Mental (1.11-1.13) – 3 em série

Setembro 4, 2009

Após quatro episódios, aqui ficam os restantes, os três últimos da temporada, e presumivelmente da série. A renovação de Mental não deverá acontecer pois a série foi projectada para ser emitida em todo o mundo, com poucos dias de diferença, e unicamente a primeira temporada. Nunca se sabe o futuro, mas aposto para um não.

Mental (1.11) – Lines in the Sand

Mental - 1.11Mental pode ser considerada uma série futurista. Mas se isto for o futuro, eu deixo de ver séries médicas. Os casos interessantes, que esperamos toda a temporada, é dividido em, pelo menos dois episódios, podendo chegar aos três. Mas isso pode ser habito (o dos dois episódios) mas não é habitual haver um caso paralelo. Mental não consegue suportar um caso paralelo. E o episódio sai prejudicado pela excesso de casos. Mas, continuando, ambos os casos poderiam ser tratados num episódio. Se fosse os argumentistas, apostava tudo no caso do soldado neste episódio e os dois últimos dedicava a Rebecca. Mas, cá está , parece que eu não percebo já de televisão. Mas, e de resto, Mental continua com os mesmo problemas. Não serão solucionados até ao final, e isto não é aposta, é certeza. A falta de equipa fixa, a falta de um arco de temporada, variando por dois, e desaparecendo por vezes um deles durante dois/três episódios seguidos. E falta a ligação. E agora com o processo que Gallagher enfrentará trará mais confusão a série. Péssimas escolhas, num terreno tão batido que o caminho para o sucesso está muito bem demarcado. E Mental não segue as passadas disso.

Nota: 7,3

Mental (1.12) – Life and Limb

Mental - 1.12Para episódio anterior ao final de temporada pedia-se mais a Mental. Algo que prende-se, algo que me fizesse correr atrás do promo. Algo que me pusesse a pensar como seria o episódio. Agora acabarem o caso que mantinha a temporada em pé, e deixarem-nos com o mini-problema que é o estado psicológico do próprio psicólogo não lembra a ninguém. Foi mais um episódio que Mental que deu para encher 45 min. Foi melhor que o anterior, mas ainda não sai do razoável, pois a série não dá para mais. Mas pelo menos já resolveu um defeito. Já consegui juntar todas as personagens. Será para manter para a Season Finale. Algo para ver, pois Mental poderá surpreender. Quanto ao resto, o caso paralelo ao da irmã de Gallagher foi interessante, mas nada que viesse quebrar a monotonia dos casos desta temporada. Esperemos que a Season Finale surpreenda pela positiva.

Nota: 7,5

Mental (1.13) – Bad Moon Rising

Mental - 1.13A Season Finale pode concluir-se como positiva. Pelo que foi a série, durante toda a temporada, esta SF é melhor do que espectável. Apesar de não termos a irmã de Jack, temos um caso vem interessante, daqueles que Mental conseguiu melhor fazer. A melhor amostra da série é este episódio. Um caso que mistura o sobrenatural, mas com explicação racional. Algo que foi faltando a série. E, depois, aquilo em que a série foi-se suportando acaba por cair, para dar o final. Primeiro dizer que não gostei daquele psicólogo próprio de Gallagher. Podiam colocar alguém conhecido, mas percebe-se. Num elenco tão restrito, é difícil arranjar alguém carismático para tratar o próprio médico. E quem melhor que ele próprio. E depois temos a fuga, o termino da série. Se Gallagher apareceu despido, no episódio de estreia, acaba cheio de pelo, devido ao lobisomem. E é isso que fica da série. Algo que poderia sair uma boa série de verão, mas com erros infantis. Safou-se por ser a época baixa. Se fosse a Fall Season ocorria aquilo que ocorre a muitas dessas séries. Ficava pelo 3º/4º episódio.

Nota: 8,1

SEASON FINALE


Mental (1.07-10) – Quatro em série

Setembro 2, 2009

Com as férias, as séries foram parando, foram ficando de lado. Uma delas foi Mental. Agora, com mais tempo, e como Mental é daquelas séries que não tem muito para contar, decidi resumir os episódios. Aqui ficam os quatro primeiros.

Mental (1.07) – Obsessively Yours

Mental - 1.07Costuma-se dizer que entre marido e mulher não se mete a colher. O ditado poderá ser utilizado de várias formas, várias adaptações, mas no fundo é verdade. Entre marido e mulher não se deve meter a colher. Mas quando um é o problema do outro, não se vai lá com colher. Só se vai com o bisturi. Num caso interessante, a série continua a perder com a falta de explicações, ou melhor, a falta da explicação do final, para além a falta de ligações com as personagens. Como explicação final quero dizer que à série falta algo que diz que a história acabou, que nos mostre o que aconteceu ao paciente após a estadia no hospital. Depois falta a ligação entre os episódios. Onde anda a irmã de Gallagher, até agora a única bússola da série? E agora mais uma mulher para a vida do psiquiatra? Parece que não sabem para onde se virar. E a série ainda não cativou. Tem alguns momentos divertidos, mas falta o click. Falta uma base. Ainda não foi encontrada neste sete episódios, e não parece que a encontraram. E depois é uma série de One Man Show e a sua bicicleta. Para que colocar problemas as outras personagens. Para ver como gostei deste episódio, diga-se que tinha o FreeCell aberto a sua direita, e a esquerda o MSN. A tradução é feita nas orelhas. E parece que, se tivesse visto o episódio direito, teria percebido a mesma coisa.

Nota: 7,6

Mental (1.08) – House of Mirrors

Mental - 1.08Melhor que o anterior, a casa de espelhos é um episódio que, ao contrário da maior parte dos casos da temporada, até agora, têm algo palpável como final. Algo que nós deixe a pensar que foi assim que o resto da vida da paciente ocorreu. Mas não é o episódio perfeito, ainda longe de encontrar. É o que se aproxima mais da perfeição. Isto deve-se a três aspectos. Primeiro o caso é interessante, envolvendo não só a psiquiatria, mas outros lados. Segundo porque temos o regresso da irmã de Gallagher a conversa da série. Preparação de terreno? E terceiro, a série consegui envolver, pela primeira vez, um médico no paciente. Fazer uma ligação entre o caso e a vida do médico, neste caso médica, torna o caso mais interessante. Mas os erros continuam lá. E são alguns. O mais notado, principalmente para mim, que recordo quase todos os episódios de House, é que, aos 10/11 minutos já tinha adivinhado que ela era um ele. A série só chega lá muito tempo depois. Guardavam a informação para outra altura, pois o caso teve muitos espaços brancos para cobrir. Segundo, a desistência de personagens. Quando um está, outro desaparece. Falta a consistência de ter uma equipa fixa, para nos agarrarmos a eles e familiarizarmos. Por último, parece que a série não sabe se há de escolher entre a irmã gémea de Gallagher ou o despedimento do último. Andamos ao salto, e fica a dúvida para nós, espectadores, e para os argumentistas.

Nota: 7,8

Mental (1.09) – Coda

Mental - 1.09Um bom caso rodeado de uma boa história, mas com falta de umas pitadas de lógica e surpresa. Assim definiria este episódio, algo que podia ser melhor, mas para Mental já está bom. Vê-se que há uma tentativa de construir algo diferente do que foi feito até agora, e em parte conseguiu-se. Primeiro com um caso não só de psicologia, mas com um crime ligado. Algo que ligue mais a realidade mundana faz uma diferença na série. Depois a relação pai-filho entre um dos médicos é muito bem utilizada para descomprimir do caso. E, para acabar, a queda da relação entre Gallagher e a sua namorada, que passou a ex. Isto tudo junto deu um bolo jeitoso, faltando uns gramas de açúcar e farinha. O açúcar poderá dizer-se que é a falta de surpresa na resolução do caso. Pedia-se algo mais, algo fora do comum que o Bad Cop, algo que viesse dizer “isto sim surpreendeu”. Não saiu na rifa. Depois a sempre esperada surpresa da irmã gémea do psicólogo. Falta algo mais, algo que prenda, algo que deixe as expectativas no ar. Falta a farinha no bolo. Ainda falta o fermento, que é personagens fixas, e não uma personagem fixa e o resto estar numa plataforma giratória, ou vens tu, ou vou eu. Fora isto, é interessante ver a relação entre o psicólogo e o paciente, principalmente neste caso. Mas é pouco.

Nota: 8,1

Mental (1.10) – Do Over

Mental - 1.10Do Over poderia ser o episódio da temporada. Mas não o foi. Primeiro porque falta a sempre falada consistência, apesar de não ter sido tão notada neste episódio. O erro, a meu ver, foi, primeiro, a utilização de dois casos, um principal e outro secundário. Torna-se confuso, pois se já não há familiaridade com as personagens principais, quanto mais com os pacientes. O segundo erro é o foco em histórias secundárias. Já disse que Mental viveria bem, e se calhar melhor, sem aquelas histórias que só servem para encher tempo. O terceiro erro é misturar psicologia (algo cientifico) com paranormal. A história da reencarnação não encaixa. Podiam ter feito o caso menos esquisito, mas com uma explicação mais racional. Se Mental vira para esses lados, isto vai de mal a pior. Mas também há coisas boas. A primeira é o aparecimento de Rebecca. Aleluia os acontecimentos precipitaram-se, e aquilo que a muito era esperado concretizou-se. Vamos lá ver se este é o farol da série. Depois temos a picardia entre Gallagher e Carl. Vamos lá ver o que sai daqui. E, para acabar, o caso, mesmo tendo o paranormal no meio, foi diferente. Teve o click que tem faltado à maior parte dos casos passados. E o episódio cresceu.

Nota: 8


Mental (1.06) – Rainy Days

Julho 19, 2009

Mental - 2Bem melhor que o anterior, Rainy Days vem refrescar o verão e, consequentemente, Mental. A série consegue trazer um episódio inovador, juntar dois casos interessantes, mas continua com os mesmos problemas: poucas relações com as personagens e personagens esquecidas.

Começando por este último ponto: a série parece que não consegue juntar todas as personagens como acontecia no inicio. Até agora as personagens fixas eram Gallagher, Nora, Veronica e Carl. Agora o elenco totalista ficou restrito a duas personagens: Gallagher e Veronica. Ou a Fox não tem dinheiro para ter todos durante um episódio, ou não sei. A saída de Carl é notório para o episódio? Não, apesar de ser mais notada que Nora, pois a administrador nem precisava de aparecer. Pensando bem, se ninguém da equipa aparece-se, a série viveria só com Gallagher. Viveria entubada, deitada numa cama, mas viveria. É uma série de one man show. E, por isso, é que os argumentistas não se preocupam se não aparece Nora, Carl ou os desaparecidos Arturo, que apareceu neste episódio, ou a bonita Chloe (por onde ela anda?). Ah… e não se esqueçam do reaparecido Malcolm (Obrigado, IMDB. Só assim é que me lembrava destes nomes todos). A série ressente-se com a saída temporária deles, mas não muito.

Agora vamos ao episódio. Juntam-se dois casos interessantes, um de um jogador compulsivo no jogo e outra de uma advogada. A advogada é bem mais interessante, o do jogador é mais um para tapar buracos. E comecemos por este último. Gallagher está a tentar levar um jogador compulsivo a um grupo. O problema é que este tem tendências suicidas, o que faz com que o problema aumente. Mas o homem das cartas resolve o problema com estas. O azar é o mote, o que leva a “cura”. Esse é outro problema da série. Os doentes nunca se curam. Não há a segurança que não voltarão, voltando a entrar num caso repetitivo. É outro aspecto que a série tem.

Agora indo para o caso principal. Talvez o melhor caso da temporada até agora, Gallagher envolve tanta a paciente como o espectador num teatro. O que parecia ser um julgamento, torna-se um tratamento. É assim que a série pode ganhar pontos, tentando algo de novo, algo que nenhuma das séries que por ai andam ainda não fizeram e, pelo menos nesta base, nunca o poderão fazer. A série assim ganha consistência, envolve o espectador, consegue manter preso. Claro que não se pode fazer este truque em todos os episódios, mas pelo menos até ao final não era mau. E tentar arranjar mais artimanhas para deixar o espectador preso. É caso para dizer: pensem…que se pensarem conseguem.

Para acabar: Onde para a irmã de Gallagher. Desapareceu e nunca apareceu. E a ligação dos episódios perdeu-se.

Nota: 8,4


Mental (1.05) – Roles of Engagement

Julho 17, 2009

MentalDevido a Filipa estar cansada e sem tempo, eu propus-lhe que fica-se com os reviews de Mental durante dois episódios. E, antes de ir ao episódio em si, tenho de explicar o que acho da série até agora. Eu vejo em Mental um procedural que anda a tapar um buraco da Fox na programação. Se fosse Fall Season, já tinha largado a série a muito tempo, por dois/três motivos: a existência de inúmeros procedurals com mais qualidade de que a série de Jack Gallagher, a série ter alguns actores sem expressividade nenhuma e a qualidade da realização. Os dois primeiros acho que são entendidos logo com estas frases, o último explica-se rapidamente. A série tem erros crassos (desta vez, quando a luz foi a baixo, um computador manteve-se ligado e um luz acendeu-se, andando todos a correr com lanternas a correr atrás do paciente) que não se admitem. Mas como é tempo de poucas séries estarem a dar, fecho os olhos e lá arranjo um tempinho para Mental.

Quanto ao episódio em si, e tentando fechar os olhos aos erros de palmatória (coisa que é muito difícil conseguir), temos mais um caso com a mesma narrativa. Foi melhor que os anteriores? Foi. A “actuação” fez enganar muita gente, mas Gallagher já é experiente. Mas de resto tudo foi resolvido como nada acontece-se, não existe uma ligação clara entre o episódio e as personagens fixas. Falta isso a Mental, que nestes primeiros tempos precisa de construir uma base de espectadores antes de nos dar episódios de simples casos médicos. É que se arrisca a perder muita audiência.

Um famoso entra na clínica, mas não é um famoso qualquer. O novo namorado da América é internado e Gallagher tem de conseguir tratar dele. Estranho caso, pois acontece na mesma altura que existe um filme em que o actor entra em que ele é doente. Mas nada de desconfiar, pois o rapaz precisa de ser tratado. Claro que Gallagher não cai na “armadilha” e descobre-lhe o truque. Descobre-lhe? Não. O paciente actuou em parte, uma actuação bastante convincente, mas aconteceu tudo para encobrir o verdadeiro problema. Os seus primeiros tempos em Hollywood foram passados a vender-se para ganhar dinheiro. Mais um caso resolvido para Gallagher e a sua equipa (agora reduzida…já não me lembro onde param os outros dois). Assim se explica o caso. Sem relações complexas, sem nenhuns entraves, sem nenhum revés. Falta algo que nos mantenha preso ao caso, nos faça pensar. Mental ainda não me consegui por a pensar, a tentar adivinhar o próximo passo.

De resto, o episódio traz-nos a informação dos casos das duas mulheres fixas da série. E é isso que nos mantém ligados a série, como uma história contínua como todas as séries devem ser. É muito pouco, o que torna a série mais cansativa de se ver. E faltou a irmã de Gallagher. Era das poucas coisas que me tinha prendido a série.

Por último: onde cai este caso. Em saco roto. Sem ligação, nem mínima que seja, com a equipa, o caso serviu para preencher espaço. O próximo episódio (ainda por ver) será um novo caso, não tendo este implicações nas personagens. E ficamos assim. Claro que Mental já está condenada ao cancelamento. Foi uma série de um Mid Season única. Podia sair daqui algo interessante? Podia. Saiu? Não.

Nota: 8


Mental (1.04) – Manic at the Disco

Julho 8, 2009

mental 4Mais uma vez Galleger inicia o episódio ao seu estilo, acabando por dispensar os pintores sem autorização de ninguém, mas mais uma vez tudo em nome da terapia. Jack resolve então dar a oportunidade aos doentes de serem eles próprios a decoram o seu espaço e a sentirem-se úteis. O caso central do episódio diz respeito a um rapaz de 8 anos, Conor, que depois de sofrer um corte na mão é levado pela mãe ao hospital. Conor desliga do mundo, o mundo para ele em determinados momentos resume-se ao mundo dos videojogos. Mas a história sofre uma reviravolta depois da chegada da ama de Conor ao hospital que acaba por revelar outra história acerca do incidente. Conor num dos seus momentos fora de si terá tentando suicidar-se e a mãe ao evitar o acidente acabou por se cortar, tendo mesmo de ser assistida e levado pontos. Mais uma vez, o internamento não é tarefa fácil e começa a luta entre o hospital e os pais, estes encontram-se em negação, recusando aceitar que o filho sofre de um problema psicológico grave necessitando de tratamento, já Galleger quer observar e tentar solucionar o problema de Conor.

O Dr. Carl quis ser muito prestativo desta vez, mas o tiro saiu-lhe pela culatra, depois de tentar ser o intermediário com os pais, resolve tomar o controlo no caso, sobre observação de Galleger para tal chama Conor ao seu escritório. Conor monta uma revolução no escrito de Carl, partindo tudo o que havia a partir perante o olhar gozão de Galleger que se limitou a observar. Temos mais uma chamada de Becky, que desta vez resolve ligar de uma cabine perto da igreja, finalmente temos a possibilidade de ver Becky embora de costas tivemos a primeira visualização desta personagem mistério. Jack resolve então fazer uma pesquisa e visita a todos as igrejas com sinos em Los Angeles em busca de algo que o leve à irmã. Os pais de Conor não baixam os braços e conseguem fazer a ama voltar com a palavra atrás, encurtando o espaço de tempo a Galleger, ao fim das 72 horas terá mesmo de liberar Conor. Mesmo sem a autorização necessária dos pais para realizar um electroencelalograma, Galleger resolve avançar assim mesmo. Mas no caminho para o seu quarto, Conor, acaba por ludibriar o enfermeiro e acaba por fugir. Quando o confronto entre Jack e Ian, o pai de Conor, se previa conflituoso, este acaba por revelar que a mãe também sofria de doença bipolar. A busca por Conor continua depois de todo o hospital onde não é encontrado sinal de Conor, Ian e Jack partem rumo à fabrica de Ian, onde Conor afirmou ter sido mais feliz.

Num final que podia acabar em tragédia, Jack consegue chegar a tempo e fazer Conor vencer o jogo, uma mochila pode ser muito útil. Um episódio em que tivemos para além do caso clínico principal alguns confrontos e revelações. Nora depois da visita da filha e de descobrir um site dela na internet resolve desabafar com Jack revelando que sofreu de mieloma. Depois de uma conversa com a filha as coisas parecem ter melhorado bastante. O outro confronto foi entre Jack e Chloe, um confronto interessante em que Jack acusa Chloe de não ter o que é preciso para ser uma boa médica psiquiátrica. A picardia entre os dois promete ser desenvolvida nos próximos episódios, não me parece que Chloe seja pessoa de cruzar os braços e irá tentar provar a Jack que se enganou redundantemente. Um episódio em que o caso clínico foi bastante interessante e bem construido. No entanto as personagens continuam a não cativar muito, com excepção de Jack, Carl que embora com o seu jeito arrogante consegue trazer juntamente com Jack momentos engraçados, e Chloe que consegue-se destacar relativamente aos restantes pela sua personalidade. Nora conseguiu melhorar um pouco neste episódio com a história da filha. Já Veronica, o seu amante e Artur que ultimamente nem tem aparecido pouco acrescentam à história. E continuo a achar demasiado irritante as testas com os fechos eclairs, não vejo fundamento em tal, 3 a 4 vezes por episódio. Para mim, contudo, o melhor episódio até agora.

Nota: 8,7


Mental (1.03) – Book of Judges

Junho 11, 2009

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Que Carl e Gallegher têm uma relação de amor-ódio já não é de agora, Carl não ficou nada contente com a chegada do novo chefe de psiquiatria que o fez perder algum controlo no hospital, pois Gallegher não se deixa influenciar nem vai em acordos. Neste episódio mais uma vez Gallegher entra em grande ao atirar nada mais nada menos que um empresário da indústria farmacêutica muito amigo de Carl. Este como não seria de esperar rapidamente reivindica a demissão de Gallegher. Quem não parece disposta a isso é a directora, mas Carl não desiste facilmente e depois de chantagear Arturo, consegue com que este vigie Gallegher. Em termos clínicos o episódio gira em torno de Gideon Graham, que após ser atingido por um raio passa pelo estado de coma e encontra-se actualmente em estado de catatonia, a sua mente impede que acorde para a realidade ao criar um ambiente protector defendendo-se assim da sua grande perda, não reagindo aos tratamentos efectuados.

A última tentativa consiste na estimulação magnética. Finalmente a ligação de Becky a Gallegher é revelada, trata-se da irmã, resta saber é o porque das ligações misteriosas, o que se terá passado. As tentativas para acordar Gideon continuam e Gallegher decide recorrer a todos os meios, mesmo que isso implique invadir propriedade alheia e colocar a culpa num inimigo. Depois de mais uma tentativa muito típica de Gallegher em que decide retirar todas as lembranças a Gideon e simular uma novo EMT, Gallegher consegue finalmente obter o resultado esperado, Gideon finalmente acorda do seu longo sonho, para alegria da sua filha. Naobi que estava de malas feitas para Nova Iorque, mas a sua atracção por Gallegher faz muda-la de ideias e retorna a casa deste para terminar assuntos pedentes. Um episódio razoável de Mental, estou curiosa pela chegada mais presencial de Becky, pode ser bastante interessante. Por outro lado se não souberem desenvolver bem esta história pode ser decepcionante após todas as expectativas e suspense criados em torno da personagem.

Nota: 8,5


Mental (1.01/02) – Pilot/A Beautiful Delusion

Junho 7, 2009

mental-1Nada melhor do que uma entrada em grande para marcar território, Jack G. entrou em grande na série ao ser apresentado à sua equipa nada mais nada menos que completamente nu. Uma entrada em grande para um psiquiatra com métodos pouco convencionais, capaz de espantar e surpreender muita gente. No seu primeiro episódio Jack Gallegher tem pela frente um paciente talentoso mas que sofre de delírios e forte agitação levando a irmã a colocar a hipótese de o internar definitivamente. Jack Gallegher opõe-se veemente a tal cenário, reclamando as 72 horas de observação a que por lei tem direito. O tempo passa e o problema continua por solucionar, Jack tenta encontrar coisas do passado de Vincent que o levem a ter tal comportamento e que tenham despoletado a falha na medicação. Para tal Jack não hesita em invadir propriedade alheia em busca de respostas para o problema que tem em mãos. Mais uma vez criando um problema para a directora do hospital resolver, a irmã desiste de fazer queixa caso o irmão seja liberado imediatamente.

Mas Gallegher já deu para perceber é persistente e não desiste facilmente dos seus casos, e insiste em ficar com o resto de tempo que lhe falta. Numa reunião para a apresentação mais formal que a inicial de Jack Gallegher, este resolve mais uma vez surpreender e chamar alguns dos pacientes para intervirem na reunião que servia também para discutir o que fazer relativamente a Vicent. A opinião geral seria iniciar o coquetel de medicamentos já tomados por Vincent deixar estabiliza-lo e libera-lo, mas isso deixaria Vincent sem o seu talento nato de pintar. Jack não concorda e decide estabiliza-lo e utilizar um novo coquetel de medicamentos sem Vincent ter de optar pela família ou a pintura. Para além de Vincent também nos foi apresentado um novo paciente, Emerson que sofre de um amor incondicional por gatos que o leva a congela-los aquando da sua morte. Um episódio que para estreia não foi mau, mas podia ter sido muito melhor, a série tem potencial e embora seja semelhante em muitos aspectos a House como trata de assuntos diferentes pode ser que a série consiga vingar.

Nota: 8,1

mental-2No segundo episódio de mental,  Gallegher aposta mais uma vez nos seus métodos pouco convencionais desta vez resolve organizar uma corrida a três pernas entre os médicos e os pacientes, Gallegher adianta que não se trata de um pedido, impondo a sua autoridade. Quanto ao caso clínico central é nos apresentado um casal fora do comum. Casaram-se em Veneza e passado um mês já esperavam o primeiro filho, no entanto a gravidez não correu bem. Actualmente Melissa acredita que espera um novo bébé, tem todos os sintomas possíveis, barriga, níveis de hormonas elevadas, contracções, só que há um problema não existe bébé nenhum. Melissa é então internado na ala psiquiátrica com a desculpa de não existerem vagas na ala da obstetrícia. O marido é nada mais nada menos que o seu próprio médico. Se inicialmente se pensava que o problema se encontra em Melissa, rapidamente Gallegher se apercebe que se trata da “Folie a Deux”, ou seja Rainier acreditou que Melissa estava realmente esperando um filho fazendo-a acreditar também.

Quando Melissa descobre a verdade, receia que o marido só esteja casado com ela devido à sua juventude e possibilidade de engravidar. Gallegher mais uma vez resolve a questão simulando uma cesariana em que convida Rainier a ser ele a fazer a incisão. Quando parecia que este a iria fazer acaba por desistir dizendo que não a pode magoar e que ama Melissa. Um episódio mais interessante que o primeiro, devo dizer que acho bastante interessante a maneira como apresentam os pacientes aparecendo a sua ficha com a foto e problema, por outro lado acho bastante irritante aparecer por episódio várias vezes a imagem de marca da série. Uma situação que ficou em aberto nestes dois episódios foi a identidade de Becky, Rebecca que continua a ligar para Jack sem falar e neste segundo episódio deixa mesmo uma encomenda na recepção do hospital, será irmã, mulher? Teremos de esperar para ver.

Nota: 8,5