Lista: Séries a rever quando tiver 40 anos

Setembro 8, 2009

40 Anos. As experiências acabam, a vida está fortalecida. Chega a altura de começar a olhar para trás, para o passado de uma forma mais profunda. O tempo que passamos, os segundos perdidos e ganhos na vida. E é sobre alguns destes segundos que falaremos, sobre os segundos que não foram perdidos a ver série, mas sim ganhos. As séries que transitaram por entre o tempo, que nos fizeram companhia. As séries que mostraremos ao nossos filhos como os ex-líbris do nosso tempo. As séries a rever quando tivermos 40 anos.

BOston-Chuck
Boston Legal

Os advogados são ser carrancudos. Seres que dominam o uso da palavra e da escrita. São seres que a sua existência se resumiria, a nível profissional, em processar. Por causa disso, Boston Legal estava destinado a desgraça. Mas Boston Legal não fala sobre o mundo dos advogados, mas sim sobre o mundo e transforma-o num escritório de advocacia. Inteligentemente escrita, interpretada com mestria e com diálogos absolutamente de outro mundo, a vida de Alan Shore e Danny Crane é uma doçura. É uma vida que qualquer pessoa gostava de ter. Fazer o que mais gosta com o melhor amigo ao lado. É outra série em que a amizade aparece documentada. Mas é outro tipo de amizade. É uma amizade mais profunda que Friends, mas com um nível de humor semelhante. É uma série que delicia os olhos, os ouvidos. As frases de Denny, as insinuações de Alan e o resto do elenco fazem de Boston uma das melhores criações dos últimos anos. É para apreciar e desejar ter uma vida perfeita como aquela.

Chuck

A série mais recente da lista, mas talvez a que tenha o que falta a todas o resto. Chuck é um sonho vivido. É a concretização do mais improvável dos sonhos. A relação entre os mais improváveis seres humanos do universo. Chuck é uma série que consegue conquistar qualquer pessoa, até uma criança. É uma série de tão simples, tão simples, que ao vê-la se vê algo mais confuso. Chuck é sobre a relação entre o que dá o nome a série e Sarah. O resto é conversa. Não é só isto, mas é a maior parte. Qualquer pessoa que veja Chuck vê que a série foi construída com o propósito da paixão entre os dois. O resto é como dar dois doces a uma criança em vez de um. Ou talvez três.

Dexter-Friends

Dexter

Dexter no inicio é um bebé. Não sabe gatinhar, o que aprendeu é o seu manual de sobrevivência. Eu, ao ver Dexter, não vejo unicamente a série de um serial killer. Vejo uma série muito mais complexa que isto. Vejo a aprendizagem do ser humano, o crescimento dele, o seu desenvolvimento, as suas descobertas, as suas fraquezas. A construção de um ser humano. Os casos servem mais para ser o propósito desta construção. É que em Dexter tanto podemos ver um adulto já formado como um bebé sem aprendizagem. Vemos bastantes erros, muitos comuns na adolescência, muita aprendizagem e descoberta, mas também vemos o seu lado mais adulto, na forma como consegue lidar com as pessoas. Dexter é outra série imortal. Pois, se os tempos se vão mudando, a construção do ser humano é sempre igual. Em Dexter dá para vermo-nos a nós próprios, aos nossos pais ou aos nossos futuros filhos. Dexter é das personagens mais completas que existem na TV, a série é sempre uma descoberta autêntica.

Friends

O humor é eterno. Teremos sempre de nos rir, faz bem a alma, e o que faz bem a alma faz bem ao corpo. E, naqueles dias que parece que ninguém nos arrancará um sorriso, nada melhor que a companhia dos 6 amigos de New York. Friends será uma série eterna para aqueles que gostaram e para aqueles que a viram. O humor é tão simples, rudimentar, que se torna inteligente. Para além disso, as qualidades que a série transmite serão sempre necessárias para a sociedade. A amizade é um bem precioso para todo o mundo. Friends é um hino a esta qualidade humana. Brindemos aos seis amigos.

Friday-Sexcópia

Friday Night Lights

Quem pensa que Friday Night Lights trata-se de um drama juvenil banal, está redondamente engano. Com um elenco praticamente desconhecido do grande público, mas que consegue transmitir toda uma emoção patente em FNL. Personagens envolventes, dramas interessantes e mais que reais, passando pelo racismo, bipolaridade, traições, vitoria, derrotas, girando tudo em volta de um amor comum o futebol americano, os Dillion panthers, e de um treinador inspirador. É raro um episódio de FNL que se considere mau, variam entre a perfeição e o muito bom. Série elogiadíssima pela crítica que demora no entanto a conquistar um número de fãs consideráveis, mas os que tem são fiéis e apaixonados por esta magnifica série e não hesitaram em rever a série, mostrando aos descendentes os problemas da nossa sociedade. Clear eyes, full heart, can’t loss.

Sex and the City

Já a caminho do seu segundo filme, sexo e a cidade foi uma série em que o tema sexo não era tabu, as quatro amigas de Nova Iorque, Samantha, a mais velha mas a mais namoradeiro do sítio. Carrie, jornalista e narradora da série, Charlotte, a mais conservadora e tradicional do grupo, e Miranda mais concentrada na sua carreira de advogada. As quatro amigas proporcionam-nos momentos hilariantes, as suas conversas andam sempre à volta de um tema comum, homens, relações, sexo e a tudo o que isso dizia respeito. As quatro amigas souberam fazer da série uma obra de arte digna de ser revista um dia mais tarde.

Greys-Lostcópia

Grey’s anatomy

Drama, paixão, mestria, surpresa, todas estas palavras definem o grande sucesso que é Grey’s Anatomy e as suas 5 temporadas até ao momento. Com personagens interpretadas com mestria e que criam grande empatia no público, Grey’s consegue comover mesmo os corações mais duros com todos os dramas que nos foi habituando ao longo dos tempos. Desde as várias complicações e revés que a vida de Meredith sofreu, ao desfecho da história entre Denny e Izzie, e mais recentemente à doença desta e ao acidente de George, são inúmeros os casos dramáticos de sucesso em Grey’s. E apesar de apresentar alguns episódios mais fracos no episódio seguinte é sempre de esperar o melhor desta série e do seu elenco. Com uma banda sonora digna desse nome e com narrações comoventes, Grey’s estabeleceu-se no panorama internacional como uma McSeríe de elevada qualidade. “The patients we lose, the mistakes we make. That’s how we learn. That’s the only way it’s ever been done.”

Lost

Mistério. Quem não gosta de uma aventura na vida, que envolva tudo que sempre imaginamos. Uma ilha perdida e pedida pelo mundo. Local de maravilhosas criaturas, de maravilhosos mistérios e significados. Lost demonstra, antes de tudo, a sobrevivência do ser humano em ambiente hostil. A aprendizagem primeiro. Mas Lost mostra que, ao contrário de que muitas pessoas defendem, o ser humano é uma essência mutável. Sempre em construção. É isto que Lost significa, para além do mistério e excentricidade que o rodeiam. Um teste a sobrevivência humana. Uma construção de uma nova vida. Paisagens magníficas. Relacionamentos construídos do 0. Amores e desamores. E, depois, o resto vem por acréscimo. E o acréscimo é melhor que os significados básicos da série. Para ver com 40, 50, 60 e 70 anos. E ver que o ser humano é um ser hábil a criar arte.

Supernatural-Prisoncópia

Supernatural

Apesar de explorar um tema por vezes controverso e nem sempre apreciado por todos, rapidamente conseguiu conquistar milhares de fãs pelo mundo fora, sendo responsável por uma excelente audiência para o canal CW. Estrelado por dois actores que para além de interpretarem maravilhosamente as suas personagens, também constituem um regalo aos olhos do povo feminino. Apesar de se estender no tempo indo já para a sua 5 temporada, supernatural tem sabido explorar o tema com muita sabedoria, fazendo os fãs acompanharem a série do princípio ao fim. Os manos Winchester e as suas lutas contra os demónios, sem esquecer os risos proporcionados por Dean, conquistaram fãs mais que fiéis em todo o lado.

Prison Break

Uma série que apresentou uma primeira temporada digna da palavra maravilhosa. Com uma argumento original, onde o suspense e a surpresa faziam parte do casting em cada episódio. Muitos acusam-na de se ter estendido no tempo e de ter tentando fazer valer o seu sucesso por tempo em demasia, talvez concorde em parte com essa opinião, mas não posso deixar de destacar que depois de uma segunda e terceira temporada um pouco mais fracas, Prison Break reergueu-se das cinzas e conseguiu terminar da maneira como começou de forma mais do que digna. Os manos Scofield e companhia vão fazer falta, e nada melhor que rever a série com toda a família reunida.

Lista Realizada por: Filipa Silva e António Guerra


Episódio 4.01 de Dexter é vazado!

Agosto 19, 2009

dexterÀ semelhança do que aconteceu o ano passado, o primeiro episódio da nova temporada de Dexter caiu na Internet e está agora disponível para download.

A série terá reviews semanais feitos pelo António Guerra (mais conhecido por Aguerra) assim que a série voltar a finais de Setembro. Entretanto, o review da estreia da quarta temporada sairá em breve e será feito por mim.

Para fazer download do episódio, basta irem a sites de downloads ou torrent que já deve ter disponível. Como eu adoro os pre-airs!

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Dexter (2.12) – The British Invasion [FOX PT]

Agosto 17, 2009

Dexter -2.122Passei pelas chamas e ressurgi das cinzas. De novo. Não sou daqueles que acredita na existência de um ser superior, mas se tivesse uma mentalidade mais aberta teria de acreditar que existe alguém que quer que continue a fazer o que tenho feito.

Se o episódio não tivesse o título de “The British Invasion” eu intitulava-o de “Born Free Again”. É isto que o episódio me transmite. Um novo nascimento. Se virmos, todos os episódios finais de Dexter têm esta característica, o assimilar da nova faceta do assassino. Na primeira temporada fora as origens, nesta existe uma mistura entre as origens e as consequências. Nunca, desde o princípio, Dexter Morgan esteve tão próximo de ser apanhado e nunca, desde o princípio, que o BHB teve tão liberto, tão solto. Um salto sem rede, algo sem segurança, sem tempo para ter medo. É esta a liberdade que faltava a Dexter. É um novo nascimento, a subida a mestre, e não discípulo. Livre como um pássaro, livre como uma Fénix.

Mas para que isto acontece-se, foi necessário passar por uma fase de transição, algo que o deixou preso, algo que o deixou pendurado antes do salto. Um milagre. Um milagre chamado Lila. Desde o inicio só um tipo de pessoas é que souberam a verdadeira identidade do analista forense: as suas vítimas, depositadas no seu cemitério, e agora a vaguear pela corrente do pacífico. A meio da temporada a sua nova vítima descobre a verdadeira cara de Dexter. Doakes caiu no erro de espreitar por trás da máscara. Agora é Lila que sabe. E as pontas soltas começam a ser demasiadas. Se não se atam, cortam-se. E deixa de haver pontas. É isso que Dexter pensa. Mais vale quebrar que torcer. E toma a decisão de matar Doakes. Mas o milagre vai a frente. Lila decide por ele. E Dexter salva-se outra vez no último momento.

E a rotina começa. A libertação. Aquelas imagens, aquela música descreve o nascimento de um Dexter novo, algo que voltou ao que era, mas mais forte. E o resto do episódio foi a adaptação da realidade ao novo Dexter. A adaptação de Lila não poderia ser pior. Após o salvar, vê que o seu destino não é nada famoso. Não aceitou a proposta de Deb, agora sente-se traída por Dexter. Alguém como Lila, que não tem sentimentos, demonstra muitos. E a explosão ocorre.

Quem mais seria o preço desta aventura de Dexter Morgan. Rita, a nova e antiga paixão de Dexter. Os filhos são o preço do atrevimento. E, se nas chamas a vida de Dexter começou, nas chamas podia acabar. Mas a chamas só foram um pretexto para o crescimento final de Dexter, a passagem que faltava, a peça do puzzle. E Dexter nasceu de novo.

Faltam as pontas soltas. Matar Lila torna-se obsessão, mas diferente do passado. Porque agora Dexter é livre, não está preso ao monstro. Ele é o monstro, é ele que se controla. Só assim, ao aceitar a sua identidade, é que foi possível não ficar a remoer-se com a fuga de Lila.

E assim chega ao final da temporada. A narrativa fecha-se. Dexter Morgan está diferente. Já não é o Dark Defender. É Dexter. É livre como nunca foi. Se Lila queria que ele aceita-se o vício, ele aceitou-o. Se Lila queria que ele o controla-se, ele controlou-o. E isto foi o problema da madrinha.

Para a próxima temporada, acho que a citação de cima explica o que podemos esperar. Ver o que este Dexter novo traz a sociedade. Os reviews da terceira já estão publicados no Portal, por isso não tem lógica eu escrever outros.

Nota: 9,8


Dexter (2.11) – Left Turn Ahead [FOX PT]

Agosto 17, 2009

Dexter5Com uma temporada mais regular, esta segunda vida de Dexter é melhor que a primeira. E este episódio vem demonstrar isso. Primeiro porque temos mais imprevisibilidade que na temporada anterior. Temos dois tabuleiros onde se joga a vida do assassino. Como ouvi no outro dia, a pessoa não é a soma das suas características. Nem o resultado desta soma. A pessoa é formada por tudo o que lhe rodeia, como amigos e inimigos, amores e desamores, risco e segurança. A pessoa é o resultado da soma disto tudo, e se os outros no influenciam, nós também influenciamos os outros.

É esta a vida de Dexter. Ele não é mais que a soma de pessoas. Primeiro Harry, o cabecilha. Mas este parece estar a perder a sua importância. Depois do choque que foi saber que a morte do pai se deveu a si mesmo, Dexter perde o rumo, algo que não é benéfico para Doakes.

A segunda pessoa é Deb. Debra é o novo porto de abrigo de Dexter. Se ele foi o apoio da irmã na altura mais importante da sua vida, quando sai do trauma, agora Deb é a sua compincha. Teria tratamento parecido se fosse com o ITK. Nunca saberemos. Mas se calhar Dexter não estava em Miami com a morte de Deb e a sobrevivência de ITK.

A terceira pessoa é Rita e, consequentemente, os filhos. Rita já foi mais importante na vida de Dexter, agora que a relação está reatada poderá recuperar a posição. Mas Dexter nunca esteve preparado, nem nunca estará, para uma relação como a que tem com Rita. E é isso que o constrói.

Depois temos os inimigos. Começando pelo crocodilo Doakes. A vida do sargento não parece nada famosa. Teve para morrer, já este quase salvo, quando Dexter se decide entregar, mas não esperava que Deb tivesse tanta influência no irmão. Aquela conversa vem por em ordem as ideias de Dexter, e, consequentemente, de nós próprios, que não queremos que o assassino seja apanhado. Mas, para além disso, Doakes já este livre. Mas desta vez parece que não se safará. Só se for Lila.

E, já que falei em Lila, temos a loba a atacar. Parece que o problema principal de Dexter não é Doakes, não é Lundy, é mesmo Lila. É ela que causa mais danos nas pessoas que envolvem o serial killer, é ela que é o perigo maior para a vida de Dexter. Mesmo com a conversa de Deb, o perigo que Dexter está a sofrer é demasiado, ainda por cima com Lila a chegar a sua essência, a descobrir o verdadeiro Dexter. Vamos ver o que saí daqui. Será que o problema será parte da solução?

Para acabar, falar da excelente imaginação de Dexter. Aquelas cenas quando Dexter imagina as reacções da irmã ao dizer que ele é o BHB são pérolas. Parabéns ao Michael C.Hall e a Jennifer Carpenter.

Nota: 9,8


Dexter (2.10) – There's Something About Harry [FOX PT]

Agosto 14, 2009

Dexter4Primeiro, e antes de escrever sobre mais um excelente episódio de Dexter, justificar a ausência dos reviews, que já estão em atraso há duas semanas. Apesar dos computadores serem máquinas, não os torna infalíveis. E eu sou a prova viva disso. Tudo o que precisava para escrever os reviews ficou no meu PC, que teve uma avaria. Assim, semana em meia sem ele, semana em meia sem reviews. Mas não divaguemos mais, vamos ao que interessa.

Enjaulado. Dexter está enjaulado no seu código. E Doakes está enjaulado devido ao enjaulamento de Dexter. É um Dexter confuso, que não sabe o que fazer, que se encontra. Dexter só se encontrou numa situação similar quando procurava insistentemente o ITK. Mas a situação tem umas pinceladas diferentes. Primeiro, e da última vez que Dexter se encontrava tão pressionado, não se encontrava com as rédeas na mão. Desta vez encontra-se, o que torna a situação um pouco mais preocupante. Com as rédeas na mão Dexter pode comandar o seu destino, mas tem o problema se for apanhado é mais difícil, ou mesmo impossível, fugir.

A segunda pincelada diferente é de uma artista. Lila, a inglesa, é o monstro que Dexter tem de novo para tratar. A inglesa está a começar a relacionar com os seus colegas, mas não me parece que tenha esquecido o assassino. E isto ainda torna um perigo maior.

Terceira pincelada. Sentimentos de Dexter. Rita começa a ganhar cada vez mais importância na vida de Morgan Júnior, e parece que o aproximar poderá servir como o novo ponto de equilíbrio para o assassino. Para além dos sentimentos por Rita, Deb começa também a ganhar uma importância que poderá mudar o desfecho.

Se isso não basta-se, este episódio serviu também para dar mais algumas informações. Primeiro o distanciamento que começa a formar-se entre Dexter e Harry, o que pode levar ao consequente afastamento do BHB com o código. E aí pode estar a chave para esta confusão. Se Dexter esquecer o código, Doakes pode passar para o outro mundo. E esse afastamento é acentuado com as novas informações sobre a vida de Morgan Sénior, que se suicidou após ver o que se tinha tornado o filho.

Para acabar, o relacionamento entre Angel e Lila poderá ser importante, pois o polícia poderá ser um poço de informações sobre Dexter para a viciada. Mas pior que isto está Doakes, que não parece que tenha o destino traçado. Ou se calhar tem-no, mas Dexter ainda está a descobrir como desvendar a linha.

Nota: 9,4


Dexter (2.09) – Resistance Is Futile [FOX PT]

Agosto 4, 2009

Dexter3Com a temporada a chegar ao fim (eu sei que já chegou, mas só agora é que estou a conseguir escrever os reviews) Dexter aumentou o ritmo. Este episódio, comparativamente aos anteriores, é muito mais mexido. Já não temos a pachorrenta, mas importante, descoberta do novo Dexter. Já passamos essa fase. Já estamos na fase em que Dexter põem em jogo tudo o que aprendeu, ou o que desaprendeu, que é um pouco maior que o conteúdo aprendido. Vendo bem, Dexter não desaprendeu. Mudou. E vamos lá ver o que esta mudança trará. Na última temporada Dexter salvou a sua irmã, prescindindo da sua alma gémea, o seu irmão. Nesta tem várias escolhas. A primeira é Doakes. A segunda é Rita. A terceira é Lila. Vamos lá ver como emparelhará cada uma delas. Doakes e Lila são minimamente compatíveis, Rita com um dos outros dois é que não.

A escolha de Rita parece quase definida. Para além do demonstrado anteriormente, temos agora Dexter mais protector. E Rita parece que está capaz de o perdoar. Vamos lá ver o que sairá daqui, mas aquele passo de Rita poderá leva-la a duas situações: conhecer o verdadeiro Dexter, o que deixa de rasto a mãe de Cudy, ou escolhe viver com o Dexter que conhece. Escolhas a fazer durante a temporada, que têm algo a ver com Dexter, mas que também estão sujeitas a outros seres humanos.

E um desses seres humanos é Lila. Cada vez mais afastada de Dexter, Lila tenta a força voltar ao jogo. É um jogador de póquer, pois escondeu bem as intenções, mas que tem poucas fichas para apostar, e arrisca tudo o que tem nestas últimas cartadas. Já esteve com o jogo na mão, mas parece que está preste a perde-lo. Vamos lá ver o que as cartas (leiam Dexter) ditam.

Mas, e deixando este triângulo, que passou para terceiro plano, vamos aos dois planos principais do episódio. Doakes e BHB. As duas telas onde Dexter terá mais trabalho. Se, durante a maior parte do episódio pensamos que o assassino estivesse próximo de ser julgado, temos a reviravolta da temporada. Doakes, ao tentar incriminar Dexter, fica ele com as culpas. Apanhado no momento errado na hora errada. Para além disso, nada abona para o antigo sargento. Para além dos troféus que foram encontrados no seu carro, ele é a pessoa que melhor se encaixa no perfil do assassino. Quem acreditará nele quando chegar e atirar as culpas para Dexter. Parece que a vida está complicada.

Mas mais complicada está para Dexter. Pois, e com Doakes raptado, Dexter tem um problema. Libertar Doakes e arriscar que alguém leve a sério as suas teorias, que poderão ser apoiadas, ou mata-lo. O pior é que Doakes não se encontra com o código de Harry. Mas também o código de Harry diz que a primeira regra é a sobrevivência. E a de Dexter está cada vez mais ameaçada. Faltam 3 episódios para Dexter se decidir.

Nota: 9,5


Dexter (2.08) – Morning Comes [FOX PT]

Agosto 3, 2009

Dexter 2E à chegada do oitavo episódio, sabemos já que a narrativa está quase a fechar-se, as histórias estão a chegar-se ao fim. Tal como na temporada passada, onde conhecemos a identidade do ITK no episódio oitavo, neste episódio as narrativas começam a adquirir outro ritmo, algo que ainda não se tinha visto nesta temporada de Dexter.

Começando pelo triângulo amoroso formado por Rita – Dexter – Lila. Aqui foi o ponto onde avançou mais a narrativa. Primeiro Dexter descobre que o incêndio da casa foi tão acidental como se passava. Começam as desconfianças. E as desconfianças aumentam quando a casa é invadida, pela própria Lila. Se ainda não basta-se, Lila é a culpada do reencontro entre Jimenez e Dexter, que quase ia causando a morte deste último. Isto leva a Dexter a perceber que Lila é o maior problema da sua vida, pelo menos o maior problema que ele pensa ter. A relação tem um término (?) mas Lila não parece muito contente. Se já sem nenhuma razão para duvidar da honestidade e fidelidade de Dexter tinha aqueles comportamentos, quais serão agora? Mas Dexter entendeu que a reabilitação não estava a ser benéfica, que estava a muda-lo para pior. Vamos lá ver se fez bem.

Quem saiu benéfico deste terminar de relação foi Rita. Primeiro porque, como ele disse, ainda tem sentimentos pelo ex-namorado. Para além disso, Dexter ainda não largou Rita, demonstra por ela uma prisão, pois foi a primeira a que ele confiou algo. É por ela, e para o bem dela, que acaba a relação com Lila. E, para além disso, os filhos de Rita consideram Dexter quase pai. Tudo a favor do Morgan, para felicidade de Deb. Vamos lá ver o que o futuro lhes guarda.

E agora voltando ao caso principal, que foi o que teve mais desenvolvimentos. Primeiro a desconfiança de Lundy. Dexter entrou no radar do agente do FBI, e parece que vai ser difícil convencer a que o deixe fugir. Problemas maiores para Dexter podem vir daí, agora que Lundy, para além das desconfianças, possui uma equipa da sua agência. Se isso não basta-se, a tripla Batista, Deb e Lundy chegam a conclusão que o BHB é polícia, ou algo ligado a isso. As desconfianças aumentam e Dexter parece cada vez mais próximo, a espada mais próxima, e ele já quase encostado a parede. Vamos ver se consegue mudar o sentido da espada.

Quem já não tem dúvidas, ou está quase a ficar sem elas, é Doakes. Depois das desconfianças que nutria por Dexter, que levaram a sua exclusão da polícia, um relatório leve a que as desconfianças aumentem, e que Doakes decida movimentar-se. E, com isso, descobre os troféus de Dexter. Problemas para o assassino vêm aí. Cada vez mais perigosa se torna a vida.

Para acabar, dois pormenores. A relação entre Deb e Lundy parece evoluir. Poderá ser um problema para Dexter. Ou uma aliança inesperada. Algo para depois se ver. O segundo é o regresso de Dexter às mortes. Vamos lá ver como o Serial Killer se dá com uma nova morte, com o regresso ao vício.

Nota: 9,3