Duelo de Séries: Buffy ou True Blood?

Setembro 3, 2009

Untitled-1Existem séries que simplesmente não se livram de uma certa comparação devido aos temas que exploram. ‘Buffy, the Vampire Slayer’ e ‘True Blood’ abordam o tema do vampirismo de formas completamente diferentes, mas ambas respeitam ao máximo o mito do vampiro, com (quase) todas aquelas regras como a permissão para entrar em casa e proibição de estar exposto ao sol.

Buffy, the Vampire Slayer‘ foi criada em 1997 por Joss Whedon e é protagonizada por Sarah Michelle Gellar. Buffy Summers é uma jovem que acaba de se mudar para Sunnydale, local onde submerge a Boca do Inferno, e que terá que lutar contra os vampiros e as forças do mal. Composta por sete temporadas e 144 episódios, ‘Buffy, the Vampire Slayer’ tem um universo fantástico, cheio de humor e drama, de excelentes personagens e um elenco competente.

Por outro lado, ‘True Blood‘ é muito mais recente, tendo estreado apenas o ano passado. Alan Ball, o mesmo criador de ‘Six Feet Under’, adaptou os livros de Charlaine Harris para a televisão e está a fazer um trabalho excelente. Anna Paquin, vencedora de um Óscar ainda em criança, interpreta Sookie, uma empregada de mesa telepata que se apaixona por um vampiro chamado Bill. Cheia de piadas inteligentes por parte de personagens como o Jason e de grandes momentos de verdadeiro sangue, ‘True Blood’ torna-se indispensável para os fãs deste género.

Eu estou na metade da última temporada de Buffy e a acompanhar a exibição americana de True Blood, logo consigo ter a minha opinião sobre este duelo. True Blood consegue criar um universo vampírico com mais pormenores (como a virgindade da Jessica) e muito mais obscuro que o de Buffy, mas ambas as séries conseguem explorar muito bem este tema muitas vezes estragados em outras produções como ‘Twilight’ e, provavelmente, em ‘The Vampire Diaries’.

E vocês, qual é a vossa série sobre vampiros favorita? Votem na sondagem!

[poll id=”71″]


What a 'Bloody Hell' casting!

Agosto 18, 2009

Sem títuloJane Espenson, produtora executiva de ‘Caprica’, está a usar a sua influência de quando trabalhou nas séries do Joss Whedon para o bem! Fontes confirmaram exclusivamente ao Ausiello que James Marsters, que viveu o mítico Spike nas séries ‘Buffy, The Vampire Slayer’ e ‘Angel’ irá entrar para alguns episódios da primeira temporada da prequela de ‘Battlestar Galactica’.

Marsters vai interpretar Barnabus Greeley, um perigoso terrorista líder, em pelo menos três episódios. Guiado por instintos moralistas, mas ao mesmo tempo carnais, Barnabus é tanto letal como imprevisível.

E tal como o Ausiello disse e muito bem, “ninguém sabe interpretar uma pessoa letal e imprevisível melhor que o Marsters.” James também foi visto em Numb3rs, Without a Trace, Saving Grace, Torchwood e Smallville, no papel de Brainiac.

Caprica tem estreia prevista para o dia 22 de Janeiro no canal americano Syfy.


Buffy (6.07) – Once More, With Feeling

Agosto 1, 2009

Buffy Promo booklet_Page_12I’ve got a theory
It doesn’t matter
What can’t we face if we’re together
What’s in this place that we can’t weather
Apocalypse
We’ve all been there
The same old trips
Why should we care

Existem os episódios que gostamos e os que não gostamos, os que são bons e os que são maus. Mas o ‘Once More, With Feeling’ é algo de extraordinário, possivelmente a melhor coisa que alguma vez vi na televisão! Já vi o episódio há algumas semanas, mas nunca me saiu a ideia de que deveria criar um artigo especial para o mesmo. Qualquer pessoa, seja fã ou não de Buffy, mesmo que nunca tenha visto a série, deve ver esse musical.

Joss Whedon, criador da série vampiresca, é o génio por detrás dos melhores episódios da série: ‘Becoming’, ‘Hush’ e ‘The Gift’. Foi ele que, certamente com muito trabalho, conseguiu escrever todas as músicas deste episódio e ainda cantar um pouco no papel de um dos figurantes. A primeira música é logo o ponto de partida para a obra prima que estávamos a começar a ver, com uma Buffy no cemitério a matar vampiros e demónios. Cada passo, cada nota vocal, tudo estava tão perfeito, onde os pormenores, como a cinza do vampiro a mostrar a cara da protagonista, criam um verdadeiro espectáculo visual e musical. Mas como o trabalho do Scoobie Gang não podia parar, o ‘I’ve Got a Theory’ aborda o início da investigação sobre o que está a fazer Sunnydale toda a cantar.

Essa mesma música é uma das minhas favoritas por mostrar várias referências aos episódios/temporadas anteriores. Sempre que vejo esse vídeo é impossível não rir com o ‘could be witches’ do Xander e a fobia de coelhos da Anya. Por falar nessa fobia, é sempre tão engraçado quando é mostrado isso na série, tudo porque ela se vestiu de coelho no Halloween. Quem iria imaginar a repercussão que iria ter essa acção quando se vê a quarta temporada? Ninguém! Já agora, sabiam que a Anya era para morrer no final da quinta temporada? Quando a Syrin do TV-Files me disse isso a única coisa que pensei foi ‘como podem matar uma personagem tão boa como essa a duas temporadas do grande final’? E valeu bem a pena ela ter sobrevivido, pelo menos o ‘I’ll Never Tell’ prova o quão charmosa é a relação dela com o Xander, as suas picardias e a sua química incrível! Esse também é um dos meus momentos favoritos de ‘Once More, With Feeling’.

E se aqueles que nunca viram o episódio pensarem que isso não adiantou nada na história da série, enganam-se e muito. Isso foi tudo menos um filler, principalmente quando a relação da Tara e Willow é colocada à prova, o primeiro beijo de Buffy e Spike acontece e o Scoobie Gang descobre que a retiraram do paraíso para a colocarem de volta ao seu ‘inferno’.

Eu poderia ficar falando e falando desse episódio, música por música, mas caso fizesse isso nunca mais sairia daqui. Contudo tenho mais umas palavrinhas. ‘Walk Through the Fire’ é simplesmente um dos momentos mais bem editados da história da televisão, tanto a nível de imagem, como também no som. Uma coisa que gostei menos (é impossível dizer ‘não gostar’) são os escassos momentos musicais de Willow (será que a Alyson Hannigan tinha uma voz assim tão má que não desse para ter uma canção a solo?). Mas essa ausência foi recompensada com uma Tara muito bem afinada, um Giles com uma voz excelente, um inglês britânico do Spike e tudo o resto. Entre todos, a que fica mais atrás a nível vocal é a própria Sarah Michelle Gellar, mas mesmo não deixa muito a desejar. Também quero deixar os parabéns à caracterização do demónio (Sweet) que estava a provocar isso tudo.

Por fim deixo dois links: esse para ver o episódio online e esse para fazerem download da banda sonora (trilha) do episódio. Àqueles que já viram o episódio, deixem a vossa opinião sobre o mesmas.


Buffy the Vampire Slayer – Quinta Temporada (2000)

Julho 12, 2009

Sem títuloSHE SAVED THE WORLD A LOT

Fui com poucas expectativas para a quinta temporada, não por a quarta ser mediana, mas por comentários que ouvia e lia acerca da mesma. Talvez seja por isso que essa tornou-se numa das minhas favoritas, talvez até mesmo a melhor, na minha opinião. Tal como a temporada anterior, essa foi diferente, e ainda bem.

Uma das principais diferenças é que a comédia foi mais deixada de lado e entramos numa vertente mais dramática, algo que aprecio muito. Foi uma decisão arriscada por parte dos argumentistas, mas acabou por revelar-se numa valente surpresa, até porque a comédia é um dos pontes fortes que fazem de Buffy uma série única. Mas ao dizer isso não quer dizer que a comédia tenha sido perdida. Ela continuou lá, mas é claro que dependente da história, esta tem de ser deixada de lado em certos momentos mais sérios e tristes. Felizmente, a Anya e o Spike continuam em boa forma e continuam a arrancar facilmente boas gargalhadas.

Este quinto ano começa com uma personagem muito conhecida por todo o mundo: o Dracula. Foi um início de temporada muito divertido, ao contrário do final desta, que teve um dos momentos mais tristes e emocionantes de todas as séries que eu vejo. ‘The Gift’ é um grande momento de televisão, que marcou um centésimo episódio bem escrito e realizado. Joss Whedon é um génio, sendo um dos melhores argumentistas da actualidade, pelo menos o seu trabalho em Buffy é fenomenal. Não há qualquer dúvida que os melhores episódios de toda a série são os escritos e realizados por ele. Mas também compreendo que as histórias mais importantes são ‘reservadas’ para o criador da série.

O facto de terem introduzido novas personagens é algo que já estamos habituados, mas ao contrários das anteriores, Dawn é mais importante do que no início se podia pensar. Toda a história que se constrói nesta quinta época está relacionada com a suposta irmã de Buffy, e é esse laço sanguíneo que vai criar o maior choque existente na série. O ‘The Body’ e ‘Fool For Love’ também são outros dois episódios muito importantes que incidem o destino da mãe da protagonista e o amor que Spike nutre por Buffy. Enfim, esta é uma grande temporada com episódios perfeitos!


Buffy the Vampire Slayer – Quarta Temporada (1999)

Julho 8, 2009

buffy4

Buffy e os amigos já salvaram o mundo e a si próprios várias vezes, mas agora eles têm que começar uma vida de estudante nova: a vida universitária. Depois de uma primeira temporada mediana e duas seguintes muito boas, mas nem sempre as mudanças são boas e esta quarta temporada é um exemplo disso. Com grandes altos e baixo, a palavra certa para descrever essa época é ‘diferente’.

A quarta temporada não é a minha favorita, mas tem o episódio melhor episódio dessas quatro primeiras épocas: ‘Hush’ (4.10). Eu já sabia que este episódio tinha sido muito aclamado pela crítica, mas só vendo é que percebemos a genialidade do mesmo. O silêncio que foi imposto às personagens e a caracterização do ‘Gentleman’ fez com que a perfeição atingisse a série numa perfeição antes nunca vista. Uma das minhas cenas favoritas de toda a série está no ‘Hush’ e é aquela (para aqueles que se lembram) em que o Giles explica, por slides, o que se passa ali. O vídeo dessa mesma cena está abaixo e aqueles que nunca viram a série têm aí uma boa oportunidade para perceberem o que estão a perder.

Como nas temporadas passadas, tivemos a introdução de novas personagens e um grande vilão. Riley, que começa com um interesse amoroso de Buffy, torna-se uma personagem importante no decorrer da temporada. Toda a história da Iniciativa e do Adam teve bastantes baixos, mas a forma como foi terminada é simplesmente fenomenal. O episódio pré-finale, em que Buffy e os amigos salvam o mundo mais uma vez, tem um nível de acção estrondoso e mostra o porquê de eu adorar tanto essas batalhas finais entre Buffy e os seus inimigos que parecem ser invencíveis, mas que acabam sempre por serem derrotados.

Por fim, os personagens que já conhecíamos também evoluíram e mudaram. O Xander e a Anya desenvolvem uma relação muito divertida e que nos trás grandes momentos de televisão. A Anya é uma personagem completamente deliciosa e ainda bem que a tornaram regular a partir da quinta temporada. Além dela, outra personagem que merece o crescimento de destaque é o Spike. É impossível não gostar daquelas cenas em que ele está preso na casa do Giles, e na quinta temporada ele está ainda melhor. Willow e Oz acabam por ter algumas complicações na sua relação (ainda bem que o Seth Green saiu do elenco, pois não gostava dele) e ela acaba por ter um relacionamento lésbico com o Tara. Nunca pensei que fosse resultar tão bem como resultou. Já Buffy continua a ter os seus problemas amorosos e a sua vida de Caçadora também já teve dias mais felizes. O Giles e a sua crise de meia idade teve momentos bastante divertidos.

Sinto falta da biblioteca, dos dramas do secundário e de um director Snyder desconfiado, mas isso não quer dizer que a quarta temporada tenha sido má. Como disse no início, gostei mais das anteriores, mas também desfrutei muito dessa. Agora, quando já vou a mais de metade da quinta temporada, uma das mais polémicas pelos fãs, posso dizer que estou a achar a melhor da série até agora, mas isso é conversa para outro artigo. Aproveito a ocasião para dizer que Buffy vai estrear em Agosto na FOX desde o início, logo se nunca viram a série, deviam dar uma oportunidade.


PRIMEIRA-MÃO: Buffy estreia na FOX

Julho 7, 2009

buffy

A série ‘Buffy, Caçadora de Vampiros’, baseada no famoso filme com o mesmo nome, chega ao canal FOX na terça-feira, dia 11 de Agosto, com emissão de segunda a sexta-feira, às 17h00. Esta série deu a conhecer a actriz Sarah Michelle Gellar, na pele da protagonista Buffy Summers, e conta as aventuras de uma adolescente de 16 anos que deseja ser normal apesar de ter o rótulo de “A Escolhida”. Esta heroína – dotada de força e capacidades para perseguir e caçar vampiros –, tenta cumprir o seu destino de combater as forças ameaçadoras da escuridão; ela luta continuamente para salvar o seu mundo dos demónios sobrenaturais.

Nesta luta contra as forças do mal, Buffy conta com a ajuda de Angel, personagem interpretado por David Boreanaz protagonista de duas séries FOX: ‘Angel’ e ‘Ossos’. No entanto, Angel é um vampiro que tenta contrariar a sua natureza e que se apaixona por Buffy. Nasce assim uma grande cumplicidade e amizade entre as duas personagens.

Buffy Summers é uma jovem e atraente estudante do liceu Berryman High. Comos todos os adolescentes, ela só quer ter uma vida normal: ter os seus encontros com rapazes, sair com os amigos, passear pelo shopping… No entanto, Buffy não é como as outras raparigas. Ela é “A Escolhida”, uma caçadora de vampiros, dotada de uma grande força e habilidade para os perseguir e destruir. Isto, sem dúvida, é um grande entrave para os tradicionais planos de Sábado à noite; a maior parte das malas de senhora não são grandes o suficiente para esconder e guardar uma estaca de madeira e, torna-se difícil conciliar uma conversa com o namorado e, ao mesmo tempo, lutar contra criaturas diabólicas da noite. Isto para não mencionar que a maioria dos recipientes de água benzida têm a tendência a partir nos mais inoportunos momentos e o alho não tem propriamente o cheiro mais atractivo quando um rapaz se inclina para um beijo.

‘Buffy, Caçadora de Vampiros’ é uma série juvenil que conquistou um enorme número de fãs a nível mundial com o seu humor jovem e as suas emoções sobrenaturais, dando origem ao spin of ‘Angel’, série da FOX protagonizado por David Boreanaz.

Esta é uma criação de Joss Whedon, tem como produtores executivos Fran Rubel Kuzui, Kaz Kuzui, Joss Whedon, Gail Berman, Sandy Gallin e Marti Noxon e é uma produção da 20th Century Fox Television.

Título Original: ‘Buffy the Vampire Slayer’

Género: Acção / Drama / Fantasia

Episódios: 12 episódios de aproximadamente 45 minutos

Autor: Joss Whedon

Elenco: Sarah Michelle Gellar, David Boreanaz, Nicholas Brendon, Charisma Carpenter, Alyson Hannigan, Anthony Head

Produtores Executivos: Fran Rubel Kuzui, Kaz Kuzui, Joss Whedon, Gail Berman, Sandy Gallin e Marti Noxon

Produção: 20th Century Fox Television

Prémios: Uma nomeação para os Golden Globes. Outras 99 nomeações e 34 vitórias.

ESTREIA: Segunda-feira, dia 11 de Agosto, às 17h00

Emissão: De segundas-feiras a sextas-feiras, às 17h00

Repetição: De segundas-feiras a sextas-feiras, às 12h45 e 09h45

Informações enviadas pela FOX Portugal em primeira-mão ao Portal de Séries. Aí está uma boa oportunidade de começarem a ver esta série que é, nesse momento, o meu maior vício.


Buffy the Vampire Slayer – Terceira Temporada (1998)

Julho 1, 2009

Untitled-1

Oz: Guys. Take a moment to deal with all this. We survived.
Buffy: It was a hell of a battle.
Oz: Not the battle. High school.

Quatro dias. Esse foi o tempo necessário para contemplar os vinte e dois episódios desta magnífica temporada de Buffy – Caçadora de Vampiros, que é hoje a minha segunda série favorita. Depois de uma segunda época bem sólida e com um final estrondoso, as expectativas para essa terceira eram muitas e estas foram correspondidas. No primeiro episódio conhecemos Anne, uma miúda que fugiu de Sunnydale e agora está a viver um autêntico inferno da solidão. Estou a falar, claro, da Buffy, mas uma Buffy muito mais triste e fechada no seu mundo após os fatídicos acontecimentos que marcaram o final da temporada passada. A frieza com que a relação dela e dos amigos foi tratada nos primeiros episódios foi penosa, parecia tudo tão real, tão verdadeiro.

Felizmente, após alguns episódios, tudo voltou ao normal… ou quase tudo. Eu sabia que o Angel ainda aparecia nesta temporada, mas não sabia que seria tão rápido. A razão por ele ter voltado foi explicada convenientemente, mas acho que eles (argumentistas) podiam se ter esforçado mais nessa questão. Contudo, foi bom ver o vampiro de volta e dar um final a ele muito mais decente que a morte da segunda temporada (embora o Becoming – Part 2 seja um grande momento de televisão) e, mais que tudo, dar uma conclusão à sua história de amor com Buffy. É triste, eu sei, mas a decisão de Angel em ir para Los Angeles foi a mais acertada e compreensiva relativamente ao futuro da sua amada. Gostei do caminho que a personagem seguiu e apesar de ainda não ter começado a ver o spin-off com o mesmo nome da personagem, acredito que se a série teve cinco temporadas, é porque qualidade não lhe faltava.

Chegamos também ao terceiro e último ano do secundário na escola de Sunnydale. As relações intensificam-se entre Xander, Cordelia, Oz e Willow e felizmente o quadrado amoroso foi resolvido bem depressa. Será só eu que acho o Seth Green (Oz) um péssimo actor? As cenas dele com a Willow, principalmente as mais dramáticas, ficavam sempre algo estranhas, pois por um lado tínhamos a fraca representação dele, mas por outro uma Alyson Hannigan em grande forma. Mas não é assim tão invulgar ter maus actores em séries que gostamos por isso não é um problema que eu diga que seja muito grave, mas tenho pena, até porque as piadas sarcásticas do guião que lhes eram dadas até eram muito engraçadas. Mas já que falo dos maus actores, também é preciso relembrar que o trio protagonista está cada vez melhor, assim como a Charisma Carpenter, no papel de Cordelia. O Anthony Stewart Head esteve como sempre, ou seja, excelente!

Novas personagens foram introduzidas, sendo uma delas a mítica Faith, que eu já tanto tinha ouvido falar, mas nunca tivera o prazer de conhece-la. Como não considero a Eliza Dushku uma actriz muito talentosa, estava com medo que, como seria de esperar, ela tivesse pior que a sua prestação em Dollhouse ou Tru Calling, visto que supostamente com o passar dos anos, ganhasse mais experiência. Pelos vistos enganei-me e achei-a bem melhor em Buffy do que nas outras duas séries em que é protagonista. Quando ao desenvolvimento da sua personagem em si, gostei de como as coisas fluiram e também da sua relação com o Presidente da Câmara. Por falar no Presidente, ele foi o vilão principal da temporada e apesar de por vezes as coisas ficarem meio aborrecidas, o Graduation Day (os últimos dois episódios da temporada) mostraram o quão bons são os finais de temporada, assim como as batalhas arrebatadoras.

Essa temporada acabou um ciclo de Buffy. A escola, palco das três primeiras épocas, está destruída e agora com o término do secundário, a Universidade é o próximo caminho. Também é o fim para duas personagens carismáticas que deixam o elenco para irem fazer o spin-off, sendo elas o Angel e a Cordelia. Entramos na quarta temporada numa nova geração, e como terminei de vê-la hoje, já tenho uma opinião formada: apesar de divertida, é claramente mais fraca que as duas anteriores. Contudo, os episódios finais mostraram que a série ainda tem folgo para muito mais. E ainda bem que me restam sessenta e seis episódios pela frente!