Burn Notice (3.09) – Long Way Back

Agosto 27, 2009

BNPodem dizer que eu me estou a tornar repetitivo, mas não há volta a dar. 7,6 Milhões é já um número que dava para que Heroes chora-se de felicidade ou Chuck de alívio, para não falar das séries da CW, o “primeiro” canal cabo, que davam as pernas e mais alguma coisa por números destes. Com estes números, a USA começa a se aproximar, se não já ultrapassou a emissora de Supernatural. É que 7,6 milhões de pessoas é “muita massa”, é um número extraordinário para o cabo, mesmo sendo a Summer Finale. Mas também isto só vem comprovar que Burn Notice é, pelo menos, a segunda melhor série deste verão, só sendo ultrapassada, por uma unha negra, pela vampírica True Blood. E isto diz quase tudo.

1aE este episódio vem confirma-lo. Apesar de não ser a perfeição em episódio, Long Way Back trata as Season Finale (eu sei que a Season Finale é só para Março, mas o tempo de espera faz-me pensar que esta também podia ser…) de um prisma diferente do que até aqui foi tratado. De memória não me lembro de nenhum caso que interferisse com o fechar do ciclo da série, mas desta vez houve mudanças. Podemos ter perdido um episódio diferente, mas ganhamos Michael McBride. E não ficamos a perder com a mudança.

Mas primeiro é interessante ver que a aposta final de Burn Notice, ou melhor, dos seus argumentistas, foi pegar em personagens já por nós conhecidas e torna-los clientes. Aconteceu com Barry e a agora com Fi. Mas se no primeiro não tivemos nenhuma ligação entre o caso e a narrativa continua, neste temos. E aí reside a novidade do episódio, que é muito bem aproveitado para fechar um ciclo, o do relacionamento tremido entre Michael e Fiona. E partir para outro.

“Confias em qualquer pessoa que ainda fale contigo. Uma ex-namorada atiradora…”. É isto que a introdução nos fala. E a introdução nunca foi tão consistente como neste episódio. Se Michael sempre confiou em Fi, que sempre estará para ajuda-la, o contrário é a mais pura das verdades. É isto que o episódio trata. Que nos momentos mais difíceis, quando tudo parece perdido, temos sempre um grupo de pessoas com quem contar. E elas farão tudo para que contem com elas.

Pois, no momento em que a relação “Wesfi” está tremida que nunca, chega a prova dos nove, o momento da verdade para os dois. E nada melhor que isto se torne a base da Summer Finale. Assim deu-nos uma perspectiva diferente do caso, da família de Fiona, e do seu jeito para atiradora. Deu para já trazermos bagagem da personagem, conhecer os seus hábitos e características, e adapta-la a condição de cliente. O passado encoberto da família Glenanne era um mistério até agora, em parte até para o próprio ex-espião, mas as nuvens vão desaparecendo durante este episódio. A bonita irlandesa tem um passado a condizer com o presente. E, se o presente é cheio com as sombras dos inimigos, o passado é a causa deles. E um deles atravessa-se agora no caminho. O rebelde, nos tempos em que eles estavam mais presentes na Irlanda, vêm a América visitar a sua “amiga”, que deixou um atentado fugir-lhe entre as mãos.BN2

Com as ameaças, ou seja, Thomas O’Neill, sobre Fiona a chegarem a América, o seu irmão vem em seu auxílio. Dá, primeiro, para ver a forte ligação entre a família Glenanne, que já perdeu uma menina, irmã de Fiona. E daí é que provêm os perigos. A vida de Fiona esteve tremida durante uns tempos, devido a morte da irmã, o que levou que ela se juntasse aos “bad boys”. A fase da rebeldia absoluta (pois Fiona é e será sempre rebelde). E tudo o que fez no passado vai se reflectir agora, com a chegada do seu inimigo, que pretende “extradita-la” de novo para a Irlanda.

Mas, se o episódio serviu para demonstrar que todos os membros têm um passado obscuro, cheio de mistérios, que sempre os perseguirá, também demonstrou que Michael faz tudo, até dificultar a entrada no mundo da espionagem, para salvar a sua amada. E para uma relação que estava tremida nada melhor que este tónico (morte do Tom Strickler) para aumentar.

E a relação do episódio residiu em Michael perceber que Strickler levaria tudo a frente para concretizar os seus planos, mesmo que seja entregar Fiona a forca, também serviu para demonstrar que os negócios obscuros do “empresário de espiões” não abonaram na vida do ex-espião. A morte de Diego é a primeira acha da fogueira, e não sabemos se Michael e a sua equipa conseguiram encontrar o fogo e apaga-lo, para depois descobrir o incendiário.

A única situação semelhante que Michael teve foi com Victor. Não sabia quem estava a persegui-lo, mas tinha algo por que procurar, uma pista a que se agarrar. Agora não tem a menor ideia. E nós só podemos fazer duas coisas, ou melhor, três. Primeiro apostar em nomes. Segundo desejar que o mundo não acabe até Janeiro. E terceiro que Michael Westen faça o tempo correr, para Janeiro chegar rapidamente. Esperanças, após este Summer Fi(o)nale.

Nota: 9,7

SUMMER FINALE


Burn Notice (3.08) – Friends Like These

Agosto 25, 2009

BN2Num ritmo inferior, este episódio vem trazer mais um caso interessante, com a sempre existente reviravolta, mas pouco mais. Não foi um episódio de Burn Notice, pois o humor pouco existiu, mesmo com a presença de Barry, o lavador de dinheiro. E o episódio ressentiu-se. Mas também não foi ¾ de hora perdidos. Foram 45 de espião, de acção, mas não aquela acção que BN já nos demonstrou ser capaz. É outro aspecto. Este episódio lembrou-me os primeiros casos da série, por onde se via que os argumentistas estavam a tentar encontrar o rumo certo. Aqui o rumo está encontrado, e o caso serviu para outros fins que só não a salvação de Barry. E também foi por isso que se perdeu algo.

Mas esta novidade, da introdução de um ajudante de Michael, tornando-se cliente, é nova. Já tivemos algumas aproximações a isto, mas um ajudante tão próximo de Michael sofrer uma baixa nunca. O contrabandista de dinheiro perdeu o seu book, o seu livro de clientela e, consequentemente, todo o seu trabalho fica comprometido, assim como os seus clientes. E não parece que haja muitas pessoas que ficariam felizes por ver o seu nome envolvido. E Michael começa o trabalho.

Até encontrar o culpado é fácil, mas arrancar-lhe a verdade é mais complicado. As complicações levam a outras estradas, outras tentativas de furar o muro da mentira. Foi-se escavando, as vezes com as unhas, outras com uma pá, mas ainda não era possível ver para o interior. É isto que Burn Notice tem. A dificuldade, mas a resolução dos problemas ser sempre feitos de maneira diferente. Não é como em algumas séries, em que dois/três problemas diferentes se resolvem da mesma maneira. Aqui os problemas são diferentes, tem soluções diferentes, são similares continuam a ter resolução diferente. E os resultados são sempre imprevisíveis.

E é o que ocorreu. Se tudo parecia encaminhar para um lado, o caso muda de figura, visto de outra perspectiva, e aquilo que sempre pareceu a avozinha torna-se o lobo. E Michael tem de mudar tudo, tem de correr pela sua amada, Fi, agora em perigo. Mas, quando tudo parecia ir por água abaixo, chega a solução. E o caso é resolvido.

Mas para é que serviu. Serviu principalmente para a degradação da relação entre Michael e Fiona. Se até agora ela era estável, apesar de esquisita, agora torna-se tremida. Aquela estalada poderá ter muitas consequências. E parece que a insistência de Michael regressar vai tornar muito mais complicado, após realizar um trabalhinho, que não pareceu nada penoso. O pior é saber o que pode sair daqui.

É isso. Michael está, pela primeira vez, de malas feitas para o regresso. Ele nunca as desfez, mas é só agora que o bilhete de avião começa a ser impresso. Com a Strickler, Michael aproxima-se do regresso, algo que está nos seus planos. O que pode sair daqui, quando só falta um episódio? Poderá Michael regressar, ou, que é a minha aposta, a situação fique pendente, para que em Janeiro volte a explicação. Ou, por último, podemos ter a interferência deste trabalhinho no regresso de Michael. Algo a ver no próximo episódio, que aposto que será de novo quase perfeito.

Nota: 8,6


Burn Notice (3.07) – Shot in the Dark

Agosto 19, 2009

BNPara quem lê, ou melhor, lia, os meus reviews de Dexter já saberá a causa do atraso. Mas volto a explicar. Com o PC a ser a principal ferramenta de trabalho, ficar sem ele é o pior pesadelo. E o pesadelo ocorreu, ficando sem o PC durante duas semanas, aproximadamente. E assim os episódios acumulados, os reviews consequentemente. E só agora consegui apanhar os episódios de Burn. Mas vamos ao que interessa.

Medo. O melhor incentivo para se fazer algo. Todos os medos são utilizados, mais cedo ou mais tarde, contra a pessoa. É o que este episódio demonstra. Mas, antes de falar sobre o episódio em si, tenho de referir uma coisa. Para aqueles que nunca pegaram em Burn Notice, não comecem pelos episódios iniciais, que deitam logo a vontade a baixo. Comecem por este, por exemplo, e só depois voltem ao inicio. Ficaram sem saber o que tem a ver o Strickler com isto, mas perceberão o que é o verdadeiro BN.

E o que é o verdadeiro BN? Uma série cheia de acção, truques e, por fim, humor. É a mistura disto tudo que faz Burn Notice uma série diferente. E isto viu-se neste episódio. Truques é o exemplo o do sangue, numa das melhores cenas que esta temporada teve. Mas já se vai lá. Vamos situar o caso.

Um rapaz que sofre, e que é o maior activista contra o padrasto, que tenta ganhar a custódia, é o último cliente que chega a Michael. E claro que o coração do espião quando encontra uma personalidade tão próxima consigo desfaz-se, e a ajuda surge logo. Mas a solução não passa pela morte. Começa pela intimidação, pela tentativa que a sua fuga faça surgir a solução. E mais uma vez o camaleão de Westen surge. Surge agora com um comprador com a morte a subir-lhe à cabeça. E tudo torna que o padrasto também tenha a cabeça a prémio.

Mas a fuga está difícil. É uma coisa permanente em Burn Notice. A dificuldade. E o que parecia ser fácil, torna-se difícil. E truques são precisos. E sangue também. A cena é genial, tornando a fuga muito mais convivente. Mas claro que não é nada claro como o sangue. Quando parecia tudo resolvido, surge novo problema. O irmão, bandido como muitos que existem em Miami, leva a sua a avante, e torna a tarefa de Michael muito mais difícil. Mas o camaleão ainda tem muitos truques na manda, o que torna a tarefa difícil em genial, e numa das melhores cenas da série. De bradar aos céus aquela interpretação do padre, que deixou-me perdido no riso, muito mais que em algumas séries de humor.

Mas não só do caso vive Burn Notice. O regresso de Michael parece estar cada vez mais próximo, pois as suspeitas confirmam-se: Strickler é o ponto de viragem na vida. Mas para que isto ocorra, o espião tem de fazer alguns sacrifícios, o que poderá tornar ainda mais difícil o seu regresso. Vamos ver se Michael continua a surfar pelas praias e ruas, mais estas últimas, de Miami, com a sua equipa.

Nota: 9,7


Burn Notice e Royal Pains renovadas!

Julho 29, 2009

Royal-Pains-Jill-Flint-as-JillO canal americano USA Network renovou duas das suas séries para novas temporadas. À medida que Monk caminha para a sua temporada final, a oitava, é importante investir em novos sucessos e a verdade é que Burn Notice tem colocado a emissora num patamar muito acima daquele que é normal para os canais por cabo.

Com uma média de mais seis milhões de telespectadores por episódio, a série protagonizada por Jeffrey Donovam acabou de ganhar uma quarta temporada que vai estrear no Verão de 2010. A terceira época foi dividida em duas partes, tal como aconteceu o ano passado, sendo que a primeira está a ser transmitida agora e a outra começa em Janeiro do próximo ano.

Royal Pains, que tem tido níveis de audiências mesmo muito bons para um ano de estreia, também conseguiu ser renovada. A série tem sido acarinhada pela crítica e essa renovação era mais que esperada.

O futuro de Psych ainda não foi decidido, mas a série também deve ser renovada.


CC09: Grandes surpresas sobre o painel de Burn Notice

Julho 24, 2009

comic3Novamente por meio da Revista TV Séries, trago-vos novidades de mais um painel, sendo que desta vez é Burn Notice.

Este foi um painel apenas protagonizado por homens e o dois únicos actores que foram são o Bruce Campbell e Jay Karnes, acompanhados pelos produtores e argumentistas Matt Nix e Alfredo Barrios Jr.. Donovan não compareceu (por motivos de trabalho e a sua prisão recente também deve ter complicado as coisas), mas enviou uma mensagem de vídeo para os fãs.

Apesar da não comparecência do actor, o painel foi bastante divertido graças a Campbell, que chegou a dar dinheiro aos fãs que faziam perguntas, totalizando 14 dólares. Por fim, ainda brincou quando disse que a convenção era ‘dispendiosa’.

A nível de spoilers, foi confirmado que o pai de Michael não é o responsável por ele ter sido ‘queimado’ e o seu irmão, Nate, vai voltar à série. Para piorar a vida de Michael, Fiona vai viajar para a Irlanda de modo a visitar a família, complicando assim a relação dos dois. Quanto a Brennan, este não voltará na terceira temporada, continua pode retornar na quarta. Com isso podemos concluir que a renovação é certa!

Mas a grande notícia não era essa, mas sim de que a série poderá ter um filme que será lançado directamente em DVD, assim como teve Prison Break e Dead Like Me. A história seria o passado de Sam e explicaria como ele ficou na mesma situação que Michael e como se ‘transformou’ de um soldado complexo para um homem descontraído. Mas isso ainda não é certo, mas se anunciaram na Comic-Con é porque deve ser algo a seguir!

Para verem alguns vídeos da convenção, basta irem aqui.

Hoje, sexta-feira 24, teremos vários painéis de grande interesse para o público, tais como Stargate Universe, Battlestar Galactica: The Plan, Caprica, 24, The Big Bang Theory, Flash Forward e Bones.

Podem ir acompanhando as novidades no Twitter através do @tudoestarodando e @comicconlive.


Burn Notice (3.06) – The Hunter

Julho 20, 2009

Burn Notice

Depois de me desiludir no último episódio, The Hunter era o que faltava a Burn Notice. Um episódio a roçar a perfeição. The Hunter, ou melhor, “A Caça” é o título perfeito para este episódio. Uma caça que cai sobre Michael, uma caça feroz, que o põem em risco de morte. E nada melhor que misturar isso com bastantes truques de espião, algumas surpresas e adrenalina que nos consegue acordar, mesmo com poucas horas de sono.

Primeiro vamos despachar já uma situação. O casal WesFi. Já se sabe que aquilo vai dar a algum lado, isso é uma certeza. Para que lado irá é que não sabemos. E também os desenvolvimentos são poucos. Neste episódio só tivemos um treino, o Michael a ficar com umas nódoas negras (bem merecidas) e pouco mais. Claro que vai ser assim que a história se vai desenvolver. A Fiona a atacar mais o coração de Weston, Michael a destroçar o coração da Glenanne. Foi assim até agora, será assim durante algum tempo. Espero estar enganado, mas não me parece muito.

Mas The Hunter não teve tempo para tratar do casal. A vida de Michael tinha a agenda cheia de compromissos, mas um cesto de iogurtes chama-o a atenção. Uma forma de entrar numa agência? Não, e também não me parece que venha já esse convite. A temporada tem de se aguentar até final, e parece que a USA não quer acabar com a sua galinha dos ovos de ouro. E eu não me importo nada. Mas continuando. O convite traz algo na manga. Tom Stickler propõe a Michael uma sociedade. Um inimigo antigo de Michael Westen está atrás dele, e visita Miami, a procura de praias e um pouco mais. E Stickler propõe protecção ao espião da América. Começando por esta personagem estranha. Tom aparece na altura mais conveniente, na altura que Michael está protegido. Algo sairá dali, para além do dinheiro que está a ganhar com o espião.

Claro que Michael tenta descobrir quem é o seu inimigo ucraniano. Para isso visita Beck, desviador de cargas e entregas. Mas tudo se complica quando os ucranianos atacam atempadamente Michael e o raptam, juntamente com Beck. E assim começa a caça. Os dois conseguem fugir e vão para os pântanos de Miami. Com a entrada nos pântanos, começam a chegar as situações complicadas, os truques de espião, até que o inimigo é descoberto. Chechik é o inimigo de Michael, um de muitos, como ele diz. A conversa fica agitada, Beck é ferido, mas tudo se resolve bem. Serviu para ver truques de espião, os pântanos de Miami e ver que Michael não está a salvo. Está temporada promete, se continuarem a apostar não em casos mas sim algo que envolva inimigos de Michael.

Quem surpreendeu foi Madeline. A mais velha dos Westens consegue trazer das melhores cenas do episódio, naquela “entrevista” que faz. É assim que Burn Notice pode inovar, só faltando juntar o irmão mais novo a conversa para o episódio ainda se tornar melhor.

Burn Notice retorna, e logo com episódio em cheio. A caça era o que a série estava a precisar, e a partir daqui esperemos que o comboio, tão bem embalado, não pare. E pelo promo a série promete muito.

Nota: 9,9


Burn Notice (3.05) – Signals and Codes

Julho 16, 2009

1cEste dia tinha de chegar. Este foi o dia em que digo que não foi um excelente episódio de Burn Notice. Signals and Codes consegui-me confundir. Não me entrosei com a história, não percebi o nexo da utilização dos aliens e etc…Se era para comprovar a loucura de Michael Weston, ou melhor, de Spencer, bastaria que ele disse-se que havia uma conspiração, que envolvia a morte de inúmeros, e a gente já acreditava. Para lhe dar um ar mais lunático, se calhar para tentar que o episódio fosse mais humorístico, juntaram-lhe vida extra-terrestre, códigos provenientes de galáxias distantes, tudo o que um fã pela conspiração pedia. Mas, primeiro, de extra-terrestre só acredito em seres unicelulares, segundo, em conspirações não tenho grande fé nelas. Por causa disso o episódio foi desfrutado pelo caso e pelo novo passo para a vida de espião.

Uma nova conspiração assola a América (algo que não gosto dos americanos, para além de burrice em ver algumas séries e escolher produtos excelentes (segunda parte é uma ironia) é a mania pelas conspirações). Desta vez afecta espiões americanos pelo redor do mundo. E Spencer é o eleito (de referir que vi hoje Harry Potter) para salvar deste perigo. Com cálculos matemáticos, pois ele é matemático, conseguir calcular a probabilidade de encontrar Michael Westen numa sala de praticar tiro. Começou logo por aqui o azedar com o rapaz. Eu até gosto de Matemática, mas calcular a probabilidade de encontrar um espião é um bocadinho puxar a corda demais, não acham? Mas continuando. O louco é reenviado para o hospital, mas volta para acabar a missão (agora de uma maneira mais fidedigna de encontrar Michael). Michael lá tenta acreditar no rapaz, lá vai tentar conferir. E assim se descobre o novo cliente. O episódio serviu para ver que Michael Westen ainda não ganhou ferrugem, ainda continua pronto para tudo e para todos. Novo plano elaborado, novo plano modificado, novo plano concretizado. É isto que ocorre. Michael consegue apanhar a rede, destruir o mal pela raiz. E Spencer promete regressar para ajudar Michael quando ele quiser. Um convite futuro? Eu espero que não, mas parece-me que sim.

De resto, temos o episódio a vaguear pelo regresso de Michael ao mundo da espionagem. Michael tenta de novo voltar a sua antiga profissão, e parece que a chave para o cofre tem nome: Diego Garza. Um espião, alguém que serve como passagem para a vida anterior. Se Michael pensava que seria tão fácil como isso, a Companhia recusa os seus serviços, mas promete rever a sua ficha. Salvação para Westen? Não me parece.
E, claro, faltava Michael espetar mais uma facada no coração de Fiona. Primeiro, a relação está um autêntico jogo do rato e do gato. Segundo, deixo aqui uma mensagem pública: Fiona Glenanne, ou melhor, Gabrielle Anwar se te fartares do Michael, visita o Douro e dá um toque. OK?

Para acabar, e para justificar a nota. Depois de tanta crítica, quando forem ver a nota, vocês diriam “este homem tá maluco”, ou uma coisa parecida. O episódio não foi mau, já houve bem piores, o caso foi interessante. Mas o cliente foi chato. Só isso prejudicou o episódio. E o episódio, apesar de ter de pagar por isso, não lhe custa muito na nota.

Nota: 8,3