Greek (3.04) – High & Dry

Setembro 24, 2009

snapshot20090923214336Apresentando uma fórmula mais literal, sem muitas analogias e citações famosas, Greek nos mostra mais um ótimo episódio, recheado de momentos inusitados. A CRU no episódio passado estava envolta as celebrações da tradicional “Undie-Run“. Neste vemos que Casey deve continuar como representante de sua casa nos assuntos sociais e culturais do campus. Por mais insuportável que Katherine seja, ela representa todo o oposto que vemos entre eles, acrescentando algo de interessante quando apareça, mas são nestes momentos que sinto faltada Evil-Frannie. A Srta. ZBZ acaba tendo que assumir responsabilidade pela “Dry Weekend”, evento que impõe 48 horas sem consumo de bebidas alcóolicas e outras substâncias ilisitas. Para mudar um pouco essa “festa”, ela propõe que as casas se envolvam mais, mudando o perfil chato que normalmente essa semana costumava ter.

Sempre fico meio com receio das aproximações entre Evan e Casey, temendo novamente toda aquela famosa enrolação, cheia de suspeitas, desconfianças e falsidades. Foi bom vê-los menos tensos um com o outro em “The Half-Naked Gun“, porém essa intensa convivência devido a “Dry Patrol” surpreendeu mais do que eu imagina, considerando claro o estado que os dois ficaram ao fim. Numa das visitas às fraternidades, os dois acabam acidentalmente comendo um brownie “batizado”, ou seja, que dava um efeito bem ALTO. Esse momento rendeu diversos diálogos engraçados, entre eles a análise da quantidade de gatos existentes na casa das ZBZ ou totalmente alegres quando Ash dá os óculos de mergulho, mas a grande cena foi a conversa no banheiro, enquanto os dois se escondiam para passar o efeito da brisa. Dizem que as vezes estando fora de si, podes descobrir seu lado mais sincero, desta forma o “Mr. Now I’m a Poor Guy” confessa que foi ele que impediu que Cappie a procura-se na festa do fim do mundo. Agora resta saber como irão abordar essa trama, que  por enquanto está bem dosada, sem aquela massante tentativa dos criadores em deixar o casal destinado finalmente junto, até por que a dinâmica C & C funciona de maneira muito peculiar e creio que só será resolvida no final da série.

Enquanto isso, Rusty vira alvo de piadas entre seus colegas-nerds, ganhando o carinhoso apelido de “Âncora” ,  batizado pelo  Dr. Hustings, que veem criticado constantemente ele por sua queda de rendimento e descuido com o curso. Comum projeto em mente, parece difícil alguém levá-lo a sério a ponto de patrociná-lo. Cappie tem ocupado o cargo de salvador da patria,assim vão  juntos  ao lançamento do livro do Dr. Lorson, conceituado profissional da área. Sutilmente e por vezes nem tanto assim, Cappie tenta apoiar seu desesperado amigo, porém as “geeks girls” parecem atrair os sentidos dele mais do que qualquer coisa. Hilário quando  se apresenta como Wang, o criador de alguma coisa mirabolantemente importante e a garota olha como aquela cara, como se tivesse pensando” Mas você não deveria ser chinês?”  Quanto a isso, os KT são sempre os primeiros a ajudar  os companheiros, nem que precisem tentar se disfarçar de nerds para isto. Dale andava afastado e reaparece neste, porém ainda está lidando com os fantasmas de suas escolhas, mas ele volta a ativa de maneira traiçoeira, convencendo o Dr. Lorson a patrocinar seu projeto, deixando Rusty frustado pois aquela seria sua grande chance de provar que ele não é um “Âncora”. Persistência pode ser motivadora as vezes e mesmo que não alcançemos os objetivos desejados, sempre podemos tirar algo de proveitoso disso, ou seja, Rusty consegue na verdade chamar a atenção de seu professor/coordenador, o Sr. Hustings, que aceita monitorá-lo em seu interessante projeto de converter dióxido de carbono em material sintético.

Tratando-se de revelações, alguns segreos “saem do armário”, a partir da visita da namorada de Grant (isso mesmo, namorada). Como é seu aniversário, seu “amor” resolver fazer uma visita. Becks novamente engraçada, rende ótimas risadas contracenando ao lado de Calvin, que vive um verdadeiro tormento com o “fator namorada” presente no quarto deles. Todos esperam pelo fatídico momento em que ele revelaria sua verdadeira identidade e assim sairia definitivamente do armário que estava guardado. A verdade acaba aparecendo num momento de impulso, mas que por fim resolvesse da melhor forma. Gostei da abordagem que deram aos dois e o possível relacionando que eles estão construindo juntos.

Melhor momento:Double Date Dobler’s” : Destaque para Becks e suas tentativas de fazer com que Calvin pareça hetero. Ela dando tapa na cara dele, fingindo ter sido enganada pelo “namorado” foi simplesmente cômico.

Pior momento: Evan tentando defender Casey quando Katherine aparece. Só quero ver o que ela irá lembrar e pensar sobre tudo que ele falou durante aquela noite.

89

Anúncios

Greek (3.03) – The Half-Naked Gun

Setembro 17, 2009

snapshot20090916210331Comentei que a trama do “Gotcha Game” tinha sido mal explicada e aproveitada, porém pude  entender o por que. Num de seus episódios mais engraçados,Greek consegue reinventar suas tão corriqueiras festividades. Num jogo interativo, cada participante tem um alvo específico a eliminar, assim descobrimos que ainda restam 20 competidores na brincadeira, entre eles: Rusty,Calvin, Beaver e três garotas da ZBZ. Rusty e Calvin apesar de viverem em fraternidades diferentes, sempre tentam preservar a amizade, porém quando colocamos armas,dardos e alvos no meio,alguém sempre sai ferido. Eis que o alvo do Spitter é Calvin, ou seja, BANG- Eliminado! Ironia do destino, Rusty pega o alvo que seria do amigo e eis que surge a grande surpresa: Jordan deverá ser colocada em sua mira. Desde então senti que isso seria muito interessante de se ver,considerando que os pombinhos estavam tentando dar o famoso ” próximo passo na relação”. Como o próprio Cap diz ” Being a geek save your life“, justificando assim o fato dele ter sido o único sobrevivente da casa. Dilemas a parte, os garotos o aconselham a acabar logo com essa história, mesmo tratando-se de Jordan, para que eles faturarem a tão desejada recompensa em dinheiro. Cap realmente rouba a cena algumas vezes com seus insanos comentários, a exemplo da excelente imitação das famosas vozes grossas dos trailers de filmes ou seriados de tv: The begining of the end is starting: now, again…this summer“.

Considere os momentos a seguir como os melhores já vistos, recheados de criatividade e sutileza entre as cenas, mostrando extrema continuidade e fluidez. Rusty reluta em “Gotcha your love and win the game“, porém o tabuleiro muda de posição, quando este descobre que sua amada é a misteriosa Jekyll (homenagem a história do Médico e o Monstro), que transforma a relação dos dois, como já dito no site da ABC family:  “Começando como os Montagues e Capuletos e terminando como o casal assassino, Sr. e Sra. Smith), mostrando que Greek ainda se inova em termos de analogias. Toda aquela cena do guardião Cap evitando que Rusty leve o “tiro” , junto a intromissão de Becks como guardiã de Jordan foi simplesmente fenomenal. Inevitável não rir com eles juntos em cena, esbanjando interação e diálogos cômicos. Como se já não bastassem esses risos, vemos os garotos na KT preparando o “armamento” para a batalha e creio que o destaque vai novamente a Cap, vulgo Morpheus (Trilogia Matrix), com a famosa cena das pratileiras de armamentos e as escolhas que Rusty deverá fazer dali pra frente, só faltou o momento da pílula azul e vermelha. Mesmo tentando emboscar J.J, os pombinhos conseguem se distanciar de toda a confusão para terem um momento juntos. Jordan cresceu muito na minha opinião e definitivamente nesta temporada, firmou-se como personagem regular, mostrando excelente química com Rusty, nitidamente mostrada nos momentos tensos entre eles no apartamento, toda a desconfiança, cheia de movimentos leves e mãos escondidas. Jordan prova que mulher possui todas as munições necessárias, convencendo- o a ceder, depois que esta tira a roupa em “busca de trégua”. Acho que todos entendem o que acontece, “Gotcha“??

Lembro que falei muito sobre a excelente trama inicial que colocava Casey a buscar algo para seu futuro, como o estágio em Washington, que por fim das contas não trouxe o melhor dela, mas sem dúvida a fez diferente.Episódios como esses me fazem lembrar que este é o último ano dela, de Evan, de Cappie e alguns outros ali, então me pergunto: Seria esse o fim de Greek? Concordo plenamente que se a temporada terminar neste mesmo ritmo de excelentes episódios, creio que quem aprecia a série se dará por satisfeito. Voltando para Casey, foi importante vê-la descontente com seu papel na casa, relacionado a suas atividades, sendo assim assume o posto de “Diretora Social ZBZ”, tendo que enfrentar a insuportável presidente, Catherine. Na segunda temporada, principalmente no seu ínicio considerei a série totalmente repetitiva, voltada sempre a mesma temática: festa, interação dos candidatos e etc. Consideravelmente podemos perceber que a ideía do evento deste vai além do que já foi apresentado, iniciando com os jogos “Gotcha” e finalizando com a tradicional “Undie-Run”, a famosa corrida entre os alunos “vestidos” somente com peças íntimas, marca registrada nas gerações da Cyprus Rhodes. Foi bom vê-la interagindo novamente com Evan após tanto tempo distante, sendo que estes unem forças para convencer os universitários a votarem na corrida. Ainda assim, gosto de ver que mesmo decidida, Casey mostrasse totalmente insegura de suas decisões, pelas quais a marcarão por algo tão sem significancia (palavras de Catherine). Virando o jogo, provando-se uma líder nata cheia de idéias, ela realmente veste o cargo de Diretora Social, envolvendo a corrida num projeto de assistencialismo a desabrigados, unificando a “falta de roupa de uns” para “doação de roupa para outros”.  Utilizando o apelido que  Cap dá a Casey no final, consigo classificar o que achei de “The Half-Naked Gun“:  UNDIE-TASTIC.

Melhor momento 1: Cappie entrando em câmera lenta dentro do apartamento de Rusty e salvando-o de levar um “Gotcha” de Jordan.

Melhor momento 2: Evan colocando a humildade pra fora e trabalhando pela primeira vez num restaurante frequentado essencialmente pelo público gay da região, que teve como ilustres clientes o novo casal: Grant e Calvin.

Pior momento: Dale não apareceu neste, mas mesmo sentindo falta do personagem, não fazia muito sentido ele aparecer.

97


Greek (3.02) – Our Fathers

Setembro 10, 2009

snapshot20090909204534Friends are the glue that holds ours hearts together“. Sem dúvida Greek mostra isso perfeitamente, pois mesmo com alguns dizendo que essa será sua última temporada, digo que se realmente for, ficarei imensamente satisfeita com seu resultado, pois deixou sua marca como uma das grandes séries jovens da atualidade. Num excelente episódio, totalmente centrado nas garotas, fica evidente o quão forte o núcleo feminino pode ser. Considerando esse um dos mais especiais que a série já teve, conhecemos os pais das garotas, que sem dúvida acrescentaram muita dinâmica durante a “Father-Daughter Weekend“.

Abordando esses relacionamentos, Ash tem uma confidente relação com seu pai, Becks desconsidera a existência do dela e Casey ainda acha constragedores os momentos com seu pai. A grande surpresa é a introdução de Jack, pai da Jordan, interpretado pelo carismático Tom Amandes, conhecido como o Dr. Abbot de Everwood. Os rapazes não ficam totalmente fora da jogada, pois Casey acaba descobrindo o segredo entre Fisher e Becks, no qual decidi guardar para proteger os sentimentos de sua melhor amiga. Spitter por sinal parece ser o mais tenso de todos, pois irá conhecer o pai de sua namorada, cujo encontro com o sogrão renderá uma combinação caótica. Simplesmente amei ver Cap lendo “My Sister’s Keeper” da Jodi Picoult, valendo o destaque para algumas das cenas dele com Dale. Rusty por sua vez entra na maior das encrencas, decidindo participar do jogo contra os pais, destaque básico sobre as habilidades esportivas do Spitter, que aliás torna-se um dos maiores desastres da história quando ele pula em cima do sogrão pra pegar a bola e acaba travando a coluna dele, como se já não bastasse ter sido “Caught in the action with Jordan” momentos antes.

Como já havia falado antes, achei  forçado usar a mesma estratégia de colocar Becks como a “BITCH” que não tem limites com os namorados das outras,  mas vendo por outra perspectiva, neste episódio teve a proporção necessária, conseguindo aproveitar uma trama já gasta. Ash é uma das minhas personagens favoritas, daquelas que nitidamente cresceram e conquistaram seu espaço, sendo assim, é interessante vê-la encarar uma situação inusitada como esta. Num misto de sentimentalismo, “Our Fathers” conseguiu ditar excelentes pitadas de humor, a começar pela hilária cena do coral das ZBZ (isso está se tornando mais comum que o normal), porém não reclamo dessa vez, pois adorei o rumo que a homenagem tomou com o início da discussão entre Becks e Ash. Quando falei da introdução dos pais na história, esse momento deixa claro o por que: três pais tentando resolver os problemas existentes entre as três filhas.

Engraçado como alguns personagens mudam totalmente nossa visão, Casey é um exemplo positivo disso. Tornou-se ao longo das temporadas uma das personagem mais consistentes e importantes de toda a trama, aquela que tem função de ser a balança que interliga todos os demais personagens. Apesar de suas complicações com Cap, seu relacionamento com Ash sempre foi um dos fatores mais explorados e importantes, sendo assim, vê-las brigadas daquele jeito mostra mais uma vez quão necessário é a tal da cola que mantêm os corações conectados. Mesmo magoada por sua amiga não ter contado a ela quando soube, Ash sabe visualizar suas boas intenções, assim como Casey aprende que as vezes tem que acreditar que Ash pode lidar com situações difíceis.

Certos padrões podem se repetir, mas sem dúvida fica mais evidente o caráter e personalidade de cada personagem. Sem dúvida esse é um dos elementos que tanto me encantam em Greek: cada personagem tenta sempre se descobrir de alguma forma, seja ela construtiva ou destrutiva. Como lidar com a confiança, aceitação e perdão e combiná-los com expectativas, péssimas escolhas e as traições? Como buscar aceitação de alguém que provavelmente nunca olharia pra você se passase do seu lado? Como impressionar alguém? Como conquistar aquele tão desejado abraço? Como recuperar o seu mais puro eu? Como reconhecer que tudo em sua vida gira em torno do outro? Como reconhecer que errou?  Como deixar a mágoa de lado e perdoar alguém que te feriu?

Melhor momento: Diferentes relacionamentos entre pais e filhas.

Pior momento: O triângulo carnal e espiritural de Cap e Dale com Mary Elise.

92


Terceira temporada de Greek já em Portugal?!

Setembro 6, 2009

greek1Estava eu a navegar pelo site da ZON quando vi que hoje vai ao ar a estreia da terceira temporada de Greek, repetição do episódio que foi ao ar na quarta-feira, dia 2 de Setembro.

Trazer o episódio a Portugal com dois dias de diferença dos Estados Unidos seria uma jogada de mestre da MOV (que já trouxe ‘Dirty Sexy Money’ com muita antecedência, mas não assim tanta), mas será que isso é mesmo verdade.

Uma das coisas que me passou pela cabeça foi o seguinte: a segunda temporada de Greek foi dividida em duas partes e talvez a segunda parte esteja a ser vista como terceira temporada pela emissora portuguesa. Alguém que tenha a ZON TV Cabo pode confirmar isso? Será que a MOV conseguiu os direitos de exibição assim tão cedo?

Actualização: Segundo o nosso comentador an.drew, o episódio marcado como T3,1 corresponde ao primeiro da segunda temporada, visto que a MOV vê cada temporada como a metade de uma nos Estados Unidos, pois a primeira época foi dividida em duas partes do país de origem. Mais atenção pessoal da MOV!

greek


Greek (3.01) – The Day After

Setembro 6, 2009

snapshot20090905223303Para aqueles que acompanhavam meus reviews de Greek, repararam que eu tive uma intensa relação de amor e ódio durante a segunda temporada. Eis que a terceira temporada retornou mais rápido do que convencionalmente uma série retorna, aproveitando o bom embalo que a série deixou em seu final. Todos fizeram escolhas na noite anterior( At World’s End), que nitidamente terão que viver com suas consequências, porém resta a pergunta: O que fazer e como agir com tais escolhas?  Mais uma tradicional festa ocorre no campus, desta vez com o tema “Gotcha“, inspirado em personagens de filmes como O Procurado(2008), Sr. e Sra Smith(2005), Identidade Bourne(2002)  e o seriado Alias(2001). Ficou um pouco um pouco mal explorado a questão das armas, as pessoas que seriam perseguidas ou não, porém mais uma vez provou-se que a turma da Cyprus Rhode saber dar uma boa festa. Novamente repito: Greek e suas citações e homenagens. Ótimo!

Casey lida mesmo que com dificuldade com o fato de ter terminado com Max, porém pior que isto é a sensação de fossa ao levar um fora d0 Cap. Toda a cena com as garotas da casa consolando-a foi um pouco exagerado, porém senão houvesse alguma canção não seria algo ZBZ. Fico pensando como será a dinâmica da série agora com a saída da Evil Frannie, pois por mais insuportável que ela fosse, ela apimentava as coisas.  Continuando na casa, Becks mantêm um congelante mistério não revelando quem era o rapaz que a deixou “ocupada” durante a festa do fim do mundo. Reparando o tema central sobre escolhas, claramente vemos Rusty e Dale envolvidos diretamente nelas. O primeiro escolhe viver intensamente o “último dia” ao lado de sua amada, deixando para trás sua grande chance de recuperar suas notas na aula de química. O segundo escolhe reaver seus princípios, entregando-se a tentação e ao desejo. Rusty tenta desesperadamente infiltrar-se no prédio, porém este está fechado, fazendo-o encarar a falta que sua única fonte de inspiração acadêmica(Max) faz. Jordan preocupada com seu amoreco, apela para o “Big Sis Talk” , convencendo-a irmã a ajudá-lo. Gosto muito desses momentos Brothers & Sisters entre eles, além da grande química, é sempre muito divertido ver o quanto são diferentes porém se completam de forma única. Ela consegue enganar o segurança para conseguir as chaves, levando horas pra conseguir achar a correta e depois o Cap aparecendo facilmente do lado de dentro vestido de ninja.

Dale mostra ser um dos personagens que mais evoluiu ao longo das temporadas, pois agora podemos ver um lado mais vulnerável dele que cede as tentações, atingindo a “Second Base” com Sheila (tiazona da imobiliária). Interessante como ele avalia e analisa a situação, convicto que deverá assumir um compromisso sério com ela, afinal entregara aquilo que tanto guardava (eu sei, soa brega mas é a realidade dele). Quando a pediu em casamento, senti pena da humilhação que ela o fez passar depois daquilo. De volta ao laboratório, Rusty é obrigado a conviver com a atmosfera tensa entre o casal “Its now or never“. Depois de incidentes e quebras, Casey revela que foi ela que procurou Cap e não o contrário. Apesar de relutante, Cap sempre mostra seu imenso caráter em ajudar os outros, especialmente a ” It Girl” e assim, mais uma vez arranja confusão com os guardas do prédio para poder salvar os irmãos de uma encrenca maior. Frustante foi descobrir que o “It Guy” decidi ir atrás da “It Girl” mas é barrado pelo estúpido e bêbado “No Money Guy“, que coloca besteiras na cabeça dele, dizendo a velha história de que ele não é bom o suficiente e que não deveria apostar novamente em algo que não deu certo antes. Duas coisas que deixaram extremamente chateadas com este episódio: Evan parece realmente não mudar, mesmo sem dinheiro e dependendo de Becks para fazer algumas coisas, ele sempre volta ao mesmo ponto. Becks que provou ser melhor do que uma simples garota mimada que não mede esforços para ter o que quer e quem ela quer, mostra novamente suas garras, quebrando o “Girls Code” com uma pessoa que não deveria, ainda mais considerando o efeito que isso causará em Ash. Afinal como diria a a canção de Mick Jagger (Rolling Stones), “Old Habits Die Hard’‘.

Melhor momento:

– Dale e a gravação filosófica de Q. do Star Trek

Pior momento:

– Revelação do “Misterious Guy” da Becks: Fisher (WTF)

76


Greek (2.22) – At World’s End

Junho 17, 2009

snapshot20090616201558-300x169Resolvi fazer o resumo da temporada junto com o episódio final, pois teria mais sentido fazer isto neste momento. Escrevo sobre cada um dos personagens, exemplificando seu papel, trilhando sua jornada. Vocês devem lembrar que fiz um comentário a dois reviews atrás, dizendo que iria justificar quando o season finale chegasse. Pois bem, a hora é essa. Quando li um comentário sobre a série no site Teleséries, pude realmente entender por completo o que  ela simboliza. Greek retrata de forma diferente o universo teen, mostrando situações que podemos facilmente nos identificar. Coloca na ficção um fragmento da realidade, humana e crua como ela é, sem superficialismos, falsas pretensões, maneirismos e moralismos. O canal Universal intitula em seus comerciais aqui no Brasil a série como ” Sexo, Livros e Rock n’ Roll” mas me arrisco a dizer que ela vai além disto, deixando plena satisfação em conseguir mudar 100% opinião.

Dale representa a convicção: Sua crença, valores e compromissos colocados a prova em seu relacionamento com a Sheila, que por sinal que casal mais excêntrico que rendeu até hoje momentos muito cômicos. A pureza confrontada pela sexualidade é mostrada de uma maneira sútil e nada apelativa.

Calvin representa a insegurança: Dificuldade de encarrar e aceitar suas vontades, evitando a possibilidade de ter algo a mais com Grant. Aliás conseguiram unir ele ao Dale de uma forma tão especial, pois nitidamente eles identificam que precisar evitar a tentação. Momento que rendeu a marcante cena em que que Dale veste Calvin com o anel da pureza ou compromisso. Mesmo assim, eles encaram seus medos e vivem o último dia na terra com as pessoas que eles querem.

Evan representa a submissão: Provada pelo status de ser um Chamber. Um peixe inexperiente num mar de tubarões, incapaz de lidar com o investimento colocado sobre ele. Como era de se esperar, mesmo que tardeamente, consegue visualizar que precisa ser mais ele mesmo . O Evan que reativou a amizade com Cappie, o Evan que admite seu erro e que se vee um pouco em Rebeca, devido as suas histórias de vida parecidas. O Evan que deve buscar serr mais Evan do que Chambers.

Frannie representa o desiqulíbrio: Odiada, conseguiu afastar tudo e todos ao seu redor, consquistando através de meio desleais suas aquisições. Chantageou e manipulou, mas finalmente percebeu que entrou num ciclo vicioso no qual nunca conseguiria sair, a não ser que admitisse seus erros. Viveu a sombra das ZBZ, especialmente de Casey(sua ex-melhor amiga). Criou uma fraternidade própria que por fim só trouxe fracassos e humilhações. Conseguiu se redimir somente no momento de sua despedida definitiva do campus. Talvez agora ela trilhe seu verdadeiro caminho e consiga mostrar uma Frannie mais humana.

Rusty representa a escolha: Não é a primeira vez que ele questiona seu papel como: aluno, membro da fraternidade, namorado e amigo. A vida definitivamente é feita de escolhas e nem sempre conseguimos alinhar tudo. Rusty encarou um fracasso na prova, fazendo-o buscar um conselheiro acadêmico para orientá-lo sobre suas decisões. Escolher ir a festa do fim do mundo ou  ficar estudando. Escolher acompanhar sua namorada na festa ou ficar estudando. Entçao que decidi o agora, colocando-se ao lado de sua amada e de todos seus queridos amigos.

Max representa a perda: Caral ideal, prestativo, presente e dedicado. Tipicamente o geek adorável que toda garota gostaria de ter por perto, realmente gostaria é a palavra correta. Sempre pareceu disposto a manter o namoro com Casey, mesmo que as vezes esteve muito a frente do que ela. Abriu mão de seus sonhos, fez escolhas difíceis. Sabemos que ouvir a famosa frase ” You’re the perfect guy, but you’re not the perfect guy for me”, deve detonar o coração de qualquer pessoa, ainda mais depois de tudo que escolheu viver. Provou-se verdadeiramente que eles nunca estiveram na mesma página, pois quando ela tem de abrir mão de algo, ela abre mão de seu  relacionamento com ele , pois nunca conseguiria sentir o que ela sentiu, sente e sentirá pelo Cappie.

Rebecca representa a descoberta: Impulsiva, marcou presença no campus através de atos polêmicos, visando sempre modificar sua reputação de filha de senador. Foi traidora, vilã, megera, agente dupla, dócil, comilona, atrapalhada e uma série de outras coisas. Sentiu-se perdida, sem perspectivas sobre quem era, o que queria e o que iria fazer. Enfrentou uma fase de auto-conhecimento, que por sinal foi abordada de uma forma muito singela e interessante, revelando que decidiu sair com uma garota não por simples confusão mental ou por estar na moda ” I Kissed A Girl” mas por que estava a procura de um novo sentido em sua vida, uma busca consigo mesma, ver no espelho a Rebecca e  não a Rebecca,  filinha do Senador.

Ashleigh representa o equlíbrio: Sorrateiramente entrego a ela grande parte do mérito deste excelente episódio, pois graciosamente a atriz Amber Stevens consegue mostrar por que é a melhor amiga da protagonista . Por vezes ela parecer aquela personagem fútil, mas pelo contrário, ela é a pessoa mais sensata de toda a CRU. Ela enfrenta uma possível expulsão do campus, devido o incidente com a explosão de cerveja no carro das IKI e Omega Chi. Sozinha, é julgada por um erro que não cometeu e mesmo assim enfrenta  Evil-Frannie, quando achavamos que ela já podia considerar-se derrotada. Sua clareza de palavras fez com que Frannie avaliasse suas atitudes fracassadas em tentar tornar IKI a melhor fraternidade do campus. Destronada com a verdade, decidi retirar as queixas contra Ash. Novamente, a balança Ash aconselha Calvin a encarar os fatos e parar de fugir de Grant, seu roomate. Sua participação não termina aqui, pois é ela que consegue fazer um certo casal enxergar certas coisas. São delas as frases mais cômicas: “You make lists now?” ” Who are you? Joey Potter?” “Or maybe you’re the “F “letter” ” Yeah, Felicity” “Go Felicity, tough if up”. Novamente Greek consegue citações incríveis, sem soar esteriotipado.

Casey & Cappie representa o destino: Quando falei acima sobre quem escolheriamos estar ao lado caso o fim do mundo chegasse ficou evidente quem estava falando isto. Casey encara os fatos sobre o que senti por Cappie e assumi querer estar com ele no tempo atual e até no fim dos tempos. Cappie é o pivó do segundo triângulo amoroso da vida de Casey. Determinados momentos não pode mais lutar contra o destino. Cappie é Casey e Casey é Cappie. Racionalismos a parte, encaro como natural a atitude dele em frear a situação, por nitida insegurança e medo de falhar novamente. Achei lindo quando ele tenta salvá-la da situação constrangedora do armário, pois Max vê a cena e pensa no pior, mas Cappie assume toda a culpa, dizendo não ter superado Casey e que desleamente tenta sempre forçar uma situação com ela. Devastada, Casey encara a possibilidade da solidão e Cappie reflete sobre o que aconteceu naquela noite. Fechamos uma promissora temporada com mais um incrível prova de amizade de Ash, agindo como um verdadeiro cupido/anjo da guarda que sobrevoa sobre a consciência de Cappie, confronta-o com a seguinte frase ” It’s the end of the world Cappie, what you gonna do?”

Nota: 10,0


Greek (2.21) – Tailgate Expectations

Junho 16, 2009

snapshot20090614174852Nada como uma boa comemoração para o Homecoming, grande desfile comemorativo no qual todas as fraternidades participam e competem entre si. Interessante ver todos os presidentes durante a reunião que definirá qual fraternidade ficará com a outra e assim construir o carro alegórico, cujo o tema deste ano foi ” Love Through the Ages”, irônico vindo de alguém como ela. Parecia obra do destino colocar os Omega Chi com as IKI e os KTT com as ZBZ, agora resta saber como Cappie e Casey irão lidar com essa aproximação obrigatória. Rusty e Pete unem-se na organização e confecção do carro junto a Casey. Detalhe que Cappie fica o menor tempo possível dentro da casa, para evitar encontros constrangedores. Achei muito divertido unirem o lendário Vesúvio e a idéia de Casey com o tema ” Jardim do Éden”.Todos muito empenhados para vencer o concurso, mesmo quando Evan usa de seu poder para comprar o melhor caminhão disponível, mas Rusty não desisti nunca, sempre nos surpreendendo com sua incrível determinação.

Descobrimos a verdadeira identidade azul de Fisher, o que deixa Ash meio perturbada, porém o amor é cego e  mesmo ele fazendo parte da turma dos Smurfs, Ash decidi aceitar as diferenças e também se juntar ao “Blue Man Group”. No lado do clã dos Chambers, Evan tem dificuldades para lidar com dinheiro e o que ele pode trazer como consequência em sua vida. Achei interessante os momentos com o Papai Chamber, quando esse decide colocá-lo na terapia e assim congelar o fundo de investimento durante seis meses, solução dada para o filho finalmente amadurecer e aprender a lidar com o seu legado. Evan finalmente quebra as correntes, porém trava uma batalha ao dizer que preferia usar seu dinheiro para comprar novos pais, pois os que ele tem estão mais para investidores do que para pais efetivamente. GO EVAN, LIVE YOUR LIFE!!!!! Outro ponto que pode se desenvolver de maneira positiva é a amizade dele com a Becca. Quem sabe teremos bons momentos entre eles, pois sabemos que eles tem uma história parecida, vivendo as sombras da fama e dinheiro dos pais.

Achei imprescindível o papel de Casey durante o episódio,  mesmo tendo dificuldades em lidar com o que aconteceu com Cappie e o fato de não ter Max ao seu lado, mostra-se muito madura e decidida a vencer, considerando também derrotar a Evil Frannie sempre renderá um saboroso V de vingança. Fantástico quando ela lança uma espécie de quizz a todos:– Who gives the most kick-ass parties at the CRU?  We….and what is the most kick-ass partie that you ever given? VESUVIO’S.. and what do we need to bring Vesuvio’s back? $$$$$.. and when we gonna get that money??? Cri cri cri…

Spencer Grammer prova mais uma vez ser uma verdadeira “front-lady”, mixando seu carisma com o poder de persuasão. Nunca me imaginei elogiando-a review após review, mas ela tem feito por merecer e acredito que tenha crescido muito como atriz e consequentemente trouxe algo diferente a sua personagem. Levei certo tempo para perceber, mas ela tem uma expressividade muito forte, na qual fica evidente mais ainda em sua cena final. Por uma fatalidade, o carro alegórico quebra e ela por instinto clama pelo nome de Cappie. Achei hilário quando ele pergunta sobre o seguro, vemos que Casey nem lembra dessa hipotése, deixando-o  louco com mais uma aproximação. Entrei quase em parafusos com o intenso diálogo dos dois, os intermináveis “STOP this thing and  STOP that thing”,  provando mais uma vez que eles são disparadamente o casal destinado da série, transbordando química a cada cena. Sinto dizer Max, mas acho que você irá rodar dessa vez….. E que venha o season-finale.

Nota: 9,0