Heroes (4.01/02) – Orientation / Jump, Push, Fall

Setembro 22, 2009

Heroes principal47 minutos e 32 segundos. Foi o tempo que a alma de Heroes demorou a voltar. Foi o tempo que vivemos sem o Sylar. Foi o tempo que Heroes sobreviveu sem o seu vilão. Sendo assim, irei dividir o review em duas partes: antes dos 47 minutos e 32 segundos e depois dos 47 minutos e 32 segundos.

Antes dos 47 minutos e 32 segundos

Primeiro é de louvar não ouvir a voz de Sendhil Ramamurthy. Desta vez foi Robert Knepper a abrir o episódio, com uma narrativa sobre redenção. E pouco mais o resto do episódio (ou seja, Orientation) trouxe. Redenção para cá, redenção para lá, redenção para o Mark Parkman, para o Peter Petrelli, para a Claire Bennet e para o Hiro Nakamura (pouco, mas esta também está lá). Ambos tentaram tornar-se útil a sociedade. Mas antes um pormenor. Acho que um dos problemas de Heroes é o excesso de personagens espalhadas por espaço, e por vezes tempo, diferentes. Apesar de ainda termos bastantes personagens, já se viu que houve uma tentativa de encurtar o elenco (nem que seja por níveis financeiros). A narrativa ganha outro ritmo, ganha outro interesse. Esperemos que continuem com esta escolha, e ainda consigam reduzir mais os espaços por onde as personagens estão espalhadas.

Continuando com a redenção. Cada personagem regressa ao seu “destino” humano, os seus objectivos. Parkman regressa a detective, Peter a paramédico, Claire a universidade e Hiro, sem nenhum destino (já não me lembro se fazia alguma coisa quando lhe deu na cabeça fechar os olhos com muita força) em especial, decide entregar o seu poder ao povo japonês. Vendo os caminhos, é interessante ver que tanto Hiro como Peter não conseguiram deitar fora os seus poderes, e que Parkman e Claire tentam mantê-los longe da sua vida.

Heroes1A primeira parte do episódio teve pouco ritmo (foi escrita Tim Kring, ou seja, pedia-se mais) e serviu principalmente para introduzir o novo volume. A família de Samuel Sullivan parece que será o principal tema do próximo volume. A apresentação da família deu para perceber pouco do que será este novo problema, mas deu para perceber que tem um “viajante do tempo” na equipa, mas já muito usado. De resto, parece que a família é um conjunto de heróis nómadas, no qual conta um velocista, tal como a Elle, com o nome de Edgar. De resto, não consegui disfarçar os poderes de Robert Knepper e a sua companheira, Lydia, na descoberta de novos membros para a família. Talvez num futuro próximo.

Para acabar a caracterização da primeira parte mais parada, falta falar ainda dos novos poderes do Nathan. O Sylar está a vir ao cima, pois, tal como disse no começo do review, a série não aguenta sem o seu vilão imortal. Angela já adivinha o futuro, e vê que o perigo regressará (I’m back…lembram-se do último episódio da segunda temporada, principio do terceiro volume??).

Agora vamos a primeira parte mais mexida. Ou seja, últimos minutos. Claire encontra a sua colega morta. Eu pensei que sairia daqui mais uma daquelas histórias intermináveis de Heroes, que ira ser paralela a narrativa principal. Parece que não, mas isso só foi na segunda parte, por isso continuemos a falar da primeira. Continuando: Morte do Danko. Tracy Strauss volta a carga, agora imortal, ou assim parece. Após a quase morte de HRG, decide atacar Danko. Mas, quando tudo parecia resolvido, o velocista ataca. E perde-se um grande actor. Heroes em vez de riscar pequenos actores, ataca grandes. Claro que Danko já não tinha utilidade, e assim ganhou alguma, mas para cada um destes actores que deitam fora, deitavam fora 2/3 dos outros. Alguns já foram, outros parecem que estão no caminho. Sim. Hiro Nakamura parece que está a morrer, ou seja, Heroes torna-se uma série melhor. O pior é que não sabemos quando morrerá, se é antes do final da série (com as audiências que teve, Heroes pode começar a pensar no final…).

Após os 47 minutos e 32 segundos

A audiência caiu. Porque? Só por uma razão. O lead-in da segunda parte foi a primeira. Agora já não escrita por Tim Kring, a série teve um ritmo superior, consegui interessar mais, em parte porque Sylar voltou.

Começamos com o regresso de Hiro ao passado, não sei por alma de quem. Vamos ter outra vez um Hiro que salta de tempo em tempo? Mas prontos, vamos continuar. E vamos entrar num paradigma. O regresso de Hiro ao passado para o corrigir significou que a sua redenção não foi cumprida. Utilizou os poderes para fazer aquilo que jurou não fazer. Mas o paradigma não é esse. É este: se o Hiro alterou o passado, então mudou a sua história de vida, logo não sabe que tinha alterado o passado. E começam aqui os erros de Heroes. Heroes tem-se safado bem de voltar ao passado e muda-lo. A única vez que passou lá algum tempo, Hiro Nakamura ainda não vivia. Logo não tem influencia. Agora, e a par das outras vezes, o Hiro altera o seu passado, e consequentemente o seu futuro. Ou seja, Heroes estava a tentar safar-se deste buraco, mas voltou a cair. Um erro que podia ser corrigido. Mas, passando o erro, este serviu para mostrar que qualquer retorno ao passado não é possível. Todos os heróis não conseguem esquecer o que passaram. E assim começa não a redenção, mas de novo o uso e abuso dos poderes.

Heroes4Foi isso que aconteceu com Claire. Com a morte da sua companheira de quarto, Claire decide investigar com a sua nova companheira a morte. E começaram aqui os erros. Claire não consegue aguentar, e toca a atirar-se da janela a baixo. Foi suicídio, ou seja, parece que história não vai dar a lado nenhum, mas o mistério criado nela foi um bocado exagerado. Mas os propósitos são conseguidos. A nova companhia de Claire, Gretchen, descobre os poderes de Bennet, ou seja, a redenção foi o propósito para dar um título ao volume, nada mais.

Pois também foi isso que aconteceu com Matt Parkman. Mas com Parkman a situação é mais complexa. É que Matt começa a alucinar com Sylar, a pedir o seu corpo de volta. O vilão ficou preso na cabeça do detective, e agora começa a atacar. Aqui se vê que Heroes não consegue viver sem Sylar. Precisaram de o trazer logo na segunda metade, mas como não podiam estragar o corpo de Nathan (pois o Adrian Pasdar deve ter contracto até ao final da temporada, e seria um gasto de dinheiro) arranjam outra maneira de fazer regressar Zachary Quinto. Eu agradeço profundamente, pois ver um actor deste representar é sempre um gosto. Mas o que sairá daqui será a forma de Sylar regressar ao seu corpo. Começa a preparar o caminho para o regresso do vilão.

Mas o que falta saber é se o Sylar regressará mais rapidamente de outra maneira. Nathan começa a experimentar os poderes do seu “companheiro de corpo” e parece que o regresso também poderá ser feito desta maneira. Vamos lá ver o que sai daqui, pois nada de bom para os heróis será e nada de mal para nós sairá.

E agora voltemos a narrativa principal. Primeiro, vemos Samuel a “ajudar” Hiro Nakamura na sua tarefa, que resulta no namoro entre Ando e a irmã de Nakamura. Mas se para Nakamura isto significou “yata”, para Samuel significou muito mais. Significou a reconstrução de um exército, de uma nova companhia, uma nova equipa. Nakamura foi o primeiro de quatro. Claire, Sylar e Peter. Deste todos, só Sylar não está disponível. E é aí que entra Parkman. Vai ser a ligação entre Samuel e Sylar, a dupla S.

O que falta deste episódio é unicamente uma coisa: HRG a aliar-se com Tracy, numa aliança que parece que combaterá o perigo que Samuel é. A bússola foi a primeira missão (excelente luta, por sinal…algo positivo do episódio). Poderão ter a ajuda de Peter, que parece que vai ser a ligação mais permanente entre os dois lados. Agora ficam as questões: que foi aquela bússola, de quem foi aquele funeral, e qual será o plano de Samuel. Algo para ver nos próximos episódios.

Heroes teve um começo algo esperado. A série não cresceu muito, mas este episódio deu para ver que o volume poderá ser bom. Mas este episódio não o foi. Mas também as apresentações não costumam ser famosas, mas sim o continuar da relação.

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Vídeo promocional e poster de Heroes: Alguém quer?!

Setembro 4, 2009

Existe alguém ainda interessado em ver um vídeo promocional da quarta temporada de Heroes? Se sim, hoje é o vosso dia de sorte, pois senti-me bem disposto e como não tenho publicado nada da série, lá tive coragem de escrever um artigo sobre a série do Tim Kring. Intitulado, propositadamente ou não, ‘Redenção’, o quinto volume tenta que os protagonistas voltem a viver uma vida normal. Com participações especiais que certamente irá compensar o fraco elenco principal da série e uma história que poderá ser até minimamente boa, será que vão conseguiu recuperar a audiência que foi perdida na última temporada. A quarta temporada estreia no dia 21 de Setembro com um episódio de duas horas de duração. A série terá reviews semanais feitos pelo Aguerra. Abaixo, além do vídeo promocional, também podem ver um poster que por sinal ficou excelente! Ao menos nisso é boa…

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Heroes recruta novo detective

Agosto 12, 2009

Sem títuloErnie Hudson entrou para o elenco da nova temporada de Heroes.

De acordo com o site The Hollywood Reporter, Hudson – que apareceu anteriormente em Desperate Housewives (Donas de Casa Desesperadas), Private Practice (Clínica Privada) e Oz – foi a mais recente contratação no meio de tantas outras para esta quarta época de Heroes.

Ele será uma personagem recorrente e vai interpretar o Capitão Lubbock, um detective que tem como missão capturar uma das outras personagens da série. Ainda não se sabe quem é essa personagem que não vai ter descanso neste quinto volume da temporada, intitulado ‘Redemption’.

Heroes regressa no dia 21 de Setembro com um estreia de duas horas de duração (dois episódios), à semelhança do que aconteceu na temporada passada.


Heroes: Claire com romance lésbico?

Julho 2, 2009

claire_bennet_heroesO Ausiello mais uma vez lançou uma carrada de spoilers sobre as séries mais famosas da actualidade e Heroes foi uma delas. Quando perguntado se é verdade que a Claire vai ter um romance com a Annie, nova personagem interpretada por Rachel Melvin, ele respondeu:

É mais ou menos verdade. Não tenho a certeza se será uma relação muito séria, mas eu posso confirmar que elas se irão juntar numa pequena experiência lésbica. Pelo menos é esse o plano.

Entretanto, Ausiello ainda falou sobre um outro assunto envolvendo a actriz que dá vida à Claire:

Hayden Panettiere insiste que os rumores de que ela tentou acabar com o seu contrato com a série no final da terceira temporada foram muito exagerados, ou seja, tudo mentira. Ela disse que adora o seu trabalho, onde está e que a série da NBC tem sido uma grande parte da sua vida. “Eu tenho feito isso por quatro anos e às vezes ficamos mais desassossegados. Eu adoro o que faço e o meu trabalho. Adoro o elenco, eles são a minha família. Eu não presto atenção a rumores como esses. É por isso que são chamados rumores: porque realmente o são.“, adicionou Panettiere.


Heroes – Quarto Volume (2009)

Junho 25, 2009

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Após Genesis, Generations, Villains, Heroes teve o seu quarto volume, intitulado Fugitives. Um volume que, como todos os outros, prometeu muito. A máquina de Markting da NBC consegue transformar um sapo num príncipe quanto é para promover a série, mas a série continua um sapo, pois ninguém faz magia.

E, vendo a metamorfose de Heroes desde o inicio, ele começou a ser um príncipe. Mas algo afectou a série, e ela decresceu de qualidade, chegando a parecer-se um sapo nesta temporada. Mas, pensando bem, Heroes não é um sapo, mas os erros que foram cometidos nesta temporada fizeram que essa ideia viesse a minha cabeça e fica-se retida nela. A premissa podia ser excelentemente explorada, mas os erros lembram-me um daqueles jogos de peças. Ao empurrar-se a primeira, tudo as outras começam a cair, uma a outra, e o estrago fica cada vez maior. Como recuperá-lo? Começando o jogo de novo, a partir do zero. Só assim é possível corrigir os erros.

E Tim Kring teve essa afirmação, que a série iria partir do zero. Não partiu, não. Continuou a cair nos mesmos erros, já aqui enunciados. Vendo bem, o que o criador de Heroes queria dizer era que falta uma base nova. A primeira temporada teve uma base, e o resto das temporadas foram construídas a partir daí. O pior é que a base que sustentava a primeira temporada era pequena, e a segunda já andou na corda bamba. A partir daí foi o descalabro. O que resta aos argumentistas é dedicarem alguns episódios desta próxima temporada a fecharem histórias, e passarem só parte da narrativa para uma nova base, construindo a partir aí.

Depois de dar a minha opinião do que se deve seguir no futuro, vamos lá dissecar este quarto volume. Fugitives teve uma entrada fantástica, a de colocar todos os heróis a serem perseguidos. A série trazia de novo um tema interessante, que foi de novo muito mal explorado. O tema foi mudado drasticamente, e a meio do volume o tema principal passou a ser encontrar formas de reunir, de novo, Sylar para o grupo, para atormentar estes, de que a sua fuga. Perdeu-se o rumo, o seu tema foi esquecido, e para isso muito contribuíram a saída de Elle Bishop, que era das personagens mais consistentes da série, a sobrevivência de Hiro, que continua a procura do herói dentro de si que lhe permita salvar de novo o mundo, a introdução de novas personagens, que conseguem ocupar um episódio sem nexo para a narrativa, como é o caso de 1961, a procura de Sylar pelo seu pai, que não deu em nada. Para além disso, a figura de Danko teve uma mudança extrema de personalidade. O actor é excelente, mas a personagem não consegui encontrar um rumo fixo.

Assim, a fuga do tema principal deixou a equipa a nora, culminando num final muito controverso. A fuga deu lugar ao encontro de novo de Sylar e companhia, e a série parece cair de novo no erro. Tem de novo a temporada condicionada, e ainda por cima o mais carismático personagem está preso. A vida parece negra, mas também poderá sair daqui uma solução. Heroes, com Sylar desaparecido, poderá fechar as várias histórias que acompanham a série, reduzir o número de pontas soltas, e depois libertar a fera, para, de novo, atormentar o mundo. Assim, e uma história que está automaticamente fechada é de Nathan. Quando Sylar regressar, é hora de Nathan ir embora. Outra que se pode fechar é a de Suresh. O doutor já pouca falta faz a série. De modo científico isto já não vai lá, por isso não se perde nada com a saída do doutor. Claro que outra era da de Hiro e Ando, mas é esquecer. Heroes terá ainda o asiático, pois assim ganha bastante gente nos países asiáticos, e a NBC não dispensa isso. Angela Petrelli é outra personagem que só está a dar perdas a NBC. A mãe de Peter já deu tudo o que tinha a dar, e, como ela não tem o poder de Claire, podia morrer de velhice. O resto era dar umas pinceladas rápidas. Por a irmã de Angela a morrer num tornado por si criado, e o resto das personagens ainda não fechadas também irem por aí. Depois tínhamos o retorno de Sylar, numa nova perspectiva, e poderíamos aproveitar de novo Heroes.

É esperar que as promessas de Tim Kring sejam concretizadas. Do que dá para perceber, já temos algo que poderá ser uma premonição, a saída de Bryan Fuller da série não advêm nada de bom. Esperemos que me engane, e que a série revitalize.

2e


Bryan Fuller sai de Heroes

Junho 22, 2009

Sem títuloSegundo o site inglês Digital Spy, Bryan Fuller saiu de Heroes onde fazia parte da equipa de argumentistas. O escritor de trinta e nove anos foi uma peça importante para a montagem da elogiada primeira temporada da série, mas acabou por abandonar esse projecto para se dedicar à sua nova criação de 2007: Pushing Daisies.

Mas quando Pushing Daisies foi cancelada no final do ano passado pela ABC, Fuller voltou a Heroes para ajudar a revitalizar o programa de Tim Kring, e notou-se melhorias no episódio que ele escreveu (Cold Snap, Volume quatro). Além disso, o escritor ainda ajudou nas ideias para o quinto volume que estreia no segundo semestre de 2009.

Segundo algumas fontes, Fuller decidiu abandonar Heroes na semana passada para se concentrar em novos projectos para a NBC. Ele já tinha expressado o seu interesse em criar uma nova série da saga Star Trek, mas não se sabe se vai ser esse a sua nova criação.


Lista: Cinco razões que fazem de Heroes uma má série!

Junho 20, 2009

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Com uma fanbase espalhada por todo o mundo, que se infiltra em qualquer sociedade, em qualquer família (falo com conhecimento de causa), Heroes é uma das séries mais controversas da actualidade. Os fãs, cegados com a primeira temporada, ainda não recuperaram a visão e continuam a elevar a série. O que é verdade é que ela perdeu a qualidade que demonstrou na primeira época, devido aos vários erros que aconteceram durante as temporadas posteriores. A série poderia ter sido uma daquelas que ficam na memória por anos a fio, devido à sua inteligência, a intriga, entre outras coisas, mas não ficará, pois teve uma queda abrupta. E, se isto não basta-se, nunca se sabe se a criação de Tim Kring atingiu o fundo do poço ou ainda há mais para descer. Os principais erros que até agora foram cometidos estão aqui, pois o que ainda está para vir está no segredo dos deuses.

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É impressionante a forma como as viagens temporais em Heroes conseguem ser ridículas. Na primeira temporada conseguiram inicar esse tema muito bem, com a chegada de um Hiro do futuro para ajudar o Peter. Contudo, no volume Villains isso já não correu tão bem e apenas conseguiram cair mais na minha consideração. De uma forma simples, o que os produtores fazem é como dar um rebuçado a uma criança e tirá-lo antes dela poder comê-lo. Não tem nada pior que desfrutar de um episódio (como o caso do 3.04), tendo este uma grande de adrenalina e reviravoltas, e perceber que o futuro lá mostrado só serviu para preencher quarenta minutos da série. Ainda estou à espera de um Sylar casado ou de um Hiro em guerra com o Ando, mas acho que isso nunca acontecerá. Por fim, não podia deixar de mencionar as constantes mudanças de personalidade da Claire, Nathan, Peter, entre outras personagens, mudanças essas que se interligam com esse tal futuro nunca alcançado.

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Vamos lá fazer uma contagem. Quantas personagens é que já morreram em Heroes? Então vamos lá começar. Noah Bennet. Ah, pois é… esse voltou. O Nathan Petrelli, o senador já morreu, mas está vivo: é o que se chama reencarnação. O corpo é o de Sylar, segundo parece; outro que não conta. Vamos passar para as personagens de Ali Larter. Parece que Tim Kring tem uma paixão pela loira, mas não gosta de a ver sempre de igual, por isso mata-a várias vezes, mas ela ressurge sempre, como outra pessoa. Já são três personalidades encarnadas, e de caminho já consegui apanhar Tara no número de pessoas num só corpo, é o que se chama múltipla personalidade! Depois temos Daphne, o que dizer da amante de Parkman? Dispararam sobre ela, todas as pessoas viram que ela levou com algumas balas no corpo, mas era uma ilusão de óptica?! Ela fugiu de quase todas à velocidade da luz, mas foi apanhada por uma. O seu regresso foi curto, mas ainda teve tempo para regressar. E falta falar de Sylar: a personagem de Zachary Quinto já teve a morte à porta uma data de vezes. Uma delas sobreviveu por ter mudado o seu cérebro, e agora está vivo, mas ao mesmo tempo morto. Mas parece que não está morto, mas sim adormecido, para certo dia ser beijado pela Claire e acordar.

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Após contar o número das personagens “não-mortas”, vamos fazer uma contagem de personagens existentes em Heroes. São 91 actores que participaram, no mínimo, em 3 episódios, 41 actores em, pelo menos, 7 episódios. Entre eles estão Jack Coleman como Noah Bennet, Hayden Panettiere como Claire Bennet, Greg Grunberg como Matt Parkman, Adair Tishler como Molly Walker, a menina GPS, Thomas Dekker como Zach, o amigo inseparável de Claire (?), Richard Roundtree como Charles Deveaux ou até o Detective Bryan Fuller, interpretado por Barry Shabaka Henley (isto não e brincadeira). É uma lista comprida, do qual já se riscaram vários nomes. O poder mais castigado é o de desenhar o futuro. Já foram para as alminhas nomes como Isaac Mendez e Usutu, o pintor do deserto. Depois temos a excelente Veronic… ups… Elle Bishop, interpretada pela genial Kristen Bell. Esta é que podia ser ressuscitada, mas pronto. Ainda restam aquelas personagens que não morreram, mas também não estão no elenco. As histórias que ficam por contar são muito, contudo, vamos lá criar mais umas quantas. Que tal inventar uma tia para Peter, que utilizamos quando quisermos neve no Verão, mais uns quantos vilões, para o Sylar poder ter um bocado de comida fresca. E, se ainda tivermos tempo, colocamos mais algumas para apimentar as coisas. Vamos dar trabalho a actores, vamos encher a audiência com novas personagens! E numa contagem (bem) por alto, o número de personagens “principais” que resistem são 11. Um pouco a mais, não acham?

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O elenco de Heroes começa a ficar famoso. Depois de ter feito parte da lista dos piores elencos das séries, chega a vez de voltar a figurar negativamente também nessa. Coloquei a foto do Milo Ventimiglia porque na minha opinião ele não tem qualquer valor para ser considerado o protagonista de Heroes. Aliás, quase todo o elenco da série deixa a desejar, como por exemplo a Hayden Panettiere (Claire), com a sua forma de ser sempre preocupada e o Greg Grunberg com a sua maneira irritante de ouvir os pensamentos das pessoas. Outros actores e actrizes como a Ali Larter e o Zachary Quinto são extremamente prejudicados pelo mau guião (roteiro para os brasileiros) que o Tim Kring e a sua equipa lhes oferecem, pois tenho plena consciência que tanto um como o outro são bons actores. Para piorar a situação, essa mesma equipa tem a proeza de matar os melhores intérpretes que a série teve, tais como a Kristen Bell (Elle) e a Brea Grant (Daphne). Nem mesmo a participação de Zeljko Ivanek foi suficientemente forte para melhorar o meu ponto de vista acerca desse assunto.

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Falar de Heroes sem falar dos erros de continuidade, é como ir a Roma e não ver o Papa. Os erros de continuidade são uma constante na série dos heróis, e não há nada que mude. São personagens que escrevem BD’s durante a sua estadia no mundo dos mortos, são as famosas ressurreições, já aqui faladas, e que fecham vários buracos, são personagens que têm amnésia passageira (Dr.Suresh Sénior, que não se lembra da estadia em Coyote Sands). Poderíamos aqui continuar o resto do dia, mas acho que já perceberam aonde quero chegar. Heroes, se for bem explorado, seria uma mina de erros de continuidade. O que chateia é ver depois aquelas promessas pomposas que a fase má de Heroes vai passar, que tudo não passou de um equívoco, que tudo voltará a estaca zero. Os argumentistas não se lembram do que já fizeram, e por isso toca a escrever uma coisa totalmente contrária. É como fazer um quadro, e logo depois pintar por cima uma coisa totalmente diferente. É difícil dar uma continuidade à história dos heróis? Não me parece, mas talvez os argumentistas de Heroes tenham sido afectados por um certo vírus que leve a amnésia passageira. Vamos lá ver se arranjam a cura.

Esta lista foi uma ideia do Aguerra, que também colaborou activamente para a elaboração da mesma.