Lista: Séries a rever quando tiver 40 anos

Setembro 8, 2009

40 Anos. As experiências acabam, a vida está fortalecida. Chega a altura de começar a olhar para trás, para o passado de uma forma mais profunda. O tempo que passamos, os segundos perdidos e ganhos na vida. E é sobre alguns destes segundos que falaremos, sobre os segundos que não foram perdidos a ver série, mas sim ganhos. As séries que transitaram por entre o tempo, que nos fizeram companhia. As séries que mostraremos ao nossos filhos como os ex-líbris do nosso tempo. As séries a rever quando tivermos 40 anos.

BOston-Chuck
Boston Legal

Os advogados são ser carrancudos. Seres que dominam o uso da palavra e da escrita. São seres que a sua existência se resumiria, a nível profissional, em processar. Por causa disso, Boston Legal estava destinado a desgraça. Mas Boston Legal não fala sobre o mundo dos advogados, mas sim sobre o mundo e transforma-o num escritório de advocacia. Inteligentemente escrita, interpretada com mestria e com diálogos absolutamente de outro mundo, a vida de Alan Shore e Danny Crane é uma doçura. É uma vida que qualquer pessoa gostava de ter. Fazer o que mais gosta com o melhor amigo ao lado. É outra série em que a amizade aparece documentada. Mas é outro tipo de amizade. É uma amizade mais profunda que Friends, mas com um nível de humor semelhante. É uma série que delicia os olhos, os ouvidos. As frases de Denny, as insinuações de Alan e o resto do elenco fazem de Boston uma das melhores criações dos últimos anos. É para apreciar e desejar ter uma vida perfeita como aquela.

Chuck

A série mais recente da lista, mas talvez a que tenha o que falta a todas o resto. Chuck é um sonho vivido. É a concretização do mais improvável dos sonhos. A relação entre os mais improváveis seres humanos do universo. Chuck é uma série que consegue conquistar qualquer pessoa, até uma criança. É uma série de tão simples, tão simples, que ao vê-la se vê algo mais confuso. Chuck é sobre a relação entre o que dá o nome a série e Sarah. O resto é conversa. Não é só isto, mas é a maior parte. Qualquer pessoa que veja Chuck vê que a série foi construída com o propósito da paixão entre os dois. O resto é como dar dois doces a uma criança em vez de um. Ou talvez três.

Dexter-Friends

Dexter

Dexter no inicio é um bebé. Não sabe gatinhar, o que aprendeu é o seu manual de sobrevivência. Eu, ao ver Dexter, não vejo unicamente a série de um serial killer. Vejo uma série muito mais complexa que isto. Vejo a aprendizagem do ser humano, o crescimento dele, o seu desenvolvimento, as suas descobertas, as suas fraquezas. A construção de um ser humano. Os casos servem mais para ser o propósito desta construção. É que em Dexter tanto podemos ver um adulto já formado como um bebé sem aprendizagem. Vemos bastantes erros, muitos comuns na adolescência, muita aprendizagem e descoberta, mas também vemos o seu lado mais adulto, na forma como consegue lidar com as pessoas. Dexter é outra série imortal. Pois, se os tempos se vão mudando, a construção do ser humano é sempre igual. Em Dexter dá para vermo-nos a nós próprios, aos nossos pais ou aos nossos futuros filhos. Dexter é das personagens mais completas que existem na TV, a série é sempre uma descoberta autêntica.

Friends

O humor é eterno. Teremos sempre de nos rir, faz bem a alma, e o que faz bem a alma faz bem ao corpo. E, naqueles dias que parece que ninguém nos arrancará um sorriso, nada melhor que a companhia dos 6 amigos de New York. Friends será uma série eterna para aqueles que gostaram e para aqueles que a viram. O humor é tão simples, rudimentar, que se torna inteligente. Para além disso, as qualidades que a série transmite serão sempre necessárias para a sociedade. A amizade é um bem precioso para todo o mundo. Friends é um hino a esta qualidade humana. Brindemos aos seis amigos.

Friday-Sexcópia

Friday Night Lights

Quem pensa que Friday Night Lights trata-se de um drama juvenil banal, está redondamente engano. Com um elenco praticamente desconhecido do grande público, mas que consegue transmitir toda uma emoção patente em FNL. Personagens envolventes, dramas interessantes e mais que reais, passando pelo racismo, bipolaridade, traições, vitoria, derrotas, girando tudo em volta de um amor comum o futebol americano, os Dillion panthers, e de um treinador inspirador. É raro um episódio de FNL que se considere mau, variam entre a perfeição e o muito bom. Série elogiadíssima pela crítica que demora no entanto a conquistar um número de fãs consideráveis, mas os que tem são fiéis e apaixonados por esta magnifica série e não hesitaram em rever a série, mostrando aos descendentes os problemas da nossa sociedade. Clear eyes, full heart, can’t loss.

Sex and the City

Já a caminho do seu segundo filme, sexo e a cidade foi uma série em que o tema sexo não era tabu, as quatro amigas de Nova Iorque, Samantha, a mais velha mas a mais namoradeiro do sítio. Carrie, jornalista e narradora da série, Charlotte, a mais conservadora e tradicional do grupo, e Miranda mais concentrada na sua carreira de advogada. As quatro amigas proporcionam-nos momentos hilariantes, as suas conversas andam sempre à volta de um tema comum, homens, relações, sexo e a tudo o que isso dizia respeito. As quatro amigas souberam fazer da série uma obra de arte digna de ser revista um dia mais tarde.

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Grey’s anatomy

Drama, paixão, mestria, surpresa, todas estas palavras definem o grande sucesso que é Grey’s Anatomy e as suas 5 temporadas até ao momento. Com personagens interpretadas com mestria e que criam grande empatia no público, Grey’s consegue comover mesmo os corações mais duros com todos os dramas que nos foi habituando ao longo dos tempos. Desde as várias complicações e revés que a vida de Meredith sofreu, ao desfecho da história entre Denny e Izzie, e mais recentemente à doença desta e ao acidente de George, são inúmeros os casos dramáticos de sucesso em Grey’s. E apesar de apresentar alguns episódios mais fracos no episódio seguinte é sempre de esperar o melhor desta série e do seu elenco. Com uma banda sonora digna desse nome e com narrações comoventes, Grey’s estabeleceu-se no panorama internacional como uma McSeríe de elevada qualidade. “The patients we lose, the mistakes we make. That’s how we learn. That’s the only way it’s ever been done.”

Lost

Mistério. Quem não gosta de uma aventura na vida, que envolva tudo que sempre imaginamos. Uma ilha perdida e pedida pelo mundo. Local de maravilhosas criaturas, de maravilhosos mistérios e significados. Lost demonstra, antes de tudo, a sobrevivência do ser humano em ambiente hostil. A aprendizagem primeiro. Mas Lost mostra que, ao contrário de que muitas pessoas defendem, o ser humano é uma essência mutável. Sempre em construção. É isto que Lost significa, para além do mistério e excentricidade que o rodeiam. Um teste a sobrevivência humana. Uma construção de uma nova vida. Paisagens magníficas. Relacionamentos construídos do 0. Amores e desamores. E, depois, o resto vem por acréscimo. E o acréscimo é melhor que os significados básicos da série. Para ver com 40, 50, 60 e 70 anos. E ver que o ser humano é um ser hábil a criar arte.

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Supernatural

Apesar de explorar um tema por vezes controverso e nem sempre apreciado por todos, rapidamente conseguiu conquistar milhares de fãs pelo mundo fora, sendo responsável por uma excelente audiência para o canal CW. Estrelado por dois actores que para além de interpretarem maravilhosamente as suas personagens, também constituem um regalo aos olhos do povo feminino. Apesar de se estender no tempo indo já para a sua 5 temporada, supernatural tem sabido explorar o tema com muita sabedoria, fazendo os fãs acompanharem a série do princípio ao fim. Os manos Winchester e as suas lutas contra os demónios, sem esquecer os risos proporcionados por Dean, conquistaram fãs mais que fiéis em todo o lado.

Prison Break

Uma série que apresentou uma primeira temporada digna da palavra maravilhosa. Com uma argumento original, onde o suspense e a surpresa faziam parte do casting em cada episódio. Muitos acusam-na de se ter estendido no tempo e de ter tentando fazer valer o seu sucesso por tempo em demasia, talvez concorde em parte com essa opinião, mas não posso deixar de destacar que depois de uma segunda e terceira temporada um pouco mais fracas, Prison Break reergueu-se das cinzas e conseguiu terminar da maneira como começou de forma mais do que digna. Os manos Scofield e companhia vão fazer falta, e nada melhor que rever a série com toda a família reunida.

Lista Realizada por: Filipa Silva e António Guerra


Prison Break ganha jogo da série!

Agosto 12, 2009

prison_breakA isso é que se chama ‘render o peixe’ até não poder mais!

Depois da saída dos dois últimos episódios (completamente desnecessários) num DVD separado da quarta temporada, com o nome de ‘The Final Break’, agora é a vez de apostar num jogo para computador e as plataformas PS3 e X360.

Apesar de ser uma série que teve uma audiência fraquíssima na sua quarta época, é bastante lucrativa ao redor do mundo e não é de admirar que lancem esse jogo. A história vai girar em torno do agente Tom Paxton que vai para a cadeia de modo a tentar descobrir o porquê de Michael Scofield ter assaltado o banco [do episódio piloto].

Alguns momentos que vimos na série também vão ser retratados no jogo, assim como algumas personagens que todos nós conhecemos. Ele vai ser desenvolvido pela Deep Silver e ainda não tem previsão para chegar ao mercado. Espero que ele seja mais ou menos bom, pelo menos que esteja no nível dos do CSI, que são bastante bons (pelo menos o CSI Hard Evidence, que foi o que eu joguei).


Prison Break (4.23/24) – The Final Break

Junho 8, 2009

final

Começar por dizer que eu, Aguerra, sempre fui um fã fervoroso de Prison Break. Foi a série de Michael Scofield que me mostrou as maravilhas das séries, foi ela que me fez ficar preso a televisão às quintas a noite, na Fox, quando só tinha os meus 13 aninhos. Foi a primeira série que acompanhei regularmente, foi a que colocou o bichinho das criações americanas, foi ela que me abriu os horizontes. Por isto pode-se dizer que sempre foi a minha série.

Como a toda a gente, achei a primeira temporada perfeita, talvez a melhor alguma vez feita em televisão (daquilo que conheço), não desgostei da segunda, detestei a terceira e já estava a espera de uma péssima quarta temporada. Saiu-me o tiro pela culatra, pois a série voltou-me a reconquistar, veio reanimar a alma, relembra-me porque adoro a série. Mas como sou apologista de que uma série deve acabar quando está na maré de cima concordei com a decisão de acabar na quarta temporada (como, depois de ver a terceira, concordava que a série deveria acabar na segunda, se não fosse na primeira). E com o final que já todos sabemos, pouco restava para contar. The Final Break vem preencher as brechas que faltavam preencher.

Numa série de quatro temporadas, The Final Break é o resumo quase perfeito destas. Mistura a acção, o génio de Michael, faz regressar personagem esquecidas e depois tem a falta de coerência que caracteriza algumas partes de temporadas. Começando pela falta de coerência. Eu, que me lembre, vi a Sara a assinar um documento que a sarahexonerava-a. Pode ter sido erro meu, pois ela poderia estar a fazer desenhos. Mas prontos, vamos partir do princípio que Sara ainda não tinha o cadastro limpo. A vida corria de feição para o clã Scofield: estavam a espera do pequeno Michael, estavam em liberdade e, para complementar, casaram-se. Mas os problemas começam quando Sara é presa por ter morto Christina. O regresso a uma prisão, uma nova fuga para preparar, agora em Miami. Mas claro que para dificultar a fuga, surgem alguns problemas pelo meio. Começamos por saber que Gretchen está viva e recomenda-se, que o General Krantz está na prisão ao lado daquela onde Sara foi parar (ironia do destino?) e que, a acompanhá-lo, temos dos melhores vilões da TV, T-Bag. Ah! E depois temos uma cara familiar, já muito comparada a J.J.Abrams. Algumas semelhanças (algumas não, muitas) eram notórias. E assim a história prometia ser mais uma fuga da prisão, ao estilo da primeira temporada.

Continuando com o rumo da história. A prisão de Miami não é nada parecida com Fox River, mas continua com os problemas habituais. Temos os guardas que são, de novo, subornáveis. Temos uma prisão pouco rígida quando os presos estão a trabalhar. Parece que os erros não são corrigidos, apesar de saberem quais são. Os problemas desta vez surgem com outros nomes. Gretchen está dentro da prisão para matar Sara, a mando do General, Scofield encontra-se scofilddo lado de fora. Mahone está a ajudar (?) os agentes do FBI para prevenir a fuga de Sara, Sucre está também do lado de fora a ajudar na fuga. Restam dois pontos que se mantêm como no princípio da série. T-Bag de novo dentro e pronto a atrapalhar e Sara também de novo dentro, mas agora com outras funções.

As bases estavam lançadas. A partir de aí foi uma fuga que misturou a primeira temporada a terceira. O que me lembrou a primeira foi o constante perigo que surgia em frente das personagens. As várias reviravoltas que aconteceram, sendo aquela que me ficou na memória a do novo “baile” que Scofield deu a T-Bag. Da parte da terceira temporada temos o “salto de pára-quedismo” do boneco, temos a presumível passagem de Mahone para o lado do FBI e temos uma saída da prisão um pouco mal preparada. Haver um portão que dê cá para fora sem protecção é um pouco descabido. Uma saída para a série, que me fez desejar pela terceira temporada.

Mas faltava ter algum propósito este filme. Não poderia só ser mais uma fuga, pois fugas existiram muitas. O propósito é para ver como Michael morreu. Foi para isso que foi criado o filme. E nada melhor que ver que Scofield aindascofild2 continua o mesmo. Morreu pela sua amada, para a salvar. É a imagem que fica, um Scofield generoso, genial e careca e sem as famosas tatuagens. O corpo não sei onde ficou, mas não me parece que tenha sido enviado para a família. Morreu onde tinha de morrer, dentro da jaula de onde tirou muita gente.

Várias fugas aconteceram em Prison Break. Esta foi a última. O último salto sobre a vedação, o último suspiro da série. Os fãs como eu não ficam tristes, pois conseguiram passar excelentes momentos com a série dos irmãos que, afinal, não o são mas parecem ser. A melhor homenagem a série são duas: rever a primeira temporada para recordar e não fazerem um spin-off. São estes os desejos que ficam (o primeiro concretizar-se-á, o segundo já tenho sérias dúvidas).

Nota: 8,5


Prison Break – Quarta Temporada (2008)

Junho 4, 2009

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Prison Break é das séries mais conhecidas mundialmente, com inúmeros fãs em redor do planeta. Como a maioria dos visitantes do Portal de Séries são brasileiros, tenho a total percepção que é, no Brasil, a série com mais fãs logo a seguir a Lost. Em Portugal, as escapadelas da prisão e as fugas de Michael Scofield deixaram de ter bons olhos depois da terceira temporada que foi enormemente (e, por vezes, exageradamente) criticada por aqueles que a viram. Eu apenas conheci Prison Break logo depois de terminar essa mesmo temporada, e ao ver a primeira, achei a série excelente. Contudo, foi já na segunda que a série começou a desiludir-me (eu prefiro a terceira época que a segunda) e foi sem expectativas nenhumas que eu vi ‘Scylla’, o episódio que abriu aquele que estaria destinado a ser o último ano de Michael e companhia.

As audiências ditaram o cancelamento da série e os produtores tiveram, assim, muito tempo para criar um final digno. A história principal da quarta temporada era simples: conseguir, no mais curto espaço de tempo, os cartões que abriam Scylla, o suposto livro negro da companhia. Mas tudo veio revelar-se mais complicado que isso, com algumas mortes e grandes traições pelo meio. Existiam situações completamente forçadas e só depois de reflectirmos um pouco sobre o que vimos, é que percebemos isso. Nem sempre a acção compensa a falta de nexo nas cenas.

Com a introdução de novas personagens, conhecemos Self, uma personagem horrivelmente interpretada por Michael Rapaport. É facto que Prison Break tem excelentes actores, como o Robert Knepper (T-Bag) e o William Fichtner (Mahone) e colocar um actor como o Rapaport numa personagem fixa e tão importante foi ridículo. Mas parece que depois eles perceberam isso e lá tornaram o Self num traidor, o que poderia explicar a falta de convicção com que ele falava com o ‘gang’ dos irmãos. Para terminar a questão das personagens, tivemos o regresso de Sara com uma explicação, no mínimo, simples. Estava à espera de algo mais elaborado, mas prontos, é pegar ou largar!

Como última temporada, este quarto ano convenceu, mas está longe de ter sido melhor que os anteriores. Eu antes de escrever este review estava com uma melhor impressão sobre a série, mas ao olhar de um modo global tudo o que aconteceu, a minha consideração por Prison Break desceu um pouco. Confesso que ainda não vi o The Final Break, nem sei se vou ver (já sei como como tudo aconteceu porque li na Internet), mas o final exibido pela televisão foi satisfatório. Ao contrário de muita gente, achei um desfecho feliz! Prison Break foi brilhante, mas não acabou assim, contudo é uma série com mérito e temos que reconhecê-lo.


Lista: Personagens que cresceram a olhos vistos

Maio 24, 2009

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As séries são recheadas de personagens que nos fazem rir, chorar, irritar e aprender. São centenas e centenas de actores que dão vida às mais diferentes pessoas, mas nem todas as personagens têm a proeza de crescer ao longo do tempo. Esta lista explora mesmo isso: estão representados, de seguida, as dez personagens que cresceram a olhos vistos. Como podem observar, a quinta temporada de Grey’s Anatomy contribuiu muito para isso, assim como a terceira de Friday Night Lights. E a principal conclusão que podemos tirar deste top 10 é que os personagens crescem em todo o género de séries, desde dramas, comédias ou séries teen.

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1 – Sawyer (Lost) – de refilão passa para um homem responsável, capaz de gerir o futuro dos Oceanic 6 e dos que ficaram na ilha. Assumiu o papel de líder nesta quinta temporada, mas também o papel de “marido” dedicado. Um Sawyer que depois de ter a atitude altruísta de se jogar ao mar, cresce muito como pessoa e passa a demonstrar um Sawyer mais humano, a armadura de homem forte e despreocupado com os demais finalmente cai e revele uma pessoa melhor. É por isso mesmo que ele fica no primeiro lugar desta lista!

2 – Meredith (Grey’s Anatomy) – uma personagem muito conturbada, muito por culpa dos constantes altos e baixos que sofreu ao longo das diferentes temporadas. Das indecisões e constantes dúvidas por que passava, parece finalmente firme nas suas decisões e opções e deixou as reservas de lado em relação ao comprometimento, aceitando finalmente uma vida a dois à muito pretendida por Derek. Resolve lutar também por aquilo que acredita mesmo indo contra a opinião de terceiros, apreendeu a defender os seus valores e a deixar os receios para trás.

3 – Karev (Grey’s Anatomy) – quem diria que algum dia o Karev da primeira temporada iria virar um dia um marido capaz de um discurso de emocionar até os corações mais duros, um marido que está lá nas piores fases e embora por vezes se encontre perdido, rapidamente acha o caminho. Conseguindo dar um apoio necessário a quem precisa, a quinta temporada de Grey’s Anatomy fortaleceu a personagem. Karev surpreendeu tudo e todos este ano, passando de playboy convencido a marido dedicado.

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4 – Brooke (One Tree Hill) – a menina da primeira temporada não tem nada a ver com a Brooke das duas últimas temporadas. Brooke cresceu, de menina irresponsável, inconsequente embora com um coração de manteiga, tornou-se uma mulher de negócios, uma mãe responsável, uma amiga pronta para o que der e vier. A sua relação com a Sam só veio fortalecer ainda mais esta personagem.

5 – Tim Riggins (Friday Night Lights) – um personagem que sempre demonstrou ter um bom coração embora muito trapalhão pelo caminho. Consegue na terceira temporada de Friday Night Lights finalmente entrar nos eixos e decidir lutar pelo seu futuro ao lado de Lyla e consegue inclusive a entrada na faculdade. Ninguém diria que o apaixonado por cerveja e futebol americano algum dia conseguiria realmente empenhar-se por uma entrada no ensino superior.

6 – Sara Tancredi (Prison Break) – de médica inocente que acaba por se apaixonar por um prisioneiro, Sara vê a sua vida complicada por esse romance. Passa de menina tímida disposta a ver sempre o lado bom das pessoas e a não haver maldade em ninguém, incapaz de ferir uma mosca a uma mulher destemida, mais perspicaz e capaz de matar para salvar as pessoas amadas.

7- Izzie (Grey’s Anatomy) – surpreendeu na maneira como reagiu à doença de que padece. Com coragem de leoa, Izzie deu uma lição a todos no início da sua doença em que ninguém sabia como reagir. Nunca se deixou abater, a partir do momento que decidiu lutar pela vida contra todos os prognósticos menos positivos. Uma história que permitiu desenvolver muito a força da personagem que sempre pareceu frágil e fácil de quebrar, neste fim de temporada conhece-se uma Izzie forte com capacidades de luta.

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8 – Justin (Brothers and Sisters) – com um passado conturbado, manchado pelas drogas e a guerra no Iraque, Justin parece ter encontrado o seu porto seguro ao lado de Rebeca. Depois de vaguear por um caminho sem destino. Justin cresceu e achou a sua direcção, tornando-se mais responsável, e consciente dos seus actos. A guerra traz traumas mas com esforço conseguiu erguer-se.

9 – Jason Street (Friday Night Lights) – de estrela de futebol americano, torna-se um pai extremo disposto a enfrentar as dificuldades que a vida lhe colocou pela frente. Acaba numa cadeira de rodas mas nunca desiste embora sofra vários percalços no caminho. No final está com a mulher e o filho, e tem um bom emprego. Um adeus à série em grande de uma personagem que deu muito a Friday Night Lights.

10 – Morgan (Chuck) – trapalhão como ele não há outro, fugindo das responsabilidade, mas neste final de temporada resolve assumir as consequências dos seus actos, assumir o seu amor por Anna e partir rumo à realização do sonho que tem mas que nunca teve coragem de lutar por ele. Chegou a altura de Morgan brilhar, nem que seja por breves momentos, como a saída em glória que fez da Buy More.

E PARA SI, QUAIS AS PERSONAGENS QUE CRESCERAM AO LONGO DOS TEMPOS?

Lista elaborada pela Filipa Silva e formatação por Marco Braga.

Prison Break (4.21/22) – The Series Finale

Maio 16, 2009

snapshot20090516121521Foi ontem ao ar o último episódio de Prison Break, uma série muito famosa pelo mundo inteiro mas que nos Estados Unidos tem uma audiência miserável. Eu vi ao vivo e hoje já revi os 90 minutos que fecharam definitivamente a saga Scofield. Dividido em duas partes (Rate of Exchange e Killing Your Number), o primeiro serviu mais para preparar o terreno para o que estava por vir, mas também teve muita acção pelo meio, algo que já não se via tão intensamente desde há muito tempo. Particularmente adorei o final que a série teve, apesar de, certamente, gerar discussão entre o fãs, principalmente pela morte do protagonista.

O plano de Michael para resgatar a Sara e o Lincoln foi conhecido nos primeiros 45 minutos da série e como não podia deixar de ser, conseguiu enganar tanto a mãe, como o General. Mas isso tudo não seria possível sem a ajuda do Mahone, que se mostrou fiel até ao final. Quando eu oiço aquele telefona entre ele e a Christina, só pensei ‘Não, como podem virar o Mahone um traidor numa altura dessas?!’, e felizmente enganei-me e tudo não passava de uma farsa para conseguir recuperar Lincoln. Por falar em lealdade, foi muito bom ver que o Self não denunciou-os e conseguiu a sua redenção final, apesar de ter ficado com lesões cerebrais.

Esse também foi um episódio de volta de personagens antigas, como o Sucre, C-Note e o Kellerman. Era mais que óbvio que eles tinham de conseguir a liberdade tanto desejada, mas quando eu percebi que seria o Kellerman e dar-lhes, fiquei muito surpreendido. Mas antes deles conseguirem alcançar essa liberdade, vão ter que passar por alguns incidentes. O que eu mais gostei foi quando o T-Bag é enganado pelo Sucre e C-Note, pois pensava mesmo que eles iam ser usados como isca a Michael, acabando por se revelar o contrário. Também com o pouco tempo que faltava para o final, as reviravoltas já não se podiam estender muito.

snapshot20090516121629Ainda tiveram que passar por um momento crucial envolvendo a Sofia e o General, mas tudo acaba em bem, mas essa ainda não foi a última ameaça. Christina, que sobreviveu da explosão da falsa Scylla, tem um último encontro com Michael, mas Sara acaba por matá-la, apesar desta ainda conseguir disparar contra o filho. Essa é a premissa principal para ‘The Final Break’, episódio especial de duas horas que vai ser editado em DVD, e que contará a ida da mulher de Michael para uma prisão feminina.

Passaram-se quatro anos desde esses acontecimentos, e depois de todos, excepto o T-Bag, terem conseguido liberdade, as vidas fora da prisão e sem correrias mudam completamente. Mahone está a namorar com aquela sua colega do passado, Sucre e C-Note vivem felizes com as suas famílias, T-Bag é novamente o temido de Fox River, Lincoln está a viver feliz com a sua família, Kellerman é um político odiado por alguns, Self está condenado a uma cadeira de rodas e deficiência mental e o General acaba na cadeira eléctrica.

Todos os finais foram satisfatórios, principalmente o do General, que acaba da mesma forma como queria que o Lincoln acabasse, mas perfeito foi mesmo o final do casal protagonista. Sara vai buscar um ramo de flores e chama por Michael, o seu filho, que começa a ter um gosto por tatuagens, e ambos vão se encontrar com Mahone, Burrows e Sucre para dar um ‘olá’ a Michael… no cemitério. Ao som de Lay It Down dos Spiritualized, a cena é mesmo muito emocionante, principalmente por vermos que Sara ficou viúva mas sorridente e, ao contrário do que muitos possam pensar, para mim Prison Break teve um final feliz. Foram quatro anos com alguns altos e baixos, mas sem dúvidas que é um grande série com um final excelente!

Nota: 9,6

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Prison Break (4.20) – Cowboys & Indians

Maio 10, 2009

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Desde o regresso de Prison Break que estava à espera de um episódio como esse! Não é que os outros tenham sido maus, mas só ‘Cowboys & Indians’ é que conseguiu demonstrar que a série caminha para o grande final. A primeira parte do episódio serviu mais para demonstrar o plano de Michael e Lincoln para sair da Embaixada após o Burrows ser acusado de mais um assassinato. É preciso ter azar mesmo pois em pouco tempo da sua vida já foi acusado de dois homícidios, ambos de pessoas famosas, e ambos está inocente. Agora resta saber como é que ele vai sair dessa embrulhada mais Michael, e só temos 90 minutos para tudo ficar esclarecido!

Se havia algo que eu não estava à espera era de toda aquela situação dos papelinhos na fruteira de modo a seleccionar alguém para morrer um familiar próximo. Por momentos pensei que seria o nome do Mahone a sair no papel, mas foi mesmo Self que teve a sua mulher a ir desta para melhor. Frustrado e com medo, salta pela janela e cai no mar e só espero que seja ele a matar (se alguém tiver coragem) o General, pois de todas as personagens, agora deve ser ele que está com mais raiva do todo poderoso. Vamos ver quem será o sortudo de acabar com a vida do homem que tanto lhes prejudicou durante longos meses sem fim!

O final não poderia ser melhor, diria até que é o meu final favorito de toda a temporada. Tendo sucesso ao recuperar Scylla, Lincoln, Scofield e Mahone tentam chegar ao carro, mas Burrows acaba por ficar para trás, sendo apanhado pela sua falsa mãe. Quem também está à mercê de Scylla é Sara e agora Michael tem uma difícil decisão a tomar: deverá ele salvar o irmão que sempre protegeu ou a sua amada que está à espera de um filho seu? Muitas emoções estão guardadas para o final da série com episódio duplo, cuja o vídeo promocional está abaixo. Agora sim posso dizer com convicção: chega-te sexta!

Nota: 9,2