E o primeiro cancelamento dá pelo nome de TBL

Setembro 26, 2009

beautiful-life1Pois, é o que dá ter audiências fracas, já se sabe o que vem a seguir: cancelamento. Com audiências muito fracas (1,1 milhões no segundo episódio com um rating de 0,5 na faixa dos 18-49), a série estrelada por Mischa Barton fica-se pelo segundo episódio.

A série sai assim da emissão, dando lugar as repetições de Melrose Place, que passa no dia anterior, e que se espera que consiga aumentar as audiências para a emissora, que está muito mal nessa área.

A CW tem de pensar muito bem o que anda a fazer, pois a aposta em dramas adolescentes já se viu que não dá. A emissora respira cada vez pior, e de caminho nem com máquinas sobrevive. O que seria má notícia para Supernatural ou Smallville, pois, segundo o que leio, ainda se vão safando em termos de qualidade (principalmente a primeira que a segunda). Esperemos que não aconteça.


CW ordena mais OTH, Melrose e Diaries

Setembro 24, 2009

Sem títuloSegundo o TVGuide.com, a The CW quer ver mais de One Tree Hill, Melrose Place e The Vampire Diaries.

A emissora ordenou uma temporada completa de One Tree Hill constituída por 22 episódios. Neste momento a série está na sétima temporada e constitui uma das melhores audiências do canal, ficando à frente de Gossip Girl e 90210, por exemplo. Quem também ganhou uma temporada completa de 22 episódios foi The Vampire Diaries, que neste momento é o programa mais visto da emissora, que tem como público alvo raparigas adolescentes. Por fim, Melrose Place, apesar das baixas audiências que tem conseguido ao longos destes primeiros três episódios mas tendo uma crítica razoável, ganhou seis episódios adicionais, que totaliza dezanove para esta primeira temporada.


One Tree Hill (7.01) – 4:30 AM

Setembro 21, 2009

normal_othess7e01003As vezes a mudança dá medo, alguns encaram as mudanças como um fim e outros encaram como um novo começo. A verdade é que nem sempre se agrada a todos… One Tree Hill retorna com sua sétima temporada. E olha que é muito bom ver uma série que se estende assim, demonstra que ela tem fãs fieis. E esta nova temporada já começa bem dividida, alguns dizendo que sem o casal Peyton e Lucas a série não será a mesma e outros falando que os dois não fazem falta nenhuma.

Em minha opinião é muito cedo para dizer. Foi apenas o primeiro episódio. E este me agradou, algumas horas nem parecia One Tree Hill, tinha um ar diferente. E pelo jeito a casa de Haley e Nathan vai estar movimentada como nunca, já que os dois novos personagens estão ligados diretamente a eles. A irmã da Haley, Quinn, recém separada e muito simpática, e o agente do Nathan, Clay, viciado em trabalho, gatão e mulherengo, começaram bem, eu acredito que eles vão render muita história. A Brooke e o Julian lindos como sempre, a insegurança da Brooke foi um pouco chatinha, mas tudo certo… Mouth e Skills disputando a permanência no apartamento peladões foi muito engraçado.

Dan me parece super bem, no último episódio que vimos, ele estava a beira de se suicidar e agora virou apresentador ou talvez pastor, sei lá. Também achei o final muito bom, a foto do Nathan com a moça misteriosa foi muito legal, deixou todos ansiosos. Quando ela pediu a ele se lembrava dela eu já fiquei desconfiada. Episódio leve, mas agradável de assistir, os personagens estavam ótimos e a Haley cantando, sem comentários, não da pra ficar sem One Tree Hill.

84


90210 (2.02) – To Sext or Not to Sext

Setembro 20, 2009

90210 2-02Depois de um episódio de estreia da segunda temporada morninho, a volta de Liam prometia agitar o episódio e melhorar um pouco a qualidade. A interacção entre o casal, Liam e Naomi, sempre foi boa e foi um dos aspectos de melhoria da série para o final da sua temporada. E falando em voltas quem também resolveu reaparecer neste episódio foi Jen, por mim bem podia ter ficado onde esteve no primeiro episódio. Para mim não passa de uma personagem irritante, uma vilã muito mal construída e introduzida na história, que se nunca se chegasse a conhecer nada se perdia. E para pior trouxe consigo um Ryan totalmente disposto a lutar por ela, mesmo que esta demonstre pouco interesse e alguma falta de respeito para com o mesmo, este parece ter caído nas garras da leoa e está disposto a dar luta para voltar ao jogo. Naomi que para mim começou a série meio em baixo, como sendo uma personagem irritante acabou por se tornar hoje numa boa personagem da série com os focos todos apontada para ela, roubando muito bem o protagonismo a Annie.

Por falar em Annie a perda de tempo de antena desta personagem acabou por se revelar benéfica para a série, poucos minutos de Annie no ecrã são o suficiente. Ela que neste episódio viu mais um revés na sua vida, depois de afogar as mágoas no álcool e de ter tido sexo com Max, vê a sua intimidade ser exposta perante toda a escola. Teddy também veio agitar as águas de Beverly Hills principalmente entre Navid e Adrianna, Navid não consegue esconder os ciúmes que sente com a presença de Teddy, o facto de ter sido o primeiro de Adrianna e de esta estar em tempo de espera para se entregar ao amado não está a fazer bem ao casal. A cumplicidade entre Teddy e Adrianna é evidente e Navid já notou isso e não tem conseguido lidar bem com o assunto, chegando mesmo a fugir um pouco à personalidade que nos veio habituando, colocando mesmo em hipótese publicar a foto de Annie em detrimento da entrevista a Teddy, dar pontos e trunfos ao suposto adversário não faz parte dos seus planos mesmo que para isso tenha que infringir alguns dos seus princípios morais.

Mas não foi só o namoro entre Navid e Adrianna que Teddy veio agitar, depois de no episódio passado se ter percebido alguma ligação deste ao acidente que envolveu Annie, neste episódio temos a confirmação foi Teddy que encontrou o mendigo morto na estrada e promete atormentar um pouco mais a vida de Annie nos próximos tempo. Gostei um pouco mais deste episódio, a introdução da família de Liam no trama foi agradável conhecer mais um pouco de Liam e o seu ambiente familiar, bem como os minutos dados à personagem não foram desperdiçados. O facto de o episódio não ser centrado apenas no trio também foi benéfico. Trio esse que a meu ver, toda aquela cumplicidade absoluta e total entre Naomi, Adrianna com Silver foi um pouco forçada. Silver, que durante mais de metade da época andou de costas voltadas tendo como principal rival e inimiga de estimação Naomi e a sua convivência com Adrianna também era reduzida, e boom, no inicio da temporada friends forever. Achei que neste episódio o trio já me conseguiu conquistar mais um pouco.

Aspectos positivos:

– Em tempo de eleições, o tempo de antena dado a Liam produziu votos
– Introdução da família de Liam no trama
– Silver a dar um pouco de apoio a Annie, apesar de ser uma personagem irritante, e de muitas pessoas não gostarem de Annie, Silver sempre se deu bem com ela e num momento difícil essa atitude só lhe fica bem, faz lembrar a Silver de outros tempos.

Aspectos negativos:

– Aparecimento de Jen, ainda tinha esperanças que das novidades para a segunda temporada o desaparecimento dela fosse uma das novidades, mas não se confirmou
– Todo o drama que rodeia Annie, muitos devem achar que merece sofrer, e estão a achar o tempo de antena reduzido e todo o sofrimento um ponto a favor da série. Ser acusada de ter dormido com Liam, chamar a polícia, atropelar o mendigo, fugir, perder os amigos, foto nua, discutir com Dixon, e agora Teddy no seu encalço parece surrealismo a mais, uma conspiração todos contra Annie. Tudo o que é demais enjoa também.

70


Supernatural (5.02) – Good God, Y'all

Setembro 18, 2009

Sem títuloSupernatural chegou mesmo para matar toda a gente. O primeiro episódio da quinta temporada foi um excelente começo, mas a nível de acção deixou um pouco a desejar. Tal como o segundo episódio da temporada anterior, aqui também temos o regresso de personagens anteriormente vistas na segunda época: Ellen, Jo e o Rufus.

O episódio começou já com uma grande revelação (pelo menos para aqueles que não lêem spoilers): Deus está vivo e desaparecido. Foi também Deus que ressuscitou Castiel e salvou o Dean e o Sam de morrerem quando Lúcifer foi libertado. O objectivo principal é, neste momento, achar Deus, o único que além de Miguel pode acabar com a mais poderosa força do Mal. Certamente grande parte da temporada será explorada nesta busca pelo Todo-Poderoso mas também espero que não demore os vinte episódios restantes. Adorei toda aquela cena do hospital, adoro quando o Bobby fica mal disposto e desata a disparar as mágoas a torto e direito. Quando os imãos já se preparavam para esta missão, o Bobby lá recebe um telefonema que estraga os planos dos rapazes que já merecem um pouco de descanso.

Colorado. A cidade perfeita para começar o fim dos dias. O ambiente que se vive em Supernatural é do mais negro possível, mas o Eric Kripke (criador da série) insiste que esta é a ‘temporada mais optimista de todas’, em que a força pela sobrevivência vai ser colocada nos limites. Rufus, Ellen e Jo estão no meio de uma confusão tremenda onde um dos Cavaleiros do Apocalipse começa a tornar os humanos uns contra os outros. O elemento surpresa foi um pouco estragado quando eu já sabia que seria aquele actor a interpretar um dos cavaleiros (na altura até me lembrei de Lost, pois tanto o Jacob como o seu inimigo estão compinchas agora na série da CW), mas mesmo assim foi criado um clima excelente à volta desta personagem. Para quem não sabe, existem quatro Cavaleiros do Apocalipse, sendo que cada um tem uma cor e simbolismo específico. Esse que conhecemos agora é o Cavaleiro Vermelho (tal como o carro), que representa o sangue de uma batalha, a Guerra propriamente dita. Os outros três ‘irmãos’ devem aparecer mais à frente e representam a Fome, Morte e Conquista.

Eu já sabia que iriam aparecer os Cavaleiros, mas nunca pensei que fosse tão cedo. Depois de uma luta intensa, cheia de momentos de grande adrenalina, os irmãos lá conseguem tirar o anel que dava o poder ao Cavaleiro Vermelho, mas ele não deve ter morrido e quase de certeza que irá voltar mais à frente. Ao mesmo tempo que essa luta aconteceu, Sam quase teve uma recaída e teve perto de beber sangue de demónio (quer dizer, não era sangue de demónio, mas era isso que ele pensava). O inevitável acontece e os irmãos lá seguem caminhos diferentes, algo que aconteceu na segunda temporada e que acabou por resultar muito bem. Espero que o Ellen e a sua filha voltem mais uma vez antes da série acabar, pois não tiveram nenhuma conclusão neste episódio, nem uma despedida com os Winchester foi mostrada. Em suma, este foi um episódio muito bom mesmo e esta temporada de Supernatural está a caminhar para um nível épico. Vamos ver como as coisas se vão encaminhar, mas eu tenho quase a certeza que não me vou desiludir.

84


The Beautiful Life (1.01) – Pilot

Setembro 18, 2009

TBLThe Beautiful Life: TBL, tinha tudo para agradar, mais, tinha tudo para brilhar! Mas, não conseguiu… Com uma premissa mais do que interessante e com possibilidades de abordar interessantíssimas histórias, concluo que sucumbiram à tentação de mostrarem apenas o trivial, o banal, o dito cliché. TBL resume-se à moda, mais concretamente, em Nova Iorque; mostrando os bastidores desta, ou seja, focando-se em jovens modelos, agentes de modelos e afins. A promiscuidade, droga, sexo e ganância reinam neste mundo e aquele que for honesto, humilde ou sensato, não terá a mínima hipótese… aparentemente. A excepção que comprova a regra é Rayna, uma rapariga de apenas 16 anos que está a entrar, em grande, no mundo da moda, continuando a ser uma rapariga de princípios, apesar de esconder o seu passado a todo o custo. Entretanto, num embate do destino, Rayna conhece Chris.

Chris encontra-se na Big Apple de férias e acaba de ser descoberto num café (o que é interessante, dado que muitos famosos foram descobertos nas mesmas condições, por exemplo: Ellen Pompeo) por Simon, um agente de modelos típico e que mais tarde tenta, sem sucesso, aproveitar-se do aspirante a modelo. Chris é, também ele, honesto, sensato e até ingénuo, e aceita experimentar a actividade de modelo pois a sua família não abunda em dinheiro. As outras personagens são mais do que típicas; Sonja, uma modelo que estava no seu auge mas misteriosamente teve de viajar para o Rio durante alguns meses e que, agora, dificilmente consegue trabalhos como antes; Claudia, a grande “chefe”, uma ex-modelo que tem grande influência no mundo da moda e que tem uma grande intuição; Marissa, uma modelo inglesa, amiga de Rayna, mas que não é de grandes confianças pois parece ser capaz de tudo para atingir os seus objectivos; Vivienne, também, muito influente e adora relacionamentos com modelos mais novos.

TBL2Na ala masculina, Isaac, um bom rapaz, que está na corda bamba, por não conseguir bons trabalhos e que para tal, acaba por oferecer-se a Vivienne; Egan, um modelo que vende drogas e derivados, sem quaisquer problemas ou inibições, mas que acaba por ser preso após vender droga a uma agente disfarçada; e claro, o grande rival de Chris, Cole, um modelo brilhante, que tem uma boa relação com Rayna, faz e tem tudo o que quer e sabe bem como manipular as pessoas. Portanto, desfiles, relações vazias, conflitos e rivalidades, festas e problemas pessoais são o grosso desta série que era, sem dúvida, uma das que eu mais aguardava e mais expectativas me tinha criado. Não consigo concretizar o que foi que faltou ou errou, talvez algumas das representações, ou a banda sonora que podia ser muito melhor. Mas, sei que, TBL, tem tudo para ser excelente, apesar de ter ficado muito-aquém das expectativas.

69


The Vampire Diaries (1.01) – Pilot

Setembro 14, 2009

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Quando comecei a ver e ouvir notícias sobre The Vampire Diaries, a nova série sobre vampiros da CW fiquei francamente desconfiado em relação ao que é que mais uma série sobre esta temática poderia trazer de novo numa época em que True Blood e a saga Crepusculo já enchem as medidas dos fãs dos descendentes do conde Drácula. Quando começaram a sair fotos promocionais e alguns vídeos, as evidências de que a série tentaria envergar por um caminho muito parecido ao de Crepúsculo foram muitas e foi com alguma apreensão que assisti ao episódio piloto da série.

A série está cheia de clichés, vampirescos e de outras espécies. Senão vejamos: uma menina chamada Elena perdeu os seus pais e ficou muito perturbada. Mantém um diário (cuja escrita é também a narração da algumas partes do episódio) onde conta as suas amarguras e vontades de mudar a sua maneira de ser e até visita o cemitério onde os pais estão enterrados para se manter mais próxima deles. O pobre irmão mais novo, também afectado com a morte dos pais, anda por maus caminhos e metido na droga apesar da irmã mais velha, claramente mais responsável o tentar advertir para os perigos da vida. Está apaixonada por uma rapariga mais velha que lhe tirou a virgindade mas que não quer saber dele para nada. A melhor amiga de Elena tem poderes psíquicos que tenta ignorar mas que até a avó lhe diz que são verdadeiros. A outra amiga, que por acaso é  a loiraça Hot habitual adora ser o centro das atenções e conquistar um grande número de rapazes, apesar de parecer ter algum azar com eles. O que temos até aqui? Uma típica série de adolescentes sem nada de inovador.

Entrando noutra zona temos os vampiros. Stephan é o típico vampiro giríssimo, misterioso e irresistível que chega à cidade vindo do nada e que conquista todas as raparigas por que passa. Ao chegar à escola cruza-se de imediato com Elena (a cena do encontrão à saída da casa de banho já podia ser considerada um clássico do cinema) e o amor nasce automaticamente. Pena é que a rapariga que gosta de frequentar cemitérios seja perseguida por um corvo e por uma estranha névoa que são na realidade a personificação de Damon, o irmão Bad Boy que surge na cidade para atrapalhar a vida de Stephan sem razão aparente e acaba até por espancá-lo. A origem do casal central é tão batida que nem conseguimos criar empatia pelas personagens e torcer por elas como acontece noutras séries (veja-se Sookie e Bill de True Blood). Não é preciso nem um mês para que se crie um triângulo romântico entre os dois irmãos vampiros e Elena. Entretanto Stephan tenta integrar-se na sociedade da cidade participando em festas e visitanto a sua amada durante a noite. Por outro lado Damon vai atacando cidadãos incautos como casais de namorados na estrada e meninas desprotegidas em bares.

Resumindo, o episódio piloto conseguiu juntar tantos clichés de diferentes tipos de séries que é difícil saber ao certo o rumo que vai tomar. Não é suficientemente sangrenta para agradar aos fãs de True Blood mas por outro lado não é tão pachorrenta e soft como Crepúsculo tenta ser com os seus actores/modelos electrizantes que fazem as meninas saltar sempre que surgem no ecrã. Sabemos já que Stephan está na cidade porque Elena é a reencarnação de algum amor antigo e que Damon vai tentar impedir que esse amor se concretize enquanto vai mordiscando o pescoço de alguns jovens da região. Mais? Pouco se tirou do episódio que seja verdadeiramente importante. Não sei onde poderá evoluir mais ao ponto de se tornar uma boa série, mas a tentativa inicial de juntar o género Jovem e vampiros parece não ter dado grandes frutos. A banda sonora é boa mas mal aplicada. Os efeitos especiais são bastante fracos (as cenas do voo de Stephan é básica e o aparecimento da névoa muito pouco realista) Esperemos pelo segundo episódio para aí podermos tirar as verdadeiras conclusões mas a série arrisca-se a ser um uma cópia barata que tentou misturar demasiados estilos num só e que falha redondamente nos seus intentos.

70