The Mentalist (2.01) – Redemption

Setembro 26, 2009

The Mentalist

You know Miles Thorsen?

The Mentalist está de volta. Isto significa que os puzzles estão de volta, que as dúvidas também estão, que os jogos mentais voltam a ter lugar semanalmente no meu computador. Patrick Jane volta em força, Simon Baker igualmente, e a série voltou a ter um bom episódio.

The Mentalist é diferente da maioria dos policiais que são transmitidos. A componente humorística da série é maior que a maioria das séries policiais, e o trabalho de laboratório é nulo. Ou seja, não existem cortes na descoberta do assassino, pois não existem aqueles momentos em que vemos uma pessoa a cortar um cotonete com uma musiquinha de fundo. Assim, a investigação tem de ganhar destaque. E assim os casos fluem. E tanto fluem que é necessário arranjar mais que um caso para Patrick Jane resolver. O primeiro muito simples, mas que traz grandes consequências e também que demonstra os poderes de Jane. O poder lógico do protagonista é espalhado naquela cena, o poder de vingança é espalhado na última, após ter-lhe sido retirado o caso de Red John.

Parece que parte da temporada vai ser sobre isto. Sobre a reconquista de Jane para que o caso da morte da sua mulher volte para as suas mãos. Pois, para os fãs que ficaram chateados no final de temporada por não ter-se apanhado o assassino mais “divertido” do mundo das séries, vê-se aqui a razão. Patrick Jane não existe sem John, que se tornou a razão da vida do investigador. Assim, vemos que o caso ainda tem pano para mangas, ainda tem muito para dar. Nesta temporada, ou pelo menos no inicio, Jane tem de recuperar as rédeas do caso, para depois à sua vontade comandá-lo.

Comandá-lo como fez neste episódio. A morte de Monica Dunninger é o novo puzzle para a Lisbon e a sua equipa resolver. A vida desta mulher está envolta em mistério, pois deixou a sua família, fugindo com um milhão de euros da empresa onde trabalhava. Assim, começa o jogo, começa o quebra-cabeças. A partir daí é deliciarmo-nos com os truques de Patrick, com as suas jogadas, num jogo de xadrez que não sabe o que o adversário está a fazer. Mas só assim foi possível chegar ao assassino, numa jogada planeada durante todo o episódio, uma teia invisível. É fantástico ver a construção desta teia, sem saber para que servirá. E depois saber o propósito. Assim, conseguimos ilibar a fugitiva, que só fez tudo isto por amor, e dá para apanhar o assassino. 2/1, num caso bem construído e, como quase sempre em Mentalist, bem resolvido.

Agora é esperar pelo próximo. Para inicio não este mal, pois consegui construir um caso que prende-se, e dar algum desenvolvimento no que toca a Red John. A partir de agora espera-se um aumentar do ritmo e termos prendas acompanhadas com um smille.

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Dollhouse (2.01) – Vows

Setembro 26, 2009

snapshot20090926155955Este episódio acontece uns meses após os acontecimentos do episódio 1.12…e muito antes dos acontecimentos 1.13. Confesso que esperava mais deste episódio, é um episódio escrito e realizado por Joss Whedon, por isso é de se esperar sempre o melhor, acontece que este não teve o nível do final da temporada passada. Voltamos ao caso da semana, nesta semana parecia que estava mesmo a ver uma série policial, mas houve alguns desenvolvimentos para a trama principal e notaram-se algumas pontes a serem formadas entre este episódio e os acontecimentos do episódio 1.13, portanto podemos esperar que a qualidade de Dollhouse, há-de aparecer. Tenho pena que Joss Whedon esteja demasiado preso ao caso semanal e não possa fazer a série de forma mais consistente em termos de trama principal, mas esta terá desenvolvimentos para breve, este episódio, apesar de um furos abaixo do que esperava, mostra que a história está viva.

Como referi, este episódio acontece uns meses após os acontecimentos do episódio 1.12. Echo apesar de ter sido sujeita ao tratamento cedo mostra que continua a receber flashes das suas outras “vidas”. Aliás esse é um dos acontecimentos que marca o episódio, novamente e após ser impressa com uma personalidade Echo parte em missão desta vez a missão tem por base a captura de um criminoso Britânico, rico, este caso é um antigo caso do Agente Paul Ballard e Echo surge aqui a tentar ajudá-lo para ele poder fechar o caso. Paul Ballard é assim o cliente da Dollhouse neste episódio. Durante a fase crítica da captura do britânico a mente de Echo volta a falhar, ficando ela cheia de lembranças de outras impressões. Paul Ballard acaba por conseguir resolver o caso, mas não gostei da maneira como foi resolvido. As impressões são tão instáveis que através de pancadas na cabeça da para ir alterando as lembranças de Echo? Achei precipitada a maneira como terminaram com a captura.

Paralelamente, e mais interessante para a história principal, temos a vida na Dollhouse. Depois de descobrir que é apenas uma doll Dra.Saunders vê-se perdida e sem saber que fazer, esta foi a parte mais interessante do episódio. Dra. Sauders começa a tratar mal Topher por ele ser responsável pelas impressões, se era sabido que Saunders não gostava do Topher isso tornou-se evidente. Ao mesmo tempo Boyd tenta-se aproximar de Saunders, este é uma das pontes que se começa a formar para o episódio 13 da primeira temporada. O momento mais interessante vai para a conversa que a doutora tem com o Topher. Nessa conversa muito é revelado, os pensamentos dela, o porquê da relação entre eles ser como é. Surge aqui um dilema para a doutora que, na minha opinião chega a ser filosófico: Ela sabe que foi criada, que não é real, que a sua personalidade não é mais que o resultado de uma mistura de computador, no entanto ela tem sentimentos, percepções, fica cheia de dúvidas sobre o que fazer a seguir porque vive sabendo o que é e por outro lado, como ela disse, tem medo de morrer, apesar de não ser real. Para mim a essência de Dollhouse reside nestas questões morais, reside no jogo de sentidos e moral que existe no facto de se falar de pessoas programadas. Dollhouse não é um policial, nem um drama semanal, reside ai o erro para mim, de tentarem semana a semana agradar aos fãs de policiais.

Outras coisas aconteceram. Viktor recebe tratamento aos cortes que tem na cara, tendo resultados muito bons, ficando sem cicatrizes, mais uma ponte com o episódio 13, . O final do episódio também nos revela algo importante.

Em conversa com Echo, desprogramada, esta admite a Ballard que sente todas as personalidades que viveu em si, em cada momento sente-as e ás vezes sente-as todas ao mesmo tempo, e que está empenhada em descobrir-se a ela própria, descobrir Caroline. Depois desta conversa Ballard aceita ser o guarda-costas de Echo enquanto tenta trazer à luz da civilização o que se passa na organização secreta.

Pode-se dizer que as boas características de Dollhouse estão intactas, notam-se ao longo de todo o episódio. No entanto estou cansado da estratégia de caso semanal, da tentativa de conseguir ganhar público com uma coisa que dollhouse não é. Espero ansiosamente pelos episódios verdadeiramente bons que sei que Dollhouse e Joss Whedon podem conseguir.

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Survivor: Samoa (19.01) – The Puppet Master

Setembro 26, 2009

snapshot20090926134720Neste momento vi seis temporadas das dezoito já produzidas de Survivor. Este reality show tornou-se um verdadeiro vício no início deste ano quando comecei a ver Survivor Gabon. Se este não fosse o meu reality show favorito acreditem que não estaria a fazer reviews do mesmo. Eu ainda pensei em fazer de Survivor Tocantins, mas acabei por ter a decisão mais acertada ao não fazer, visto que foi a pior temporada das seis que vi.

O INÍCIO

Como quase sempre, os novos sobreviventes chegam a um lugar deserto de barco. Esta temporada conta com vinte participantes, sendo já divididos em duas tribos. É no primeiro encontro com o Jeff que cada tribo tem de escolher um líder. Ser líder não é fácil no jogo do Survivor e vimos em edições anteriores que mais cedo ou mais tarde esse tal de líder vai-se dar mal. Na vida real, ser líder é um ponto forte para a carreia de alguém mas nesse jogo é como a primeira de muitas razões para eliminar uma pessoas. O líder de cada tribo foi escolhido e já tinha uma dura tarefa pela frente: escolher os concorrentes que devem jogar o primeiro desafio de recompensa.

DESAFIO DA RECOMPENSA

Foram pedidos pessoas de várias categorias: uma inteligente, um bom nadador, um forte e por aí adiante. Os líderes foram quem escolheram essas pessoas e como seria óbvio, alguém iria destacar-se pela negativa. John, da Galu, não foi lá muito bem como nadador e já provocou algum burburinho na sua tribo. Além da parte da natação, havia a parte da agilidade que pensei que fosse ser mais difícil e a parte da força. Nessa parte do desafio deu para perceber o quão pesados eram aqueles troncos, quase que não se conseguia levantar. No final, ainda tivemos a parte da inteligência, que consistia em montar um puzzle em espécie de estátua. Os puzzles estão em quase todos os desafios desse tipo no Survivor e é bom pois é o melhor para desempatar uma certa equipa. Por acaso, não foi o caso, visto não estarem assim tão empatados.

IMUNIDADE E ELIMINAÇÃO

As primeiras imunidades e eliminações são sempre as mais aborrecidas. São aquelas em que nós ainda não conhecemos suficientemente as pessoas para torcer-mos por uma ou outra. O desafio, como sempre, focou-se mais a nível físico mas também teve o habitual puzzle que falei anteriormente. Se no primeiro o puzzle não teve muita diferença para ditar o vencedor, nesse já houve mais competição nesse aspecto. Foa Foa perde a imunidade e vai a conselho tribal. É então que também conhecemos aquele que será o maior vilão dos últimos anos de Survivor: Russell. Tal como ele disse, ele tem dinheiro e não precisa do milhão para nada, logo está ali é para jogar sujo e duro. É sempre bom ver esse tipo de pessoas no Survivor e certamente este vai dar que falar. Marissa foi a primeira eliminada e porque irritou o Russell. Como será que as coisas vão ficar agora daqui para a frente? Adivinha-se uma grande temporada de Survivor e eu estarei aqui todas as semanas para comentar.

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NCIS: Los Angeles (1.01) – Identity

Setembro 26, 2009

snapshot20090926115816Sendo NCIS Los Angeles uma série policial não parti para a visualização do episódio com grandes expectativas em ver um produto de grande originalidade nem brilhante escrita. Este episódio, e esta série entusiasma-me por um nome do elenco. Daniela Ruah foi o que me fez querer acompanhar esta série, e por isso os meus reviews focar-se-ão bastante na Daniela. Como série, é no fundo apenas mais um produto para o saturado mercado de séries policiais que fazem enorme sucesso, não trazendo nada de novo. Caso para dizer que foi mais um episodio com a premissa: “Same Old same…The formula works so let’s keep doing”. Mas vamos primeiro falar então do que interessa,  neste caso isso é Daniela Ruah.

Daniela Ruah, conhecida em Portugal pelos seus papéis em novelas, onde apareceu pela primeira vez na novela “jardins proibidos”, decidiu aqui há uns tempos partir para os estados unidos, para estudar representação, depois de já o ter feito também em Inglaterra. Qual não foi o meu espanto, e alegria, quando surgiram as noticias de que Daniela Ruah iria fazer parte do elenco do Spin-Off de NCIS. Esta era uma grande notícia, e uma grande entrada da Daniela Ruah no mundo de televisão Americano, entrava logo para um dos produtos mais vistos por lá. E que tal se saiu neste piloto? Sem querer ser adepto cego, acho que se saiu muito bem.

O elenco é bastante equilibrado, o nível de representação é alto e os actores são experientes e têm qualidade. E eu confesso que a Daniela estava impecavelmente à vontade com o seu texto, e na sintonia com os restantes actores, o seu inglês é muito bom também. Eu vi o episódio sem grande atenção a todos os pormenores, mas sempre que ela aparecia a minha atenção era total, reparava em tudo que ela fazia e tentava perceber tudo ao pormenor, e creio que Daniela estava perfeitamente inserida e natural. Sem dúvida que considero o seu inicio de carreira muito promissor, e se se mantiver consistente, com o carisma que tem já da televisão portuguesa, tenho a certeza que mais papeis a aguardam.

Em relação ao episódio tal como já referi foi mais do mesmo, nada de novo foi trazido com esta série. No caso desta semana vê-se o regresso do protagonista ao trabalho após 6 meses em licença por ter sido baleado, como já se viu muitas vezes o protagonista é brilhante polícia, mas traumatizado pelo passado. No caso da semana a equipa da NCIS tenta resolver um caso de tráfico de droga, como equipa infiltrada e a trabalhar no subsolo, a equipa tenta desmantelar uma rede de droga. Para não ser um episódio tão linear, os argumentistas tentaram dar um rumo original e surpreendente, temos assim um rapto, um assassinato (logo no início) estes temas surgem na sequência principal de acção que é o pôr a descoberto um cartel que faz passar droga através da fronteira do México.

Como podem ver nada de novo, o episódio foi consistente, teve um bom ritmo, os diálogos fluíram naturalmente, o elenco estava em sintonia, no entanto não deu para nos ligar as personagens, sendo estas todas superficiais como tendem a ser nos policiais. Tem bons pormenores no entanto. A chefe da equipa, uma anã, é uma personagem muito bem conseguida. Como equipa de infiltração surgem momentos James Bond que também são uma boa mais-valia. O melhor momento vai, como é óbvio, para a primeira cena da Daniela Ruah, que para mim tem nota 10 neste episódio. Nesta cena Kensi (Ruah) aparece a falar ao telemóvel, uma cena banal caso não tivesse a ser falada totalmente em português. É daqueles momentos que dá orgulho a nós que acompanhamos séries. Para mim foi uma alegria enorme e um orgulho de encher o peito, ver a minha nação representada assim, ver a língua de Camões apresentada numa série que teve 17 milhões de telespectadores. O episódio não merece destaque especial, por isso vai esta nota:

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Glee (1.04) – Preggres

Setembro 25, 2009

snapshot20090924203230My body is like a rum chocolate souffle.

Quem acompanha os reviews de Glee aqui no Portal, consegue perceber que estes veem recebendo muitas críticas e quando falo críticas não as ligo de forma negativa. Tentei estruturar os reviews e por fim estes acabaram ficando muito extensos e detalhados demais. Revi todos os episódios passados e uma coisa ficou clara: Me sinto como uma mãe super-protetora quando vou falar sobre a série, seja aqui no site ou mesmo em conversas. Então deixarei claro que superestimei as notas sim nos dois últimos reviews, principalmente o terceiro, assim escolhi daqui em diante assumir uma outra visão, ainda apaixonada pela série pórem mais criteriosa. Glee chega ao seu quarto episódio, mantendo uma média de audiência de 6,6 milhões de telespectadores, ou seja, tem mantido o padrão durante as semanas. Preggres apresenta uma proposta diferente dos demais, ou seja, não mostra nenhum número musical completo e foca necessariamente nas brilhantes atuações de seu elenco, com destaque para Chris Cofler, que transborda autenticidade e precisão ao interpretar Kurt.

Mostrando a tão consagrada fórmula dos clichês adolescentes, a série se aproxima de temas que poderiam ser considerados banais, correndo assim o risco de cair na mesmice de todas as séries com temática teen, porém são em determinados momentos que ela se desprega da fórmula e a recria. Como diria o Marco, “O episódio começou em grande”, como a famosa coreografia de “Single Ladies” com Kurt no comando e Tina e Britanny juntando-se a ele em sua casa. Surpreendentemente o pai  aparece e vê aquela cena, obrigando-o a mentir sobre seus trajes e o real motivo que os usa. Toda a mentira envolvendo esportes e aquecimento, consequentemente acabando gerando uma grande mentira: Ele  é o “Kicker” do time de futebol da escola. Só resta saber como ele efetivamente será um.  Finn tem um papel importante, pois o coloca nos testes do time e é neste momento que  Kurt mostra que sabe quem ele é, mesmo sentindo as vezes medo disto.

“My body it’s like a rum chocolate souffle. If  i don’t warm up right, it doesn’t rise. I’m doing this. I’m doing on my way.”

E assim, ele surpreende todo o desacreditado time, ao colocar novamente a música para se aquecer, resultando num estonteante chute que o consagra  “kicker“do time.  Literalmente as aparências enganam, a exemplo de Finn que aparenta ser o típico adolescente popular, mas que no fundo é tão loser como qualquer outro. Achei interessante ele buscar apoio numa figura masculina de confiança como o Mr.Gold-Digger, que aliás, os reais motivos para isto ocorrer foram apresentados de maneira tão pura, que pela primeira vez senti que Cory Monheit vestiu totalmente a pele de seu personagem, ainda mais depois da cena em que Quinn conta que está grávida. Busca então o ombro do pai que não tem e chora sem  medo pois está apavorado com a possibilidade de ser pai e perder todo seu futuro, congelando no tempo.

Quinn é a personificação do clichê: loira, cheerleader, namora o quarter-back, finge ser puritana. Toda a trama criada para ela neste pode vir a ser um grande deslize para a série se não justificada e desenvolvida da forma correta. Ela está grávida (Me respondam como alguém  engravida depois de uns amassos na banheira de hidromassagem?? Só o Finn pra cair nessa, mesmo). Para mim Glee escorregou neste aspecto, ainda mais considerando a introdução de Terri como a sanguessuga que se aproveita da vulnerável adolescente em pânico, para assim arquitetar seu plano da falsa gravidez. Agora resta saber como será a interação entre as duas, considerando que Terri é a personagem mais insuportável de todas (minha opinião,claro). Se for pra ter um pai nesta história, este seria Puck, o melhor amigo do Frankteen. Fato comprovado ainda mais com a conversa que ela tem com ele, sobre todo o blah blah dele aproveitar a bebedeira e sua vulnerabilidade. Ainda fico em dúvida se ela realmente está grávida ou se tudo é incenação, que se for realmente, parabéns a Diana Agron que atuou muito bem durante todo episódio.

Um dos pontos que mais chamou a atenção, foi o destaque maior a personagens como Kurt e mesmo todo o dilema enfrentado pelo casal “Wannabe “Perfect” Prom King & Queen“, porém a trama da Mini-Drama Queen continua sendo explorada de forma marcante, até por que ela é sem dúvida a personagem mais “intensa” de todas, provocando diversas cenas ao longo do episódio. Quando o Mr. Gold-Digger distribui as partes da música “Tonight” do aclamado musical “West Side Story“, vemos nitidamente florecer em Rachel,  aquela garota mimada, que tenta impor a todos suas exigências. Dizer que o papel de Maria (moçinha do filme) é dela desde quando ela tinha um ano de idade, foi totalmente a cara dela, perdendo então a oportunidade para Tina, que terá seu primeiro solo, álias executado de forma muito sólida no decorrer, com excessão do final.

Aproveitando a ruptura, Sue consagra-se como a grande vilã, arquitetando um diabólico plano para enfraquecer o grupo, ou seja, retirando seu elo mais forte: Rachel Berry. Sinistra sua nova união com o Creep Sandy, ainda mais propondo a ele ser o novo diretor criativo (artes,música,teatro e inclusive o Glee Club) da escola.  Claro que ela tem uma carta na manga para convencer o Diretor Higgins, chantageando-o com um humilhante vídeo que ele fez para um comercial da Mumbai Airlines. Facilmente enganada, Rachel cai na cilada das 4 palavras: Liza Minelli. Celine Dion, assim  ela canta  “Taking Chances” de Celine Dion, sem dúvida mostrando por que é fã da cantora, representando-a muito bem. Vale o diálogo seguinte  em que Will a confronta quando ela diz que ele não gosto muito dela:

“That’s not true. I’m your biggest and sometimes only fan.” e ela rebate depois com “Sounds awfull but i’m the best in here. I try the hardest and i wanted the most”.

Fica nesta linha toda a explicação de seu comportamento: ela excessivamente pensa em seu sucesso e esqueçe que seus colegas gleekers: Finn, Artie, Mercedes, Kurt e Tina também merecem a chance de brilhar ao seu lado, como um time, que sem essa união nunca poderá concorrer aos prêmios regionais. Mesmo sendo sugada para o “Dark Side“, espero que a Mini-Drama Queen amadureça e retorne ao lugar que pertence.

Finn num momento de total sinceridade visualiza seu ameaçado futuro, agora que “será pai “, assim pede ajuda a Will, para que este ensine os garotos a dançar, para que se soltem mais e deixem de envergonhar a todos, inclusive eles mesmo com a série de derrotas que o time tem tido. Considerando que classicamente Finn precisará mais do que nunca da bolsa para a faculdade. Porém é do Mr. Fabulous todo o brilhantismo deste episódio, carregando como maestro boa parte das cenas em que ele contracena com os demais. Novamente seu hino “Single Ladies” serve como pano de fundo para todo o desfeixo do crucial jogo de futebol que eles terão. Incrivelmente, deixando toda a vergonha do já tão humilhado time, Finn convence todos a fazer a famosa “Diva’s Dance” e assim conseguem marcar um touch-down e vencer a partida após outro incrível chute do Mr.Fabulous.

“Never let the enemy know you. Our greatest weapon could be a element surprise.

Essa altura Chris Cofler parecia não conseguir mais surpreender, porém eis que sim, ele volta a brilhar. Numa clássica cena “saindo do armário“, Kurt revela ao seu pai que é gay. Este por sua vez diz que sempre soube, desde seus três anos, quando queria enlouquecidamente de presente de aniversário um par de sapatos com salto alto.

“Being part of the Glee Club and the Football Time show me that i can be anything. And what i’m is…..I’m gay, dad”

Podemos fazer um fácil paralelo entre ele e Rachel, pois ambos sabem quem são e o que querem ser, mesmo que com certa dificuldade. Porém Kurt sai na frente, pois além de ser autêntico, pensa também nos outros, mas também temos que considerar que sua determinação é menos evidente que a de Rachel. E por fim mas não menos importante, Glee Club agora tem 12 componentes, pois três garotos do time de futebol se juntam aso Gleekers, entre eles Puck. Que venham os Regionais.

Dia 30 parece que será incrível, pois o programa trará a convidada mega especial de Kristin Chenoweth (Pushing Daisies), atual vencedora do Emmy de atriz coadjuvante.

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FlashForward (1.01) – No More Good Days

Setembro 25, 2009

ff

Review publicado originalmente no dia 16 de Setembro.

Domingo, 13 de Setembro, vi um fragmento do meu futuro dentro de três dias: na quarta-feira, já estaria na ilha Terceira, com a matrícula feita para a Universidade e com apartamento arranjado, pronto para começar mais uma etapa da minha vida. Hoje, o dia do meu futuro, também é o dia que escrevo o review do piloto mais esperado deste ano depois de ter visto o episódio às 23h00 de Domingo passado num dos sites protegidos da ABC. A expectativa estava alta, como é óbvio, principalmente por esta ser considerada ‘a nova grande aposta da ABC para compensar o fim de Lost’, e não me sai desiludido. Muito pelo contrário…

Apesar de ser quase impossível não terem ouvido falar da premissa da série, vou falar um pouco sobre ela para aqueles que estão meios por fora do assunto. FlashForward é a história global em que todas as pessoas do mundo apagaram por dois minutos e dezassete segundos e que, durante esse período, viram fragmentos do seu futuro. O porquê de isso acontecer e os responsáveis por tal ainda está por descobrir, mas é nisso que se vai basear esta primeira temporada. Não quero entregar muitos spoilers para ficarem surpreendidos com o que vão ver, por isso vou tentar ser muito cuidadoso com o que vou dizer.

Joseph Fiennes encabeça este elenco bastante competente e que está à altura da premissa da série. A primeira cena da série usa já o recurso que dá o nome à mesma: o flashforward. Mark Benford acorda no meio de uma destruição imensa, mas depois somos logo transportados para umas horas antes para compreendermos o que realmente aconteceu. O dia começa como qualquer outro com dois FBIs à procura de um fugitivo, uma tentativa de suicídio, um electricista e um bloco operatório. Claro que já sabíamos que iria haver aquele apagão, mas a forma como as coisas fluíram foi excelente, toda aquele montagem quase cinematográfica. A banda sonora, não só desta cena mas também de todo o episódio piloto, é genial! Todas as série não vivem só de uma boa premissa, mas sim de um conjunto de factores como o elenco, a parte técnica, cenários, banda sonora, entre outros. E FlashForward tem um pouco disso tudo!

O mistério prometido já começa a adensar-se com o final, composto pelo habitual cliffhanger que eu tanto adoro nas séries americanas. Com várias referências a Lost, como o desastre em si, semelhança de liderança entre o Mark dessa série e o Jack da outra e uma excelente aparição da Oceanic, FlashForward tem tudo para dar certo. Claro que não vejo uma vida longa para esta série, nem mesmo os criadores a têm, visto que querem desenvolver uma história entre três e cinco temporadas, mas mesmo assim acho que dará um bom produto enquanto durar. Eu ficarei, como já foi dito anteriormente, com os reviews da série ao longo desta primeira temporada.

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Accidentally on Purpose (1.01) – Pilot

Setembro 25, 2009

asApós ter cancelado Worst Week, o horário da CBS abriu. Ou seja, novas séries. E AoP foi a que caiu na segunda. Eu não sou um apaixonado por comédias. Mantenho duas, HIMYM e TBBT, e de resto só gosto de espreitar, por vezes, Two and a Half Man. Assim, as esperanças para AoP não eram muitas. E ainda menos ficaram após ver o piloto.

A série gira a volta de uma trintona, que acabou com o seu namorado por este não a ter pedido em casamento. E numa daquelas noites de solteirona, encontra um rapaz, e umas coisas levam a outras. Gravidez inesperada. A série girará pela relação entre o ex-namorado, pai da criança e a protagonista (não perguntem nenhuns nomes, que isto ainda não entrou…nem entrará). Com um género de comédia fora do meu gosto, AoP traz piadas fáceis, esperadas. E existem aquelas piadas que não têm piada. Foi fraco em termos humorísticos, e ainda por cima se compararmos com a sua antecessora, WW.

A série dá para dar umas gargalhadas? Dá. Mas não me animou em nada, pois eu também venho habituado da grande TBBT. Assim, e comparando com o que há, com o que houve e como o que haverá (falo de Modern Family, principalmente, pois ainda não espreitei outra) não tenho tempo nem espaço para AoP. A série se calhar melhorará, mas para mim este piloto foi fraquito.E não dá para dar outra oportunidade.

O Portal não continuará com os reviews da série, tendo sido este um caso excepcional por ser Series Premiere

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Greek (3.04) – High & Dry

Setembro 24, 2009

snapshot20090923214336Apresentando uma fórmula mais literal, sem muitas analogias e citações famosas, Greek nos mostra mais um ótimo episódio, recheado de momentos inusitados. A CRU no episódio passado estava envolta as celebrações da tradicional “Undie-Run“. Neste vemos que Casey deve continuar como representante de sua casa nos assuntos sociais e culturais do campus. Por mais insuportável que Katherine seja, ela representa todo o oposto que vemos entre eles, acrescentando algo de interessante quando apareça, mas são nestes momentos que sinto faltada Evil-Frannie. A Srta. ZBZ acaba tendo que assumir responsabilidade pela “Dry Weekend”, evento que impõe 48 horas sem consumo de bebidas alcóolicas e outras substâncias ilisitas. Para mudar um pouco essa “festa”, ela propõe que as casas se envolvam mais, mudando o perfil chato que normalmente essa semana costumava ter.

Sempre fico meio com receio das aproximações entre Evan e Casey, temendo novamente toda aquela famosa enrolação, cheia de suspeitas, desconfianças e falsidades. Foi bom vê-los menos tensos um com o outro em “The Half-Naked Gun“, porém essa intensa convivência devido a “Dry Patrol” surpreendeu mais do que eu imagina, considerando claro o estado que os dois ficaram ao fim. Numa das visitas às fraternidades, os dois acabam acidentalmente comendo um brownie “batizado”, ou seja, que dava um efeito bem ALTO. Esse momento rendeu diversos diálogos engraçados, entre eles a análise da quantidade de gatos existentes na casa das ZBZ ou totalmente alegres quando Ash dá os óculos de mergulho, mas a grande cena foi a conversa no banheiro, enquanto os dois se escondiam para passar o efeito da brisa. Dizem que as vezes estando fora de si, podes descobrir seu lado mais sincero, desta forma o “Mr. Now I’m a Poor Guy” confessa que foi ele que impediu que Cappie a procura-se na festa do fim do mundo. Agora resta saber como irão abordar essa trama, que  por enquanto está bem dosada, sem aquela massante tentativa dos criadores em deixar o casal destinado finalmente junto, até por que a dinâmica C & C funciona de maneira muito peculiar e creio que só será resolvida no final da série.

Enquanto isso, Rusty vira alvo de piadas entre seus colegas-nerds, ganhando o carinhoso apelido de “Âncora” ,  batizado pelo  Dr. Hustings, que veem criticado constantemente ele por sua queda de rendimento e descuido com o curso. Comum projeto em mente, parece difícil alguém levá-lo a sério a ponto de patrociná-lo. Cappie tem ocupado o cargo de salvador da patria,assim vão  juntos  ao lançamento do livro do Dr. Lorson, conceituado profissional da área. Sutilmente e por vezes nem tanto assim, Cappie tenta apoiar seu desesperado amigo, porém as “geeks girls” parecem atrair os sentidos dele mais do que qualquer coisa. Hilário quando  se apresenta como Wang, o criador de alguma coisa mirabolantemente importante e a garota olha como aquela cara, como se tivesse pensando” Mas você não deveria ser chinês?”  Quanto a isso, os KT são sempre os primeiros a ajudar  os companheiros, nem que precisem tentar se disfarçar de nerds para isto. Dale andava afastado e reaparece neste, porém ainda está lidando com os fantasmas de suas escolhas, mas ele volta a ativa de maneira traiçoeira, convencendo o Dr. Lorson a patrocinar seu projeto, deixando Rusty frustado pois aquela seria sua grande chance de provar que ele não é um “Âncora”. Persistência pode ser motivadora as vezes e mesmo que não alcançemos os objetivos desejados, sempre podemos tirar algo de proveitoso disso, ou seja, Rusty consegue na verdade chamar a atenção de seu professor/coordenador, o Sr. Hustings, que aceita monitorá-lo em seu interessante projeto de converter dióxido de carbono em material sintético.

Tratando-se de revelações, alguns segreos “saem do armário”, a partir da visita da namorada de Grant (isso mesmo, namorada). Como é seu aniversário, seu “amor” resolver fazer uma visita. Becks novamente engraçada, rende ótimas risadas contracenando ao lado de Calvin, que vive um verdadeiro tormento com o “fator namorada” presente no quarto deles. Todos esperam pelo fatídico momento em que ele revelaria sua verdadeira identidade e assim sairia definitivamente do armário que estava guardado. A verdade acaba aparecendo num momento de impulso, mas que por fim resolvesse da melhor forma. Gostei da abordagem que deram aos dois e o possível relacionando que eles estão construindo juntos.

Melhor momento:Double Date Dobler’s” : Destaque para Becks e suas tentativas de fazer com que Calvin pareça hetero. Ela dando tapa na cara dele, fingindo ter sido enganada pelo “namorado” foi simplesmente cômico.

Pior momento: Evan tentando defender Casey quando Katherine aparece. Só quero ver o que ela irá lembrar e pensar sobre tudo que ele falou durante aquela noite.

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The Forgotten (1.01) – Pilot

Setembro 24, 2009

The ForgottenAo falar em policiais, um nome deve vir a cabeça de muita gente: Jerry Bruckheimer. Cold Case, CSI e os seus spin-offs ou Without a Trace fazem parte da lista onde ele é produtor executivo. O último na rifa é The Forgotten.

Numa tentativa de continuar a saga dos desaparecidos, The Forgotten junta bastante de Cold Case com Without a Trace (séries que eu, pessoalmente, não consigo acompanhar regularmente, e só Without é que me consegue cativar por vezes). De Cold Case vem os casos inacabados. De Without a Trace vem a procura, uma corrida contra o relógio, que em Cold não costuma haver. Assim, temos um procedural que situa-se entre as duas séries até agora mencionadas: a pessoa já está morta, e não desaparecida, não tem nome, mas a sua morte ocorreu 2/3 semanas antes, e não anos antes como na série de Lilly Rush. Assim, voltamos às antigas séries policiais (aqui exclui Lie to Me ou Castle, e até The Mentalist por terem um estilo algo diferente), em que não conseguimos ganhar uma proximidade com as personagens, a série não tem quebras do episódio, com momentos divertidos. Aqui vemos uma série policial pura e dura, sem quebras. O que interessa é este episódio, o que interessa é transmitir um lado mais negro, e não mais divertido, como acontece, por exemplo, em Castle e The Mentalist.

Assim, e não sendo muito apreciador deste tipo de procedurals, não achei um grande piloto. Acho que estão a bater na mesma tecla e que, após o tempo de CSI, chegou novos tempos, de tentar algo mais claro, que não leve a tristeza. Para tristeza já basta a vida que vivemos todos os dias. Quanto aos restantes aspectos, notar que faltou algum ritmo ao caso, muito devido a falta de um laboratório, algo mais policial. Apesar de estar muito visto, The Forgotten é trabalho de campo puro e duro, com entrevistas, nada de haver uma interacção dentro da esquadra, pois esta não pode existir.

The Forgotten é uma série policial sem polícias. Assim se resume a maior parte da série. Ficam com os casos que não foram resolvidos, ficam com os restos. A equipa é engraçada, os trabalhos do grupo era algo que podia ser explorado. Mas não serei eu um daqueles a ver qual o rumo que a série tomará. Para séries policias, as vagas estão preenchidas, depois as que há são poucas, e parece que poderá vir algo melhor. Se não vier, fico com mais tempo livre.

O Portal não continuará com os reviews da série, tendo sido este um caso excepcional por ser Series Premiere

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Castle (2.01) – Deep in Death

Setembro 23, 2009

CastleApesar de não ser uma Season Premiere que venha colocar Castle em níveis que consegui atingir na primeira temporada, Deep in Death consegue cumprir com o estritamente necessário.

Num episódio que costuma ser bem melhor, pois Season Premiere que se preze dá sempre um gostinho do que a série tem de melhor, este episódio de Castle serviu para duas coisas: conhecermos Nikki Heat e fechar o conflito entre Castle a Beckett. Pouco mais podemos dizer deste episódio. Primeiro porque o caso já foi batido, já foi tratado, só que por outros moldes. Segundo porque foi um caso que dominou o episódio, e não abriu com a morte da mãe de Beckett. Castle não decidiu apostar num caso especial, e o episódio saiu desvalorizado aí (apesar de nas audiências não ter saído nada desvalorizado).

Assim, temos um corpo numa árvore. A partir daí, a história foi-se escrevendo, sendo o melhor momento do episódio quando o corpo foi roubado. Ao ver esta cena pensei que o episódio seguiria outro rumo, que se tornasse mais abrangente. Mas enganei-me. Foi uma pequena fuga a monotonia, mas que depois voltou. Ocorreu mais daqueles erros que são muito comuns. Pessoa presa, pessoa solta com mais uma pista. E vamos andando assim, até chegar a um jogo de poker com um gang russo. Só aqui é que o episódio começou a ser interessante. O “jogo” de poker de Castle para descobrir o assassino é muito bem feito, mas a cena que me impressionou mais foi o aparecimento de Nikki Heat do corpo de Beckett. Excelente momento, que foi dos pontos altos do episódios.

O segundo foi o reatamento de relações entre Castle e Beckett. O pedido de desculpas é algo que já se vinha adivinhando, pois a série vive dos dois, e mais nada. Não é como em Bones, que conseguimos criar empatia com o resto das personagens. Castle é Castle e Beckett, a sua relação, as suas picardias, as suas piadas.

Foi também um episódio com alguns sorrisos a mistura, principalmente nos “pedidos de desculpa” de Castle, como o caso do pónei. Mas não foi uma pérola. Castle consegue fazer melhor.

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House (6.01/02) – Broken

Setembro 23, 2009

House7They didn’t break me, I am broken.

House está de volta. Após uma quinta temporada que deixou muito a desejar, o regresso trouxe de novo um House que conhecemos. Num episódio muito bem construído, não vimos casos, não vimos pacientes, vimos uma pessoa: House. One man show.

Não vinha com muitas esperanças para este episódio. Primeiro por causa do tempo, pois não estava a ver-me 90 minutos pregado ao computador com House preso num e a um hospital psiquiátrico. Segundo porque não estava a ver House, como série, aguentar 90 minutos sem um paciente, sem um caso, sem um puzzle para o protagonista resolver. Redondamente enganei-me. E ainda bem que isso aconteceu. Pois foram 90 minutos muito bem gastos, com um episódio que me deixou preso ao computador. Pois não foi um episódio de House, foi um episódio sobre House.

House, desde a primeira temporada, pouco modificou. Teve alguns momentos que tinha mudanças, mas estas eram logo retiradas, voltava-se ao mesmo House. Até que este House atingiu o limite. Precisava-se de um novo House, de alguém mais fresco. Foi para isto que o episódio serviu. Para mostra um House diferente, um House mais verdadeiro. Pois o House do final do episódio sempre existiu. O que era é que estava sobreposto por outro House.

E é este “outro House” que vemos na primeira parte do episódio. Sim, um House em mudança, mas não em mudança do que interessa. Para quem interessa que House tome medicamentos? A consequência dos medicamentos é que mantinha a série interessante. Ou seja, na primeira parte não vemos um House diferente da 5ª temporada. É o mesmo House, só que sem medicamentos. Um House que atormenta o resto das pessoas, que não se enfrenta a si próprio. Um excelente exemplo disso é o jogo de basquetebol, no qual ele elimina todos os seus adversários usando a sua desumanidade. É um House solitário, um House “bad boy”, que não se deixa vencer pelo sistema, mas sim contorna-o para seu proveito.House3

Foi a parte mais divertida do episódio. Vimos um House sempre imaginativo, que não pára de atormentar a clínica onde está, contra a sua vontade. Vemos um House engenhoso, um House que não se preocupa quantas pessoas tem de magoar para sair da sua prisão. Vemos um House que faz de tudo para se libertar. Mas a consciência é algo que, apesar de estar bem escondida em House, está lá. E num destes “brilhantes” planos de House que tudo se volta contra ele. A consciência aparece mais que nunca, e começamos a ver um House diferente, um House que percebe que não poderá viver assim. Um House totalmente distinto.

A partir daí vemos um House mais cooperante, mais humano. Um House novo. Começa a ajudar, mas continuamos a não perder o House antigo. House, para viver, precisa de puzzles para resolver. E começa, intuitivamente, a arranja-los no hospital psiquiátrico. Tenta começar a corrigir o incorrigível. Mas é só quando dá conta do erro que consegue corrigir. O House antigo não resolveria aquele problema porque nunca iria pedir desculpa. Outra mudança para melhor.

Para além disso, vemos um House sem medo de assumir relacionamentos. E sofrer com a quebra de relações pessoais. Um sinal poderá sair daqui para a relação House-Cuddy. House está mais social, mais romântico, propicio a mais e melhores relacionamentos. Vamos ver o que sai daqui.House2

Para acabar, é interessante reflectir sobre o companheiro de quarto de House. O seu compincha dentro do hospital é igual a House, antes da saída do hospital. Pois ambos têm medo de mudanças. Pois ambos têm medo que se mudarem um aspecto, nem que seja pequeno (ou seja, começar a tomar medicamentos), na sua vida perderão o seu dom. Ambos têm medo de perder aquilo em que são bons. E ambos concluem que não poderão ficar pior do que estavam. Foi o ponto de partida para ambos. House percebe que não poderá viver sem mudança.

Antes de fechar, falar de Hugh Laurie. Com um episódio destes, Hugh pode brilhar. Uma dádiva na representação. Para quem quiser seguir teatro deverá ver estes 90 minutos do actor britânico. Também foi um One Man Show em termos de representação.

Foi um episódio que deixou água na boca para esta sexta temporada. As audiências corresponderam. Pois foi um episódio de House e não de House MD. A abertura começa por dizer isso, mas nós vamos percebendo ao longo do episódio.

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Heroes (4.01/02) – Orientation / Jump, Push, Fall

Setembro 22, 2009

Heroes principal47 minutos e 32 segundos. Foi o tempo que a alma de Heroes demorou a voltar. Foi o tempo que vivemos sem o Sylar. Foi o tempo que Heroes sobreviveu sem o seu vilão. Sendo assim, irei dividir o review em duas partes: antes dos 47 minutos e 32 segundos e depois dos 47 minutos e 32 segundos.

Antes dos 47 minutos e 32 segundos

Primeiro é de louvar não ouvir a voz de Sendhil Ramamurthy. Desta vez foi Robert Knepper a abrir o episódio, com uma narrativa sobre redenção. E pouco mais o resto do episódio (ou seja, Orientation) trouxe. Redenção para cá, redenção para lá, redenção para o Mark Parkman, para o Peter Petrelli, para a Claire Bennet e para o Hiro Nakamura (pouco, mas esta também está lá). Ambos tentaram tornar-se útil a sociedade. Mas antes um pormenor. Acho que um dos problemas de Heroes é o excesso de personagens espalhadas por espaço, e por vezes tempo, diferentes. Apesar de ainda termos bastantes personagens, já se viu que houve uma tentativa de encurtar o elenco (nem que seja por níveis financeiros). A narrativa ganha outro ritmo, ganha outro interesse. Esperemos que continuem com esta escolha, e ainda consigam reduzir mais os espaços por onde as personagens estão espalhadas.

Continuando com a redenção. Cada personagem regressa ao seu “destino” humano, os seus objectivos. Parkman regressa a detective, Peter a paramédico, Claire a universidade e Hiro, sem nenhum destino (já não me lembro se fazia alguma coisa quando lhe deu na cabeça fechar os olhos com muita força) em especial, decide entregar o seu poder ao povo japonês. Vendo os caminhos, é interessante ver que tanto Hiro como Peter não conseguiram deitar fora os seus poderes, e que Parkman e Claire tentam mantê-los longe da sua vida.

Heroes1A primeira parte do episódio teve pouco ritmo (foi escrita Tim Kring, ou seja, pedia-se mais) e serviu principalmente para introduzir o novo volume. A família de Samuel Sullivan parece que será o principal tema do próximo volume. A apresentação da família deu para perceber pouco do que será este novo problema, mas deu para perceber que tem um “viajante do tempo” na equipa, mas já muito usado. De resto, parece que a família é um conjunto de heróis nómadas, no qual conta um velocista, tal como a Elle, com o nome de Edgar. De resto, não consegui disfarçar os poderes de Robert Knepper e a sua companheira, Lydia, na descoberta de novos membros para a família. Talvez num futuro próximo.

Para acabar a caracterização da primeira parte mais parada, falta falar ainda dos novos poderes do Nathan. O Sylar está a vir ao cima, pois, tal como disse no começo do review, a série não aguenta sem o seu vilão imortal. Angela já adivinha o futuro, e vê que o perigo regressará (I’m back…lembram-se do último episódio da segunda temporada, principio do terceiro volume??).

Agora vamos a primeira parte mais mexida. Ou seja, últimos minutos. Claire encontra a sua colega morta. Eu pensei que sairia daqui mais uma daquelas histórias intermináveis de Heroes, que ira ser paralela a narrativa principal. Parece que não, mas isso só foi na segunda parte, por isso continuemos a falar da primeira. Continuando: Morte do Danko. Tracy Strauss volta a carga, agora imortal, ou assim parece. Após a quase morte de HRG, decide atacar Danko. Mas, quando tudo parecia resolvido, o velocista ataca. E perde-se um grande actor. Heroes em vez de riscar pequenos actores, ataca grandes. Claro que Danko já não tinha utilidade, e assim ganhou alguma, mas para cada um destes actores que deitam fora, deitavam fora 2/3 dos outros. Alguns já foram, outros parecem que estão no caminho. Sim. Hiro Nakamura parece que está a morrer, ou seja, Heroes torna-se uma série melhor. O pior é que não sabemos quando morrerá, se é antes do final da série (com as audiências que teve, Heroes pode começar a pensar no final…).

Após os 47 minutos e 32 segundos

A audiência caiu. Porque? Só por uma razão. O lead-in da segunda parte foi a primeira. Agora já não escrita por Tim Kring, a série teve um ritmo superior, consegui interessar mais, em parte porque Sylar voltou.

Começamos com o regresso de Hiro ao passado, não sei por alma de quem. Vamos ter outra vez um Hiro que salta de tempo em tempo? Mas prontos, vamos continuar. E vamos entrar num paradigma. O regresso de Hiro ao passado para o corrigir significou que a sua redenção não foi cumprida. Utilizou os poderes para fazer aquilo que jurou não fazer. Mas o paradigma não é esse. É este: se o Hiro alterou o passado, então mudou a sua história de vida, logo não sabe que tinha alterado o passado. E começam aqui os erros de Heroes. Heroes tem-se safado bem de voltar ao passado e muda-lo. A única vez que passou lá algum tempo, Hiro Nakamura ainda não vivia. Logo não tem influencia. Agora, e a par das outras vezes, o Hiro altera o seu passado, e consequentemente o seu futuro. Ou seja, Heroes estava a tentar safar-se deste buraco, mas voltou a cair. Um erro que podia ser corrigido. Mas, passando o erro, este serviu para mostrar que qualquer retorno ao passado não é possível. Todos os heróis não conseguem esquecer o que passaram. E assim começa não a redenção, mas de novo o uso e abuso dos poderes.

Heroes4Foi isso que aconteceu com Claire. Com a morte da sua companheira de quarto, Claire decide investigar com a sua nova companheira a morte. E começaram aqui os erros. Claire não consegue aguentar, e toca a atirar-se da janela a baixo. Foi suicídio, ou seja, parece que história não vai dar a lado nenhum, mas o mistério criado nela foi um bocado exagerado. Mas os propósitos são conseguidos. A nova companhia de Claire, Gretchen, descobre os poderes de Bennet, ou seja, a redenção foi o propósito para dar um título ao volume, nada mais.

Pois também foi isso que aconteceu com Matt Parkman. Mas com Parkman a situação é mais complexa. É que Matt começa a alucinar com Sylar, a pedir o seu corpo de volta. O vilão ficou preso na cabeça do detective, e agora começa a atacar. Aqui se vê que Heroes não consegue viver sem Sylar. Precisaram de o trazer logo na segunda metade, mas como não podiam estragar o corpo de Nathan (pois o Adrian Pasdar deve ter contracto até ao final da temporada, e seria um gasto de dinheiro) arranjam outra maneira de fazer regressar Zachary Quinto. Eu agradeço profundamente, pois ver um actor deste representar é sempre um gosto. Mas o que sairá daqui será a forma de Sylar regressar ao seu corpo. Começa a preparar o caminho para o regresso do vilão.

Mas o que falta saber é se o Sylar regressará mais rapidamente de outra maneira. Nathan começa a experimentar os poderes do seu “companheiro de corpo” e parece que o regresso também poderá ser feito desta maneira. Vamos lá ver o que sai daqui, pois nada de bom para os heróis será e nada de mal para nós sairá.

E agora voltemos a narrativa principal. Primeiro, vemos Samuel a “ajudar” Hiro Nakamura na sua tarefa, que resulta no namoro entre Ando e a irmã de Nakamura. Mas se para Nakamura isto significou “yata”, para Samuel significou muito mais. Significou a reconstrução de um exército, de uma nova companhia, uma nova equipa. Nakamura foi o primeiro de quatro. Claire, Sylar e Peter. Deste todos, só Sylar não está disponível. E é aí que entra Parkman. Vai ser a ligação entre Samuel e Sylar, a dupla S.

O que falta deste episódio é unicamente uma coisa: HRG a aliar-se com Tracy, numa aliança que parece que combaterá o perigo que Samuel é. A bússola foi a primeira missão (excelente luta, por sinal…algo positivo do episódio). Poderão ter a ajuda de Peter, que parece que vai ser a ligação mais permanente entre os dois lados. Agora ficam as questões: que foi aquela bússola, de quem foi aquele funeral, e qual será o plano de Samuel. Algo para ver nos próximos episódios.

Heroes teve um começo algo esperado. A série não cresceu muito, mas este episódio deu para ver que o volume poderá ser bom. Mas este episódio não o foi. Mas também as apresentações não costumam ser famosas, mas sim o continuar da relação.

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Merlin (2.01) – The Curse of Cornelius Sigan

Setembro 22, 2009

snapshot20090922113038Merlin não é uma grande série nem é seu objectivo o ser. Merlin é sim um grande entretenimento, quarenta minutos com alguma magia e muita diversão. Estava com um pouco de receio de escrever reviews desta série porque existem episódios que não tem muito por dizer, mas mesmo assim decidi continuar com essa ideia e sejam grandes ou pequenos, os reviews estarão sempre aqui.

A temporada passada foi marcada por um desejo enorme dos fãs para que o Uther morresse, clube onde eu me incluía. Não sei se foi por ver ‘Buffy the Vampire Slayer’ e ter conhecido melhor o trabalho de Anthony Stewart Head, mas neste momento quero que ele continue na série. A diferença de personagens entre Giles e Uther é enorme, mas por detrás delas está um excelente actor que se sobressai nesse elenco que eu si já é bastante competente. Pode ter sido só comigo, mas eu notei uma grande evolução desde o episódio treze da temporada passada para essa estreia em termos de interpretações. Colin Morgan está muito mais dinâmico e Bradley James conseguiu deixar alguma irritabilidade que transmitia na temporada passada. Os secundários ainda não tiveram tempo de mostrarem o que valem.

Antes de falar nas coisas que me agradaram, quero deixar claro dois pontos que me deixaram um pouco desiludidos. Eu, ao contrário da maioria das pessoas que viram a primeira época, sempre gostei dos efeitos especiais lá mostrados, mas nessa premiere houve um que ficou mesmo mau. Sim, quem pensou no javali acertou! Os outros efeitos, tais como as feras de Cornelius e a destruição de Camelot lá se safaram. O segundo ponto é a relação de Gwen e Arthur. Na temporada passada eles não tinham nenhuma química um pelo outro mas nesta bastou um simples salvamento para mudar o rumo das coisas? Foi tudo tão repentino e tão mal construído que provavelmente estragará o futuro dessa relação vista pelos fãs.

Como leio alguns comentários feitos por outras pessoas acerca dos episódios, sei o que elas mais e menos gostaram. Um dos pontos que apontaram como negativo foi a pouca participação de Morgana. Eu não concordo nada pois temos uma temporada inteira (mais doze episódios) para desenvolver esta complexa personagem, por isso é normal que a evolução da mesma seja lenta. E agora vamos aos pontos positivos… Em primeiro lugar adorei todo aquele clima de Camelot, com aquela destruição. Trazer o feiticeiro mais temível da história da magia foi uma boa forma para apresentar o primeiro vilão da temporada. O facto de não terem destruído a alma mas sim guardado deve significar a volta da personagem mais à frente na série, talvez até no final da temporada. Outro factor que me agradou bastante é a promessa de Merlin ao dragão e espero sinceramente que a mesma seja cumprida ainda este ano. Confesso que estou ansioso para saber o que os produtores têm guardado para essa personagem animal, e aposto numa vingança por o terem prendido. Por fim, o tom de comédia ficou bem patente, que como já disse anteriormente noutros reviews, é algo que me agrada muito numa série.

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Glee (1.03) – Acafellas

Setembro 21, 2009

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I Wannaaaa Sexxxxx Youuuuu Uppppppp

Primeiramente gostaria de explicar que estes reviews serão diferentes dos convecionalmente apresentados no Portal Séries. Visualmente são enormes, eu admito, porém senti que Glee deveria ser feito de outra forma, sendo assim não conseguiria resumir e deletar diversas partes, por isso os reviews serão divididos por momentos musicais e alguns momentos que aponto como revelantes para explicar o episódio como um todo. Glee chega a seu terceiro episódio e já apresenta alguns sinais característicos que me fazem acreditar no incrível potencial que a série pode ter daqui pra frente. Em episódios como esse vemos a série se distanciar somente dos seus momentos musicais relacionados ao Glee Club e assim mergulhar um pouco na dimensão do drama e desenvolvimento individual de alguns dos personagens. Acafellas mostra um amadurecimento diferente do apresentado nos dois primeiros e consegue de forma plenamente satisfatória entregar um resultado direto porém marcante. Por traz de alguns sentimentos aflorados, descobrimos revelações surpreendentes que ao mesmo tempo não são tão surpreendentes, considerando a forma com que são colocadas.

Escutei algumas opiniões de pessoas essa semana, que por conhecimento sei que não estão habituadas a acompanhar esse tipo de história mas que resolveram dar o braço a torçer ao assistir Glee. Mesmo o resultado não sendo satisfatório a eles, comprovou-se que Glee será efetivamente apressiado por pessoas que “compram” esse tipo de idéia e que realmente conseguem analisar uma série como essa além do que ela aparentemente mostra. Comparações são inevitáveis, porém ainda acho que Ryan Murphy traz algo de inovador para a televisão, deixando a critério de quem o vê, interpretar desta forma ou não. Pela primeira vez a série traz atores convidados ao seu elenco, entre eles Victor Garber(Alias) interpretando o pai de Will, numa cômica cena que resultou a revelação da gravidez de Terri aos pais dele, ressaltando a cara de “WTH i’m gonna do” dela ao saber que ele soltou a informação sem ao menos ela pensar antes o que fazer, considerando que não existe bebê nenhum. É bom ver o Garber interpretando um pai diferente do Papai Bristow de Alias (2001), aliás era uma das séries que mais gostava.

Momento “Amamos você, mas…”: Percebe-se que Will transmite intenso amor e dedicação aquilo que faz com o Glee Club, porém é notado sua falta de experiência com coreografias. Mr. Shue é colocado na parede pela primeira vez, muito por influência das Evil Cheerios sobre a Mini-Streisand, que por questão de lógica destaca-se novamente como porta-voz do grupo. Ainda me lembro do Mr. Falsetto Fashion perguntar a ela quando foi que a elegeram representante, porém é inegável pensar em outra líder, considerando o quão impulsiva, determinada e por vezes irritantemente decidida ela consegue ser. Aliás será interessante ver eles tentarem contratar Dakota Stanley, um consagrado coreografo do vibrante Vocal Adrenaline, o principal coral do campeonato regional.

Ver o Mr. Shue tomar controle de seus desejos e ter coragem de romper algumas barreiras foi bastante interessante, ainda mais considerando o excêntrico grupo de pessoas com quem ele decidi unir forças: Howard: The Countdown, Kevin: The Coach; Henri: The Fingers, que teve um inusitado acidente devido ao seu vício em xarope pra tosse que resultou na perda de seus polegares. Eis que nasce o grupo: Acaffelas.

Primeiro Momento Musical:This Is How We Do It” by Montell Jordan, cujos ensaios iniciam-se na casa de Will, para desespero de Terri. Por mais embaraçoso que eu ache os números que envolvam hip hop e outros clássicos do gênero, começei a apreciar mais, até consegui gostar de “Gold Digger”, após rever  o segundo episódio duas vezes. Como digo, é uma questão de hábito. Mudando de assunto é hilário ver que Will acha mesmo que o fato dele ter uma boy-band e estar mais confiante, melhorou o “apetite” de sua esposa por ele.

Toda aquela tensão presente entre os protagonistas confirmasse no momento em que Mini Streisand e Mr. Frank-Teen discutem a respeito dela ter “ofendido” o Mr. Shue e por assim tirado toda a confiança que ele tinha em treiná-los. Todos os componentes parecem estar de acordo com a contratação de Dakota, menos o Frank. Apesar dele próprio não saber que ele é a plena definição da palavra clichê (esteriótipos e padrões), acho interessante essa química  entre o cara popular e a garota que todos zoam, pois diferente do que normalmente é, Rachel desempenha o seu papel de maneira mais segura e convicta, jogando na cara dele que está sim rolando algo entre eles, porém ele não tem coragem de admitir.

O destaque do episódio sem dúvida vai para outra excêntrica dupla, Mercedes e Kurt, brilhantemente representados Amber Riley e Chris Cofler, que transmitem um verdadeiro sentido de amizade, que pode ser facilmente visto na vida real, pois os atores se tornaram muito próximos desde o ínicio das gravações. Uma Diva Fashion em conflitos, sentindo-se sozinha e carente de uma companhia masculina, porém seu único referencial é seu amigo Falsetto Fashion, que nitidamente mostra exuberância no seu modo de vestir e falar e que reconhece seu baixo potencial na “cadeia social escolar”, porém sempre tenta parecer superior perante tudo isso.

Segundo Momento Musical: “Poison” by Bell Biv Devoe, apresenta o Acafellas para uma pequena audiência entusiasmada com as novas celebridades locais. E não é que os garotos viraram sensação, saindo até na capa do jornal da cidade, extremamente elogiados por sua desenvoltura e conexão com a platéia.

Terceiro Momento Musical: “Mercy” by Duffy, confirma que o Vocal Adrenaline tem uma queda por hits de cantoras britânicas, porém essas canções se encaixam perfeitamente no estilo do grupo, trazendo sempre uma apresentação cheia de groove e atitude. Vestidos com os tradicionais uniformes azuis e preto, os garotos e garotas esbanjam a ótima coreografia além dos potentes vocais, mostrando realmente por que são o último grupo vencedor dos regionais. Nem sempre por traz desta mágica encontra-se um mágico simpático, sendo assim eis que surge The Cruel Dakota, um cara baixinho extremamente autoritário e careiro por sinal (8 mil dólares por número).

A ascensão dos Acafellas parece estar correndo risco, após a saída de dois membros do grupo, um que voltou ao vício dos xaropes e o outro que por problema de auto-estima sentiu finalmente a pressão. Frank-Teen parece também sucumbir a pressão, pensando em desistir do Glee Club, pois não aguenta mais ser taxado por todos e nitidamente está contra as decisões tomadas pela  Mini-Streisand. Puckerman surpreende ao se candidatar ao Acafellas, além de Frank-Teen que busca novas direções ao seu talento, além de também tentar trabalhar sua confiança. Sendo assim, novas oportunidades surgem e novos intregrantes compõem o até então desfalcado grupo.

Momento “Intervenção Gay”: Apresentada a famosa fórmula do amigo gay, aquele que apresenta todos os sintomas e mesmo assim não consegue visualizar desta forma. A garota por vezes parece também não enxergar, sendo assim, Diva Fashion transfere sua carência e solidão ao intenso carinho e presença de seu Falsetto Fashion, talvez a pessoa menos apropriada para corresponder seu sentimento. Mercedes deixa claro para Rachel e Tina que Kurt é o que mais se aproxima da realidade dela, nitidamente uma excluída da cadeia social e desta forma ele cumpre suas expectativas para um rapaz pois a trata de forma decente e consegue entender exatemente o que ela passa, pois ele também passa pelo mesmo. Ele pode não ser suficiente ao olhos dos outros, mas para ela é  muito.São momentos como estes que vemos o quanto Glee se distanceia do pastelão drama teen presente na atualidade, pois não aborda o tema da homessexualidade simplesmente por abordar ou simplesmente por que está na mídia e é bom pra “escandalizar”. Acompanho a um bom tempo os dramas teens  e posso contar inúmeros shows que usaram desse artifício para angariar somente audiência.

Quarto Momento Musical: “Bust Your Windows” by Jazmine Sullivan, apresenta o melhor número do episódio pois nele fica evidente a ascensão de uma diva ao estrelato. Pela primeira vez, Mercedes recebe um solo que apresenta todos os indicios de quão excelente cantora ela é, além de possuir uma personalidade digna de uma diva. Rebeldemente estoura as janelas do super-poderoso carro de seu não correspondido amor e  coordena as provocativas cheerios numa sensual coreografia destrutiva, exemplicando por que é a grande voz por trás de Glee. Vi numa entrevista que a atriz fez teste para o American Idol, porém recebeu um NÃO, mas diz que aprendeu muito com isso e agradece a negação pois pode melhorar e chegar aonde está agora.

Momento “Intervenção Dakota Stanley”: Uma coisa realmente não entendi: Como ele aceitou coordenar o grupo? Pois um simples “Car Wash” não seria suficiente para arrecadar fundos para contratá-lo, mas lá estava ele com seu “charme e carisma” caractetísticos. Dakota representa o nazismo do entretenimento, impondo, mutilando e humilhando tudo e todos que vee pela frente. Corta Artie, por este ser cadeirante, Mercedes  por seu peso, humilha Kurt ao chamá-lo de feioso inflamável, Rachel por seu nariz grande e Finn por sua cara de drogado e seu tamanho fora do normal. Se ele acha mesmo que estava ali para dizer a verdade, ele realmente nunca se olhou no espelho.

Momento “Consagrou-se uma líder nata”: Apesar de ter sido influenciada em suas atitudes ao contratá-lo, Rachel chama novamente a responsabilidade para concertar talvez o pior do erros que cometera: Esquecer quem eles são realmente. Assim, num surpreendente diálogo, nossa Mini-Streisand (comparação de seu nariz grande com o da cantora Barbra Streisand), consegue trazer a união de volta ao Glee Club. Achei muito legal cada um destacar seu diferencial e compará-lo ao de uma pessoa famosa, que mesmo sendo diferente conseguiu se destacar e mostrar seu  talento. Barbra Streisand foi taxada sempre por seu nariz, mas mostrou que era muito mais que isto quando atuava e cantava ou que J.Lo tem um traseiro muito grande ou Curtis Mayfield, que fez mais sucesso como músico e compositor depois de ser cadeirante. Para aqueles que ainda não entendem o por que da existência de Glee e o por que dele ser tão especial, pelo menos pra mim, deveriam assistir essa cena, pois ela resume tudo de forma tão simples.

Quinto Momento Musical: “I Wanna Sex You Up” by Color Me Bad, consagra o repaginado Acafellas, que agora conta também com a participação do estranho ex-professor do Glee Club, Sandy, que possui uma obessesiva paixão por Josh Groban, cantor clássico que já fez participações no seriado Ally McBeal (1997) e que participa como convidado deste episódio, interpretando ele mesmo. Sandy sempre se mostrou uma pessoa bizarra, mas sua obsessão pelo cantor foi além dos limites, obrigando o mesmo a encaminhar um ordem de restrição ao Psico-Sandy, que telefonava, mandava cartas e pedaços de cabelo ao cantor. Quanto aos Acafellas, podemos ver o talento de Puck sendo colocado a prova e incrivelmente como ele corresponde as expectativas, assim como os demais rapazes liderados brilhantemente por Will, que canta e dança como nunca havia feito antes. Esse momento foi de extrema importância para o Glee Club também, pois o Acafellas despertou em Will e Finn a confiança e a famosa “chamada de responsabilidade” que o grupo exigia deles como figuras centrais, juntamente com Rachel. Porém não podemos esquecer que Artie, Kurt, Mercedes, Tina e mesmo Puck, Quinn e as Cheerios compõe essa bem sucedida fórmula nada convencional.

Momento revelação: Mostrando seu “D” de drama, Chris Cofler mostra um Kurt vulnerável que se revela pela primeira vez a alguém como gay, porém mesmo tratando-se de Mercedes, ele deixa claro quão difícil é ser diferente desta forma e quão assustador é a possibilidade de revelar isso aos demaiss. Foi tão sincero que conseguimos sentir realmente o desespero dele ao confessar. Grande atuação e interação novamente entres esses dois personagens, que tornam-se cada vez mais parte fundamental da história. Por falar em revelação, Quinn mostra um lado mais humano, ao conversar com Sue, que as tem usado para derrubar o Glee Club. Revela quão grata é por aprender uma valiosa lição:  “Acreditar em si porém sem derrubar os outros no processo”.

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One Tree Hill (7.01) – 4:30 AM

Setembro 21, 2009

normal_othess7e01003As vezes a mudança dá medo, alguns encaram as mudanças como um fim e outros encaram como um novo começo. A verdade é que nem sempre se agrada a todos… One Tree Hill retorna com sua sétima temporada. E olha que é muito bom ver uma série que se estende assim, demonstra que ela tem fãs fieis. E esta nova temporada já começa bem dividida, alguns dizendo que sem o casal Peyton e Lucas a série não será a mesma e outros falando que os dois não fazem falta nenhuma.

Em minha opinião é muito cedo para dizer. Foi apenas o primeiro episódio. E este me agradou, algumas horas nem parecia One Tree Hill, tinha um ar diferente. E pelo jeito a casa de Haley e Nathan vai estar movimentada como nunca, já que os dois novos personagens estão ligados diretamente a eles. A irmã da Haley, Quinn, recém separada e muito simpática, e o agente do Nathan, Clay, viciado em trabalho, gatão e mulherengo, começaram bem, eu acredito que eles vão render muita história. A Brooke e o Julian lindos como sempre, a insegurança da Brooke foi um pouco chatinha, mas tudo certo… Mouth e Skills disputando a permanência no apartamento peladões foi muito engraçado.

Dan me parece super bem, no último episódio que vimos, ele estava a beira de se suicidar e agora virou apresentador ou talvez pastor, sei lá. Também achei o final muito bom, a foto do Nathan com a moça misteriosa foi muito legal, deixou todos ansiosos. Quando ela pediu a ele se lembrava dela eu já fiquei desconfiada. Episódio leve, mas agradável de assistir, os personagens estavam ótimos e a Haley cantando, sem comentários, não da pra ficar sem One Tree Hill.

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