Grey's Anatomy (6.01/02) – Good Morning / Goodbye

Setembro 26, 2009

greys 6.01Depois de um final de temporada soberbo, nesta nova temporada as expectativas são elevadas. Mortes, salvamentos, drama e mais drama é aquilo que se pede a Grey’s Anatomy, e é isso que ela sabe fazer tão bem e que lhe tanto crédito e sucesso. Depois de no final da temporada passada duas personagens terem ficado com a vida em risco, embora não seja já segredo para ninguém o destino das personagens, só mesmo para quem não visita sites relacionados com séries, espera-se sempre que Grey’s nos consiga emocionar e surpreender quer seja pelas representações, diálogos, banda sonora, toda uma envolvente que nos momentos mais dramáticos está presente. Começando agora a debruçar-me sobre o episódio em si, devo dizer desde já que a música de abertura escolhida foi má, e muito distante daquilo que a série nos vem habituando, sempre com óptimas escolhas musicais e musicas chaves para momentos cruciais mas este não foi definitivamente o caso. Começamos o episódio onde terminamos o anterior, Izzie a lutar pela vida e a conseguir abrir os olhos para satisfação de Karev, no bloco operatório O’Malley não teve a mesma sorte acabando por falecer perante o olhar de sofrimento de Callie.

Esperava um pouco mais de drama envolvendo o momento em que a morte de O’Malley foi declarada, a única que mostrou comoção com c maiúsculo foi Callie, esperava ver mais lágrimas e mais carga emotiva, algo ficou a faltar. Mas parece que cada um resolveu sofrer à sua maneira. Christina e Owen colocam mãos ao trabalho, Meredith esconde-se numa sala, Bailey resolve ir apanhar ar fresco, o chefe fica a saber pela boca de Derek que terá mais um problema em mãos, o cargo de chefe de cirurgia está em risco. Mas apesar de tudo Izzie e Callie renderam-nos bons momentos, depois de ser pedido a Callie decidir sobre a doação dos órgãos de O’Malley, esta resolve ir pedir ajuda a Izzie afinal ela era uma das pessoas mais importantes na vida de O’Malley, de melhores amigos passaram a namorados, mas a amizade nunca se perdeu afinal se Meredith é a pessoa de Christina, sem sombra de dúvidas Izzie era a pessoa de O’Malley. Inicialmente Karev recusa-se em contar o sucedido a Izzie mas perante a pressão de Callie não tem outra opção. A despedida desta de O’Malley acaba por ser um dos momentos mais emotivos, assim como aquando da doação dos órgãos, Bailey libertou finalmente algum do sofrimento e emocionou-nos. A morte é inevitável, mas podemos sempre tirar lições dela e tentar salvar a vida de mais alguém.

Chegou o dia do funeral e para minha grande surpresa, os quatro amigos resolvem rir-se, um momento em que se previa emotivo acabou ridiculamente em risota, aqui apetece-me dizer Shonda Rhimes não viu decerto o funeral de Quentin, assim se faz um funeral emotivo. Achei a cena mais do que ridícula. Continuando com o leque de cenas ridículas, desta vez é protagonizado por Sloan, perante uma Lexie lavada em lágrimas este resolve perguntar se O’Malley era um garanhão, momento oportuníssimo. E assim vamos pulando de dia para dia até ao quadragésimo dia, com alguns momentos a referir, Bailey resolve descarregar as frustrações em Christina, o chefe depois de ver o seu emprego em risco ainda discute com Callie e esta muda-se de malas e bagagem para Mercy West. Meredith e Derek estão numa de curtir o casamento de post-it a toda a hora e em todo o lado, expulsando indirectamente Izzie e Karev para o trailer. Esta queixa-se da distância que Karev mantém dela, e isso proporciona-nos mais uma cena ridícula, desta feita a protagonista é Christina que resolve canalizar a raiva para Izzie.Um episódio em que tudo o de mau dava direito a risota, desde a ofensa de Christina em chamar Ceviche à paciente, até ao enforcamento de que Christina foi alvo, tudo serviu para rir.

No meio de tanta risota, e enganem-se aqueles que pensam que estavam vendo uma comédia, ainda tivemos alguns momentos dignos de Grey, como Derek e Bailey, esta resolve finalmente desabafar a dor, ela que trata os seus internos como filhos, ela conhecida com Nazzie mas que tem um coração enorme e de manteiga. Izzie e Karev, esta resolve finalmente confronta-lo com os seus receios e por aquilo que estão a passar. Izzie e Amanda, Izzie toma partido e dá um abanão em Amanda que tinha passado os dias sentado num banco em frente ao hospital. Meredith que ao 39º dia chora. E no final ficamos a saber que Seatlle Grace vai-se fundir com Mercy West e há série risco de despedimentos em breve. Esperava-se muito, esperava-se demais de Grey e para mim não correspondeu, conseguiram ridicularizar o episódio com certas cenas, que eu me pergunto quem as escreveu, será a mesma pessoa que escreveu o último episódio da temporada passada? Claro que o episódio teve momentos bons e emotivos mas não correspondeu às minhas elevadas expectativas, queria começar esta temporada com um excelente mas não posso para mim o episódio não me encheu as medidas e Grey começa a temporada apenas com um bom medíocre. Esperemos que o crescimento da temporada seja tão positivo como o da época passada.

Melhor: Izzie, que em quase todos os momentos que interveio foi comovente, e para mim foi a alma do episódio juntamente com Bailey.

Pior: Risos e mais risos, mas será que mais ninguém se apercebeu que O’Malley morreu foi enterrado, piadas sem sentido, perguntas estúpidas, risos ridículos, num episódio que se esperava de drama e não comédia.

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CW ordena mais OTH, Melrose e Diaries

Setembro 24, 2009

Sem títuloSegundo o TVGuide.com, a The CW quer ver mais de One Tree Hill, Melrose Place e The Vampire Diaries.

A emissora ordenou uma temporada completa de One Tree Hill constituída por 22 episódios. Neste momento a série está na sétima temporada e constitui uma das melhores audiências do canal, ficando à frente de Gossip Girl e 90210, por exemplo. Quem também ganhou uma temporada completa de 22 episódios foi The Vampire Diaries, que neste momento é o programa mais visto da emissora, que tem como público alvo raparigas adolescentes. Por fim, Melrose Place, apesar das baixas audiências que tem conseguido ao longos destes primeiros três episódios mas tendo uma crítica razoável, ganhou seis episódios adicionais, que totaliza dezanove para esta primeira temporada.


Heroes (4.01/02) – Orientation / Jump, Push, Fall

Setembro 22, 2009

Heroes principal47 minutos e 32 segundos. Foi o tempo que a alma de Heroes demorou a voltar. Foi o tempo que vivemos sem o Sylar. Foi o tempo que Heroes sobreviveu sem o seu vilão. Sendo assim, irei dividir o review em duas partes: antes dos 47 minutos e 32 segundos e depois dos 47 minutos e 32 segundos.

Antes dos 47 minutos e 32 segundos

Primeiro é de louvar não ouvir a voz de Sendhil Ramamurthy. Desta vez foi Robert Knepper a abrir o episódio, com uma narrativa sobre redenção. E pouco mais o resto do episódio (ou seja, Orientation) trouxe. Redenção para cá, redenção para lá, redenção para o Mark Parkman, para o Peter Petrelli, para a Claire Bennet e para o Hiro Nakamura (pouco, mas esta também está lá). Ambos tentaram tornar-se útil a sociedade. Mas antes um pormenor. Acho que um dos problemas de Heroes é o excesso de personagens espalhadas por espaço, e por vezes tempo, diferentes. Apesar de ainda termos bastantes personagens, já se viu que houve uma tentativa de encurtar o elenco (nem que seja por níveis financeiros). A narrativa ganha outro ritmo, ganha outro interesse. Esperemos que continuem com esta escolha, e ainda consigam reduzir mais os espaços por onde as personagens estão espalhadas.

Continuando com a redenção. Cada personagem regressa ao seu “destino” humano, os seus objectivos. Parkman regressa a detective, Peter a paramédico, Claire a universidade e Hiro, sem nenhum destino (já não me lembro se fazia alguma coisa quando lhe deu na cabeça fechar os olhos com muita força) em especial, decide entregar o seu poder ao povo japonês. Vendo os caminhos, é interessante ver que tanto Hiro como Peter não conseguiram deitar fora os seus poderes, e que Parkman e Claire tentam mantê-los longe da sua vida.

Heroes1A primeira parte do episódio teve pouco ritmo (foi escrita Tim Kring, ou seja, pedia-se mais) e serviu principalmente para introduzir o novo volume. A família de Samuel Sullivan parece que será o principal tema do próximo volume. A apresentação da família deu para perceber pouco do que será este novo problema, mas deu para perceber que tem um “viajante do tempo” na equipa, mas já muito usado. De resto, parece que a família é um conjunto de heróis nómadas, no qual conta um velocista, tal como a Elle, com o nome de Edgar. De resto, não consegui disfarçar os poderes de Robert Knepper e a sua companheira, Lydia, na descoberta de novos membros para a família. Talvez num futuro próximo.

Para acabar a caracterização da primeira parte mais parada, falta falar ainda dos novos poderes do Nathan. O Sylar está a vir ao cima, pois, tal como disse no começo do review, a série não aguenta sem o seu vilão imortal. Angela já adivinha o futuro, e vê que o perigo regressará (I’m back…lembram-se do último episódio da segunda temporada, principio do terceiro volume??).

Agora vamos a primeira parte mais mexida. Ou seja, últimos minutos. Claire encontra a sua colega morta. Eu pensei que sairia daqui mais uma daquelas histórias intermináveis de Heroes, que ira ser paralela a narrativa principal. Parece que não, mas isso só foi na segunda parte, por isso continuemos a falar da primeira. Continuando: Morte do Danko. Tracy Strauss volta a carga, agora imortal, ou assim parece. Após a quase morte de HRG, decide atacar Danko. Mas, quando tudo parecia resolvido, o velocista ataca. E perde-se um grande actor. Heroes em vez de riscar pequenos actores, ataca grandes. Claro que Danko já não tinha utilidade, e assim ganhou alguma, mas para cada um destes actores que deitam fora, deitavam fora 2/3 dos outros. Alguns já foram, outros parecem que estão no caminho. Sim. Hiro Nakamura parece que está a morrer, ou seja, Heroes torna-se uma série melhor. O pior é que não sabemos quando morrerá, se é antes do final da série (com as audiências que teve, Heroes pode começar a pensar no final…).

Após os 47 minutos e 32 segundos

A audiência caiu. Porque? Só por uma razão. O lead-in da segunda parte foi a primeira. Agora já não escrita por Tim Kring, a série teve um ritmo superior, consegui interessar mais, em parte porque Sylar voltou.

Começamos com o regresso de Hiro ao passado, não sei por alma de quem. Vamos ter outra vez um Hiro que salta de tempo em tempo? Mas prontos, vamos continuar. E vamos entrar num paradigma. O regresso de Hiro ao passado para o corrigir significou que a sua redenção não foi cumprida. Utilizou os poderes para fazer aquilo que jurou não fazer. Mas o paradigma não é esse. É este: se o Hiro alterou o passado, então mudou a sua história de vida, logo não sabe que tinha alterado o passado. E começam aqui os erros de Heroes. Heroes tem-se safado bem de voltar ao passado e muda-lo. A única vez que passou lá algum tempo, Hiro Nakamura ainda não vivia. Logo não tem influencia. Agora, e a par das outras vezes, o Hiro altera o seu passado, e consequentemente o seu futuro. Ou seja, Heroes estava a tentar safar-se deste buraco, mas voltou a cair. Um erro que podia ser corrigido. Mas, passando o erro, este serviu para mostrar que qualquer retorno ao passado não é possível. Todos os heróis não conseguem esquecer o que passaram. E assim começa não a redenção, mas de novo o uso e abuso dos poderes.

Heroes4Foi isso que aconteceu com Claire. Com a morte da sua companheira de quarto, Claire decide investigar com a sua nova companheira a morte. E começaram aqui os erros. Claire não consegue aguentar, e toca a atirar-se da janela a baixo. Foi suicídio, ou seja, parece que história não vai dar a lado nenhum, mas o mistério criado nela foi um bocado exagerado. Mas os propósitos são conseguidos. A nova companhia de Claire, Gretchen, descobre os poderes de Bennet, ou seja, a redenção foi o propósito para dar um título ao volume, nada mais.

Pois também foi isso que aconteceu com Matt Parkman. Mas com Parkman a situação é mais complexa. É que Matt começa a alucinar com Sylar, a pedir o seu corpo de volta. O vilão ficou preso na cabeça do detective, e agora começa a atacar. Aqui se vê que Heroes não consegue viver sem Sylar. Precisaram de o trazer logo na segunda metade, mas como não podiam estragar o corpo de Nathan (pois o Adrian Pasdar deve ter contracto até ao final da temporada, e seria um gasto de dinheiro) arranjam outra maneira de fazer regressar Zachary Quinto. Eu agradeço profundamente, pois ver um actor deste representar é sempre um gosto. Mas o que sairá daqui será a forma de Sylar regressar ao seu corpo. Começa a preparar o caminho para o regresso do vilão.

Mas o que falta saber é se o Sylar regressará mais rapidamente de outra maneira. Nathan começa a experimentar os poderes do seu “companheiro de corpo” e parece que o regresso também poderá ser feito desta maneira. Vamos lá ver o que sai daqui, pois nada de bom para os heróis será e nada de mal para nós sairá.

E agora voltemos a narrativa principal. Primeiro, vemos Samuel a “ajudar” Hiro Nakamura na sua tarefa, que resulta no namoro entre Ando e a irmã de Nakamura. Mas se para Nakamura isto significou “yata”, para Samuel significou muito mais. Significou a reconstrução de um exército, de uma nova companhia, uma nova equipa. Nakamura foi o primeiro de quatro. Claire, Sylar e Peter. Deste todos, só Sylar não está disponível. E é aí que entra Parkman. Vai ser a ligação entre Samuel e Sylar, a dupla S.

O que falta deste episódio é unicamente uma coisa: HRG a aliar-se com Tracy, numa aliança que parece que combaterá o perigo que Samuel é. A bússola foi a primeira missão (excelente luta, por sinal…algo positivo do episódio). Poderão ter a ajuda de Peter, que parece que vai ser a ligação mais permanente entre os dois lados. Agora ficam as questões: que foi aquela bússola, de quem foi aquele funeral, e qual será o plano de Samuel. Algo para ver nos próximos episódios.

Heroes teve um começo algo esperado. A série não cresceu muito, mas este episódio deu para ver que o volume poderá ser bom. Mas este episódio não o foi. Mas também as apresentações não costumam ser famosas, mas sim o continuar da relação.

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One Tree Hill (7.01) – 4:30 AM

Setembro 21, 2009

normal_othess7e01003As vezes a mudança dá medo, alguns encaram as mudanças como um fim e outros encaram como um novo começo. A verdade é que nem sempre se agrada a todos… One Tree Hill retorna com sua sétima temporada. E olha que é muito bom ver uma série que se estende assim, demonstra que ela tem fãs fieis. E esta nova temporada já começa bem dividida, alguns dizendo que sem o casal Peyton e Lucas a série não será a mesma e outros falando que os dois não fazem falta nenhuma.

Em minha opinião é muito cedo para dizer. Foi apenas o primeiro episódio. E este me agradou, algumas horas nem parecia One Tree Hill, tinha um ar diferente. E pelo jeito a casa de Haley e Nathan vai estar movimentada como nunca, já que os dois novos personagens estão ligados diretamente a eles. A irmã da Haley, Quinn, recém separada e muito simpática, e o agente do Nathan, Clay, viciado em trabalho, gatão e mulherengo, começaram bem, eu acredito que eles vão render muita história. A Brooke e o Julian lindos como sempre, a insegurança da Brooke foi um pouco chatinha, mas tudo certo… Mouth e Skills disputando a permanência no apartamento peladões foi muito engraçado.

Dan me parece super bem, no último episódio que vimos, ele estava a beira de se suicidar e agora virou apresentador ou talvez pastor, sei lá. Também achei o final muito bom, a foto do Nathan com a moça misteriosa foi muito legal, deixou todos ansiosos. Quando ela pediu a ele se lembrava dela eu já fiquei desconfiada. Episódio leve, mas agradável de assistir, os personagens estavam ótimos e a Haley cantando, sem comentários, não da pra ficar sem One Tree Hill.

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90210 (2.02) – To Sext or Not to Sext

Setembro 20, 2009

90210 2-02Depois de um episódio de estreia da segunda temporada morninho, a volta de Liam prometia agitar o episódio e melhorar um pouco a qualidade. A interacção entre o casal, Liam e Naomi, sempre foi boa e foi um dos aspectos de melhoria da série para o final da sua temporada. E falando em voltas quem também resolveu reaparecer neste episódio foi Jen, por mim bem podia ter ficado onde esteve no primeiro episódio. Para mim não passa de uma personagem irritante, uma vilã muito mal construída e introduzida na história, que se nunca se chegasse a conhecer nada se perdia. E para pior trouxe consigo um Ryan totalmente disposto a lutar por ela, mesmo que esta demonstre pouco interesse e alguma falta de respeito para com o mesmo, este parece ter caído nas garras da leoa e está disposto a dar luta para voltar ao jogo. Naomi que para mim começou a série meio em baixo, como sendo uma personagem irritante acabou por se tornar hoje numa boa personagem da série com os focos todos apontada para ela, roubando muito bem o protagonismo a Annie.

Por falar em Annie a perda de tempo de antena desta personagem acabou por se revelar benéfica para a série, poucos minutos de Annie no ecrã são o suficiente. Ela que neste episódio viu mais um revés na sua vida, depois de afogar as mágoas no álcool e de ter tido sexo com Max, vê a sua intimidade ser exposta perante toda a escola. Teddy também veio agitar as águas de Beverly Hills principalmente entre Navid e Adrianna, Navid não consegue esconder os ciúmes que sente com a presença de Teddy, o facto de ter sido o primeiro de Adrianna e de esta estar em tempo de espera para se entregar ao amado não está a fazer bem ao casal. A cumplicidade entre Teddy e Adrianna é evidente e Navid já notou isso e não tem conseguido lidar bem com o assunto, chegando mesmo a fugir um pouco à personalidade que nos veio habituando, colocando mesmo em hipótese publicar a foto de Annie em detrimento da entrevista a Teddy, dar pontos e trunfos ao suposto adversário não faz parte dos seus planos mesmo que para isso tenha que infringir alguns dos seus princípios morais.

Mas não foi só o namoro entre Navid e Adrianna que Teddy veio agitar, depois de no episódio passado se ter percebido alguma ligação deste ao acidente que envolveu Annie, neste episódio temos a confirmação foi Teddy que encontrou o mendigo morto na estrada e promete atormentar um pouco mais a vida de Annie nos próximos tempo. Gostei um pouco mais deste episódio, a introdução da família de Liam no trama foi agradável conhecer mais um pouco de Liam e o seu ambiente familiar, bem como os minutos dados à personagem não foram desperdiçados. O facto de o episódio não ser centrado apenas no trio também foi benéfico. Trio esse que a meu ver, toda aquela cumplicidade absoluta e total entre Naomi, Adrianna com Silver foi um pouco forçada. Silver, que durante mais de metade da época andou de costas voltadas tendo como principal rival e inimiga de estimação Naomi e a sua convivência com Adrianna também era reduzida, e boom, no inicio da temporada friends forever. Achei que neste episódio o trio já me conseguiu conquistar mais um pouco.

Aspectos positivos:

– Em tempo de eleições, o tempo de antena dado a Liam produziu votos
– Introdução da família de Liam no trama
– Silver a dar um pouco de apoio a Annie, apesar de ser uma personagem irritante, e de muitas pessoas não gostarem de Annie, Silver sempre se deu bem com ela e num momento difícil essa atitude só lhe fica bem, faz lembrar a Silver de outros tempos.

Aspectos negativos:

– Aparecimento de Jen, ainda tinha esperanças que das novidades para a segunda temporada o desaparecimento dela fosse uma das novidades, mas não se confirmou
– Todo o drama que rodeia Annie, muitos devem achar que merece sofrer, e estão a achar o tempo de antena reduzido e todo o sofrimento um ponto a favor da série. Ser acusada de ter dormido com Liam, chamar a polícia, atropelar o mendigo, fugir, perder os amigos, foto nua, discutir com Dixon, e agora Teddy no seu encalço parece surrealismo a mais, uma conspiração todos contra Annie. Tudo o que é demais enjoa também.

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Fringe (2.01) – A New Day in the Old Town

Setembro 19, 2009

snapshot20090919143444They’re called Fringe Division. FBI Agent Olivia Dunham, Peter Bishop, his father, Dr. Walter Bishop… They’re investigating strange cases which have led them to Walter’s former lab partner, Dr. William Bell.

Depois de vários meses de espera após termos visto Olivia ir para uma realidade paralela em que as Torres Gémeas ainda estavam de pé, Fringe regressa com um episódio bem decente. Tal como já se previra anteriormente, não tivemos a continuação da conversa entre a Agente e o William Bell, mas não deixou de ser curioso que nem Olivia se lembra do que aconteceu. Ela é expelida, literalmente, do carro em que estava quando teve o acidente e volta à realidade normal. Não deu para perceber se Walter fez alguma coisa para fazê-la voltar ou foi alguém do outro mundo, mas a verdade é que as condições em que ela retornou não são nada favoráveis. Além da perda de memória que já mencionei acima, ela esteve à beira da morte, mas lá conseguiu sobreviver. Não sei o que a equipa de produção pretende com aquelas palavras gregas que ela disse, mas espero que haja uma explicação coerente no facto da mãe do Peter dizer isso quando ele era pequeno.

Entretanto, conhecemos um soldado metamorfo que certamente irá ter um papel importante nesta temporada. Segundo Olivia, todas as vidas deste mundo estão em risco e esse soldado tem alguma coisa a haver com isso, pois ele quer eliminá-la devido ao encontro que ela teve com William Bell. O que quer que seja que o criador da Massive Dynamics disse, é algo grandioso e que mudará o rumo da história, e não me parece que ele seja o mau da fita nesta série. Existe algo muito mais perigoso a andar à solta e esse soldado é apenas uma parte disso.

Também conhecemos uma nova agente do FBI, que deve substituir Charlie (o actor Kirk Acevedo foi despedido, logo ele não deve durar muito mais tempo). Confesso que gostei bastante da personagem, apesar da sua introdução ser um pouco repentina. Também gostei de ver a Astrid um pouco mais activa do que antes, acho a actriz tão carismática que é uma pena não haver mais cenas dedicadas a ela. O Walter continua sempre muito divertido, e se no início algumas piadas soavam demasiadamente forçadas, agora tudo sai tão naturalmente. O facto de ele querer festejar o aniversário de Peter com toda a força tem a ver com a vida do filho, visto que supostamente ele já estaria morto noutra realidade, como vimos no episódio final da primeira temporada. As histórias estão lançadas e espero mesmo que esta temporada consiga superar a já boa primeira temporada. Se tudo se caminhar desta forma, teremos de certeza um grande produto televisivo este ano. Caso contrário, será a maior decepção da fall season americana!

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A ciência por detrás de Fringe!

Setembro 16, 2009

hair11Fringe foi das séries que mais facilmente causou uma volta na barriga nesta última temporada. Para além disso, a série consegui-nos ver coisas que nunca imaginamos, desde monstros impensáveis para a mente humana até pormenores que nos mostra como ainda somos ignorantes. A vida de Fringe foi entrando. E foi quando decidi procurar alguma coisa sobre a ciência em que se apoia Fringe que dei de caras com um artigo da revista “Live Science”. Assim decidi partilhar com vocês o artigo, devidamente traduzido. Para mostrar que as séries de J.J.Abrams não são feitas às três pancadas. O artigo tem pequenos spoilers, mas nada assim algo de muito significativo.

Por Emilie Lorditch, Inside Science News Service

Injectar o mesmo corante usado para fabricar os M&Ms em pessoas para reparar lesões da espinha soa mais a ficção cientifica que algo retirado das páginas de uma revista cientifica. No entanto, são estas mirabolantes ideias que são a fonte de material para os argumentistas de Fringe.

“Todas as pessoas da equipa encontram artigos que fornecem pequenas informações para os episódios”, diz o argumentista Robert Chiappetta, um dos principais “science guys” por trás da série. “ Todos os argumentistas encontram novo material para se trabalhar de uma perspectiva diferente. Por vezes ajuda que tenhamos uma familiaridade com um tema em especial, e daí retirarmos material.”

A série tem uma parte de aventura cheia de adrenalina, uma parte cerebral, no que toca aos crimes, e uma parte de ficção científica. Logo, quanto mais conhecimentos existirem sobre ciência, mais interessante as narrativas se tornam.

“ Com o evoluir da ciência a série evolui e, consequentemente, as narrativas”, diz Glen Whitman, também argumentista e outro “science guy” da série. Tal como séries como Law & Order e CSI tiram algumas ideias em manchetes sobre crime, nós retiramos as nossas de revistas científicas”.

A segunda temporada explorará algo mais familiar, assim como algo proveniente de um domínio mais exótico.
“ A memória irá ter um papel importante nesta nova temporada, mas não serão unicamente as memórias de Olivia Dunham que serão utilizadas” diz Chiappetta. “ Quanto mais soubermos sobre o cérebro, a maneira como funciona como um computador e como dispositivo de armazenamento, mais poderemos brincar com a narrativa e claro, introduzir novas direcções neste campo.”

Novos rumos que revelam que existem dois lados para cada história. “ A ciência é um elemento neutro, com benefícios e resultados negativos. Assim poderemos ver a mesma tecnologia ser usada tanto para o bem como para o mal” diz Chiappetta.

“ Para além disso, estamos a aprofundar os conhecimentos sobre universos paralelos, vendo o que na realidade alternativa é diferente e o que é igual; algumas coisas são melhores e outras piores” acrescenta Whitman.

“Esperemos que a série promova um interesse pelo mundo científico e pelo mundo tecnológico” conclui Chiappetta.

No dia 17 de Setembro (já amanhã) Fringe regressa a antena da Fox com a sua segunda temporada com Olivia Dunham (Anna Torv), Walter Bishop (John Noble) e Peter Bishop (Joshua Jackson) a expandir os limites da ciência como entretenimento, com uma atenção especial para os verdadeiros cientistas, que cada vez mais empurram os limites da investigação para algo próximo da ficção.

Um dos mais desejados regressos acontece já amanhã. Continuaremos a ver em Fringe a ciência mais extravagante que foi descoberta. E continuaremos a ver em Fringe não só entretenimento, mas sim sempre uma nova descoberta.