Greek (3.04) – High & Dry

Setembro 24, 2009

snapshot20090923214336Apresentando uma fórmula mais literal, sem muitas analogias e citações famosas, Greek nos mostra mais um ótimo episódio, recheado de momentos inusitados. A CRU no episódio passado estava envolta as celebrações da tradicional “Undie-Run“. Neste vemos que Casey deve continuar como representante de sua casa nos assuntos sociais e culturais do campus. Por mais insuportável que Katherine seja, ela representa todo o oposto que vemos entre eles, acrescentando algo de interessante quando apareça, mas são nestes momentos que sinto faltada Evil-Frannie. A Srta. ZBZ acaba tendo que assumir responsabilidade pela “Dry Weekend”, evento que impõe 48 horas sem consumo de bebidas alcóolicas e outras substâncias ilisitas. Para mudar um pouco essa “festa”, ela propõe que as casas se envolvam mais, mudando o perfil chato que normalmente essa semana costumava ter.

Sempre fico meio com receio das aproximações entre Evan e Casey, temendo novamente toda aquela famosa enrolação, cheia de suspeitas, desconfianças e falsidades. Foi bom vê-los menos tensos um com o outro em “The Half-Naked Gun“, porém essa intensa convivência devido a “Dry Patrol” surpreendeu mais do que eu imagina, considerando claro o estado que os dois ficaram ao fim. Numa das visitas às fraternidades, os dois acabam acidentalmente comendo um brownie “batizado”, ou seja, que dava um efeito bem ALTO. Esse momento rendeu diversos diálogos engraçados, entre eles a análise da quantidade de gatos existentes na casa das ZBZ ou totalmente alegres quando Ash dá os óculos de mergulho, mas a grande cena foi a conversa no banheiro, enquanto os dois se escondiam para passar o efeito da brisa. Dizem que as vezes estando fora de si, podes descobrir seu lado mais sincero, desta forma o “Mr. Now I’m a Poor Guy” confessa que foi ele que impediu que Cappie a procura-se na festa do fim do mundo. Agora resta saber como irão abordar essa trama, que  por enquanto está bem dosada, sem aquela massante tentativa dos criadores em deixar o casal destinado finalmente junto, até por que a dinâmica C & C funciona de maneira muito peculiar e creio que só será resolvida no final da série.

Enquanto isso, Rusty vira alvo de piadas entre seus colegas-nerds, ganhando o carinhoso apelido de “Âncora” ,  batizado pelo  Dr. Hustings, que veem criticado constantemente ele por sua queda de rendimento e descuido com o curso. Comum projeto em mente, parece difícil alguém levá-lo a sério a ponto de patrociná-lo. Cappie tem ocupado o cargo de salvador da patria,assim vão  juntos  ao lançamento do livro do Dr. Lorson, conceituado profissional da área. Sutilmente e por vezes nem tanto assim, Cappie tenta apoiar seu desesperado amigo, porém as “geeks girls” parecem atrair os sentidos dele mais do que qualquer coisa. Hilário quando  se apresenta como Wang, o criador de alguma coisa mirabolantemente importante e a garota olha como aquela cara, como se tivesse pensando” Mas você não deveria ser chinês?”  Quanto a isso, os KT são sempre os primeiros a ajudar  os companheiros, nem que precisem tentar se disfarçar de nerds para isto. Dale andava afastado e reaparece neste, porém ainda está lidando com os fantasmas de suas escolhas, mas ele volta a ativa de maneira traiçoeira, convencendo o Dr. Lorson a patrocinar seu projeto, deixando Rusty frustado pois aquela seria sua grande chance de provar que ele não é um “Âncora”. Persistência pode ser motivadora as vezes e mesmo que não alcançemos os objetivos desejados, sempre podemos tirar algo de proveitoso disso, ou seja, Rusty consegue na verdade chamar a atenção de seu professor/coordenador, o Sr. Hustings, que aceita monitorá-lo em seu interessante projeto de converter dióxido de carbono em material sintético.

Tratando-se de revelações, alguns segreos “saem do armário”, a partir da visita da namorada de Grant (isso mesmo, namorada). Como é seu aniversário, seu “amor” resolver fazer uma visita. Becks novamente engraçada, rende ótimas risadas contracenando ao lado de Calvin, que vive um verdadeiro tormento com o “fator namorada” presente no quarto deles. Todos esperam pelo fatídico momento em que ele revelaria sua verdadeira identidade e assim sairia definitivamente do armário que estava guardado. A verdade acaba aparecendo num momento de impulso, mas que por fim resolvesse da melhor forma. Gostei da abordagem que deram aos dois e o possível relacionando que eles estão construindo juntos.

Melhor momento:Double Date Dobler’s” : Destaque para Becks e suas tentativas de fazer com que Calvin pareça hetero. Ela dando tapa na cara dele, fingindo ter sido enganada pelo “namorado” foi simplesmente cômico.

Pior momento: Evan tentando defender Casey quando Katherine aparece. Só quero ver o que ela irá lembrar e pensar sobre tudo que ele falou durante aquela noite.

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Hung (1.10) – A Dick and a Dream or Fight the Honey

Setembro 20, 2009

hung110No episódio passado de Hung foi levantado a possibilidade de que Lenore poderia arranjar um encontro de Ray com sua ex-esposa, Jessica, que tinha virado amiga da socialite. Pois bem, quanto a esse quesito não ficamos inteiramente decepcionados, pois nesse episódio final o momento mais tenso foi, sem dúvida, quando Ray descobriu que sua cliente era justamente Jessica.

Apesar do encontro não acontecer realmente, a cena não foi totalmente desperdiçada, pois com a conversa que Ray teve com Jessica ao celular percebemos que não só os dois ainda nutrem sentimentos um pelo outro, como também evidenciou que ambos estão perdidos no mundo – mesmo que Jessica se esconda por trás de um casamento de fachada.

Também Tanya teve mais um de seus chiliques causados por insegurança ou orgulho de não reconhecer que talvez uma ajuda de Lenore pode mesmo alavancar a Happiness Consultant, tornando o episódio bastante repetitivo. Houve um pouco de enrolação com as cenas dos filhos de Ray no cinema ou a aparição de sua vizinha, o que nos faz chegar a conclusão de que no fundo o episódio não surpreendeu muito, mais parecendo um filler do que um finale.

Nota: 8.0


True Blood (2.12) – Beyond Here Lies Nothin'

Setembro 17, 2009

tb212True Blood tem uma forma de construir as suas temporadas. Ao longos dos primeiros onze episódio, a história desenrola-se bem até chegarmos ao derradeiro final. É na décima segunda hora que vemos o desfecho daquilo que foi construído anteriormente, mas ao contrário da maioria das séries, essa última hora está dividida em duas partes, ao estilo de Heroes: o fim de um capítulo e o início de outro. Não percebo, sinceramente, o porquê de tanta gente ter odiado essa fórmula apresentada, ainda para mais quando aconteceu o mesmo na primeira temporada, mas são opiniões e eu estou aqui para explicar o meu ponto de vista.

A primeira parte foi a melhor das duas, com o desfecho de toda a história da ménade. As oferendas estavam todas dadas, as damas preparadas e a noiva desesperada à espera do seu marido. Gostei bastante do facto da série ter entrado nesse ramo mitológico, algo que poucas séries fazem mas quando apostam nisso, quase sempre resulta em histórias interessantes (alguém dúvida que grande parte da mitologia de Lost será explicada em função da egípcia?). Adorei a atitude do Sam em ter-se sacrificado pela população de Bon Temps e, principalmente, por ter sido ele a matar a Maryann, visto que ele foi quem mais sofreu nas mãos dela. Quando apareceu aquele boi (ou sei lá como aquilo se chama) pensei “não, não podem ter mesmo invocado o Deus, ainda mais nessa forma”, mas quando vi que era o Sam fiquei de boca aberta. Tal como a rainha disse, assim que a ménade acreditar que o Deus veio, ela fica vulnerável, e foi isso que aconteceu. O Bill também teve um papel importante em tudo isso, visto que ele foi quem salvou o Sam, apesar de não se darem bem durante toda a série. Para quem tinha dúvida se o Andy tinha algum poder sobrenatural por nunca ter ficado enfeitiçado pela Maryann, ficou a saber da verdade neste episódio quando ele e o Jason acabam por terem os ‘bug’s eyes’.

A segunda parte foca-se nas consequências de tudo o que aconteceu. Como é óbvio, ninguém se lembra de nada e todas as hipóteses são possíveis. Mais uma vez digo o quanto eu gosto de ver essa população de Bon Temps a teorizar e falar do que não sabe, é sempre muito divertido. Já agora, repararam que a primeira mulher que aparece no bar e fala com o Sam é a escritora dos livros que deu origem à série, Charlaine Harris? Ela pode ter muito jeito para escrever e muita imaginação para criar essas personagens e história, mas uma simples fala deu para perceber que a representação não é o seu forte. Enquanto uns voltam ao normal, outros estão pior que nunca. Estou a falar, como já devem ter percebido, do Eggs. A sua história é muito idêntica à da Tara, ou seja, foi encontrado pela Maryann e serviu para fazer o trabalho sujo da mesma. Quando ele descobre que matou três pessoas, não se perdoa a si mesmo e tentar ir para a cadeia, mas é então que acontece o que eu menos gostei no episódio: a morte dele nas mãos do Jason. Soou tudo tão irreal, sei lá, detestei! Espero ao menos que isso tenha repercussões importantes no futuro.

Por fim, temos um pedido de casamento. Bill, apaixonado, pede Sookie em casamento que tem uma reacção normal de quem é pedido em casamento por um vampiro. Tal como ela aponta, é difícil quando ela começar a envelhecer e ele continuar com a mesma idade, por isso é uma grande decisão que precisa de ser tomada. Enquanto uns estão à beira do casamento, outros como o Hoyt e a Jessica continuam às turras. Essa segunda parte da temporada serviu, como disse no início, para introduzir a terceira temporada que chega em Junho de 2010. Quem raptou Bill e o que é a Sookie são duas perguntas que devem ser respondidas, assim como o parentesco de Sam. Ansiosos? Eu estou!

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Greek (3.03) – The Half-Naked Gun

Setembro 17, 2009

snapshot20090916210331Comentei que a trama do “Gotcha Game” tinha sido mal explicada e aproveitada, porém pude  entender o por que. Num de seus episódios mais engraçados,Greek consegue reinventar suas tão corriqueiras festividades. Num jogo interativo, cada participante tem um alvo específico a eliminar, assim descobrimos que ainda restam 20 competidores na brincadeira, entre eles: Rusty,Calvin, Beaver e três garotas da ZBZ. Rusty e Calvin apesar de viverem em fraternidades diferentes, sempre tentam preservar a amizade, porém quando colocamos armas,dardos e alvos no meio,alguém sempre sai ferido. Eis que o alvo do Spitter é Calvin, ou seja, BANG- Eliminado! Ironia do destino, Rusty pega o alvo que seria do amigo e eis que surge a grande surpresa: Jordan deverá ser colocada em sua mira. Desde então senti que isso seria muito interessante de se ver,considerando que os pombinhos estavam tentando dar o famoso ” próximo passo na relação”. Como o próprio Cap diz ” Being a geek save your life“, justificando assim o fato dele ter sido o único sobrevivente da casa. Dilemas a parte, os garotos o aconselham a acabar logo com essa história, mesmo tratando-se de Jordan, para que eles faturarem a tão desejada recompensa em dinheiro. Cap realmente rouba a cena algumas vezes com seus insanos comentários, a exemplo da excelente imitação das famosas vozes grossas dos trailers de filmes ou seriados de tv: The begining of the end is starting: now, again…this summer“.

Considere os momentos a seguir como os melhores já vistos, recheados de criatividade e sutileza entre as cenas, mostrando extrema continuidade e fluidez. Rusty reluta em “Gotcha your love and win the game“, porém o tabuleiro muda de posição, quando este descobre que sua amada é a misteriosa Jekyll (homenagem a história do Médico e o Monstro), que transforma a relação dos dois, como já dito no site da ABC family:  “Começando como os Montagues e Capuletos e terminando como o casal assassino, Sr. e Sra. Smith), mostrando que Greek ainda se inova em termos de analogias. Toda aquela cena do guardião Cap evitando que Rusty leve o “tiro” , junto a intromissão de Becks como guardiã de Jordan foi simplesmente fenomenal. Inevitável não rir com eles juntos em cena, esbanjando interação e diálogos cômicos. Como se já não bastassem esses risos, vemos os garotos na KT preparando o “armamento” para a batalha e creio que o destaque vai novamente a Cap, vulgo Morpheus (Trilogia Matrix), com a famosa cena das pratileiras de armamentos e as escolhas que Rusty deverá fazer dali pra frente, só faltou o momento da pílula azul e vermelha. Mesmo tentando emboscar J.J, os pombinhos conseguem se distanciar de toda a confusão para terem um momento juntos. Jordan cresceu muito na minha opinião e definitivamente nesta temporada, firmou-se como personagem regular, mostrando excelente química com Rusty, nitidamente mostrada nos momentos tensos entre eles no apartamento, toda a desconfiança, cheia de movimentos leves e mãos escondidas. Jordan prova que mulher possui todas as munições necessárias, convencendo- o a ceder, depois que esta tira a roupa em “busca de trégua”. Acho que todos entendem o que acontece, “Gotcha“??

Lembro que falei muito sobre a excelente trama inicial que colocava Casey a buscar algo para seu futuro, como o estágio em Washington, que por fim das contas não trouxe o melhor dela, mas sem dúvida a fez diferente.Episódios como esses me fazem lembrar que este é o último ano dela, de Evan, de Cappie e alguns outros ali, então me pergunto: Seria esse o fim de Greek? Concordo plenamente que se a temporada terminar neste mesmo ritmo de excelentes episódios, creio que quem aprecia a série se dará por satisfeito. Voltando para Casey, foi importante vê-la descontente com seu papel na casa, relacionado a suas atividades, sendo assim assume o posto de “Diretora Social ZBZ”, tendo que enfrentar a insuportável presidente, Catherine. Na segunda temporada, principalmente no seu ínicio considerei a série totalmente repetitiva, voltada sempre a mesma temática: festa, interação dos candidatos e etc. Consideravelmente podemos perceber que a ideía do evento deste vai além do que já foi apresentado, iniciando com os jogos “Gotcha” e finalizando com a tradicional “Undie-Run”, a famosa corrida entre os alunos “vestidos” somente com peças íntimas, marca registrada nas gerações da Cyprus Rhodes. Foi bom vê-la interagindo novamente com Evan após tanto tempo distante, sendo que estes unem forças para convencer os universitários a votarem na corrida. Ainda assim, gosto de ver que mesmo decidida, Casey mostrasse totalmente insegura de suas decisões, pelas quais a marcarão por algo tão sem significancia (palavras de Catherine). Virando o jogo, provando-se uma líder nata cheia de idéias, ela realmente veste o cargo de Diretora Social, envolvendo a corrida num projeto de assistencialismo a desabrigados, unificando a “falta de roupa de uns” para “doação de roupa para outros”.  Utilizando o apelido que  Cap dá a Casey no final, consigo classificar o que achei de “The Half-Naked Gun“:  UNDIE-TASTIC.

Melhor momento 1: Cappie entrando em câmera lenta dentro do apartamento de Rusty e salvando-o de levar um “Gotcha” de Jordan.

Melhor momento 2: Evan colocando a humildade pra fora e trabalhando pela primeira vez num restaurante frequentado essencialmente pelo público gay da região, que teve como ilustres clientes o novo casal: Grant e Calvin.

Pior momento: Dale não apareceu neste, mas mesmo sentindo falta do personagem, não fazia muito sentido ele aparecer.

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Bored to Death (1.01) – Stockholm Syndrome

Setembro 16, 2009

bored_to_death_posterA nova série da HBO saiu em pre-air e nada melhor que dar uma espreitadela. Confesso que quando vi o promo da série, tive logo o desejo de ver. Primeiro por ser da HBO. A emissora de cabo americana é o melhor canal americano só por causa de duas coisas: irreverência e por ser codificada. Nenhuma série que lá passa poderia ser transmitida nos mesmos moldes que é transmitida na HBO. A segunda é por ser comédia. Uma série de 30 minutos não ocupa muito tempo na minha vida. A terceira é por ser o promo que foi. Com o promo a série conquistou-me, e isso basta para ver o primeiro episódio.

E assim parti a descoberta de BtD. Começo por dizer que ver sempre aquele símbolo da HBO a frente da série enerva. Mas quanto a isso, é o custo de ver mais cedo, pois a série só veria parar as minhas mãos dia 21 (pois estreia dia 20 nos States). E pelo piloto, a série valeu a pena ver assim. Num piloto irreverente, claro, mas que consegue despertar gargalhadas. A figura de Jonathan Ames consegue-nos conquistar logo no primeiro minuto. Com 30 anos, o protagonista da série ainda não largou a bebida e fuma marijuana. Começa assim o lado irrisório da série.

Com a saída da namorada, o escritor (a sua profissão, apesar de ter só escrito um livro) decide prosseguir a sua vida. Mas com que? Com um novo livro, para o qual não tem inspiração? Dar aulas? Não. Para quem nunca se meteu no mundo policial real (apesar de parecer que já teve alguns problemas com este) Jonathan decide aventurar-se no mundo de detective, tal como a personagem principal do seu livro, esse sim detective de profissão. A partir daqui, a parodia começa, se ainda não tinha começado.

O ponto de partida é a procura de uma rapariga. Com isto, começam-se a criar situações um pouco irrealistas, culminando tudo na cena do quarto. A cena do quarto é a pérola do episódio. Num momento hilariante, tudo o que ocorre é demasiado irreal e, claro, cómico. Desde a passagem do detective para o lado do “raptor” até a fala que pergunta a rapariga se quer fumar, tudo naquela cena dá para rir.

Mas não só de Jonathan vive a série. Têm como compinchas George Christopher (Ted Danson), o antigo viciado em marijuana, que retornou ao vício (excelente a cena do Viagra) e Ray Hueston (Zach Galifianakis), o amigo que é desenhador de banda desenhada e que tem tido problemas com a mulher. A série viverá a volta destas personagens, com predomínio, claro, para o excelente Jonathan Ames, o detective sem licença.

Resumindo: a série conquistou-me. Com um piloto que consegui mostra-nos com o que podemos contar, já começo-me a aproximar de Jonathan. A personagem é excelente. E com o segundo episódio já aqui, vamos lá ver o que sai daqui. O primeiro foi a abertura. Pois Jonathan já tem outro cliente.

O Portal não continuará com os reviews da série, tendo sido este um caso excepcional por ser Series Premiere

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Algumas deixas sobre a terceira temporada de True Blood!

Setembro 15, 2009

57979637Após o final da temporada, o criador e responsável pela adaptação televisiva de True Blood, Alan Ball decidiu que a os espectadores mereciam ter algumas informações para gerirem até a temporada voltar. Numa entrevista dada ao Ausiello, ficamos a conhecer o que podemos esperar da terceira temporada.

O criador da série revela vários segredos sobre a próxima temporada, como os temas que irão ser tratados, assim como o destino de alguns relacionamentos, como o de Lafayete, Sookie-Eric e Tara-Jason. Para além disso, faz uma análise à Season Finale e a maneira de escrever o episódio e a Maryann. E mais algumas surpresas, que deixam a água na boca.

Claro que assim a entrevista tem spoilers, entre os quais que a série deve voltar na mesma altura que começou este ano (isto claro não é spoiler).

Aqui fica a entrevista, com uns comentários meus a itálico:

Ausiello (Au.): Algumas pessoas surpreenderam-se pelo encerramento da história da Maryann aos 30 minutos.

Alan Ball (Al.): Ao olhar para a série, eu vejo cada episódio como um capítulo de um livro. Isto deve-se, penso eu, ao modo de assistir a séries, que em vez de as ver semanalmente assisto-as em DVD. Mas a temporada passada acabou assim.

Au. : E porque o súbito desaparecimento do Eric na Season Finale?

Al. : Existe uma razão, mas ao dizer estaria a ser demasiado generoso.

Au. : Mas terá importância na próxima temporada?

Al. : A isso posso dizer que sim. (e eu, espectador de True Blood, não podia pedir mais…Quero mais Eric.)

Au. : E já que estamos a falar do Eric. Surpreendeu que a relação amorosa Sookie /Eric tenha tantos fãs?

Al. : Sim. Mas não me tento envolver nestas ondas, pois não quero que influencie a série. Mas falando pessoalmente, eu gosto, o Eric é “quente”. Mas para além disso, vemos um Eric perigoso e que eu não sei se amará alguém para além de si próprio. (aqui eu acrescento o seu criador.)

Au. : Agora falando da Sookie. Por que que ela não é influenciável pelo poder da Maryann, mas o Jason era? Terão pais diferentes?

Al. : Os pais são os mesmos. Mas saberemos o que é a Sookie é na próxima temporada. É que há genes dominantes e recessivos. Talvez o Jason seja fundamentalmente humano, mas tenha um traço não humano. Mas ele é parecido a um ser humano perfeito, pois tem todo aquele carisma, é todo atlético, se calhar teve uma ajuda nesse sentido [risos]. Mas ele é maioritariamente humano. A Sookie é diferente. Ela tem uma predisposição genética que a leva noutra direcção. Quem leu os livros sabe do que estou a falar. Quem não sabe, tem de ver, que isto irá ser explicado.

Au. : E porque aquele obsessão da rainha pelo Yahtzee?

Al. : Quando se tem 400 anos o que se irá fazer? Mas não é nada especial, foi algo que nos lembramos.

Au. : A caracterização da Evan Rachel Wood como rainha tem sido muito dividida. A quem diga que ela não é assustadora o suficiente.

Al. : Ela será. Não queríamos introduzi-la assim porque, mais a frente, quando voltar a aparecer, não queríamos que os espectadores puxassem um bocado a frente. Mas é interessante ver os fãs a falarem disso. Só assim é que dá para ver que estão a gostar da série, partilhando as suas opiniões, e que estão envolvidos por ela. Como estou a pensar que a série seja comprida, não podemos introduzir assim uma personagem ao primeiro episódio que ela se mostra. Mas fará sentido.

Au. : Será que a veremos a próxima temporada como regular?

Al. : Ela não será regular, mas aparecerá. Cada estado tem um vampiro real (no sentido de rei/rainha, claro). Ser-vos-á apresentado o rei de Mississippi (que, de novo segundo o Ausiello, será interpretado por Denis O’Hare, que já participou em B&S, por exemplo), e haverá algo interessante entre ele e a rainha Sophie-Anne.

Au. : Apesar de adorar a encarnação de Maryann pela Michelle Forbes, dá-me a sensação de a história se ter prolongando um pouco. Porquê que demorou tanto o seu final (recordem-se que Maryann viveu durante 2 mil anos)?

Al. : Isso faz parte da conversa da rainha. A Maryann e os seus similares estão sempre a improvisar, para tentar que um Deus venha. Mas são tão fervorosos, que continuam de sacrifício em sacrifício. A Maryann pensou, quando matou Mrs. Jeanette, que estava no caminho certo. Ela pensava certa que o caminho certo era este. Mas ela nunca o acaba. Apesar disso, a sua crença é fervorosa. E foi isto que a matou.

Au. : E ainda veremos o seu regresso?

Al. : Não. Ela morreu, foi destruída e nunca mais votará. Que é uma pena, pois era fantástico trabalhar com a Michelle (pois deve…grande papel da actriz, que me conquistou), mas tivemos de matá-la.

Au. : Agora mudando de assunto: qual será a proximidade com o livro da terceira temporada?

Al. : O terceiro livro, tal como todos, será o ponto de partida, mas nós nunca os seguiremos cegamente. Isso poderá ver-se em situações que, apesar de serem reveladas nos livros posteriormente, apareceram na série mais cedo.

Au. : Introduzirá o lobisomem Alcide?

Al. : Sim.

Au. : E já há actor para a personagem?

Al. : Não. Mas posso revelar que conheceremos os pais biológicos do Sam, um temível vampiro Franklin Mott, para além de conhecermos Debbie Pelt, e a população de Hotshot um pouco antes do previsto.

Au. : E veremos a “Fellowship of the Sun”?

Al. : Sim. Apesar da humilhação do Steve, a sociedade ainda existe. E talvez esteja (Steve) mais furioso que nunca.

Au. : E o facto de o Jason ter matado o Eggs (já não era sem tempo) será um propósito para o retorno da relação entre o Jason-Tara?true-blood-poster

Al. : Claro, pois o Jason consumido pela culpa. E este sentimento vai despertar outro, o de compensação. Mas penso que a Tara já matou a sua obsessão pelo Jason, mas pela situação que ela está a passar, talvez esteja mais vulnerável aos encantos do mais velho dos Stackhouse.

Au. : E a Tara conseguirá, alguma vez, ter um relacionamento feliz?

Al. : Os relacionamentos felizes são “boring” (desculpem lá não traduzir, mas acho que este boring é a melhor tradução que há). Queremos tê-los na nossa vida, não em TV.

Au. : E algum plano para o Lafayete ter um namorado?

Al. : Sim.

Au. : E alguma coisa prevista para os próximos tempos?

Al. : Isso não posso confirmar. O que posso dizer é que o Lafayete terá mais tempo de antena. Ele foi construindo uma série de paredes a sua volta. Mas, no próximo ano, o veremos vulnerável, e não só devido ao medo ao Eric.

Au. : Algum arrependimento por ter morto o Godric? Ele foi muito bem recebido pelas pessoas.

Al. : Nenhum, pois a sua história foi realmente poderosa. Foi a minha favorita do segundo livro. Mas poderemos sempre vê-lo, em flashbacks. A relação entre Godric e o Eric é muito forte e longa, e podemos sempre ir atrás para espreitar momentos desta.

Au. : E o relacionamento entre o Hoyt e a Jessica está terminado?

Al. : O amor está ainda presente entre eles. Mas eles têm problemas, como foi visível na Season Finale.

Au. : Mas percebe que eles são fantásticos juntos, não?

Al. : Claro que percebo!

Au. : E quando poderemos voltar a ver True Blood?

Al. : Nós esperáramos ter um episódio pronto antes do natal, mas se a série volta mais cedo é decisão da HBO. Mais tarde é que não vai ser.

Au. : Falta alguma coisa que ainda não perguntei?

Al. : Eu estou surpreendido por não ter mencionado o Bill.

Au. : Quem raptou o Bill?

Al. : A mãe do Hoyt. (parece-me que o Alan parece que está aqui a ser irónico. Não iria acabar com o cliffhanger desta maneira. Parece que temos mesmo de esperar até ao próximo ano para saber.)

Uma excelente entrevista, que vem deixar água e sangue na boca. Agora é esperar pela próxima temporada.


Olha, afinal '10 Things' não acabou…

Setembro 12, 2009

10T_synopsis_470x270-01’10 Things I Hate About You’ estreou em Julho deste ano com dez episódios iniciais. Toda a gente pensava que a primeira temporada iria ficar-se por aqui, mas o E!Online trouxe uma excelente para os fãs da comédia adolescente.

Ao que parece, a ABC Family encomendou mais dez episódios, totalizando assim uma primeira temporada de vinte. Seguindo os mesmos padrões de Greek, a primeira parte foi exibida durante o Verão e a segunda parte não chegará no próximo Verão, mas sim já no início de 2010, provavelmente em Janeiro.

Sobre as histórias que devem ser exploradas na segunda metade da primeira temporada, teremos mais disputas entre Bianca e a sua inimiga Chastity e também algo muito pouco esperado sobre Patrick Verona.

Não sei como a série se saiu nas audiências, mas na crítica conseguiu levar a melhor. Elogiada por vários críticos de renome americanos, a ABC Family deve estar muito contente com o produto que apostou. Eu confesso que não dava nada pela série, mas depois de ver o episódio piloto, que adorei, mudei a minha opinião por completo.

O 10 novos episódios de ’10 Things I Hate About You’ terão reviews semanais feitos pela Mariana.