Lista: Séries a rever quando tiver 40 anos

Setembro 8, 2009

40 Anos. As experiências acabam, a vida está fortalecida. Chega a altura de começar a olhar para trás, para o passado de uma forma mais profunda. O tempo que passamos, os segundos perdidos e ganhos na vida. E é sobre alguns destes segundos que falaremos, sobre os segundos que não foram perdidos a ver série, mas sim ganhos. As séries que transitaram por entre o tempo, que nos fizeram companhia. As séries que mostraremos ao nossos filhos como os ex-líbris do nosso tempo. As séries a rever quando tivermos 40 anos.

BOston-Chuck
Boston Legal

Os advogados são ser carrancudos. Seres que dominam o uso da palavra e da escrita. São seres que a sua existência se resumiria, a nível profissional, em processar. Por causa disso, Boston Legal estava destinado a desgraça. Mas Boston Legal não fala sobre o mundo dos advogados, mas sim sobre o mundo e transforma-o num escritório de advocacia. Inteligentemente escrita, interpretada com mestria e com diálogos absolutamente de outro mundo, a vida de Alan Shore e Danny Crane é uma doçura. É uma vida que qualquer pessoa gostava de ter. Fazer o que mais gosta com o melhor amigo ao lado. É outra série em que a amizade aparece documentada. Mas é outro tipo de amizade. É uma amizade mais profunda que Friends, mas com um nível de humor semelhante. É uma série que delicia os olhos, os ouvidos. As frases de Denny, as insinuações de Alan e o resto do elenco fazem de Boston uma das melhores criações dos últimos anos. É para apreciar e desejar ter uma vida perfeita como aquela.

Chuck

A série mais recente da lista, mas talvez a que tenha o que falta a todas o resto. Chuck é um sonho vivido. É a concretização do mais improvável dos sonhos. A relação entre os mais improváveis seres humanos do universo. Chuck é uma série que consegue conquistar qualquer pessoa, até uma criança. É uma série de tão simples, tão simples, que ao vê-la se vê algo mais confuso. Chuck é sobre a relação entre o que dá o nome a série e Sarah. O resto é conversa. Não é só isto, mas é a maior parte. Qualquer pessoa que veja Chuck vê que a série foi construída com o propósito da paixão entre os dois. O resto é como dar dois doces a uma criança em vez de um. Ou talvez três.

Dexter-Friends

Dexter

Dexter no inicio é um bebé. Não sabe gatinhar, o que aprendeu é o seu manual de sobrevivência. Eu, ao ver Dexter, não vejo unicamente a série de um serial killer. Vejo uma série muito mais complexa que isto. Vejo a aprendizagem do ser humano, o crescimento dele, o seu desenvolvimento, as suas descobertas, as suas fraquezas. A construção de um ser humano. Os casos servem mais para ser o propósito desta construção. É que em Dexter tanto podemos ver um adulto já formado como um bebé sem aprendizagem. Vemos bastantes erros, muitos comuns na adolescência, muita aprendizagem e descoberta, mas também vemos o seu lado mais adulto, na forma como consegue lidar com as pessoas. Dexter é outra série imortal. Pois, se os tempos se vão mudando, a construção do ser humano é sempre igual. Em Dexter dá para vermo-nos a nós próprios, aos nossos pais ou aos nossos futuros filhos. Dexter é das personagens mais completas que existem na TV, a série é sempre uma descoberta autêntica.

Friends

O humor é eterno. Teremos sempre de nos rir, faz bem a alma, e o que faz bem a alma faz bem ao corpo. E, naqueles dias que parece que ninguém nos arrancará um sorriso, nada melhor que a companhia dos 6 amigos de New York. Friends será uma série eterna para aqueles que gostaram e para aqueles que a viram. O humor é tão simples, rudimentar, que se torna inteligente. Para além disso, as qualidades que a série transmite serão sempre necessárias para a sociedade. A amizade é um bem precioso para todo o mundo. Friends é um hino a esta qualidade humana. Brindemos aos seis amigos.

Friday-Sexcópia

Friday Night Lights

Quem pensa que Friday Night Lights trata-se de um drama juvenil banal, está redondamente engano. Com um elenco praticamente desconhecido do grande público, mas que consegue transmitir toda uma emoção patente em FNL. Personagens envolventes, dramas interessantes e mais que reais, passando pelo racismo, bipolaridade, traições, vitoria, derrotas, girando tudo em volta de um amor comum o futebol americano, os Dillion panthers, e de um treinador inspirador. É raro um episódio de FNL que se considere mau, variam entre a perfeição e o muito bom. Série elogiadíssima pela crítica que demora no entanto a conquistar um número de fãs consideráveis, mas os que tem são fiéis e apaixonados por esta magnifica série e não hesitaram em rever a série, mostrando aos descendentes os problemas da nossa sociedade. Clear eyes, full heart, can’t loss.

Sex and the City

Já a caminho do seu segundo filme, sexo e a cidade foi uma série em que o tema sexo não era tabu, as quatro amigas de Nova Iorque, Samantha, a mais velha mas a mais namoradeiro do sítio. Carrie, jornalista e narradora da série, Charlotte, a mais conservadora e tradicional do grupo, e Miranda mais concentrada na sua carreira de advogada. As quatro amigas proporcionam-nos momentos hilariantes, as suas conversas andam sempre à volta de um tema comum, homens, relações, sexo e a tudo o que isso dizia respeito. As quatro amigas souberam fazer da série uma obra de arte digna de ser revista um dia mais tarde.

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Grey’s anatomy

Drama, paixão, mestria, surpresa, todas estas palavras definem o grande sucesso que é Grey’s Anatomy e as suas 5 temporadas até ao momento. Com personagens interpretadas com mestria e que criam grande empatia no público, Grey’s consegue comover mesmo os corações mais duros com todos os dramas que nos foi habituando ao longo dos tempos. Desde as várias complicações e revés que a vida de Meredith sofreu, ao desfecho da história entre Denny e Izzie, e mais recentemente à doença desta e ao acidente de George, são inúmeros os casos dramáticos de sucesso em Grey’s. E apesar de apresentar alguns episódios mais fracos no episódio seguinte é sempre de esperar o melhor desta série e do seu elenco. Com uma banda sonora digna desse nome e com narrações comoventes, Grey’s estabeleceu-se no panorama internacional como uma McSeríe de elevada qualidade. “The patients we lose, the mistakes we make. That’s how we learn. That’s the only way it’s ever been done.”

Lost

Mistério. Quem não gosta de uma aventura na vida, que envolva tudo que sempre imaginamos. Uma ilha perdida e pedida pelo mundo. Local de maravilhosas criaturas, de maravilhosos mistérios e significados. Lost demonstra, antes de tudo, a sobrevivência do ser humano em ambiente hostil. A aprendizagem primeiro. Mas Lost mostra que, ao contrário de que muitas pessoas defendem, o ser humano é uma essência mutável. Sempre em construção. É isto que Lost significa, para além do mistério e excentricidade que o rodeiam. Um teste a sobrevivência humana. Uma construção de uma nova vida. Paisagens magníficas. Relacionamentos construídos do 0. Amores e desamores. E, depois, o resto vem por acréscimo. E o acréscimo é melhor que os significados básicos da série. Para ver com 40, 50, 60 e 70 anos. E ver que o ser humano é um ser hábil a criar arte.

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Supernatural

Apesar de explorar um tema por vezes controverso e nem sempre apreciado por todos, rapidamente conseguiu conquistar milhares de fãs pelo mundo fora, sendo responsável por uma excelente audiência para o canal CW. Estrelado por dois actores que para além de interpretarem maravilhosamente as suas personagens, também constituem um regalo aos olhos do povo feminino. Apesar de se estender no tempo indo já para a sua 5 temporada, supernatural tem sabido explorar o tema com muita sabedoria, fazendo os fãs acompanharem a série do princípio ao fim. Os manos Winchester e as suas lutas contra os demónios, sem esquecer os risos proporcionados por Dean, conquistaram fãs mais que fiéis em todo o lado.

Prison Break

Uma série que apresentou uma primeira temporada digna da palavra maravilhosa. Com uma argumento original, onde o suspense e a surpresa faziam parte do casting em cada episódio. Muitos acusam-na de se ter estendido no tempo e de ter tentando fazer valer o seu sucesso por tempo em demasia, talvez concorde em parte com essa opinião, mas não posso deixar de destacar que depois de uma segunda e terceira temporada um pouco mais fracas, Prison Break reergueu-se das cinzas e conseguiu terminar da maneira como começou de forma mais do que digna. Os manos Scofield e companhia vão fazer falta, e nada melhor que rever a série com toda a família reunida.

Lista Realizada por: Filipa Silva e António Guerra


Chuck nas asas do Superman!

Agosto 31, 2009

chuck1Chuck já sabe kung fu, mas ainda não sabe voar. Mas parece que os argumentistas já arranjaram a solução para o problema. O último Superman, Brandon Routh é a última contratação para a terceira temporada do “espião”. E, tal como as antigas participações especiais, vai mexer com a história, sendo mais uma peça importante para o complicado puzzle do trabalhador da Buy More.

É o que nos diz Ausiello, na sua página da EW, que Brandon transformar-se-á em Shaw, um novo espião que será o novo líder da operação Bartwoski, e que promete rivalizar com Chuck no que conta a Sarah. Teremos este novo problema para o Carmichael resolver, vamos lá ver se o kung fu e as surpresas que o novo Intersect traz chegam para vencer o Superman.

Recorde-se que Chuck foi renovada, aparecendo Shaw no quarto episódio, mas só após o primeira que foi colocado só para Março do próximo ano (não podemos pedir ao Hiro que faça alguma coisa de jeito e, das duas uma, avançar o tempo ou se mate, e com ele leve Heroes, para Chuck poder voltar mais cedo?). Até lá bonitos voos.


CC09: Chuck e Sarah figuram fantástico poster da terceira temporada!

Julho 24, 2009

Comic-Con… até domingo as novidades vão chegar (quase) todas de lá! E desta vez não é excepção, sendo que a série agora a ser tratada é Chuck, que escapou do cancelamento e que terá painel amanhã, sábado. Foi em San Diego que saiu um novo e excelente poster promocional de Chuck e que certamente agradou a todos (até eu, que não vejo a série, adorei o estilo Sci-fi do mesmo). Amanhã promete ser um dia de grandes novidades!

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Chuck – Segunda Temporada (2008)

Julho 2, 2009

ChuckPrimeiro, e antes de começar a escrever sobre a temporada, tenho de dizer o porque do atraso do review. Começou a dever-se pela falta de confirmação da renovação da série, pois se ela fosse cancelada queria dar uma última homenagem a série. Após a renovação confirmada, os reviews foram deixados de lado, devido ao exame. E, quando o exame passou, quando já ia escrever, lembrei-me “E que melhor homenagem a esta temporada do que o review dela ser o meu 100 post” (viram como consegui colocar aqui esta informação? Se calhar devia ser mais subtil, mas prontos…eu da próxima tento). E assim ficou. Mas vamos ao que interessa.

Após uma primeira temporada que sofreu, e muito, com a greve dos argumentistas, a segunda temporada que retrata a vida de Chuck vem demonstrar a verdadeira qualidade da série, já vista na primeira. Foram 22 episódios excelentes, com um trama muito bem construído, com uma narrativa compacta, com momentos de humor muito bons. Foi uma temporada Chuckesiana, uma temporada que representa bem a personagem principal da série. O começo foi o adiamento do maior problema para os espectadores, mas o sonho mais desejado por Chuck: a construção de um novo Intersect. Não se concretiza, mas este episódio serviu como o princípio para a temporada, com a apresentação da base da temporada, Fulcrum.

A partir daí a temporada foi-se construído harmoniosamente. Cada episódio avança a acção principal, mais uns que outros. Mas o que foi conquistando os espectadores foi a constância de qualidade da série. Apesar de ter episódios melhores que outros, a temporada nunca desceu do bom, sendo este bom constituído por um/dois episódios. De resto, todos os episódios foram muito bons, outros excelentes e outros a roçar a perfeição. Nada foi descurado na série, todas as expectativas não foram, no mínimo, rogadas e, para aqueles que não esperavam algo de extraordinário, foram superadas.

Quanto as características que Chuck têm, não podiam ser melhor misturadas. A série prometia acção, teve acção que sobra. A série prometia drama, não se pode queixar de falta dele. A série promete humor, a série dá humor. Cada característica é misturada com mestria, como uma receita que se vai adaptando a cada episódio. Cada episódio se foca numa delas, mas nenhum descurou nenhuma delas. O humor, se não estava presente nas missões de Chuck, arranjava sempre espaço com a gente de Buy More. Foram eles, que em alguns episódios, conseguiram tornar o episódio maisalg_chuck leve. Lester e Jeff, principalmente estes dois, mas também Morgan, conseguiram mostrar que numa loja de electrodomésticos é possível fazer o impossível, é possível fazer o ridículo. Sem Buy More, sem Jeffster a série não seria a mesma, nem teria a mesma qualidade. Sem quebrar o ritmo, são eles que trouxeram, durante esta temporada, as pausas necessárias. O resto foi aparecendo subtilmente. A série respira estas três características, e foi aqui que ela descobriu a chave para o cofre do sucesso.

Outro aspecto que tornou a segunda temporada de Chuck uma temporada quase perfeita foi a utilização das personagens fora do elenco principal. As várias participações que a série teve foram sempre bem utilizadas, foram utilizadas para dar um avanço na acção, e não só para fazer um episódio centrado nos convidados. Os convidados não se tornaram o tema principal do episódio, mas sim a acção. Exemplos são vários, mas os mais notórios foram o pai de Chuck, primeiramente conhecido por Orion e depois por Steve. O segundo exemplo foi de Jill. Este exemplo é o melhor que a série tem. A entrada de Jill foi preparada desde o primeiro episódio da série, a sua personagem foi sempre referida, e ficou na mente. Não foi uma entrada à força. Foi uma entrada ponderada, preparada durante muito tempo. A entrada de Orion também foi muito bem programada. Nada foi deitado cá para fora sem a preparação mínima.

Quanto a personagens fixas, todas tiveram alguns avanços. Começando por Ellie e Awesome, o casamento lá aconteceu, após vários imprevistos. Tudo o que foi sonhado pela irmã de Chuck concretizou-se. O seu pai levou-a ao altar. Depois temos Sarah e Chuck. O casal lá vai tendo os seus avanços e recuos, mas a temporada foi mais propícia para avanços. A relação avança devagar, mas avança.Chuck - 1

E agora vi-me obrigado a abrir um novo parágrafo para dedicá-lo a Casey. O actor Adam Baldwin continua a transformar Casey numa das melhores personagens da série. Cada expressão facial dá azo a gargalhadas, cada frase é uma fonte de riso. O actor entrou na pele da personagem, e a série não seria a mesma sem Casey, sem as suas interjeições, sem as suas expressões.

Desta temporada só falta falar de duas coisas, que já vinham da primeira, e que foram ainda mais notórias. Primeiro a banda sonora da série, que se tornou um ícone da série. Com uma banda sonora muito bem escolhida, Chuck tem mais um ponto em que se valorizou. Todos os temas foram escolhidos a dedo, todos entraram quando deviam. A roçar a perfeição. O segundo aspecto foram as referências a séries e filmes transactos dos anos 80. Estes tributo a cultura americana demonstram que todos os episódios foram ponderados, que tudo foi pensado ao ínfimo pormenor. A mistura das referências e a banda sonora transformaram esta segunda temporada numa homenagem a cultura televisiva e musical americana, de uma forma simples, mas que consegui atingir o propósito que tinha.

E, como isto já vai muito longo, e após a confirmação da nova temporada, o que podemos esperar dela? Sem fazer futurologia, as expectativas sobre esta terceira temporada estão mais elevadas do que as que caíram sobre a segunda. Com a introdução de poderes em Chuck, a série poderá cair num erro. Não me parece que aconteça, pois, pelo que os argumentistas demonstraram nesta temporada, tudo está pensado. A nova temporada de Chuck promete ter tudo o que esta teve, e mais um bocadinho. A espera é longa para percebermos se foi um erro terem dado poderes ao Nerd mais acarinhado da América. Mas uma coisa é certa: Chuck e Sarah continuaram juntos, o que já é uma motivação grande para a terceira temporada. Que venha ela.

45e

A opinião da Filipa:

O que dizer de Chuck e da sua segunda temporada? Comecei a ver Chuck por simples acaso, gostei do que vi e resolvi seguir. E se na sua temporada de estreia já é demonstrada toda a qualidade de Chuck, a sua segunda temporada consegue ser ainda melhor. Chuck é das poucas séries em que acabo de ver um episódio e a desilusão não faz parte dos sentimentos, pois os episódios variam entre o muito bom e o excelente. Nesta temporada tivemos um pouco de tudo, reviravoltas, reaparecimentos e claro os momentos humorísticos que fazem de Chuck aquilo que a série é. Com uns últimos cinco episódios como sendo os melhores da temporada para mim, Chuck termina em alta, com uma excelente Season Final e um To Be Continued que acabou por se confirmar. Adorei a história do Orion ser o pai do Chuck e de finalmente o casal Chuck e Sarah avançar no seu relacionamento. Embora tenha algum receio pelos novos poderes de Chuck, pois o verdadeiro Chuck é trapalhão e necessita sempre de salvamento é essa a essência de Chuck juntamente com o seu coração de ouro. Uma nova etapa espera Chuck e esperemos que seja tão vistosa como as duas que passaram.


Lista: Personagens que cresceram a olhos vistos

Maio 24, 2009

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As séries são recheadas de personagens que nos fazem rir, chorar, irritar e aprender. São centenas e centenas de actores que dão vida às mais diferentes pessoas, mas nem todas as personagens têm a proeza de crescer ao longo do tempo. Esta lista explora mesmo isso: estão representados, de seguida, as dez personagens que cresceram a olhos vistos. Como podem observar, a quinta temporada de Grey’s Anatomy contribuiu muito para isso, assim como a terceira de Friday Night Lights. E a principal conclusão que podemos tirar deste top 10 é que os personagens crescem em todo o género de séries, desde dramas, comédias ou séries teen.

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1 – Sawyer (Lost) – de refilão passa para um homem responsável, capaz de gerir o futuro dos Oceanic 6 e dos que ficaram na ilha. Assumiu o papel de líder nesta quinta temporada, mas também o papel de “marido” dedicado. Um Sawyer que depois de ter a atitude altruísta de se jogar ao mar, cresce muito como pessoa e passa a demonstrar um Sawyer mais humano, a armadura de homem forte e despreocupado com os demais finalmente cai e revele uma pessoa melhor. É por isso mesmo que ele fica no primeiro lugar desta lista!

2 – Meredith (Grey’s Anatomy) – uma personagem muito conturbada, muito por culpa dos constantes altos e baixos que sofreu ao longo das diferentes temporadas. Das indecisões e constantes dúvidas por que passava, parece finalmente firme nas suas decisões e opções e deixou as reservas de lado em relação ao comprometimento, aceitando finalmente uma vida a dois à muito pretendida por Derek. Resolve lutar também por aquilo que acredita mesmo indo contra a opinião de terceiros, apreendeu a defender os seus valores e a deixar os receios para trás.

3 – Karev (Grey’s Anatomy) – quem diria que algum dia o Karev da primeira temporada iria virar um dia um marido capaz de um discurso de emocionar até os corações mais duros, um marido que está lá nas piores fases e embora por vezes se encontre perdido, rapidamente acha o caminho. Conseguindo dar um apoio necessário a quem precisa, a quinta temporada de Grey’s Anatomy fortaleceu a personagem. Karev surpreendeu tudo e todos este ano, passando de playboy convencido a marido dedicado.

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4 – Brooke (One Tree Hill) – a menina da primeira temporada não tem nada a ver com a Brooke das duas últimas temporadas. Brooke cresceu, de menina irresponsável, inconsequente embora com um coração de manteiga, tornou-se uma mulher de negócios, uma mãe responsável, uma amiga pronta para o que der e vier. A sua relação com a Sam só veio fortalecer ainda mais esta personagem.

5 – Tim Riggins (Friday Night Lights) – um personagem que sempre demonstrou ter um bom coração embora muito trapalhão pelo caminho. Consegue na terceira temporada de Friday Night Lights finalmente entrar nos eixos e decidir lutar pelo seu futuro ao lado de Lyla e consegue inclusive a entrada na faculdade. Ninguém diria que o apaixonado por cerveja e futebol americano algum dia conseguiria realmente empenhar-se por uma entrada no ensino superior.

6 – Sara Tancredi (Prison Break) – de médica inocente que acaba por se apaixonar por um prisioneiro, Sara vê a sua vida complicada por esse romance. Passa de menina tímida disposta a ver sempre o lado bom das pessoas e a não haver maldade em ninguém, incapaz de ferir uma mosca a uma mulher destemida, mais perspicaz e capaz de matar para salvar as pessoas amadas.

7- Izzie (Grey’s Anatomy) – surpreendeu na maneira como reagiu à doença de que padece. Com coragem de leoa, Izzie deu uma lição a todos no início da sua doença em que ninguém sabia como reagir. Nunca se deixou abater, a partir do momento que decidiu lutar pela vida contra todos os prognósticos menos positivos. Uma história que permitiu desenvolver muito a força da personagem que sempre pareceu frágil e fácil de quebrar, neste fim de temporada conhece-se uma Izzie forte com capacidades de luta.

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8 – Justin (Brothers and Sisters) – com um passado conturbado, manchado pelas drogas e a guerra no Iraque, Justin parece ter encontrado o seu porto seguro ao lado de Rebeca. Depois de vaguear por um caminho sem destino. Justin cresceu e achou a sua direcção, tornando-se mais responsável, e consciente dos seus actos. A guerra traz traumas mas com esforço conseguiu erguer-se.

9 – Jason Street (Friday Night Lights) – de estrela de futebol americano, torna-se um pai extremo disposto a enfrentar as dificuldades que a vida lhe colocou pela frente. Acaba numa cadeira de rodas mas nunca desiste embora sofra vários percalços no caminho. No final está com a mulher e o filho, e tem um bom emprego. Um adeus à série em grande de uma personagem que deu muito a Friday Night Lights.

10 – Morgan (Chuck) – trapalhão como ele não há outro, fugindo das responsabilidade, mas neste final de temporada resolve assumir as consequências dos seus actos, assumir o seu amor por Anna e partir rumo à realização do sonho que tem mas que nunca teve coragem de lutar por ele. Chegou a altura de Morgan brilhar, nem que seja por breves momentos, como a saída em glória que fez da Buy More.

E PARA SI, QUAIS AS PERSONAGENS QUE CRESCERAM AO LONGO DOS TEMPOS?

Lista elaborada pela Filipa Silva e formatação por Marco Braga.

Chuck (2.22) – Chuck Vs. The Ring

Abril 29, 2009

horiz_4Primeiro de referir que não vou fazer o que o Marco fez em TSCC, que dividiu o review em dois, um com final de temporada e outro com final de série. Não o faço por dois motivos: primeiro acho que é um insulto a série que ainda não esteja confirmada a terceira temporada, segundo porque tenho a firme convicção que a série seja renovada. Se Heroes o é, porque Chuck não será?

Depois desta pequena introdução, vamos lá falar da Season Finale de Chuck. Com uma temporada constante, eu esperava tudo deste final. E posso dizer que superou as expectativas. Primeiro temos o fecho de um ciclo, o ciclo do Intersect 1.0. Já tinha sido fechado no último episódio, mas este veio dar os retoques finais que eram necessários para a história acabar em grande. Começamos pelo despedimento de Chuck da Buy More. O eterno emprego de Chuck fica para trás, e com ele fica Emmett, Big Mike e o resto da malta. Ficará? É uma situação para ver no próximo episódio.

Continuando. O casamento tão esperado lá se concretizará. O dia mais importante para Awesome e Ellie chega, e tudo está reunido. Tudo como previsto. Nada que uma série com um protagonista deste calibre para estragar o casamento “quase” perfeito. Mas a visita do “grupo de fãs” de Ted Roark vem estragar o casamento. Quem também contribui foram Jeff e Lester (estes dois não podem sair da série!) numa actuação delirante de Jeffster (a cena do foguete é de mais! Para quando o CD?) e a partir daí foi a catástrofe total. Desde o vestido de Sarah, passando pelo copo de água e acabando com o alarme de incêndio a disparar tudo fica arruinado. Não passa de uma metáfora para a vida de Chuck. Salvou-se a prisão de Ted Roark.jeffster_photo_05

Mas o nosso Nerd preferido não é uma personagem qualquer. O casamento perfeito lá se realiza com a ajuda de Chuck e a sua equipa (excelente ver Casey a escolher tecidos), agora sim, perfeito. Foi o regresso das festas ao local onde o Chuck festejou a sua festa de anos (lembram-se? 1.01 já foi longe, eu sei). Mais dois ciclos fechados. Primeiro o pormenor de local da festa. Começa-se com uma festa, acaba-se com uma festa. Segundo o ciclo do casamento de Ellie. Durante estes dois anos vemos contratempos, amores, desamores entre o casal mais Awesome da televisão, mas tudo acaba bem. Parecia ser mesmo o final da série. O episódio demonstrava até aqui que tudo seria fechado, que tudo seria acabado. The Ring (o anel, neste caso aqui citado) estava para acabar com a série.

Mas esse mesmo The Ring (agora noutro contexto) faz renascer a série. Os ciclos estavam quase todos fechados, as pontes todas atadas. Faltava o final para Bryce Larkin, para Sarah Walker, para Steve Bartowski e para Chuck. O primeiro ciclo a abrir-se é saber que Steve Bartowski é também como o seu filho, descuidado. Este descuido fez com que o Intersect primirivo tenha ficado retido na sua cabeça. Tal pai, tal filho. A personagem não é vista até ao final, mas o seu contributo e os seus conhecimentos (aquela “bracelete” é simplesmente extraordinária), quando for necessário, será requerido.

Continuando com o episódio, que teve um ritmo fantástico. The Ring é abertura de um novo ciclo. É isto que representa esta nova organização, que parece mais forte que FULCRUM. Uma nova oportunidade para a série, uma carga de problemas para Chuck e companhia. The Ring tenta requisitar o novo Intersect, o 2.0. Mas com a ajuda de Bryce Larkin, de Sarah, de Casey e de Chuck, a tarefa destes não é concretizada. Mas noutro momento que remonta a primeira temporada, temos o regresso do Intersect a cabeça de Chuck. O regresso as origens. Falta às origens Bryce, que morre, mas como herói. E como na primeira temporada temos a destruição do Intersect, mas temos um Chuck que sabe fazer kung-fu. O fim e o inicio de um ciclo.

Falta referir pequenas coisas. Primeira a banda sonora. Chuck tem uma excelente banda sonora, e em episódios destes fica sempre bem ver-se isso. Segundo: Adam Baldwin é um génio. Desde a expressões durante a luta de kung-fu, passando pelo sons geniais (interjeições próprias e tudo), e depois temos um “Chuck Me”, também de génio. Ele faz com que a série ainda seja mais perfeita.

Terceiro: Os fãs de Charah (em que eu me incluo-o) podem dar-se por felizes. A frase do Bryce acho que diz tudo.

Quarta pequena coisa: O final, com o “To be continue”. Parece mais uma estratégia de pressão à NBC, mas que deixa mais esperanças, há isso deixa.

Foi um episódio de abertura de novas perspectivas a série de NBC, com várias narrativas fechadas e com a abertura de outras para a próxima temporada. Para além disso foi um episódio genial de Chuck, coisa que tem vindo a ser hábito. A temporada fecha em grande, e depois disto resta perguntar: Será possível cancelar uma série destas? Não me parece. Então até a próxima temporada.

Nota: 10

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CHUCK ME!

Season Finale


Fontes da NBC dizem que Chuck é renovada, mas Josh Schwartz desmente

Abril 25, 2009

yvonne-strahovski-em-chuckUma fonte confiável da NBC e WB disse, em exclusivo ao site series.nu, que Chuck está a receber uma terceira temporada de 13 episódios.

A fonte da NBC disse que Chuck não foi cancelada e vamos ter esses 13 episódios, mas outra fonte da WB disse que isso não é 100% de certeza, mas que isso é uma boa visão para o futuro da série, mas o tal outro informante da WB (aquele que eu referi no primeiro parágrafo), continua a dizer que a série vai ser renovada. Contudo, há um problema na programação! A série parece que não tem espaço no grelha, mas segundo a WB, a NBC adora ‘Chuck’ e está a fazer tudo o que pode para que ela ganhe um lugar.

Se não for na fall season, talvez Chuck volte na midseason. Mas nada disso ainda é certo! Quanto ao interesse da CW pela série, segundo novas informações, Dawn Ostroff, presidente de entreterimento da CW, gosta de Chuck e tem interesse na série caso a NBC cancele, mas a NBC nunca ofereceu a série ao pequeno canal. Se nunca ofereceu nem sequer ponderou o assunto, é que vai ser mesmo renovada!

Actualização: Josh Schwartz, criador da série, desmentiu esse rumor e disse que não se sabe nada além do que vem sido falado nas últimas semanas. E ainda deixou no ar que pode salvar a série: ver a season finale, que vai ao ar nessa segunda-feira. Alegria de pobre dura pouco, não é?