está grávida ou se tudo é incenação, que se for realmente, parabéns a Diana Agron que atuou muito bem durante todo episódio.

Um dos pontos que mais chamou a atenção, foi o destaque maior a personagens como Kurt e mesmo todo o dilema enfrentado pelo casal “Wannabe “Perfect” Prom King & Queen“, porém a trama da Mini-Drama Queen continua sendo explorada de forma marcante, até por que ela é sem dúvida a personagem mais “intensa” de todas, provocando diversas cenas ao longo do episódio. Quando o Mr. Gold-Digger distribui as partes da música “Tonight” do aclamado musical “West Side Story“, vemos nitidamente florecer em Rachel,  aquela garota mimada, que tenta impor a todos suas exigências. Dizer que o papel de Maria (moçinha do filme) é dela desde quando ela tinha um ano de idade, foi totalmente a cara dela, perdendo então a oportunidade para Tina, que terá seu primeiro solo, álias executado de forma muito sólida no decorrer, com excessão do final.

Aproveitando a ruptura, Sue consagra-se como a grande vilã, arquitetando um diabólico plano para enfraquecer o grupo, ou seja, retirando seu elo mais forte: Rachel Berry. Sinistra sua nova união com o Creep Sandy, ainda mais propondo a ele ser o novo diretor criativo (artes,música,teatro e inclusive o Glee Club) da escola.  Claro que ela tem uma carta na manga para convencer o Diretor Higgins, chantageando-o com um humilhante vídeo que ele fez para um comercial da Mumbai Airlines. Facilmente enganada, Rachel cai na cilada das 4 palavras: Liza Minelli. Celine Dion, assim  ela canta  “Taking Chances” de Celine Dion, sem dúvida mostrando por que é fã da cantora, representando-a muito bem. Vale o diálogo seguinte  em que Will a confronta quando ela diz que ele não gosto muito dela:

“That’s not true. I’m your biggest and sometimes only fan.” e ela rebate depois com “Sounds awfull but i’m the best in here. I try the hardest and i wanted the most”.

Fica nesta linha toda a explicação de seu comportamento: ela excessivamente pensa em seu sucesso e esqueçe que seus colegas gleekers: Finn, Artie, Mercedes, Kurt e Tina também merecem a chance de brilhar ao seu lado, como um time, que sem essa união nunca poderá concorrer aos prêmios regionais. Mesmo sendo sugada para o “Dark Side“, espero que a Mini-Drama Queen amadureça e retorne ao lugar que pertence.

Finn num momento de total sinceridade visualiza seu ameaçado futuro, agora que “será pai “, assim pede ajuda a Will, para que este ensine os garotos a dançar, para que se soltem mais e deixem de envergonhar a todos, inclusive eles mesmo com a série de derrotas que o time tem tido. Considerando que classicamente Finn precisará mais do que nunca da bolsa para a faculdade. Porém é do Mr. Fabulous todo o brilhantismo deste episódio, carregando como maestro boa parte das cenas em que ele contracena com os demais. Novamente seu hino “Single Ladies” serve como pano de fundo para todo o desfeixo do crucial jogo de futebol que eles terão. Incrivelmente, deixando toda a vergonha do já tão humilhado time, Finn convence todos a fazer a famosa “Diva’s Dance” e assim conseguem marcar um touch-down e vencer a partida após outro incrível chute do Mr.Fabulous.

“Never let the enemy know you. Our greatest weapon could be a element surprise.

Essa altura Chris Cofler parecia não conseguir mais surpreender, porém eis que sim, ele volta a brilhar. Numa clássica cena “saindo do armário“, Kurt revela ao seu pai que é gay. Este por sua vez diz que sempre soube, desde seus três anos, quando queria enlouquecidamente de presente de aniversário um par de sapatos com salto alto.

“Being part of the Glee Club and the Football Time show me that i can be anything. And what i’m is…..I’m gay, dad”

Podemos fazer um fácil paralelo entre ele e Rachel, pois ambos sabem quem são e o que querem ser, mesmo que com certa dificuldade. Porém Kurt sai na frente, pois além de ser autêntico, pensa também nos outros, mas também temos que considerar que sua determinação é menos evidente que a de Rachel. E por fim mas não menos importante, Glee Club agora tem 12 componentes, pois três garotos do time de futebol se juntam aso Gleekers, entre eles Puck. Que venham os Regionais.

Dia 30 parece que será incrível, pois o programa trará a convidada mega especial de Kristin Chenoweth (Pushing Daisies), atual vencedora do Emmy de atriz coadjuvante.

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House (6.01/02) – Broken

Setembro 23, 2009

House7They didn’t break me, I am broken.

House está de volta. Após uma quinta temporada que deixou muito a desejar, o regresso trouxe de novo um House que conhecemos. Num episódio muito bem construído, não vimos casos, não vimos pacientes, vimos uma pessoa: House. One man show.

Não vinha com muitas esperanças para este episódio. Primeiro por causa do tempo, pois não estava a ver-me 90 minutos pregado ao computador com House preso num e a um hospital psiquiátrico. Segundo porque não estava a ver House, como série, aguentar 90 minutos sem um paciente, sem um caso, sem um puzzle para o protagonista resolver. Redondamente enganei-me. E ainda bem que isso aconteceu. Pois foram 90 minutos muito bem gastos, com um episódio que me deixou preso ao computador. Pois não foi um episódio de House, foi um episódio sobre House.

House, desde a primeira temporada, pouco modificou. Teve alguns momentos que tinha mudanças, mas estas eram logo retiradas, voltava-se ao mesmo House. Até que este House atingiu o limite. Precisava-se de um novo House, de alguém mais fresco. Foi para isto que o episódio serviu. Para mostra um House diferente, um House mais verdadeiro. Pois o House do final do episódio sempre existiu. O que era é que estava sobreposto por outro House.

E é este “outro House” que vemos na primeira parte do episódio. Sim, um House em mudança, mas não em mudança do que interessa. Para quem interessa que House tome medicamentos? A consequência dos medicamentos é que mantinha a série interessante. Ou seja, na primeira parte não vemos um House diferente da 5ª temporada. É o mesmo House, só que sem medicamentos. Um House que atormenta o resto das pessoas, que não se enfrenta a si próprio. Um excelente exemplo disso é o jogo de basquetebol, no qual ele elimina todos os seus adversários usando a sua desumanidade. É um House solitário, um House “bad boy”, que não se deixa vencer pelo sistema, mas sim contorna-o para seu proveito.House3

Foi a parte mais divertida do episódio. Vimos um House sempre imaginativo, que não pára de atormentar a clínica onde está, contra a sua vontade. Vemos um House engenhoso, um House que não se preocupa quantas pessoas tem de magoar para sair da sua prisão. Vemos um House que faz de tudo para se libertar. Mas a consciência é algo que, apesar de estar bem escondida em House, está lá. E num destes “brilhantes” planos de House que tudo se volta contra ele. A consciência aparece mais que nunca, e começamos a ver um House diferente, um House que percebe que não poderá viver assim. Um House totalmente distinto.

A partir daí vemos um House mais cooperante, mais humano. Um House novo. Começa a ajudar, mas continuamos a não perder o House antigo. House, para viver, precisa de puzzles para resolver. E começa, intuitivamente, a arranja-los no hospital psiquiátrico. Tenta começar a corrigir o incorrigível. Mas é só quando dá conta do erro que consegue corrigir. O House antigo não resolveria aquele problema porque nunca iria pedir desculpa. Outra mudança para melhor.

Para além disso, vemos um House sem medo de assumir relacionamentos. E sofrer com a quebra de relações pessoais. Um sinal poderá sair daqui para a relação House-Cuddy. House está mais social, mais romântico, propicio a mais e melhores relacionamentos. Vamos ver o que sai daqui.House2

Para acabar, é interessante reflectir sobre o companheiro de quarto de House. O seu compincha dentro do hospital é igual a House, antes da saída do hospital. Pois ambos têm medo de mudanças. Pois ambos têm medo que se mudarem um aspecto, nem que seja pequeno (ou seja, começar a tomar medicamentos), na sua vida perderão o seu dom. Ambos têm medo de perder aquilo em que são bons. E ambos concluem que não poderão ficar pior do que estavam. Foi o ponto de partida para ambos. House percebe que não poderá viver sem mudança.

Antes de fechar, falar de Hugh Laurie. Com um episódio destes, Hugh pode brilhar. Uma dádiva na representação. Para quem quiser seguir teatro deverá ver estes 90 minutos do actor britânico. Também foi um One Man Show em termos de representação.

Foi um episódio que deixou água na boca para esta sexta temporada. As audiências corresponderam. Pois foi um episódio de House e não de House MD. A abertura começa por dizer isso, mas nós vamos percebendo ao longo do episódio.

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Glee (1.03) – Acafellas

Setembro 21, 2009

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I Wannaaaa Sexxxxx Youuuuu Uppppppp

Primeiramente gostaria de explicar que estes reviews serão diferentes dos convecionalmente apresentados no Portal Séries. Visualmente são enormes, eu admito, porém senti que Glee deveria ser feito de outra forma, sendo assim não conseguiria resumir e deletar diversas partes, por isso os reviews serão divididos por momentos musicais e alguns momentos que aponto como revelantes para explicar o episódio como um todo. Glee chega a seu terceiro episódio e já apresenta alguns sinais característicos que me fazem acreditar no incrível potencial que a série pode ter daqui pra frente. Em episódios como esse vemos a série se distanciar somente dos seus momentos musicais relacionados ao Glee Club e assim mergulhar um pouco na dimensão do drama e desenvolvimento individual de alguns dos personagens. Acafellas mostra um amadurecimento diferente do apresentado nos dois primeiros e consegue de forma plenamente satisfatória entregar um resultado direto porém marcante. Por traz de alguns sentimentos aflorados, descobrimos revelações surpreendentes que ao mesmo tempo não são tão surpreendentes, considerando a forma com que são colocadas.

Escutei algumas opiniões de pessoas essa semana, que por conhecimento sei que não estão habituadas a acompanhar esse tipo de história mas que resolveram dar o braço a torçer ao assistir Glee. Mesmo o resultado não sendo satisfatório a eles, comprovou-se que Glee será efetivamente apressiado por pessoas que “compram” esse tipo de idéia e que realmente conseguem analisar uma série como essa além do que ela aparentemente mostra. Comparações são inevitáveis, porém ainda acho que Ryan Murphy traz algo de inovador para a televisão, deixando a critério de quem o vê, interpretar desta forma ou não. Pela primeira vez a série traz atores convidados ao seu elenco, entre eles Victor Garber(Alias) interpretando o pai de Will, numa cômica cena que resultou a revelação da gravidez de Terri aos pais dele, ressaltando a cara de “WTH i’m gonna do” dela ao saber que ele soltou a informação sem ao menos ela pensar antes o que fazer, considerando que não existe bebê nenhum. É bom ver o Garber interpretando um pai diferente do Papai Bristow de Alias (2001), aliás era uma das séries que mais gostava.

Momento “Amamos você, mas…”: Percebe-se que Will transmite intenso amor e dedicação aquilo que faz com o Glee Club, porém é notado sua falta de experiência com coreografias. Mr. Shue é colocado na parede pela primeira vez, muito por influência das Evil Cheerios sobre a Mini-Streisand, que por questão de lógica destaca-se novamente como porta-voz do grupo. Ainda me lembro do Mr. Falsetto Fashion perguntar a ela quando foi que a elegeram representante, porém é inegável pensar em outra líder, considerando o quão impulsiva, determinada e por vezes irritantemente decidida ela consegue ser. Aliás será interessante ver eles tentarem contratar Dakota Stanley, um consagrado coreografo do vibrante Vocal Adrenaline, o principal coral do campeonato regional.

Ver o Mr. Shue tomar controle de seus desejos e ter coragem de romper algumas barreiras foi bastante interessante, ainda mais considerando o excêntrico grupo de pessoas com quem ele decidi unir forças: Howard: The Countdown, Kevin: The Coach; Henri: The Fingers, que teve um inusitado acidente devido ao seu vício em xarope pra tosse que resultou na perda de seus polegares. Eis que nasce o grupo: Acaffelas.

Primeiro Momento Musical:This Is How We Do It” by Montell Jordan, cujos ensaios iniciam-se na casa de Will, para desespero de Terri. Por mais embaraçoso que eu ache os números que envolvam hip hop e outros clássicos do gênero, começei a apreciar mais, até consegui gostar de “Gold Digger”, após rever  o segundo episódio duas vezes. Como digo, é uma questão de hábito. Mudando de assunto é hilário ver que Will acha mesmo que o fato dele ter uma boy-band e estar mais confiante, melhorou o “apetite” de sua esposa por ele.

Toda aquela tensão presente entre os protagonistas confirmasse no momento em que Mini Streisand e Mr. Frank-Teen discutem a respeito dela ter “ofendido” o Mr. Shue e por assim tirado toda a confiança que ele tinha em treiná-los. Todos os componentes parecem estar de acordo com a contratação de Dakota, menos o Frank. Apesar dele próprio não saber que ele é a plena definição da palavra clichê (esteriótipos e padrões), acho interessante essa química  entre o cara popular e a garota que todos zoam, pois diferente do que normalmente é, Rachel desempenha o seu papel de maneira mais segura e convicta, jogando na cara dele que está sim rolando algo entre eles, porém ele não tem coragem de admitir.

O destaque do episódio sem dúvida vai para outra excêntrica dupla, Mercedes e Kurt, brilhantemente representados Amber Riley e Chris Cofler, que transmitem um verdadeiro sentido de amizade, que pode ser facilmente visto na vida real, pois os atores se tornaram muito próximos desde o ínicio das gravações. Uma Diva Fashion em conflitos, sentindo-se sozinha e carente de uma companhia masculina, porém seu único referencial é seu amigo Falsetto Fashion, que nitidamente mostra exuberância no seu modo de vestir e falar e que reconhece seu baixo potencial na “cadeia social escolar”, porém sempre tenta parecer superior perante tudo isso.

Segundo Momento Musical: “Poison” by Bell Biv Devoe, apresenta o Acafellas para uma pequena audiência entusiasmada com as novas celebridades locais. E não é que os garotos viraram sensação, saindo até na capa do jornal da cidade, extremamente elogiados por sua desenvoltura e conexão com a platéia.

Terceiro Momento Musical: “Mercy” by Duffy, confirma que o Vocal Adrenaline tem uma queda por hits de cantoras britânicas, porém essas canções se encaixam perfeitamente no estilo do grupo, trazendo sempre uma apresentação cheia de groove e atitude. Vestidos com os tradicionais uniformes azuis e preto, os garotos e garotas esbanjam a ótima coreografia além dos potentes vocais, mostrando realmente por que são o último grupo vencedor dos regionais. Nem sempre por traz desta mágica encontra-se um mágico simpático, sendo assim eis que surge The Cruel Dakota, um cara baixinho extremamente autoritário e careiro por sinal (8 mil dólares por número).

A ascensão dos Acafellas parece estar correndo risco, após a saída de dois membros do grupo, um que voltou ao vício dos xaropes e o outro que por problema de auto-estima sentiu finalmente a pressão. Frank-Teen parece também sucumbir a pressão, pensando em desistir do Glee Club, pois não aguenta mais ser taxado por todos e nitidamente está contra as decisões tomadas pela  Mini-Streisand. Puckerman surpreende ao se candidatar ao Acafellas, além de Frank-Teen que busca novas direções ao seu talento, além de também tentar trabalhar sua confiança. Sendo assim, novas oportunidades surgem e novos intregrantes compõem o até então desfalcado grupo.

Momento “Intervenção Gay”: Apresentada a famosa fórmula do amigo gay, aquele que apresenta todos os sintomas e mesmo assim não consegue visualizar desta forma. A garota por vezes parece também não enxergar, sendo assim, Diva Fashion transfere sua carência e solidão ao intenso carinho e presença de seu Falsetto Fashion, talvez a pessoa menos apropriada para corresponder seu sentimento. Mercedes deixa claro para Rachel e Tina que Kurt é o que mais se aproxima da realidade dela, nitidamente uma excluída da cadeia social e desta forma ele cumpre suas expectativas para um rapaz pois a trata de forma decente e consegue entender exatemente o que ela passa, pois ele também passa pelo mesmo. Ele pode não ser suficiente ao olhos dos outros, mas para ela é  muito.São momentos como estes que vemos o quanto Glee se distanceia do pastelão drama teen presente na atualidade, pois não aborda o tema da homessexualidade simplesmente por abordar ou simplesmente por que está na mídia e é bom pra “escandalizar”. Acompanho a um bom tempo os dramas teens  e posso contar inúmeros shows que usaram desse artifício para angariar somente audiência.

Quarto Momento Musical: “Bust Your Windows” by Jazmine Sullivan, apresenta o melhor número do episódio pois nele fica evidente a ascensão de uma diva ao estrelato. Pela primeira vez, Mercedes recebe um solo que apresenta todos os indicios de quão excelente cantora ela é, além de possuir uma personalidade digna de uma diva. Rebeldemente estoura as janelas do super-poderoso carro de seu não correspondido amor e  coordena as provocativas cheerios numa sensual coreografia destrutiva, exemplicando por que é a grande voz por trás de Glee. Vi numa entrevista que a atriz fez teste para o American Idol, porém recebeu um NÃO, mas diz que aprendeu muito com isso e agradece a negação pois pode melhorar e chegar aonde está agora.

Momento “Intervenção Dakota Stanley”: Uma coisa realmente não entendi: Como ele aceitou coordenar o grupo? Pois um simples “Car Wash” não seria suficiente para arrecadar fundos para contratá-lo, mas lá estava ele com seu “charme e carisma” caractetísticos. Dakota representa o nazismo do entretenimento, impondo, mutilando e humilhando tudo e todos que vee pela frente. Corta Artie, por este ser cadeirante, Mercedes  por seu peso, humilha Kurt ao chamá-lo de feioso inflamável, Rachel por seu nariz grande e Finn por sua cara de drogado e seu tamanho fora do normal. Se ele acha mesmo que estava ali para dizer a verdade, ele realmente nunca se olhou no espelho.

Momento “Consagrou-se uma líder nata”: Apesar de ter sido influenciada em suas atitudes ao contratá-lo, Rachel chama novamente a responsabilidade para concertar talvez o pior do erros que cometera: Esquecer quem eles são realmente. Assim, num surpreendente diálogo, nossa Mini-Streisand (comparação de seu nariz grande com o da cantora Barbra Streisand), consegue trazer a união de volta ao Glee Club. Achei muito legal cada um destacar seu diferencial e compará-lo ao de uma pessoa famosa, que mesmo sendo diferente conseguiu se destacar e mostrar seu  talento. Barbra Streisand foi taxada sempre por seu nariz, mas mostrou que era muito mais que isto quando atuava e cantava ou que J.Lo tem um traseiro muito grande ou Curtis Mayfield, que fez mais sucesso como músico e compositor depois de ser cadeirante. Para aqueles que ainda não entendem o por que da existência de Glee e o por que dele ser tão especial, pelo menos pra mim, deveriam assistir essa cena, pois ela resume tudo de forma tão simples.

Quinto Momento Musical: “I Wanna Sex You Up” by Color Me Bad, consagra o repaginado Acafellas, que agora conta também com a participação do estranho ex-professor do Glee Club, Sandy, que possui uma obessesiva paixão por Josh Groban, cantor clássico que já fez participações no seriado Ally McBeal (1997) e que participa como convidado deste episódio, interpretando ele mesmo. Sandy sempre se mostrou uma pessoa bizarra, mas sua obsessão pelo cantor foi além dos limites, obrigando o mesmo a encaminhar um ordem de restrição ao Psico-Sandy, que telefonava, mandava cartas e pedaços de cabelo ao cantor. Quanto aos Acafellas, podemos ver o talento de Puck sendo colocado a prova e incrivelmente como ele corresponde as expectativas, assim como os demais rapazes liderados brilhantemente por Will, que canta e dança como nunca havia feito antes. Esse momento foi de extrema importância para o Glee Club também, pois o Acafellas despertou em Will e Finn a confiança e a famosa “chamada de responsabilidade” que o grupo exigia deles como figuras centrais, juntamente com Rachel. Porém não podemos esquecer que Artie, Kurt, Mercedes, Tina e mesmo Puck, Quinn e as Cheerios compõe essa bem sucedida fórmula nada convencional.

Momento revelação: Mostrando seu “D” de drama, Chris Cofler mostra um Kurt vulnerável que se revela pela primeira vez a alguém como gay, porém mesmo tratando-se de Mercedes, ele deixa claro quão difícil é ser diferente desta forma e quão assustador é a possibilidade de revelar isso aos demaiss. Foi tão sincero que conseguimos sentir realmente o desespero dele ao confessar. Grande atuação e interação novamente entres esses dois personagens, que tornam-se cada vez mais parte fundamental da história. Por falar em revelação, Quinn mostra um lado mais humano, ao conversar com Sue, que as tem usado para derrubar o Glee Club. Revela quão grata é por aprender uma valiosa lição:  “Acreditar em si porém sem derrubar os outros no processo”.

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So You Think You Can Dance (6.02) – Auditions: Phoenix

Setembro 19, 2009

so-you-think-you-can-dance-vegas-top-20-performCinco Verões. Cinco Temporadas. Cinco Campeões (Nick, Benji, Sabra, Joshua e Jeanine). Agora… O programa tem sua estréia no fall-season, no qual ficará daqui em diante por definitivo, espero que possamos ver ainda muitas e muitas temporadas desse incrível espetáculo de dança, arte e entertenimento. Desde 2006 acompanho o programa e posso disser que é um imenso prazer agora ganhar essa responsabilidade ao escrever os reviews semanalmente e outro imenso orgulho foi, depois de tanto comentar sobre, o Marco resolveu assistir e acredito que tenha realmente gostado do que viu.  Tradicionalmente tudo começa com as audições, que desta vez estão nas cidades: Los Angeles, Salt Lake City, New Orleans, Atlanta, Boston e Phoenix. A partir dessas, conheceremos os competidores que conseguiram um ticket para a exaustiva “Vegas Week”, local onde os jurados definirão os tão aguardados Top 20.

Realmente estou sentindo falta de algo nestas audições, algo que preenda meus olhos na tela e me deixe maravilhada com aquilo que vejo. Quando um programa desde estilo chega a sua sexta temporada, algo de muito revelante tem de ser considerado, ainda mais contando com a mudança na estrutura original do programa. É inevitável que com o passar dos anos ficamos surpreendidos com os impressionantes talentos, que por vezes fico a pensar: ” Será que ainda existirão dançarinos bons a altura dos que já passaram?  Por enquanto não tive esse momento ainda e particularmente acho que com esses dois episódios que foram ao ar, parecem só haver boas dançarinas e os rapazes ainda não conseguiram representar, considerando claro, poucas excessões.

A Hora do Pesadelo

Diferente de Los Angeles, Phoenix conseguiu reunir uma grande leva de apresentações engraçadas porém medíocres e vergonhosas que resultaram num esgotamento para Nigel, que pela primeira vez retirou-se do banco de jurados. A dupla dinâmica, Biggie & Shorty podem não fazer parte totalmente do quadro “A Hora do Pesadelo”, porém tornam-se caricaturas deles próprios devido a sua forte e carismática personalidade. Mesmo conseguindo uma vaga na coreografia, para assim tentar provar algo, eles sucumbem a pressão e são facilmente eliminados. Outro personagem a aparecer foi Jonathan, uma versão muito magra e muito a desejar do Sayid de Lost. Este cômico competidor trouxe o DISCO para os palcos numa interativa apresentação que teve como resultado um retrato de Mary. Se acharam que de tudo já havia aparecido, eis que surge Brandon e Nicole, vulgo Frankstein e sua Esposa. Sem dúvida esta categoria arrancou risos e gargalhadas, porém continuam a não acrescentar muito as audições em Phoenix.

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Lições de vida

Novamente nos deparamos com pessoas que superam todas as dificuldades e por vezes limitações físicas para então almejar aquilo que tantam amam. Allison é um exemplo claro disso, pois logo aos primeiros meses de vida foi diagnosticada com Meningite Espinhal, uma espécie de inflamação das membranas de proteção que envolvem o cérebro e a medula espinhal, sendo assim possui problemas para se comunicar e consequentemente tem sua audição prejudicada. Interessante foi vê-la a dançar, nitidamente a música chega aos seus ouvidos de forma diferente, porém ela conseguiu expressar-se na dança de uma maneira tão particular que acabou por surpreender a todos, garantindo mais uma oportunidade na coreografia. Apesar de alguns problemas com suas extensões (pernas e braços dobrados demais), ela apresenta grande potencial e será interessante vê-la em Vegas.

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O rei do grito: Excitação ao extremo

Somente uma definição me vêem a cabeça quando me lembro dessa figura chamada Jarvins Johnson. Dono de uma  hiperatividade que foge aos padrões normais de um ser humano, facilmente perceptível na dificuldade tremenda que ele tem em se comunicar com os outros, pois estando em constante estado de euforia, acaba por perder o controle sobre suas emoções. Mostra definitivamente que é de outro planeta ao apresentar sua “dança” aos jurados. Através de sua personalidade caricata e de certa forma encantadora, ele consegue uma vaga na coreografia, porém sua euforia traz problemas em sua saúde física e também psicológica, fazendo-o ter um colapso nervoso e respiratório. Abaixo segue o vídeo deste verdadeiro “King of Scream“, pois se temos a Mary como a “Queen of Scream“, Jarvins sem dúvida ocupa a categoria masculina.


A Hora do Show

Digamos que as melhores apresentações foram mais do que satisfatórias, considerando o baixo nível dos competidores em Phoenix. Começando com Sasha, que tenta pela segunda vez no programa e mostrasse muito emocionada com a presença de seus parentes no teste. Com o uso da cadeira, mostra uma boa coreografia, com expressiva técnica que pode ser muito mais desenvolvida. A única apresentação de casais mostrada em Phoenix, mostra um surpreendente casal que foge aos padrões, pois vemos dois caras a dançar juntos. Diferente do casal da temporada passada que impactaram os jurados de forma negativa, Willem e Jacob mostram excelente técnica e movimentos precisos na arte da “Dança de Salão“, mesmo sendo estranho de olhar, são deles a apresentação mais consistente desta audição e sem dúvida mereciam mostrar suas habilidades na coreografia e assim conquistarem ambos o ticket para Vegas.Estava faltando um B’boy que representasse a categoria e parece que Jonathan “Legacy” veio fazer jus ao seu apelido. Insamente deixa os jurados intusiasmados e curiosos com sua incrível presença e maturidade ao dançar, sem contar com os arriscados movimentos somente com uma mão.

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Agora resta esperar que Boston consiga trazer o Heat Heat que Phoenix deixou a desejar.


Fringe (2.01) – A New Day in the Old Town

Setembro 19, 2009

snapshot20090919143444They’re called Fringe Division. FBI Agent Olivia Dunham, Peter Bishop, his father, Dr. Walter Bishop… They’re investigating strange cases which have led them to Walter’s former lab partner, Dr. William Bell.

Depois de vários meses de espera após termos visto Olivia ir para uma realidade paralela em que as Torres Gémeas ainda estavam de pé, Fringe regressa com um episódio bem decente. Tal como já se previra anteriormente, não tivemos a continuação da conversa entre a Agente e o William Bell, mas não deixou de ser curioso que nem Olivia se lembra do que aconteceu. Ela é expelida, literalmente, do carro em que estava quando teve o acidente e volta à realidade normal. Não deu para perceber se Walter fez alguma coisa para fazê-la voltar ou foi alguém do outro mundo, mas a verdade é que as condições em que ela retornou não são nada favoráveis. Além da perda de memória que já mencionei acima, ela esteve à beira da morte, mas lá conseguiu sobreviver. Não sei o que a equipa de produção pretende com aquelas palavras gregas que ela disse, mas espero que haja uma explicação coerente no facto da mãe do Peter dizer isso quando ele era pequeno.

Entretanto, conhecemos um soldado metamorfo que certamente irá ter um papel importante nesta temporada. Segundo Olivia, todas as vidas deste mundo estão em risco e esse soldado tem alguma coisa a haver com isso, pois ele quer eliminá-la devido ao encontro que ela teve com William Bell. O que quer que seja que o criador da Massive Dynamics disse, é algo grandioso e que mudará o rumo da história, e não me parece que ele seja o mau da fita nesta série. Existe algo muito mais perigoso a andar à solta e esse soldado é apenas uma parte disso.

Também conhecemos uma nova agente do FBI, que deve substituir Charlie (o actor Kirk Acevedo foi despedido, logo ele não deve durar muito mais tempo). Confesso que gostei bastante da personagem, apesar da sua introdução ser um pouco repentina. Também gostei de ver a Astrid um pouco mais activa do que antes, acho a actriz tão carismática que é uma pena não haver mais cenas dedicadas a ela. O Walter continua sempre muito divertido, e se no início algumas piadas soavam demasiadamente forçadas, agora tudo sai tão naturalmente. O facto de ele querer festejar o aniversário de Peter com toda a força tem a ver com a vida do filho, visto que supostamente ele já estaria morto noutra realidade, como vimos no episódio final da primeira temporada. As histórias estão lançadas e espero mesmo que esta temporada consiga superar a já boa primeira temporada. Se tudo se caminhar desta forma, teremos de certeza um grande produto televisivo este ano. Caso contrário, será a maior decepção da fall season americana!

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A ciência por detrás de Fringe!

Setembro 16, 2009

hair11Fringe foi das séries que mais facilmente causou uma volta na barriga nesta última temporada. Para além disso, a série consegui-nos ver coisas que nunca imaginamos, desde monstros impensáveis para a mente humana até pormenores que nos mostra como ainda somos ignorantes. A vida de Fringe foi entrando. E foi quando decidi procurar alguma coisa sobre a ciência em que se apoia Fringe que dei de caras com um artigo da revista “Live Science”. Assim decidi partilhar com vocês o artigo, devidamente traduzido. Para mostrar que as séries de J.J.Abrams não são feitas às três pancadas. O artigo tem pequenos spoilers, mas nada assim algo de muito significativo.

Por Emilie Lorditch, Inside Science News Service

Injectar o mesmo corante usado para fabricar os M&Ms em pessoas para reparar lesões da espinha soa mais a ficção cientifica que algo retirado das páginas de uma revista cientifica. No entanto, são estas mirabolantes ideias que são a fonte de material para os argumentistas de Fringe.

“Todas as pessoas da equipa encontram artigos que fornecem pequenas informações para os episódios”, diz o argumentista Robert Chiappetta, um dos principais “science guys” por trás da série. “ Todos os argumentistas encontram novo material para se trabalhar de uma perspectiva diferente. Por vezes ajuda que tenhamos uma familiaridade com um tema em especial, e daí retirarmos material.”

A série tem uma parte de aventura cheia de adrenalina, uma parte cerebral, no que toca aos crimes, e uma parte de ficção científica. Logo, quanto mais conhecimentos existirem sobre ciência, mais interessante as narrativas se tornam.

“ Com o evoluir da ciência a série evolui e, consequentemente, as narrativas”, diz Glen Whitman, também argumentista e outro “science guy” da série. Tal como séries como Law & Order e CSI tiram algumas ideias em manchetes sobre crime, nós retiramos as nossas de revistas científicas”.

A segunda temporada explorará algo mais familiar, assim como algo proveniente de um domínio mais exótico.
“ A memória irá ter um papel importante nesta nova temporada, mas não serão unicamente as memórias de Olivia Dunham que serão utilizadas” diz Chiappetta. “ Quanto mais soubermos sobre o cérebro, a maneira como funciona como um computador e como dispositivo de armazenamento, mais poderemos brincar com a narrativa e claro, introduzir novas direcções neste campo.”

Novos rumos que revelam que existem dois lados para cada história. “ A ciência é um elemento neutro, com benefícios e resultados negativos. Assim poderemos ver a mesma tecnologia ser usada tanto para o bem como para o mal” diz Chiappetta.

“ Para além disso, estamos a aprofundar os conhecimentos sobre universos paralelos, vendo o que na realidade alternativa é diferente e o que é igual; algumas coisas são melhores e outras piores” acrescenta Whitman.

“Esperemos que a série promova um interesse pelo mundo científico e pelo mundo tecnológico” conclui Chiappetta.

No dia 17 de Setembro (já amanhã) Fringe regressa a antena da Fox com a sua segunda temporada com Olivia Dunham (Anna Torv), Walter Bishop (John Noble) e Peter Bishop (Joshua Jackson) a expandir os limites da ciência como entretenimento, com uma atenção especial para os verdadeiros cientistas, que cada vez mais empurram os limites da investigação para algo próximo da ficção.

Um dos mais desejados regressos acontece já amanhã. Continuaremos a ver em Fringe a ciência mais extravagante que foi descoberta. E continuaremos a ver em Fringe não só entretenimento, mas sim sempre uma nova descoberta.


So You Think You Can Dance (6.01) – Auditions: Los Angeles

Setembro 14, 2009

so-you-think-you-can-dance-vegas-top-20-performCinco Verões. Cinco Temporadas. Cinco Campeões (Nick, Benji, Sabra, Joshua e Jeanine). Agora… O programa tem sua estréia no fall-season, no qual ficará daqui em diante por definitivo, espero que possamos ver ainda muitas e muitas temporadas desse incrível espetáculo de dança, arte e entertenimento. Desde 2006 acompanho o programa e posso disser que é um imenso prazer agora ganhar essa responsabilidade ao escrever os reviews semanalmente e outro imenso orgulho foi, depois de tanto comentar sobre, o Marco resolveu assistir e acredito que tenha realmente gostado do que viu.  Tradicionalmente tudo começa com as audições, que desta vez estão nas cidades: Los Angeles, Salt Lake City, New Orleans, Atlanta, Boston e Phoenix. A partir dessas, conheceremos os competidores que conseguiram um ticket para a exaustiva “Vegas Week”, local onde os jurados definirão os tão aguardados Top 20.

A Hora do Pesadelo

Essa temporada talvez seja a mais massiva campanha já feita na história de So You Think You Can Dance e propriamente conseguiremos dimensionar até onde o programa consegue chegar, sem dúvida sempre inovando a cada episódio. Los Angeles é o primeiro local escolhido, logicamente por ser a capital do entretenimento e da dança e ali vemos muitos talentos dignos de um “green ticket” e naturalmente outros que demonstraram uma verdadeira show de horrores, a começar pelo primeiro “dançarino” a se apresentar: Cole traz em sua “coreografia” sem música, movimentos perturbadores, além da pseudo-recitação que deixou todos de cabelo em pé. Esse foi o momento mais “No No No’‘ de todos mostrados, porém Christopher, que sonha em produzir seu filme “Drum Song” inspirado em grandes nomes do cinema e da dança, a exemplos de Ginger Rogers e Fred Asteire, que sem dúvida compunham uma das melhores parceiras do cinema, em filmes como Top Hat ( 1935) e Vamos Dançar (1937), porém parecia que a inspiração confundiu sua cabeça quando resolveu escolher “dançar”  a tão feminina e sexy canção “All That Jazz” do musical Chicago.

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Lições de vida

Agora vamos para aqueles momentos escolhidos pelo programa como grandes “Histórias de Vida“, na qual o retrata-se as dificuldades vividas pelos competidores e pela família para conseguirem chegar aonde estão no momento. Graciosa, a menina de apenas 18 anos de idade, Molly, mostra belas extensões, firmeza de movimentos e ótimos truques de piruetas, valendo ressaltar que gostei de ver Nigel novamente reforçar o fator personalidade dos dançarinos, pois é esse um dos principais fatores que o programa almeja. Outra competidora que me encantou bastante, apesar de sua pouca expressividade, foi a contemporânea Amber, que possui também um histórico familiar muito difícil, enfrentado bravamente por sua mãe que após uma complicada cirurgia na espinha, tornou-se paralítica da cintura para baixo.

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Batalhas das batalhas: “A arte do sapateado”.

Novamente vemos esses dois excelentes sapatiadores tentarem avançar na competição, buscando o desejado Top 20. Ryan é sem dúvida o talento natural, uma espécie de fonte de inspiração para seu irmão mais novo Evan (Top 4 da 5season) que aliás foram deles um dos momentos mais marcantes da história do programa, no qual os jurados os deixam juntos para definir qual dos dois conseguiria a última vaga. Bianca esbanja energia e dedicação naquilo que faz, porém já tentara em todas as edições e fracassara em todos, profetizando na quinta temporada que nunca mais voltaria aos testes. Perseverar e nunca desistir de um sonho foram os fatores que a fizeram voltar, sendo assim escolho apresentar o vídeo destes dois encantadores sapatiadores, que entregam o momento mais fantástico das audições em Los Angeles.

A Hora do Show

Seguindo o mesmo estilo de especialidade, pontos positivos para as jovens contemporâneas Alexie e Paula, que esbanjam essência e expressividade. Mudando totalmente de estilo, Cristina traz o calor para o palco, apresentando a energética salsa, com seu estonteante parceiro, que por espanto de Nigel, deveria estar fazendo teste também. Naturalmente ela não tem o “Hot Flavour” da Janette (Top 8 da 5 season), porém é um nome para ser lembrado, pelo menos a princípio.Voltando para a arte do sapateado, Ryan, que já havia trabalhado com Ryan numa peça, acrescenta algo diferente do já apresentado pelo mesmo e por Bianca, tomado por uma alegria contagiante e sutilidade de movimentos, comprova mais uma vez quão competitiva será esta categoria de dança neste temporada.

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Curiosidade : Os merecidos tickets ao três sapatiadores, que deverão mostrar extrema versatilidade para conquistarem o nunca conquistado lugar no Top 20, admito que seria muito interessante ver um dançarino de estilo tão peculiar entre os demais. Será que o merecimento de Ryan será colocado em questão ou os jurados irão somente se preocupar pelo fato dele ser irmão do finalista da temporada anterior e assim querer repetir a fórmula. Acredito que não, até pensando que Ryan, na minha opinião, pode acrescentar muito mais ao programa do que o próprio Evan acrescentou anteriomente, mas é cedo ainda para prever.

Próxima parada: Salt Lake City

Batalhas das batalhas: “A arte do sapateado”.

Novamente vemos esses dois excelentes sapatiadores tentarem avançar na competição, buscando o desejado Top 20. Ryan é sem dúvida o talento natural, uma espécie de fonte de inspiração para seu irmão mais novo Evan (Top 4 da 5season) que aliás foram deles um dos momentos mais marcantes da história do programa, no qual os jurados os deixam juntos para definir qual dos dois conseguiria a última vaga. Bianca esbanja energia e dedicação naquilo que faz, porém já tentara em todas as edições e fracassara em todos, profetizando na quinta temporada que nunca mais voltaria aos testes. Perseverar e nunca desistir de um sonho foram os fatores que a fizeram voltar, sendo assim escolho apresentar o vídeo destes dois encantadores sapatiadores, que entregam o momento mais fantástico das audições em Los Angeles.


Fringe & Bones: Promos das séries de quinta da FOX

Setembro 13, 2009

Sem título-2cópiaA Fox juntou Fringe e Bones as quintas. E, para aqueles que esperam tanto uma quanto outra (ou as duas, como no meu caso) nada melhor que começar a matar saudades, agora que o regresso está próximo. Entrar no ritmo, relaxar. A que tal uns promos para ajudar? Para quem quiser, é só ir um puxar a barra um bocado para baixo e dar uma espreitadela. Ambas as séries estreiam já nesta semana que começou, no dia 17. Fringe terá review aqui no Portal pelo Marco, enquanto Bones não foi contemplado na lista…não dá para tudo.

E agora umas sobremesas para aqueles que gostam de ver a série de um lado diferente:


Lie To Me – Primeira Temporada (2009)

Setembro 12, 2009

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Truth or happiness, never both.

Mentira. Nasceu a partir do momento que o ser humano começou a comunicar. É uma das principais diferenças entre o homem e os restantes animais. Com os sinais de fumo já era possível mentir. Ao expressarmo-nos por sinais, a mentira é muito melhor escondida do que quando a pronunciamos. E cada vez mais descoberta se torna, se tivermos em frente Cal Lightman. O detector de mentiras ambulante é um leitor de micro expressões humanas, um detector sintético da falsidade. O pior pesadelo para mentirosos.

Assim se resume muito superficialmente a premissa da série. Era mais um procedural, podia-se tornar em mais um enfadonho procedural policial. Mas não. Apesar de não ser uma daquelas séries que se diz “Como ainda não se tinha pensado nisso”, Lie to Me vem noutra onda de procedurals policiais, ao estilo de que está a acontecer com os procedurals mais juntos a medicina, que se está a apostar na zona das enfermeiras. Lie to Me dá outra perspectiva dos casos. Não ficamos dentro dos laboratórios, é muito mais realizado no terreno, a procura das mentiras, das verdades e dos meio-termos. Para isso, a série apoia-se em 4 personagens: o principal e a alma e cérebro da série, Cal Lightman, Ria Torres, a aprendiz, que ainda demorará a ultrapassar o mestre, Eli Loker, um dos seres humanos mais sinceros para as pessoas, excepto o seu chefe e Gillian Foster, a companheira perpétua de Cal Lightman e sua principal base.

Com um começo um pouco atribulado, a série sofreu o problema que todas as série possuem no inicio: construção de personagens e interligação entre elas. Para além disso, e devido a série aprofundar um novo mundo, as explicações foram-se sucedendo, quebrando um pouco o ritmo do episódio. Mas, após de entrar na série, as explicações foram postas de lado. Ganhamos, nós espectadores, uma nova função: descobrir a mentira. Passamos nós próprios, não por obrigação mas por diversão, a entrar no jogo do caça o mentiroso. E assim a série subiu de nível. Era interessante ver os pormenores dos actores convidados, apanhar os truques da mentira. Assim a série ganhou mais interesse.

Com esta transformação veio outra. Como no resto das séries, após uma estruturação base das personagens, faltava conhecer a sua vida pessoal mais a fundo. Fora Eli, que não foi tão focado, o resto das personagens tiveram direito a uns tempos de antena para “falarem” da sua vida privada. Ganhou-se empatia com as personagens e a série ganhou mais uns pontos na consideração.

Para além disso, e para uma série que vinha rotulada de procedural policial, Lie to Me conquistou outros terrenos que não podem ser muito explorados por a maior parte dos procedurals acima mencionados. O leque de casos eram grande, e não vivíamos homicídio atrás de homicídio. A série ia variando e de cada vez que começava o episódio, tanto podia sair um ataque terrorista ou um acidente. Outro ponto positivo para a série.

De resto, a série encontrou um actor para protagonista perfeito. A par de Hugh Laurie, que só vemos como House (e que também poderia fazer de Lightman…não era um papel que lhe ficasse mal), como Michael C. Hall como Dexter ou Simon Baker como Patrick Jane, Tim Roth é o actor perfeito para o papel. O britânico encaixa na perfeição em Lightman, nos seus tiques, na sua personalidade. Foi outro ponto que a série ganhou interesse. Ver um actor assim construir e interpretar uma personagem complexa como Lightman é outro dos motivos que a série se tem a orgulhar.

E depois desta primeira temporada, que esperar da segunda? As esperanças mantêm-se que Lie to Me mantenha o rumo, que as histórias continuem a ser refrescantes e novas, que Tim Roth continue a ser o Cal Lightman que conhecemos e que se continue a deixar parte do episódio a “investigação” do espectador. Quanto ao resto, e isto já são pedidos, pede-se que a série entre mais na vida pessoal das personagens e que as mentiras do passado sejam descobertas. Uma aventura dentro do passado de Cal era interessante, tal como um caso que tivesse a sua filha como suspeito. Mas o que saberemos é que Lightman continua a apanhar as mentiras. É sempre mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo, diz a língua portuguesa. Lightman vem comprovar.

4e


House – Quinta Temporada (2008)

Setembro 11, 2009

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The irrational part of my brain thinks like the rational part of yours.

111 episódios. House já vive na televisão há 5 anos, já faz parte da vida de grande parte dos amantes de séries há 5 anos. 5 anos é um largo período de tempo. No mundo das série é raro uma série durar tanto tempo. E House demonstrou o porquê disso. Após 111 episódios, a série não é a novidade que era no inicio. Falta novos casos, novas narrativas. Já não nos contentamos com pouco, já é preciso fazer algo diferente em todos os episódios.

Foi o principal defeito desta temporada. Habituar-nos mal. A quarta, e brilhante, temporada trouxe um ritmo novo a série. Houve mudanças, houve novas histórias para poder contar. Houve um processo de escolha que deu para encher vários episódios sem nos cansarmos. Ainda não tínhamos visto aquilo. Um House que tinha pela frente escolher uma nova equipa. Não sei quantos episódios durou, mas foram os suficientes para os casos médicos não se tornarem enfadonhos. Mas esse processo de escolha teve uma factura cara. A falta de ligação que tivemos durante parte da temporada passada com os novos personagens reflectiu-se agora. Faltava a ligação que tínhamos com o primeiro trio. Com o primeiro trio tivemos paciência, agora a que havia era pouca. E assim começou a nova temporada de House.

Esta nova temporada trazia um novo desafio. Aproveitar o que tinha restado da última e criar algo de novo. Começaram por tentar aproveitar o novo trio. Mas este ainda não tinha substituído da memória Cameron, Chase e Foreman. Começou por ai os erros. Faltava a ligação com as novas personagens. Algo que desse mais consistência a esta nova narrativa. Assim, tentaram colocar um dos antigos com uma dos recentes. Assim nasceu Forteen. A relação entre Foreman e Thirteen pouco trouxe, ou mesmo nada, de bom a série. A tentativa de colocar as novas personagens mais presentes perdeu-se. Faltou criar a ligação com o espectador. No final da temporada ela já era mais notória, mas se calhar faltaram os 4 episódios finais da 4º para cimentar esta relação. Talvez o laço com o espectador já teria sido mais forte se não tivesse ocorrido a greve dos argumentistas.

Para tornar claro esta falta de simpatia pelas personagens, é só ver que a saída de Kutner não teve nenhuma importância para a série, e se a teve foi paupérrima. Não conhecíamos a personagem, não nos tínhamos a aproximado delas. A saída dele não foi significativa para a série, nem para House que, apesar de passar um pequeno período de turbulência, não sofreu consequências de maior.

Para além disso, a nova temporada começou com outro erro. House e Wilson são compinchas. Aquela tentativa de criar alguns problemas a House no inicio de temporada foi perdida. Sabíamos, de antemão, que os argumentistas não separariam a dupla nem por nada. Eles eram das poucas coisas sólidas que a série tinha. E precisava de coisas sólidas. Perderam-se alguns episódios com esta situação que, do meu ponto de vista, não beneficiou ninguém.

Para além disso houve já ressente os seus 111 episódios nas costas. Com tantos casos médicos como o número de episódios, talvez um pouco menos, à série faltam ideias. As narrativas com os pacientes começaram só a servir de tela, de plano de fundo, não tendo nenhuma, ou poucas, consequências na vida dos personagens principais. A ligação falta. As histórias tornaram-se simples, os pacientes são cada vez mais rasos. Houve episódios em que se consegui dar a volta a isso. Mas quase toda a temporada viveu deste vírus, o problema de criar casos complexos, casos que trouxessem interesse a série. Outro problema para viver.

Mas nem tudo foi mal. Mas House só conseguiu bons episódios com ajuda, principalmente de fantasmas. Alucinações foram o pano de fundo do final da temporada, dos últimos 3/4 episódios. Só com esta muleta é que House conseguiu andar bem. Mas também deu para ver que ainda existem ideias para a série. O final foi a prova provada disto, com aquela excelente montagem e consequente twist. A série ainda pode surpreender, como também surpreendeu em, por exemplo, Locked In. O que é é que para chegar a um final deste foi preciso andar por caminho espinhoso. Esperemos que a nova temporada traga um House diferente. Se fosse pelos posters, a série estava salva.

Mas a salvação tem de traçada por outro caminho. Tem de ser traçada por um fortalecimento da relação com Cuddy. A relação tem sido adiada durante 5 temporadas, foi no final (não que me tenha importado muito, com aquele final) de novo adiada. E agora com falta de soluções para causar suspense (o casamento de Cameron), seria interessante ver como ocorreria a relação. Vamos lá ver as escolhas. O que fica certo é que House continuará com as piadas e “Everybody lies”.

35e


Glee (1.02) – Showmance

Setembro 11, 2009

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Yeah Push It…. Glee is back….

Conforme comentei no Mini-Cast #2, Glee é uma das grandes apostas para fall-season e com certeza gerou muita agitação na mídia, com toda a divulgação fervorosa (cenas musicais, propragandas estilo “You’re Glee or Gleek“, entre outros) do canal FOX, que nitidamente aposta na série como uma das mais promissoras já apresentadas. Resta saber: Cumprirá tal destino? Em maio, Glee fez sua pré-estréia, conquistando-me de imediato, com sua forma tocante e inteligente de conduzir uma história que tinha tudo para ser recheada de esteriótipos já tão familiares ao público. Pode soar exagerado, mas o piloto entrou para minha lista de favoritos de todos os tempos, pois ainda me veem lágrimas aos olhos só de pensar ou mesmo assistir novamente “Don’t Stop Believin’ “. Showmance tem a função de continuar o excelente trabalho deixado pelo piloto e sem sombras o cumpri de maneira satisfatória. Alguns “issues” são nítidos, a exemplo dass gravações que são sobrepostas nas cenas, resultam um pouco na falta de sincronização nos lábios. Este não conseguiu ter um momento digno do anterior, mas ainda é muito cedo para votar ou julgar. Mudando  o foco, pensei na maneira como iria fazer os reviews da série, pensei no jeito formal de sempre, mas resolvi me inspirar no nome do coral e assumir New Directions.

Will após ter tomado uma arriscada decisão ao assumir o comando do coral, pareçe estar confortável e seguro com sua escolha, porém ele terá que enfrentar muito mais do que simplesmente coordenar a garotada. Mattew Morrison (Hairspray e Footlose – Broadway) traz um senso de sinceridade e honestidade ao seu personagem, fazendo-nos acreditar realmente em sua capacidade como líder de um grupo tão diverso de pessoas. Já ficou bem claro que sua grande rival será sua colega de trabalho, a treinadora de cheerleaders, Sue, interpretada pela Jane Lynch (Party Down, Two And a Half Man). Foi interessante ver o constante conflito entre eles e as nítidas tentativas dela sabotar o coral, alegando que ele não tem candidatos suficientes para se inscrever nos torneios, que exigem um grupo de pelo menos 12 e tudo que lhe resta é metade disto.

Primeiro momento musical: “Le Freak” by Chic, mostra os garotos se arriscando no Disco, mesmo que contra sua vontade, já que Will parece ser o único a concordar em apresentar este número para a escola inteira. Will, vamos acordar: “The Disco is sooo over”. Como diria Simon Cowell (American Idol) : ” Too old-fashion for me” .

Família, o próprio nome já diz tudo, podendo sentir na pele a angústia de Will com a visita da irmã de Terri, seu marido e os três pequenos “anjinhos”, neste momento lembrei aonde estaria a  Pam( True Blood) para cuidar deles. Ironicamente a cena faz menção ao “American Dream”, o esteriótipo da vida perfeita, da casa perfeita, da família perfeita e blah blah blah, que na prática sabemos que é tudo bem diferente do que aparenta.

Segundo momento musical: “Gold-Digger” by Kanye West, mostrou sem sombra de dúvida que essa versão poderia ser facilmente  descartada do episódio. Me senti envergonhada por eles ao vê-los interpretarem essa música. Nada parecia combinar e naturalmente Mr.Schuester encarnando o Kanye West não foi nada cooool.

Um pouco de romance nunca faz mal, afinal Emma nutre uma paixão “não tão disfarçada” pelo Will-Digger e Rachel começa a ter sentimentos incontroláveis por Finn, que até resultam nela indo ter uma conversa com o vaso sanitário. Achei mega relevante a introdução do “Salvation Club“, mesmo tendo como membras, garotas cheerleaders de vestidinho curtinho. Na minha opinião esse é um dos grandes momentos, pois mostrou mais uma vez quanto Lea Michelle (Spring Awakening) traz brilho e autenticidade a excêntrica e entusiasmada Rachel. Quando falei no review sobre o piloto, Glee é uma série que trata o universo High School sem todos aqueles tabus que envolvem os jovens. O discurso que Rachel faz revela que aquelas reuniões são uma farsa, pois os hormônios não conseguem disfarçar o que eles sentem, assim iguala as vontades femininas às masculinas. Yeah babe, you gooooo girl.

Momento “Humildade”: Quão honroso é ver Will trabalhar de faxineiro na escola para poder ganhar um salário de verdade, considerando que não ganha nada com o New Directions. Tudo isso para proporcionar o “American Dream” a sua mulher, nitidamente uma lunática sem noção de prioridades.

Momento “Cai na real“: Emma não parece querer esconder muito o que sente por Will, sendo assim recebe um “Ulimate Fight” do treinador Ken, que acha um absurdo ela ficar se humilhando por um homem casado, enquanto ele nitidamente quer levá-la pra sair, fato que ela acaba por aceitar. Confesso que até eu gostei da atitude direta do Coach.

Terceiro momento musical: “Push It” by Salt’n Pepa, trouxe o momento mais inusitado e como diria Sue “a mais ofensiva que a adaptação escolar do musical Hair. Novamente a pro-ativa Rachel decidi zelar pelo “mínimo” que ainda lhes resta da dignidade social, convencendo seus colegas com uma coreografia “Sexy, Ugly and Dirty”. Foi impagável quando Kirk bate na mão do Finn e depois bate na bunda dele. Pude sentir a vontade do garoto em abrir um buraco no chão para se esconder. Mesmo soando cafona e estranho aos olhos comuns, essa turma rende mais um marcante momento de puro humor e entretenimento. Claro que Rachel acabará sendo punida por tomar uma atitude tão drástica como essas.

Quarto momento musical: “I Say a Little Pray For You” by Aretha Franklin, traz uma nova faceta das garotinhas do pompoms, numa  forçada interpretação do clássico da divã Aretha, Quinn e suas colegas esbanjam sincronia na dança e charme, pois a cantoria em si foi bem ddesincronizada. Mal posso esperar pra ver como irá funcionar o coral e a batalha de gigantes entre a Bitch-Virgin-Queen e Geek-Drama-Queen, uma tentando recuperar e a outra tentando conquistar o Poor-Goofy-Guy. É interessante ver a Bitch sentir-se ameaçada pela Geek, mais um ponto para os Gleeks.

É revoltante ver a Terri agir daquela forma, forçando situações, fazendo Will se desdobrar em cinco para atender suas vontades e descobrirmos que no fim das contas ela não está grávida. Como será aproveitada essa trama no meio da história será uma questão a se discutir, pois ela reforça mais afirmando que espera um menino.

Momento “Teu homem é meu agora, querida”: Descontraidos ao piano, Finn e Rachel tem uma sincera conversa. É fácil ver a química que esses dois tem juntos, desde quando cantam ou se movimentam perto um do outro. É tão sincero quando ele confessa que senti algo quando ela canta e claro que muito esperta ela põe seus lábios a disposição e não é que ele corresponde, porém nem tudo pode ser controlado nessa vida, certo rapazes. Por mais constrangedor que seja, foi muito engraçado vê-lo recordar do acidente em que ele atropela um homem, devido ao mesmo problema em seu “maquinário”.

Quinto momento musical: Take a Bow” by Rihanna, mostra o lado sentimental e por vezes dramático de Rachel, que interpreta belissimamente a canção, com excelentes alcançes das notas altas e com expressividade tremenda, pois acabará de receber a nóticia que perdera seu solo para Quinn. Pode parecer estranha a atitude de Will, mas é neste momento que a magia acontece, pois Glee is about fun and you’re not always be the start but i’ll do my best to make sure that you’re always have fun”.

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Fringe – Primeira Temporada (2008)

Setembro 9, 2009

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I not going to use false threats with you anymore. I don’t need. The threads are real.

Proclamada a sete ventos que seria a estreia do ano, Fringe era das séries mais esperadas a um bom par de anos. Com o nome de J.J.Abrams a encabeçar a série, a série prometia trazer o que Lost tem de melhor e adapta-la a este tipo de ciência. Claro que o nome de J.J.Abrams movimenta massas, abre logo expectativas. Mas Fringe tinha um problema logo de base para resolver: demarcar-se da X-Files. A série que já saiu a uns aninhos da televisão americana deixou um legado. Fringe tentou, primeiramente separar-se deste cordão umbilical que a estava a esganar. E logo no episódio de estreia deu para perceber que o tema de efeitos irreais para o comum humano seriam tratados de maneira diferente. E a série começou a percorrer o seu caminho.

Com um piloto promissor, a série é apresentada. Um acidente de avião é o ponto de partida para uma pintura mais extensa. E é essa extensa pintura que Olivia Dunham, agente do FBI, e a sua mini-equipa, constituída por Walter Bishop, o cientista que tem um dedo em tudo o que se aproxima deste tipo de ciência, e o seu brilhante e bem-humorado filho Peter Bishop tentarão decifrar. Um “padrão” escondido pelo melhor dos pintores, a própria humanidade. A série ganhou interesse com o piloto, mas faltavam ainda 19 episódios para percorrer.

E foi a partir dai que a série começou a cometer alguns erros. Tentando encher o que faltava da temporada, a série começou por ser um acumulado de casos. Não tenho, nem terei nada contra estes casos. Os casos foram muito bem construídos, apoiados cientificamente (ainda ninguém veio dizer que aquilo era tudo mentira) e deixava sempre água na boca, apesar de haver sempre o patinho feio, um caso que só deixava alguns bocejos. Foram poucos, mas que os houve, houve. Mas o que aconteceu a Fringe foi o erro que muitas vezes se comete. A série perdia o objectivo que era proposto. Apesar de tudo estar ligado ao “padrão” a série perdia fluidez, faltava algo que desse um sentido de continuidade aos episódios. Eram mais episódios soltos. Para além disso, o que ainda chateou mais é que este sentido de continuidade estava lá. Havia algo que ficava pendente do caso, algo por responder. Algo que ficava eternamente pendente.

fringe_s1E depois há aqueles episódios cheios de ritmo, que se têm caso é só para dizer que o houve, e que deixam antever que a série sabe o caminho certo para o sucesso. Os dois últimos episódios são o exemplo mais flagrante deste tipo de episódios. Episódios onde as perguntas não ficam no ar, mas são respondidas. O mundo de Fringe torna-se mais lúcido. E fica mais interessante ver a série. Todas, ou quase todas as perguntas que ficaram por responder durante os outros episódios são respondidos nestes dois últimos. Mas outras questões se levantam. Aí é que reside também a magia de Fringe. Apesar de as questões não costumarem ser respondidas no episódio seguinte, sabemos que teremos a resposta. Deixa-nos prisioneiros da série. A série, para além disso, apoia-se em mais alguns detalhes provenientes de J.J.Abrams. Primeiro a abertura, que a exemplo de Lost, foi criada pelo criador da série. Tanto a música de fundo como as imagens levam-nos a entra no espírito de Fringe. Para além disso, temos os simplesmente pormenores, os easter eggs que já fazem parte do mistério da série. É sempre uma procura intensa por todos os pormenores, por todas as construções de cena, por todas as falas. Uma caça.

Outra caça de Fringe cai sobre o personagem mais misterioso da série. The Observe é um autêntico quebra-cabeças. A personagem foi-se apresentando aos poucos, foi-se construindo o mistério a sua volta. Quem é The Observer? Qual é a sua função? Perguntas ainda não respondidas. O que sei é que ele tem bastante perspicácia no que toca a aparecer locais onde “o padrão” está presente. Mas não só de mistério que a série se constrói. Fringe consegue variar muito bom para o estilo humorístico, que aparece por vezes na série, apesar de ser de passagem. Para isso contribui Walter Bishop, o cientista louco que tem pedidos sempre excêntricos a fazer, interpretado por John Noble. A série ganha ainda mais interesse devido a este pequena contribuição de Bishop, algumas vezes acompanhado pelo filho, e serve sempre para quebrar a corrente.

E o que esperar desta segunda temporada? Mais uma obra-prima de J.J.Abrams, que espero que não desiluda. Pelo menos o final da primeira deixa muito em aberto. Universos paralelos é algo que, se for bem explorado, como parece que vai ser, trará excelentes momentos Fringe a série. Claro que a série deverá cair de novo no erro de construir episódios com o caso, mas se tivermos uns episódios finais como aconteceu com a primeira temporada, penso que ninguém se arrepende de ver a série. Para acabar, dar os parabéns a Anna Torv que consegui, na sua primeira aparição em grande destaque no mundo das séries, construir uma personagem consistente, emotiva e determinada. Era o que Olivia Dunham pedia, era o que a série pedia, era o que nós precisávamos.

45e


Lista: Séries a rever quando tiver 40 anos

Setembro 8, 2009

40 Anos. As experiências acabam, a vida está fortalecida. Chega a altura de começar a olhar para trás, para o passado de uma forma mais profunda. O tempo que passamos, os segundos perdidos e ganhos na vida. E é sobre alguns destes segundos que falaremos, sobre os segundos que não foram perdidos a ver série, mas sim ganhos. As séries que transitaram por entre o tempo, que nos fizeram companhia. As séries que mostraremos ao nossos filhos como os ex-líbris do nosso tempo. As séries a rever quando tivermos 40 anos.

BOston-Chuck
Boston Legal

Os advogados são ser carrancudos. Seres que dominam o uso da palavra e da escrita. São seres que a sua existência se resumiria, a nível profissional, em processar. Por causa disso, Boston Legal estava destinado a desgraça. Mas Boston Legal não fala sobre o mundo dos advogados, mas sim sobre o mundo e transforma-o num escritório de advocacia. Inteligentemente escrita, interpretada com mestria e com diálogos absolutamente de outro mundo, a vida de Alan Shore e Danny Crane é uma doçura. É uma vida que qualquer pessoa gostava de ter. Fazer o que mais gosta com o melhor amigo ao lado. É outra série em que a amizade aparece documentada. Mas é outro tipo de amizade. É uma amizade mais profunda que Friends, mas com um nível de humor semelhante. É uma série que delicia os olhos, os ouvidos. As frases de Denny, as insinuações de Alan e o resto do elenco fazem de Boston uma das melhores criações dos últimos anos. É para apreciar e desejar ter uma vida perfeita como aquela.

Chuck

A série mais recente da lista, mas talvez a que tenha o que falta a todas o resto. Chuck é um sonho vivido. É a concretização do mais improvável dos sonhos. A relação entre os mais improváveis seres humanos do universo. Chuck é uma série que consegue conquistar qualquer pessoa, até uma criança. É uma série de tão simples, tão simples, que ao vê-la se vê algo mais confuso. Chuck é sobre a relação entre o que dá o nome a série e Sarah. O resto é conversa. Não é só isto, mas é a maior parte. Qualquer pessoa que veja Chuck vê que a série foi construída com o propósito da paixão entre os dois. O resto é como dar dois doces a uma criança em vez de um. Ou talvez três.

Dexter-Friends

Dexter

Dexter no inicio é um bebé. Não sabe gatinhar, o que aprendeu é o seu manual de sobrevivência. Eu, ao ver Dexter, não vejo unicamente a série de um serial killer. Vejo uma série muito mais complexa que isto. Vejo a aprendizagem do ser humano, o crescimento dele, o seu desenvolvimento, as suas descobertas, as suas fraquezas. A construção de um ser humano. Os casos servem mais para ser o propósito desta construção. É que em Dexter tanto podemos ver um adulto já formado como um bebé sem aprendizagem. Vemos bastantes erros, muitos comuns na adolescência, muita aprendizagem e descoberta, mas também vemos o seu lado mais adulto, na forma como consegue lidar com as pessoas. Dexter é outra série imortal. Pois, se os tempos se vão mudando, a construção do ser humano é sempre igual. Em Dexter dá para vermo-nos a nós próprios, aos nossos pais ou aos nossos futuros filhos. Dexter é das personagens mais completas que existem na TV, a série é sempre uma descoberta autêntica.

Friends

O humor é eterno. Teremos sempre de nos rir, faz bem a alma, e o que faz bem a alma faz bem ao corpo. E, naqueles dias que parece que ninguém nos arrancará um sorriso, nada melhor que a companhia dos 6 amigos de New York. Friends será uma série eterna para aqueles que gostaram e para aqueles que a viram. O humor é tão simples, rudimentar, que se torna inteligente. Para além disso, as qualidades que a série transmite serão sempre necessárias para a sociedade. A amizade é um bem precioso para todo o mundo. Friends é um hino a esta qualidade humana. Brindemos aos seis amigos.

Friday-Sexcópia

Friday Night Lights

Quem pensa que Friday Night Lights trata-se de um drama juvenil banal, está redondamente engano. Com um elenco praticamente desconhecido do grande público, mas que consegue transmitir toda uma emoção patente em FNL. Personagens envolventes, dramas interessantes e mais que reais, passando pelo racismo, bipolaridade, traições, vitoria, derrotas, girando tudo em volta de um amor comum o futebol americano, os Dillion panthers, e de um treinador inspirador. É raro um episódio de FNL que se considere mau, variam entre a perfeição e o muito bom. Série elogiadíssima pela crítica que demora no entanto a conquistar um número de fãs consideráveis, mas os que tem são fiéis e apaixonados por esta magnifica série e não hesitaram em rever a série, mostrando aos descendentes os problemas da nossa sociedade. Clear eyes, full heart, can’t loss.

Sex and the City

Já a caminho do seu segundo filme, sexo e a cidade foi uma série em que o tema sexo não era tabu, as quatro amigas de Nova Iorque, Samantha, a mais velha mas a mais namoradeiro do sítio. Carrie, jornalista e narradora da série, Charlotte, a mais conservadora e tradicional do grupo, e Miranda mais concentrada na sua carreira de advogada. As quatro amigas proporcionam-nos momentos hilariantes, as suas conversas andam sempre à volta de um tema comum, homens, relações, sexo e a tudo o que isso dizia respeito. As quatro amigas souberam fazer da série uma obra de arte digna de ser revista um dia mais tarde.

Greys-Lostcópia

Grey’s anatomy

Drama, paixão, mestria, surpresa, todas estas palavras definem o grande sucesso que é Grey’s Anatomy e as suas 5 temporadas até ao momento. Com personagens interpretadas com mestria e que criam grande empatia no público, Grey’s consegue comover mesmo os corações mais duros com todos os dramas que nos foi habituando ao longo dos tempos. Desde as várias complicações e revés que a vida de Meredith sofreu, ao desfecho da história entre Denny e Izzie, e mais recentemente à doença desta e ao acidente de George, são inúmeros os casos dramáticos de sucesso em Grey’s. E apesar de apresentar alguns episódios mais fracos no episódio seguinte é sempre de esperar o melhor desta série e do seu elenco. Com uma banda sonora digna desse nome e com narrações comoventes, Grey’s estabeleceu-se no panorama internacional como uma McSeríe de elevada qualidade. “The patients we lose, the mistakes we make. That’s how we learn. That’s the only way it’s ever been done.”

Lost

Mistério. Quem não gosta de uma aventura na vida, que envolva tudo que sempre imaginamos. Uma ilha perdida e pedida pelo mundo. Local de maravilhosas criaturas, de maravilhosos mistérios e significados. Lost demonstra, antes de tudo, a sobrevivência do ser humano em ambiente hostil. A aprendizagem primeiro. Mas Lost mostra que, ao contrário de que muitas pessoas defendem, o ser humano é uma essência mutável. Sempre em construção. É isto que Lost significa, para além do mistério e excentricidade que o rodeiam. Um teste a sobrevivência humana. Uma construção de uma nova vida. Paisagens magníficas. Relacionamentos construídos do 0. Amores e desamores. E, depois, o resto vem por acréscimo. E o acréscimo é melhor que os significados básicos da série. Para ver com 40, 50, 60 e 70 anos. E ver que o ser humano é um ser hábil a criar arte.

Supernatural-Prisoncópia

Supernatural

Apesar de explorar um tema por vezes controverso e nem sempre apreciado por todos, rapidamente conseguiu conquistar milhares de fãs pelo mundo fora, sendo responsável por uma excelente audiência para o canal CW. Estrelado por dois actores que para além de interpretarem maravilhosamente as suas personagens, também constituem um regalo aos olhos do povo feminino. Apesar de se estender no tempo indo já para a sua 5 temporada, supernatural tem sabido explorar o tema com muita sabedoria, fazendo os fãs acompanharem a série do princípio ao fim. Os manos Winchester e as suas lutas contra os demónios, sem esquecer os risos proporcionados por Dean, conquistaram fãs mais que fiéis em todo o lado.

Prison Break

Uma série que apresentou uma primeira temporada digna da palavra maravilhosa. Com uma argumento original, onde o suspense e a surpresa faziam parte do casting em cada episódio. Muitos acusam-na de se ter estendido no tempo e de ter tentando fazer valer o seu sucesso por tempo em demasia, talvez concorde em parte com essa opinião, mas não posso deixar de destacar que depois de uma segunda e terceira temporada um pouco mais fracas, Prison Break reergueu-se das cinzas e conseguiu terminar da maneira como começou de forma mais do que digna. Os manos Scofield e companhia vão fazer falta, e nada melhor que rever a série com toda a família reunida.

Lista Realizada por: Filipa Silva e António Guerra


Duelo de Séries: Grey's Anatomy ou House?

Setembro 7, 2009

duelo2Existem séries que simplesmente não se livram de uma certa comparação devido aos temas que exploram. Depois do duelo entre ‘True Blood’ e ‘Buffy, the Vampire Slayer’, chega a vez de deixar o vampirismo de parte e debruçarmos nas séries médicas. Essas são as duas séries desse género mais conhecidas e com melhor audiência, mas mesmo assim têm as suas diferenças. Qual será a melhor?

Grey’s Anatomy‘ é um grande drama televisivo que já ganhou vários prémios, tai como ‘melhor série dramática’ em 2007 nos Globos de Ouro. O seu elenco talentoso (que também já teve grandes merecimentos nesses prémios) consegue fazer-nos rir e até arrancar uma lágrima do rosto. É certo que a série também já teve os seus momentos menos bons, principalmente na quarta temporada e no início da quinta, mas Shonda Rhimes também já provou ser capaz de dar a volta por cima, presenteando-nos com dezenas de episódios muito bem escritos. ‘Grey’s Anatomy’ é uma série que vive das suas personagem e da relação das mesmas com os casos médicos.

Ao contrário da série da ABC, ‘House‘ foca-se mais nos casos dos pacientes do que na vida dos médicos. Criada por David Shore e protagonizada por Hugh Laurie, vencedor duplo do Globo de Ouro de melhor actor em série de televisão, ‘House’ também uma série que teve os seus altos e baixos. Enquanto que o episódio ‘House’s Head’, a primeira parte do final da quarta e irregular temporada é das melhores coisas algumas vez feitas para televisão, a quinta temporada foi um autêntico balde de água fria para aqueles que tinham muitas expectativas. Com um elenco menos aproveitado que o de ‘Grey’s Anatomy’, House sobrevive hoje em dia pela grande interpretação de Hugh Laurie.

Na minha opinião ‘Grey’s Anatomy’ consegue ser uma série muito mais apelativa do que House. Isso deve-se ao facto de eu gostar mais de histórias continuas do que episódios fechados, onde se apresenta um doente, resolve-se o diagnóstico e depois ‘bye, bye‘. Além disso, a série da Shonda Rhimes nunca esteve tão fraca a ponto de eu querer desistir dela, algo que eu fiz com ‘House’ na metade da quinta temporada e mesmo sabendo que o final foi bastante agradável, não estou interessado em voltar a pegar nela.

E vocês, qual é a vossa série médica favorita? Votem na sondagem!

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