Cinema: Slumdog Millionaire (2008)

Fevereiro 6, 2009

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Poderia ficar aqui horas a fio falando deste filme e o quanto ele me emocionou. Sem dúvida Slumdog Millionaire merece todas as dez indicações ao Oscar, além das críticas e outros prêmios que já havia recebido. Um belíssimo filme que utiliza constantemente as técnicas de “flashback” e “forward”, juntamente com uma trama bem construída, na qual retrata a miséria degradante e a luta na região de Mumbai, uma das maiores favelas da Índia e do mundo.

Conhecemos o jovem Jamal, morador de Mumbai que conseguiu participar do programa de televisão “Who wants to be a Millionaire?”, o famoso programa de perguntas e respostas. Paralelo ao programa, vemos Jamal ser sequestrado e questionado pela polícia local sob a acusação de trapacear durante o jogo. Magicamente bem amarrado, descobrimos através deste interrogatório, que Jamal não possui Q.I avançado ou habilidades intuitivas sobrenaturais, ele é nada mais, nada menos que um jovem comum que consegue relacionar as perguntas com suas duras e marcantes experiências de vida, além de carregar em seu coração desde sua infância, o amor pela bela e graciosa Latika, cujo destino e fatalidade a separou de Jamal quando estes ainda eram novos.

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Saw II (2005)

Dezembro 30, 2008

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Depois do fantástico primeiro filme, era difícil não ter curiosidade para ver o segundo. As expectativas estavam não muito altas pois a missão de ser melhor que a antecessor era impossível, mas também não estavam muito baixas pois já se provou que Saw consegue criar um bom terror, psicológico e físico. E foi com essa expectativa mediana que me surpreendi bastante ao deparar-me com mais uma obra-prima do terror actual.

Jigsaw está de volta e deixa-se apanhar pela polícia de modo a jogar um jogo com Eric, cujo o filho está numa casa com mais seis pessoas também num jogo do Jigsaw. A regra principal é simples: se Eric ficar a falar com o serial killer durante tempo suficiente, verá o seu filho outra vez. Nunca imaginei que estas palavras fizessem tanto sentido ao ver mais um final (tal como o do primeiro filme) absolutamente inesperado.

saw2_10Gosto de ver a forma de assassino que o Jigsaw é, um assassino que não mata as pessoas, apenas fá-las jogar um jogo onde não se pode perder. E entre os vários níveis de dificuldade está uma queda num poço de seringas, entrar num forno, cortar as mãos ao colocá-las num recipiente e um vilão final. Gostei mais do terror deste filme que o do anterior, contudo o anterior mexeu mais com o psicológico dos espectadores, talvez por ter sido a primeira vez com que nos deparávamos com o Jigsaw.

Ainda com três filmes pela frente (agora sei que tenho de rever o Saw V), já estou em pulgas para ver as próximos artimanhas do assassino e como a Amanda, a sua aprendiz, se safa com o mesmo legado. Será difícil combater este segundo filme que se mostrou tão perfeito como o primeiro. Mas eu não me importo porque enquanto houver sangue, boas brincadeiras, um Jigsaw inteligente e um final inesperado vou continuar a ver. Isso até que dava uma boa série de televisão.


Battlestar Galactica – Razor (2007)

Dezembro 23, 2008

Uau, mas que grande telefilme! Nem sei por onde começar, pois todas as três narrativas diferentes a nível do tempo da história foram muito interessantes. Que tal pelo presente? Shaw é uma tripulante da Pegasus a quem o Lee dá o cargo de XO, contudo o mistério já se começa a sentir quando Lee lhe pergunta o porquê de não gostarem dela. Gostei muito da ligação entre esta história e a que Bill Adama vivenciou na primeira guerra Cylon, todo aquele cenário composto por ‘Cylons retardados’ em ‘medicina assustadora’ foi extremamente bem feito.

E como estamos a falar de Battlestar Galactica, outros elementos ficaram igualmente bem no filme, aqueles elementos que fazem de BSG uma das melhores séries de televisão. Sabem aquela banda sonora que dá ainda mais força às cenas? Ou então aquelas interpretações soberbas de dar inveja a muitos actores por aí? E aquela emoção e luta pela sobrevivência que só esta série consegue demonstrar? Enfim, um grande momento televisivo em os mais de 100 minutos de filme se transformaram num grande momento.


Cinema: Mirrors (2008)

Dezembro 14, 2008

Desculpem o Portal ter estado um pouco abandonado este fim de semana, mas é que fiz o meu Crisma hoje (podem dar-me os parabéns!). Para fechar a festa em grande, nada melhor que um filme de terror. Kiefer Sutherland é um dos meus actores favoritos da actualidade. O seu trabalho em ’24’ é, pelo que vi até agora, excelente. E juntar Sutherland e um filme de terror (um dos meus géneros favoritos) é a receita perfeita para Mirrors não desiludir.

Sendo um remake de um original coreano de 2003, Mirrors apresenta-se como um filme que joga um pouco com o psicológico do espectador e ainda cenas de um horror mais ‘nojento’, como a cena da morte da irmã de Ben, o protagonista. Para quem gosta de um bom filme que entretém durante 1 hora e 45 minutos, Mirrors é obrigatório. Para quem está à espera de ver uma obra-prima, desengane-se. E parece que agora está na moda finais abertos nesse género. Primeiro foi [REC] e agora este. Frak!


Cinema: [REC] (2007)

Dezembro 12, 2008

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Sexta-feira, dia 12 de Dezembro de 2008. Dia de ir para as aulas, mas como estamos no fim das férias, a aula de Português seria ver um filme e eu fiquei encarregue de trazê-lo. Entre várias opções de escolha, a turma do 12.º A da EBSSMA decidiu que o filme de terror espanhol [REC] é que devia ser visto. E, pelo menos eu, não me arrependo nada pois esta longa metragem é sensacional. O estilo de câmara deu um tom assustadoramente realista e o som é fabuloso. Toda a montagem das cenas está excelente, resultando assim num dos melhores filmes que eu já vi nos últimos tempos.

A história gira em torno de uma jornalista e o seu câmara que querem fazer um documentário sobre a vida de um grupo de bombeiros. Acontece que quando eles vão socorrer pessoas de um prédio, todos ficam em quarentena enquanto que pessoas infectadas por um vírus começa a atacá-los. O final do filme transmite-nos uma sensação de querer mais e que aqueles 90 minutos não são suficientes para contar a história desta obra-prima. [REC] foi adaptado para uma versão americana que tem como protagonista a Debra de Dexter. Desconfio muito que essa versão seja melhor que a espanhol.


Cinema: Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest (2006)

Novembro 30, 2008

Não me matem por dizer isso: até hoje, só tinha visto o primeiro filme dos Piratas das Caraíbas. E este segundo é muito bom de se ver. Tal como em Harry Potter, os filmes de piratas de Johnny Depp são longos, muito longos, mas fáceis de se ver. Ao longo dos 150 minutos desta sequela, o aborrecimento foi um sentimento que não foi despertado. Desta vez, o Capitão Jack Sparrow e os seus piratas têm de enfrentar o temível Davy Jones, homem este a quem Sparrow está endividado.

Gostei deste filme (e se bem me lembro o primeiro também tem esta faceta) devido à descontracção que nos é transmitida pelos personagem. O estilo cómico é algo que fica muito bem neste Cofre do Homem Morto e ter um protagonista como o Johnny Depp é uma mais valia. Agora espero ansiosamente pelo terceiro (quando acabou o filme da TVCine 1 fui logo a correr ver o trailer do próximo) que devo ver já no próximo fim-de-semana. Também é de louvar os efeitos especiais que fazem ver algo estrondosamente bem feito.

O final já deixa um gostinho do que vem a seguir. Como será que Jack vai escapar daquela criatura? Como será usado o coração do Davy Jones? Será que o Capitão Barbossa vai conduzir bem esta missão? Espero obter estas e outras respostas no próximo filme da saga (Nos Confins do Mundo).


Cinema: Wall•E (2008)

Novembro 30, 2008

Este fim-de-semana foi praticamente tirado para ver filmes. Primeiro Saw, seguido de Horton e o Mundo dos Quem, depois foi The Simpsons, Wall-E, Piratas das Caraíbas – O Cofre do Homem Morto e ainda tenho alguns guardados (007 – Quantum of Solace, Space Chimps e Eagle Eye) para ver em breve. Confesso que tem sido um fim-de-semana espectacular pois nenhum dos que vi até agora me desiludiu. E Wall-E está quase no topo desta lista. Mas que grande animação!

Há que louvar toda a equipe por detrás de Wall-E pela ousadia em criar um filme onde os diálogos, algo fundamental para uma longa-metragem, são quase inexistentes. Ao início não estava a simpatizar muito com o filme, mas quando chegou a robot Eve mudei logo de opinião. Apesar de ser um filme de animação, Wall-E destaca-se por trazer uma crítica sobre o futuro do nosso planeta. E é essa a melhor vertente do filme, que desperta consciências que talvez outro filme não conseguiria. Esta é mais uma pérola do cinema deste ano e que ficará recordado nos próximos anos.