Lista: Séries a rever quando tiver 40 anos

Setembro 8, 2009

40 Anos. As experiências acabam, a vida está fortalecida. Chega a altura de começar a olhar para trás, para o passado de uma forma mais profunda. O tempo que passamos, os segundos perdidos e ganhos na vida. E é sobre alguns destes segundos que falaremos, sobre os segundos que não foram perdidos a ver série, mas sim ganhos. As séries que transitaram por entre o tempo, que nos fizeram companhia. As séries que mostraremos ao nossos filhos como os ex-líbris do nosso tempo. As séries a rever quando tivermos 40 anos.

BOston-Chuck
Boston Legal

Os advogados são ser carrancudos. Seres que dominam o uso da palavra e da escrita. São seres que a sua existência se resumiria, a nível profissional, em processar. Por causa disso, Boston Legal estava destinado a desgraça. Mas Boston Legal não fala sobre o mundo dos advogados, mas sim sobre o mundo e transforma-o num escritório de advocacia. Inteligentemente escrita, interpretada com mestria e com diálogos absolutamente de outro mundo, a vida de Alan Shore e Danny Crane é uma doçura. É uma vida que qualquer pessoa gostava de ter. Fazer o que mais gosta com o melhor amigo ao lado. É outra série em que a amizade aparece documentada. Mas é outro tipo de amizade. É uma amizade mais profunda que Friends, mas com um nível de humor semelhante. É uma série que delicia os olhos, os ouvidos. As frases de Denny, as insinuações de Alan e o resto do elenco fazem de Boston uma das melhores criações dos últimos anos. É para apreciar e desejar ter uma vida perfeita como aquela.

Chuck

A série mais recente da lista, mas talvez a que tenha o que falta a todas o resto. Chuck é um sonho vivido. É a concretização do mais improvável dos sonhos. A relação entre os mais improváveis seres humanos do universo. Chuck é uma série que consegue conquistar qualquer pessoa, até uma criança. É uma série de tão simples, tão simples, que ao vê-la se vê algo mais confuso. Chuck é sobre a relação entre o que dá o nome a série e Sarah. O resto é conversa. Não é só isto, mas é a maior parte. Qualquer pessoa que veja Chuck vê que a série foi construída com o propósito da paixão entre os dois. O resto é como dar dois doces a uma criança em vez de um. Ou talvez três.

Dexter-Friends

Dexter

Dexter no inicio é um bebé. Não sabe gatinhar, o que aprendeu é o seu manual de sobrevivência. Eu, ao ver Dexter, não vejo unicamente a série de um serial killer. Vejo uma série muito mais complexa que isto. Vejo a aprendizagem do ser humano, o crescimento dele, o seu desenvolvimento, as suas descobertas, as suas fraquezas. A construção de um ser humano. Os casos servem mais para ser o propósito desta construção. É que em Dexter tanto podemos ver um adulto já formado como um bebé sem aprendizagem. Vemos bastantes erros, muitos comuns na adolescência, muita aprendizagem e descoberta, mas também vemos o seu lado mais adulto, na forma como consegue lidar com as pessoas. Dexter é outra série imortal. Pois, se os tempos se vão mudando, a construção do ser humano é sempre igual. Em Dexter dá para vermo-nos a nós próprios, aos nossos pais ou aos nossos futuros filhos. Dexter é das personagens mais completas que existem na TV, a série é sempre uma descoberta autêntica.

Friends

O humor é eterno. Teremos sempre de nos rir, faz bem a alma, e o que faz bem a alma faz bem ao corpo. E, naqueles dias que parece que ninguém nos arrancará um sorriso, nada melhor que a companhia dos 6 amigos de New York. Friends será uma série eterna para aqueles que gostaram e para aqueles que a viram. O humor é tão simples, rudimentar, que se torna inteligente. Para além disso, as qualidades que a série transmite serão sempre necessárias para a sociedade. A amizade é um bem precioso para todo o mundo. Friends é um hino a esta qualidade humana. Brindemos aos seis amigos.

Friday-Sexcópia

Friday Night Lights

Quem pensa que Friday Night Lights trata-se de um drama juvenil banal, está redondamente engano. Com um elenco praticamente desconhecido do grande público, mas que consegue transmitir toda uma emoção patente em FNL. Personagens envolventes, dramas interessantes e mais que reais, passando pelo racismo, bipolaridade, traições, vitoria, derrotas, girando tudo em volta de um amor comum o futebol americano, os Dillion panthers, e de um treinador inspirador. É raro um episódio de FNL que se considere mau, variam entre a perfeição e o muito bom. Série elogiadíssima pela crítica que demora no entanto a conquistar um número de fãs consideráveis, mas os que tem são fiéis e apaixonados por esta magnifica série e não hesitaram em rever a série, mostrando aos descendentes os problemas da nossa sociedade. Clear eyes, full heart, can’t loss.

Sex and the City

Já a caminho do seu segundo filme, sexo e a cidade foi uma série em que o tema sexo não era tabu, as quatro amigas de Nova Iorque, Samantha, a mais velha mas a mais namoradeiro do sítio. Carrie, jornalista e narradora da série, Charlotte, a mais conservadora e tradicional do grupo, e Miranda mais concentrada na sua carreira de advogada. As quatro amigas proporcionam-nos momentos hilariantes, as suas conversas andam sempre à volta de um tema comum, homens, relações, sexo e a tudo o que isso dizia respeito. As quatro amigas souberam fazer da série uma obra de arte digna de ser revista um dia mais tarde.

Greys-Lostcópia

Grey’s anatomy

Drama, paixão, mestria, surpresa, todas estas palavras definem o grande sucesso que é Grey’s Anatomy e as suas 5 temporadas até ao momento. Com personagens interpretadas com mestria e que criam grande empatia no público, Grey’s consegue comover mesmo os corações mais duros com todos os dramas que nos foi habituando ao longo dos tempos. Desde as várias complicações e revés que a vida de Meredith sofreu, ao desfecho da história entre Denny e Izzie, e mais recentemente à doença desta e ao acidente de George, são inúmeros os casos dramáticos de sucesso em Grey’s. E apesar de apresentar alguns episódios mais fracos no episódio seguinte é sempre de esperar o melhor desta série e do seu elenco. Com uma banda sonora digna desse nome e com narrações comoventes, Grey’s estabeleceu-se no panorama internacional como uma McSeríe de elevada qualidade. “The patients we lose, the mistakes we make. That’s how we learn. That’s the only way it’s ever been done.”

Lost

Mistério. Quem não gosta de uma aventura na vida, que envolva tudo que sempre imaginamos. Uma ilha perdida e pedida pelo mundo. Local de maravilhosas criaturas, de maravilhosos mistérios e significados. Lost demonstra, antes de tudo, a sobrevivência do ser humano em ambiente hostil. A aprendizagem primeiro. Mas Lost mostra que, ao contrário de que muitas pessoas defendem, o ser humano é uma essência mutável. Sempre em construção. É isto que Lost significa, para além do mistério e excentricidade que o rodeiam. Um teste a sobrevivência humana. Uma construção de uma nova vida. Paisagens magníficas. Relacionamentos construídos do 0. Amores e desamores. E, depois, o resto vem por acréscimo. E o acréscimo é melhor que os significados básicos da série. Para ver com 40, 50, 60 e 70 anos. E ver que o ser humano é um ser hábil a criar arte.

Supernatural-Prisoncópia

Supernatural

Apesar de explorar um tema por vezes controverso e nem sempre apreciado por todos, rapidamente conseguiu conquistar milhares de fãs pelo mundo fora, sendo responsável por uma excelente audiência para o canal CW. Estrelado por dois actores que para além de interpretarem maravilhosamente as suas personagens, também constituem um regalo aos olhos do povo feminino. Apesar de se estender no tempo indo já para a sua 5 temporada, supernatural tem sabido explorar o tema com muita sabedoria, fazendo os fãs acompanharem a série do princípio ao fim. Os manos Winchester e as suas lutas contra os demónios, sem esquecer os risos proporcionados por Dean, conquistaram fãs mais que fiéis em todo o lado.

Prison Break

Uma série que apresentou uma primeira temporada digna da palavra maravilhosa. Com uma argumento original, onde o suspense e a surpresa faziam parte do casting em cada episódio. Muitos acusam-na de se ter estendido no tempo e de ter tentando fazer valer o seu sucesso por tempo em demasia, talvez concorde em parte com essa opinião, mas não posso deixar de destacar que depois de uma segunda e terceira temporada um pouco mais fracas, Prison Break reergueu-se das cinzas e conseguiu terminar da maneira como começou de forma mais do que digna. Os manos Scofield e companhia vão fazer falta, e nada melhor que rever a série com toda a família reunida.

Lista Realizada por: Filipa Silva e António Guerra

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'Trinity' promete ser mais uma polémica série inglesa!

Setembro 8, 2009

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Sexo, drogas e assassinatos são os três ingredientes principais de Trinity, a nova série inglesa do canal ITV2.

De Roughcut TV, a nova companhia de produção de Ash Atalla (The Office, The It Crown), chega Trinity, um novo drama do canal IVT2. Esta série de oito partes (pelo menos na primeira temporada) tem como cenário principal a ficcional Bridgeford University que vai levar os nervos à flor da pele. O elenco é composto por Charles Dance (Starter for Ten, Fallen Angel), Claire Skinner (Outnumbered, Life Begins, Life Is Sweet), Christian Cooke (Demons, Echo Beach/Moving Wallpaper), Reggie Yates (Dr Who, Grange Hill), Antonia Bernath (St Trinian’s) e Isabella Calthorpe, (Harley Street, How to Lose Friends and Alienate People) e eles vão descobrir que ir para a faculdade nunca foi tão bom… e tão perigoso. Por mais de 900 anos, Trinity era uma universidade que apenas acolhia os ricos e poderosos. Contudo, pela primeira vez em muito tempo na história do colégio, é aberta as portas para os estudantes de classes sociais mais baixas.

Duas semanas antes de Charlotte Arc (Antonia Bernath) ir para a universidade estudar medicina, o seu pai, Richael Arc, é encontrado morto em circunstâncias misteriosas. Ex-professor na Trinity, Richard deixou a repentinamente a instituição e sem dar qualquer explicação. Convicta que o seu pai mudou de atitude antes de morrer e que a sua morte está ligada à abrupta saída do colégio, Charlotte está decidida a descobrir a verdade. Quando ela e os seus novos colegas instalam-se no local de ensino, eles percebem que nada é o que parece. Misteriosas sociedades, códigos de conduta e a Dandelion Club (uma das sociedades ocultas mais importante do colégio) são alguns dos perigos que os novos estudantes vão enfrentar.

Num mundo isolado, Dorian (Cooke), manipulador, a sua prima fria Rosalind (Calthorpe), o arrogante e sinistro professor Maltravers (Dance) vão criar uma nova Ordem. Quando os maus começam a ser investigados por Charlotte, ela percebe que eles não vão desistir sem dar uma grande luta para se protegerem a si mesmos.

Eu gostei muito do que li da série e tendo em conta que eu até sou fã de séries inglesas, acho que vou acompanhar e talvez até faça reviews aqui no Portal de Séries. A seguir podem ver fotos e vídeos promocionais, assim como uma cena do primeiro episódio que vai ao ar no dia 20 de Setembro.




Duelo de Séries: Grey's Anatomy ou House?

Setembro 7, 2009

duelo2Existem séries que simplesmente não se livram de uma certa comparação devido aos temas que exploram. Depois do duelo entre ‘True Blood’ e ‘Buffy, the Vampire Slayer’, chega a vez de deixar o vampirismo de parte e debruçarmos nas séries médicas. Essas são as duas séries desse género mais conhecidas e com melhor audiência, mas mesmo assim têm as suas diferenças. Qual será a melhor?

Grey’s Anatomy‘ é um grande drama televisivo que já ganhou vários prémios, tai como ‘melhor série dramática’ em 2007 nos Globos de Ouro. O seu elenco talentoso (que também já teve grandes merecimentos nesses prémios) consegue fazer-nos rir e até arrancar uma lágrima do rosto. É certo que a série também já teve os seus momentos menos bons, principalmente na quarta temporada e no início da quinta, mas Shonda Rhimes também já provou ser capaz de dar a volta por cima, presenteando-nos com dezenas de episódios muito bem escritos. ‘Grey’s Anatomy’ é uma série que vive das suas personagem e da relação das mesmas com os casos médicos.

Ao contrário da série da ABC, ‘House‘ foca-se mais nos casos dos pacientes do que na vida dos médicos. Criada por David Shore e protagonizada por Hugh Laurie, vencedor duplo do Globo de Ouro de melhor actor em série de televisão, ‘House’ também uma série que teve os seus altos e baixos. Enquanto que o episódio ‘House’s Head’, a primeira parte do final da quarta e irregular temporada é das melhores coisas algumas vez feitas para televisão, a quinta temporada foi um autêntico balde de água fria para aqueles que tinham muitas expectativas. Com um elenco menos aproveitado que o de ‘Grey’s Anatomy’, House sobrevive hoje em dia pela grande interpretação de Hugh Laurie.

Na minha opinião ‘Grey’s Anatomy’ consegue ser uma série muito mais apelativa do que House. Isso deve-se ao facto de eu gostar mais de histórias continuas do que episódios fechados, onde se apresenta um doente, resolve-se o diagnóstico e depois ‘bye, bye‘. Além disso, a série da Shonda Rhimes nunca esteve tão fraca a ponto de eu querer desistir dela, algo que eu fiz com ‘House’ na metade da quinta temporada e mesmo sabendo que o final foi bastante agradável, não estou interessado em voltar a pegar nela.

E vocês, qual é a vossa série médica favorita? Votem na sondagem!

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Dollhouse – Um olhar sobre a série

Setembro 6, 2009

dollhouse

Falar de Dollhouse e da sua primeira temporada é um processo bastante complicado para mim, isto porque possui demasiadas nuances que é preciso focar, correndo, eu, o risco ou de deixar coisas importantes por se dizer, ou então estender-me em demasia e acabar por produzir uma opinião que se torna demasiado subjectiva e desinteressante. Mas Dollhouse precisa de ser comentada, e é preciso eu estender-me a falar dela, por isso aviso desde já que não me vou conter, mas manter-me-ei afastado de spoilers o mais possível.

Dollhouse era provavelmente uma das séries mais esperadas dos últimos anos. O nome do seu criador, Joss Whedon, sozinho, conseguia levar muita gente a roer as unhas de ansiedade. Joss Whedon era o criador de Buffy: The Vampire Slayer, uma das maiores séries de culto de sempre, e de Firefly, uma das séries Sci-Fi mais amadas da televisão. Firefly foi um fracasso de audiências na FOX. Esta recusou-se a transmitir o piloto de duas horas, trocou a ordem de exibição dos episódios e nem transmitiu o último episódio, sendo a série cancelada após 12 episódios exibidos. No entanto o DVD de Firefly vendeu muito bem, a série recebeu fortes elogios e tornou-se numa das melhores peças de Ficção Cientifica que apareceram na TV. Joss Whedon mantinha assim um nome de respeito e uma legião ansiosa pelo seu próximo projecto.

Podem adivinhar que quando Dollhouse foi apresentada o Hype, o interesse à volta da produção foi enorme. E era o regresso de Whedon à estação que o tinha maltratado, a FOX, o que admirou muita gente. Neste caso de Dollhouse não entrego a culpa toda à FOX, Joss Whedon é um ser humano, e como tal sujeita-se a falhas como qualquer outro, e neste caso Whedon falhou. Uma série não é um filme, para um filme aguentar o hype é mais fácil, porque são duas horas, as pessoas se sentirem curiosidade assistem ao filme, não têm de acompanhar de semana a semana, o dinheiro do filme fica assim ganho. Uma série para aguentar o hype é muito mais complicado, porque depois de dois ou três episódios que desiludem, as pessoas desistem da série.

eliza-dushku-dollhouse-2Whedon é um génio, mostrou já que consegue fazer um brilharete e mudar de género de projecto para projecto sem perder a sua qualidade enquanto argumentista. No entanto é a prova viva que algumas más decisões podem realmente arruinar um estatuto, podem arruinar um projecto, arruinar uma série. A estas más decisões acrescentem uma FOX que é neste momento um dos canais que pior promove as suas séries e que pior tratamento lhes dá.

Com Dollhouse Whedon errou. Os seus fãs estavam habituados a personagens marcantes, diálogos apurados, histórias intensas e um desenvolvimento de personagens muito bom. Em Dollhouse os primeiro 6 ou 7 episódios são fracos, a premissa está lá, o talento está lá e o potencial também, no entanto as fortes características de Whedon não puderam ser mostradas, isto porque no final de cada episódio se voltava ao inicio, o episódio até podia ter emoção, interesse, mas no final era como se todas as acções não tivessem consequências porque a cadeira mágica estava lá (Quem viu a série, sabe o que quero dizer). Era difícil nos unirmos às personagens, o mistério que tentaram pôr desde do início, de semana a semana perdia um bocado do interesse.

Não admirou por isso que as criticas começassem a surgir. Uns atiraram-se a Whedon, perderam a fé nele, diziam que perdera as características que faziam as suas séries únicas. Como se diz, quanto mais alto se está maior é a queda. E neste caso muitos era os que tinham as expectativas no topo e depois bateram de cara no chão. Na minha opinião dou os meus parabéns a Whedon pela capacidade que tem em mudar de género de série para série. No entanto compreendia o que os antigos fãs sentiam, a série, como referi, parecia ter tudo que era necessário, os valores de produção, o ambiente, etc, no entanto faltavam os traços de Whedon e isso era inegável. Daí apareceram as críticas ao elenco, a Eliza Dushku, a Tahmoh Penikett. A comparação de personagens com personagens de Buffy e Firefly surgiram também, dizendo-se que estas eram como imitações mal feitas.

Outros criticaram a FOX, dizendo que esta tinha voltado a fazer o mesmo que em firefly, dizendo que novamente lhe tinham estragado o episódio piloto e que davam à sexta-feira a série e não apostavam nela. Isto é verdade, mas só até certo ponto. Já vi o piloto não transmitido e não creio que a FOX tenha feito tão mal assim em não o transmitir. As cenas cruciais desse episódio aparecem em episódios mais à frente, e esse piloto não estava coerente, Joss Whedon, talvez para não fazer o mesmo que em firefly, despejou a informação toda em 45 minutos, e foi novamente cortado pela FOX. Se esse episódio tivesse vindo ao ar a primeira temporada teria sido substancialmente diferente pelo que não vou avaliar esse piloto. A série tornou-se o que é porque o primeiro episódio exibido foi o Ghost.

Como referi os primeiros 6 ou 7 episódios desiludem, creio que desilude toda a gente, é inegável. Novamente Whedon nesses episódios tentou contrariar o que levou a FOX a cancelar Firefly, e pôs episódios desconexos, em que se passava imediatamente para a acção da semana e não era dada atenção ao enredo geral, não era dado interesse às personagens. Por esta altura do sétimo episódio muita gente tinha tido já vontade de desistir, as audiências eram miseráveis, o cancelamento parecia inevitável, e parecia pouco provável que a fé em Whedon trouxesse melhorias significativas. Mas a verdade é que a série realmente melhora muito, a partir do nono episódio temos a série a começar em força, até ali tinha sido muito tempo perdido, mas a fé era recompensada e finalmente se começava a ver uma série à Joss Whedon. Podem apontar para o melhoramento da série com a entrada em cena do actor Alan Tudyk, sem dúvida uma das maiores mais-valias da série e um velho conhecido de firefly.

dollhouse-cast-promo-picOs últimos episódios têm realmente um ritmo alucinante, cheios de acção, com muitas revelações e finalmente a ver-se os acontecimentos resultarem em consequências. Começamos a ver um desenvolvimento de personagens, estas deixam de nos parecer tão planas e cliché e começam a valer por aquilo que são. Os episódios 9,10,11,12 apresentam já uma série de alto gabarito e algo que devia ser visto por muita gente.

No entanto a FOX não mostra o episódio 13, pelo menos não logo de seguida, pelo que, apesar da melhoria eram poucos os que esperavam muito mais da série do que aqueles episódios. Até que surge o episódio 13, este pode parecer um bocado desconexo dos restantes episódios, mas é uma obra de arte, e no fundo dá um rumo completamente novo à série. É daqueles episódios pelo qual vale a pena os episódios menos bons, em 49 minutos a série catapultou-se para um outro nível, e a curiosidade por uma segunda temporada atingiu o máximo que seria possível. Tudo muda nesse episódio, e, agora que começávamos a encarar as personagens num plano mais próximas a nós, todas nos surgem em situação de perigo. A gravidade do que estamos a ver pode quase ser sentida como real. Após os episódios 9,10,11 e 12 aquela situação que estamos a ver faz sentido. É um episódio sem limites, um puro exercício de prazer, em que no fim queremos mesmo ver o que irá acontecer. Perderam o medo das temáticas de ficção científica, apostaram nelas em força no fim e finalmente a série era o que deveria ter sido desde do início, uma série de Ficção Científica, não uma série de caso da semana.

Joss Whedon e a sua equipa são realmente muito bons, apesar de terem errado, conseguiram dar a volta por cima e apresentam-nos, no final, algo que realmente vale a pena de se ver. Aqueles que mantiveram a sua fé intacta, aqueles que disseram que as primeiras temporadas de Whedon são sempre mais fracas, mas depois consegue ser muito bom, viram que tinham razão. Os que tinham desistido da série precisam de dar uma nova oportunidade, acabar a temporada, ver realmente a boa televisão que Dollhouse conseguiu, no fim, ser.

Nada apaga o inicio fraco, mas o esforço da equipa de Dollhouse em tentar sair por cima e fazer da série algo de diferente e não apenas mais uma que vem e vai é de louvar e aplaudir.

Podem contar com os reviews da segunda temporada feitos por mim, e podem contar com um espírito critico que se desiludiu como outra pessoa qualquer com os primeiros episódios e não tem medo de dizer que a série não foi nada boa no início.


Lista: Personagens Cómicas vs. Irritantes

Setembro 5, 2009

himymQuando se anda deprimido, nada melhor que uma série. Mas tem de ser bem escolhida. Pois tanto podem sair génios do sorriso, que lhe façam cócegas e o façam sair cá para fora, até aqueles que já as cócegas não fazem efeitos. São os mestre do riso, as personagens que, dali, vai sair algo extraordinariamente estúpido. Algo que ponha a rir qualquer pessoa. Mas, se a escolha for mal feita, podemos sair ainda mais deprimidos que entramos no mundo que é a série. Ao ver as personagens irritantes por ai espalhadas, por vezes não há quem aguente vê-las e toca a passar em frente essas partes. E, assim, surgiu a ideia de fazer uma lista das cinco personagens de cada lado da barricada. As 5+ de comédia e 5+ de irritação. Mas, antes de começar, dizer que, como um ser humano habitual, não conseguimos acompanhar 1/10 das séries que passam pela televisão, mesmo sendo dois. Por isso poderão faltar bastantes personagens à lista, mas não nos pronunciaremos pelo que desconhecemos.

PERSONAGENS CÓMICAS

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Barney (How I Met Your Mother) – Give me five! Barney Stinson é a alma de HIMYM. A série que já anda no seu quinto ano teve sempre em Neil Patrick Harris o seu principal rendimento. Nem naqueles episódios em que as outras personagens falham, Barney tem sempre uma palavra a dizer, uma regra a falar, um efeito a contar. O fato como parceiro, a magia como companhia, Ted como wingman e sempre com uma rapariga na manga, e às vezes outra em outro local. Barney Stinson dorme de fato e é de facto uma excelente personagem de comédia.

Jeff, Lester e Morgan (Chuck) – são outras das personagens que se podem sempre contar para dar umas valentes gargalhadas. Mudar para a Buy More é quase mudar para outro mundo. O mundo do caos. O mundo onde os reis andam nus e ninguém fala (por vezes os reis estão mesmos nus). O mundo em que quem é cego é rei, pois tudo é cego. A buymoria é governada a belo prazer deste trio, que já salvou Chuck de umas complicações, mas já o colocou em muitas delas. E que voltarão a fazer rir na próxima temporada. Promessa de Nerd.

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Os seis amigos (Friends) – A série que esteve 10 anos no ar é considerada, por muitos, no qual eu me incluo, a melhor série de comédia que existiu e existe. Com elenco, falas e personagens de luxo a série tinha tudo para dar certo e deu. Os 6 amigos de Nova Iorque deixaram o mundo a rir durante todos os episódios, desde Joey até Phoebe, que criou uma música chamada Smelly Cat, que traduzido para português dá o nome de um dos melhores grupos de comédia português, os Gato Fedorento. Friends mudou a forma de fazer humor. E influenciou muita gente. Agradeçamos a Phoebe, Monica, Chandler, Joey, Ross e Rachel.

Pacey (Dawson’s Creek) – já lá vai algum tempo desde que Pacey desapareceu dos nossos ecrãs, mas a sua personagem ficou na memória daqueles que seguiam a série. Numa série cheia de dramas juvenis, Pacey contribuiu em muito para aumentar o humor da série. Capaz de fazer soltar uma gargalhada mesmo nos momentos mais dramáticos, e conseguir assim fazer esquecer todo o melodrama que muitas vezes a série estava envolta.

Andy (Weeds) – muitas vezes esquecido, Andy para mim é das personagens que mais gargalhadas me proporciona em Weeds, desde os conselhos aos sobrinhos, às peripécias e embrulhadas que ele próprio proporciona, à sua interacção com Nancy, Andy entretém qualquer um, mesmo quem tem o humor negro pouco apurado.

PERSONAGENS IRRITANTES

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Marissa (The OC) – ora aqui está uma daquelas personagens que ou se ama ou se detesta, como já devem ter percebido Marisa nunca foi das minhas personagens favoritas. Típica menina rica que quando se apaixona por Ryan, vê ali o seu porto seguro, não hesitando contudo em pisar em cima sempre que assim fosse necessário e sempre que os seus caprichos mais extravagantes o exigiam. Por muito mal que lhe fazia, Marisa nunca hesitava em “usar” o amor de Ryan e voltava sempre para os seus braços.

Meredith (Grey’s Anatomy) – apesar de já estar melhor e de já ser minimamente suportável, Meredith sempre foi daquelas personagens que levava qualquer um a puxar os próprios cabelos, cheia de dramas pessoais, indecisões, choros, tão depressa dizia sim a Derek como no dia seguinte fugia a sete pés do compromisso. Indecisão era o nome do meio de Meredith mas nesta temporada melhorou bastante, no entanto as restantes 4 temporadas ficaram marcadas daí aparecer no top.

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Hiro (Heroes) – daquelas personagens que me irritam em Heroes, é o asiático Hiro. Já não suporto aquela cara redonda, aquela cara de esforço para parar o tempo. A sua imortalidade é comparada a de Claire, pois parece que Hiro, para além de parar o tempo, tem um poder de ser imune aos atentados de morte. Já irrita ver o asiático falar com o seu compincha, salvar sempre o mundo. Para quando a morte para a resolução todos os problemas. Talvez não salvaria o mundo de Heroes, mas salvava-se parte do mundo que é a minha cabeça. E eu agradecia.

Lyla (Friday Night Lights) – menina do papá, apesar de não ser filha única sempre foi a mais mimada, sendo isso bem visível na sua maneira de ser e encarar a vida. Apaixonada por Jason depois do acidente vive um romance proibido com o melhor amigo deste. A menina santinha e angelical acaba por trair o namorado aleijado com o melhor amigo e ainda age como se nada fosse, fazendo por vezes o papel de vítima. Resolveu finalmente assumir os sentimentos por Tim depois de muito o negar contribuindo isso também para melhorar a personagem.

Cook (Skins) – cheia de personagens interessantes na primeira geração, assim que Skins decidiu renovar o elenco a série não foi a mesma coisa. A segunda geração da série em nada se compara à primeira e Cook é o personagem mais desprezível que a série já teve. O guião que lhe foi dado no episódio centrado nele (o segundo da terceira época) é completamente horrível e a sua personagem não passa de um Chris barato. Infelizmente ele não chega aos calcanhares de Chris e detém o título de uma das personagens que mais me irrita na televisão actual.

Textos: António Guerra, Filipa Silva e Marco Braga
Imagens: Marco Braga


Duelo de Séries: Buffy ou True Blood?

Setembro 3, 2009

Untitled-1Existem séries que simplesmente não se livram de uma certa comparação devido aos temas que exploram. ‘Buffy, the Vampire Slayer’ e ‘True Blood’ abordam o tema do vampirismo de formas completamente diferentes, mas ambas respeitam ao máximo o mito do vampiro, com (quase) todas aquelas regras como a permissão para entrar em casa e proibição de estar exposto ao sol.

Buffy, the Vampire Slayer‘ foi criada em 1997 por Joss Whedon e é protagonizada por Sarah Michelle Gellar. Buffy Summers é uma jovem que acaba de se mudar para Sunnydale, local onde submerge a Boca do Inferno, e que terá que lutar contra os vampiros e as forças do mal. Composta por sete temporadas e 144 episódios, ‘Buffy, the Vampire Slayer’ tem um universo fantástico, cheio de humor e drama, de excelentes personagens e um elenco competente.

Por outro lado, ‘True Blood‘ é muito mais recente, tendo estreado apenas o ano passado. Alan Ball, o mesmo criador de ‘Six Feet Under’, adaptou os livros de Charlaine Harris para a televisão e está a fazer um trabalho excelente. Anna Paquin, vencedora de um Óscar ainda em criança, interpreta Sookie, uma empregada de mesa telepata que se apaixona por um vampiro chamado Bill. Cheia de piadas inteligentes por parte de personagens como o Jason e de grandes momentos de verdadeiro sangue, ‘True Blood’ torna-se indispensável para os fãs deste género.

Eu estou na metade da última temporada de Buffy e a acompanhar a exibição americana de True Blood, logo consigo ter a minha opinião sobre este duelo. True Blood consegue criar um universo vampírico com mais pormenores (como a virgindade da Jessica) e muito mais obscuro que o de Buffy, mas ambas as séries conseguem explorar muito bem este tema muitas vezes estragados em outras produções como ‘Twilight’ e, provavelmente, em ‘The Vampire Diaries’.

E vocês, qual é a vossa série sobre vampiros favorita? Votem na sondagem!

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Fall Season: O calendário [Act.]

Setembro 1, 2009

TV-400O mês de Setembro é grande na televisão americana. Começa um pouco antes, nos últimos dias de Agosto e costuma-se prolongar até ao final de Outubro. Isto deve-se ao significado de Setembro na televisão, e muitas outras coisas, ser regresso. E, tal como nos últimos anos, o mês de Setembro (no sentido figurado em cima utilizado) representa carne nova no assador das emissoras. Que comece a diversão. E, para haver diversão repartida, nada melhor que conferir o calendário do regresso e das estreias das séries.

Segunda-feira, 31 de Agosto

Greek (ABC Family)

Terça-feira, 8 de Setembro

90210 (CW)
Melrose Place (CW)
Sons of Anarchy (FX)

Quarta-feira, 9 de Setembro

America’s Next Top Model (CW)
Glee (Fox)
So You Think You Can Dance (Fox)

Quinta-feira, 10 de Setembro

Supernatural (CW)
The Vampire Diaries (CW)

Sexta-Feira, 11 de Setembro

Are You Smarter Than a 5th Grader? (Fox)

Sábado, 12 de Setembro

America’s Most Wanted (Fox)
Cops (Fox)

Segunda-feira, 14 de Setembro

Eddie Griffin: Going for Broke (VH1)
Gossip Girl (CW)
The Jay Leno Show (NBC)
Lincoln Heights (ABC Family)
One Tree Hill (CW)

Terça-feira, 15 de Setembro

The Biggest Loser (NBC)

Quarta-feira, 16 de Setembro

The Beautiful Life (CW)
Launch My Line (Bravo)

Quinta-feira, 17 de Setembro

Bones (Fox)
Community (NBC)
Fringe (Fox)
It’s Always Sunny in Philadelphia (FX)
The Office (NBC)
Parks and Recreation (NBC)
Saturday Night Live: Weekend Update Thursday (NBC)
Survivor: Samoa (CBS)

Sexta-feira, 18 de Setembro

Brothers (Fox)
Crash (Starz)

Sábado, 19 de Setembro

Merlin (BBC One)

Domingo, 20 de Setembro

Curb Your Enthusiasm (HBO)
Bored to Death (HBO)

Segunda-feira, 21 de Setembro

Accidentally on Purpose (CBS)
The Big Bang Theory (CBS)
Castle (ABC)
CSI: Miami (CBS)
Dancing With the Stars (ABC)
Heroes (NBC)
House (Fox)
How I Met Your Mother (CBS)
Two and a Half Men (CBS)

Terça-feira, 22 de Setembro

The Forgotten (ABC)
The Good Wife (CBS)
NCIS (CBS)
NCIS: Los Angeles (CBS)

Quarta-feira, 23 de Setembro

Cougar Town (ABC)
Criminal Minds (CBS)
CSI: NY (CBS)
Eastwick (ABC)
Gary Unmarried (CBS)
Law & Order: Special Victims Unit (NBC)
Mercy (NBC)
Modern Family (ABC)
The New Adventures of Old Christine (CBS)

Quinta-feira, 24 de Setembro

CSI: Crime Scene Investigation (CBS)
Flash Forward (ABC)
Grey’s Anatomy (ABC)
The Mentalist (CBS)

Sexta-feira, 25 de Setembro

Dollhouse (Fox)
Ghost Whisperer (CBS)
Law & Order (NBC)
Medium (CBS)
Numb3rs (CBS)
Smallville (CW)

Sábado, 26 de Setembro

48 Hours Mystery (CBS)
Saturday Night Live (NBC)

Domingo, 27 de Setembro

60 Minutes (CBS)
The Amazing Race (CBS)
American Dad (Fox)
Brothers & Sisters (ABC)
Californication (Showtime)
The Cleveland Show (Fox)
Cold Case (CBS)
Desperate Housewives (ABC)
Dexter (Showtime)
Extreme Makeover: Home Edition (ABC)
Family Guy (Fox)
The Simpsons (Fox)

Segunda-feira, 28 de Setembro

Lie to Me (Fox)
Trauma (NBC)

Terça-feira, 29 de Setembro

Hell’s Kitchen (Fox)
Shark Tank (ABC)

Quarta-feira, 30 de Setembro

Hank (ABC)
The Middle (ABC)

Quinta-feira, 1 de Outubro

Private Practice (ABC)

Sexta-feira, 2 de Outubro

‘Til Death (Fox)
Stargate Universe (Syfy)

Domingo, 4 de Outubro

America’s Funniest Home Videos (ABC)
The Next Iron Chef (Food)
Three Rivers (CBS)

Segunda-feira, 5 de Outubro

Rita Rocks (Lifetime)
Sherri (Lifetime)

Terça-feira, 6 de Outubro

Scare Tactics (Syfy)

Quarta-Feira, 7 de Outubro

Secret Girlfriend (Comedy Central)
South Park (Comedy Central)

Sexta-feira, 9 de Outubro

Sanctuary (Syfy)
Ugly Betty (ABC)
Wizards of Waverly Place (Disney)

Quarta-feira, 14 de Outubro

Nip/Tuck (FX)

Quinta-feira, 15 de Outubro

30 Rock (NBC)

Sexta-Feira, 16 de Outubro

Supernanny (ABC)

Sexta-feira, 23 de Outubro

White Collar (USA)
Southland (NBC)

Quarta-Feira, 28 de Outubro

Friday Night Lights (DirecTV)

Segunda-Feira, 2 de Outubro

I Want to Work for Diddy (VH1)

Terça-feira, 3 de Novembro

V (ABC)

Sábado, 7 de Novembro

Legend of the Seeker (syndication)
The Wanda Sykes Show (Fox)