Hung (1.10) – A Dick and a Dream or Fight the Honey

Setembro 20, 2009

hung110No episódio passado de Hung foi levantado a possibilidade de que Lenore poderia arranjar um encontro de Ray com sua ex-esposa, Jessica, que tinha virado amiga da socialite. Pois bem, quanto a esse quesito não ficamos inteiramente decepcionados, pois nesse episódio final o momento mais tenso foi, sem dúvida, quando Ray descobriu que sua cliente era justamente Jessica.

Apesar do encontro não acontecer realmente, a cena não foi totalmente desperdiçada, pois com a conversa que Ray teve com Jessica ao celular percebemos que não só os dois ainda nutrem sentimentos um pelo outro, como também evidenciou que ambos estão perdidos no mundo – mesmo que Jessica se esconda por trás de um casamento de fachada.

Também Tanya teve mais um de seus chiliques causados por insegurança ou orgulho de não reconhecer que talvez uma ajuda de Lenore pode mesmo alavancar a Happiness Consultant, tornando o episódio bastante repetitivo. Houve um pouco de enrolação com as cenas dos filhos de Ray no cinema ou a aparição de sua vizinha, o que nos faz chegar a conclusão de que no fundo o episódio não surpreendeu muito, mais parecendo um filler do que um finale.

Nota: 8.0


Hung (1.09) – This Is America or Fifty Bucks

Setembro 5, 2009

Imagem1Parece que as peças de Hung estão finalmente se juntando. Nos primeiros episódios da série, conhecemos Lenore, uma ex-colega de trabalho de Tanya que acabou por descobrir a identidade de Ray, por um erro bobo do treinador/garoto de programa. Agora a insuportável personagem (que nojo ver ela dividindo comida com aquele cachorro) volta para atormentar ainda mais Ray, mas dessa vez não fazendo chantagem para que ele tenha sua carteira de volta, mas oferecendo uma tentadora proposta: se unir a ela e suas influências em busca de mais lucro, traindo Tanya pelas costas.

O fim do episódio deixou no ar se Ray atendeu ou não ao chamado da “estilista”, mas uma coisa é certa: agora que ela conseguiu firmar amizade com a ex-esposa de Ray, é só uma questão de tempo até que ela agende os serviços da “Happiness Consultant” e tenha uma desagradável surpresa. Seria muito interessante poder ver isso antes do fim da temporada, mas é pouco provável que a situação aconteça pois faltam apenas um episódio para o fim da temporada, sendo, talvez, o suposto gancho que essa primeira temporada deixará aberto para a segunda, já confirmada desde o terceiro episódio da série.

No mais o episódio foi bastante morno, com namorado de Tanya saindo de cena tão rápido quanto chegou (será que ele volta?) e Ray lidando com uma questão levemente proposta no começo da temporada, quando ele ainda questionava a sexualidade de seu filho. Um pouco melhor que o episódio anterior, “This is America or Fifty Bucks” conseguiu apenas preparar o terreno para possibilidades interessantes no finale, resta-nos esperar e ver se irão mesmo acontecer.

Nota: 8.3


Hung (1.08) – Thith Ith a Prothetic or You Cum Just Right

Agosto 30, 2009

hung108Que bela lição levou Ray nesse episódio, não? Se voltarmos alguns episódios, veremos Tanya dizer que Jemma era uma mulher frustrada no amor, pois sempre acabava levando foras de seus namorados. No começo, achamos essa mulher muito estranha, querendo fungir que estava em um relacionamento sério, de verdade, com um garoto de programa. Mas, tudo se revelou um grande plano: a de fazer Ray se apaixonar por ela para que ela pudesse ter sua vingança e terminar com ele sem dar maiores explicações.

Por um lado, deu um pouco de pena ver Ray decepcionado com o rumo que as coisas tomaram, mas ele poderá se recuperar muito bem, e muito facilmente, aproveitando para fazer, quem sabe, uma viagem com o dinheiro que Jemma lhe deixou: 2.000 dólares.

No entanto, tirando isso, não tivemos maiores surpresas no episódio, que seguiu com mais algumas cenas chatas e desnecessárias com a ex-mulher de Ray, além de seu encontro com uma nova cliente – colega de trabalho de Tanya. Mas o episódio também apresentou belos momentos: como a cena de Ray e seu ex-rival do baseball na chuva (que, no entanto, parece não acrescentar nada à trama); e o próprio final, quando Tanya ajuda Ray a trocar de roupa, em um momento de pura cumplicidade entre os dois.

Faltam apenas dois episódios para a temporada acabar, mas parece que não há muitos ganchos a serem resolvidos. O que será que podemos esperar do final?

Nota: 7.7


Hung (1.07) – The Rita Flower or the Indelible Stench

Agosto 23, 2009

hung107Uma das coisas mais interessantes de Hung é que a série nunca tem pressa de contar uma história, tanto que no episódio três da série o desenvolvimento da trama foi tão lento que desagradou, porém, tirando essa exceção, essa demora não costuma incomodar muito — pelo menos a mim.

Assim, depois de um episódio que jogou uma pergunta no ar — estaria Ray se apaixonando por Jemma? —, seguimos “The Rita Flower or the Indelible Stench” sem que o casal fosse muito abordado. Claro que vimos os dois juntos novamente, e tivemos a resposta de que Ray está realmente gostando dessa mulher, porém a maior parte do episódio foi centrada em Tanya e seu bloqueio criativo como poeta, além da apresentação de um novo personagem à trama, Pierce — uma paquera de bar que acabou se tornando uma nova companhia para a solitária cafetina.

Não direi que o episódio foi ruim, mas certamente os dilemas de Tanya não são os temas mais interessantes da série, mas tudo foi um pouco amenizado pela presença de Pierce, um personagem ainda desconhecido, mas interessante, que se tornou o par perfeito para aguentar as neuroses da mulher. O episódio também foi beneficiado da praticamente ausência da ex-mulher de Ray, ou seus filhos, que realmente só empacavam a história.

Por fim, ficou uma pergunta no ar: será que é só Ray que se sente envolvido nessa relação com Jemma? Pois a impressão que tivemos é que ela não está tão interessada assim no treinador, a não ser, é claro, por seus serviços sexuais. Vocês acham que o casal tem futuro?

Nota: 7.9


Hung (1.06) – Doris Is Dead or Are We Rich or Are We Poor?

Agosto 16, 2009

hung06Ual! Com esse excelente episódio de Hung, vimos o jogo literalmente mudar. Não apenas o time treinado por Ray saiu de uma série de derrotas para voltar a vencer, Ray também quebrou todas as regras que protegiam a sua identidade como gigolô, expondo toda sua vida para sua cliente, Jemma.

São surpresas assim que conseguem fazer essa série subir no meu conceito, primeiro vimos que, ao contrário do que se poderia esperar, a série pouco mostra cenas de nudez apenas para atrair a atenção do público. Depois, houve aquele clima estranho no episódio 3, que deu um tom mais dramático e cada vez menos cômico à história — que atualmente não tem nada de engraçado. E agora começamos a ver um romance surgindo na tela?

Apesar de Jemma continuar sendo uma mulher complicada, cheia de mágoa por suas relações passadas, ela conseguiu ser atraente o bastante para Ray perder completamente a cabeça, seja durante o jogo — esperando que ela chegasse —, ou mesmo antes disso, quando revelou toda a sua vida para essa mulher. Literalmente ele está nas mãos dela agora, tanto porque ela pode colocá-lo na cadeia, quanto porque simplesmente está apaixonado por essa mulher (ou alguém duvida disso? Beijá-la na frente de todos os seus conhecidos e depois dizer que não iria cobrar para sair com ela não são indícios suficientes?).

Será que até o fim da temporada iremos ver Ray abandonar a prostituição? Acho difícil, pois, por mais que eu seja apaixonada por histórias românticas e torça por isso, isso acabaria com a premissa da série (fazendo até seu título perder o sentido). Mas é ainda mais complicado pensar que Jemma irá permitir que ele continue a fazer programas por aí, ou que ela seja sua única cliente daqui para frente — o que tornaria o show um pouco monótono. Estou curiosa para ver como Ray vai resolver essa questão, e vocês?

Nota: 9.0


Hung (1.05) – "Do It, Monkey!"

Agosto 9, 2009

Imagem1Ray definitivamente mudou, talvez tenha sido uma mudança sutil, mas que faz toda a diferença. Quando iríamos ver aquele Ray de antes, reclamão, lutar por uma cliente com tanta paciência e persistência? Mas foi isso que vimos durante esse episódio, que pouco acrescentou à trama, mostrando apenas o fato de que lentamente Ray irá conseguir juntar uma pequena fortuna, enquanto o atual marido de sua ex-mulher enfrenta uma crise financeira pesada.

De qualquer forma, comecemos pelo começo, o episódio de certa forma se iniciou na metade, sem nos explicar nada do que estava acontecendo, até nos fazendo acreditar, por um segundo, que Ray realmente tinha decidido ajudar aquela moça por pura e simples gentileza, até, é claro, poucos minutos depois quando ouvimos Tanya nos revelar a verdade de que a mulher era apenas uma das clientes de Ray.

Aliás, que mulher mais difícil e louca, não? Chegou ao cúmulo de obrigar Ray a dizer que a amava! Se Jemma quer confundir negócios com amor, tudo bem, mas a verdade é que o nosso gigolô só resolveu insistir nesse relacionamento fake por um único motivo: grana.

Mais uma vez o núcleo da ex-esposa de Ray e seus filhos deixou a desejar, com aquelas cenas bobas sobre a pobre cadela doente adotada pela família e toda aquele drama financeiro, que só serviu para voltar os filhos do ex-casal ainda mais a favor de seu pai, afinal, quem é que iria escolher um buffet de $3,99 ao invés daqueles deliciosos bifes? Não irá demorar muito para que os filhos de Ray decidam de uma vez se mudar de volta para a casa do pai, até porque é provável que até o fim da temporada ela esteja consertada, deixando um desafio no ar: como Ray conseguirá manter sua vida noturna com seus filhos o vigiando o tempo todo?

Nota: 8.2


Hung (1.04) – The Pickle Jar

Agosto 2, 2009

Imagem1Finalmente, em sua quarta semana, Hung consegue ter um episódio tão bom quanto o primeiro. Abandonando um pouco o clima deprimente da semana passada, o episódio centrou-se na decisão de Ray em assumir uma atitude mais profissional quanto ao seu segundo “trabalho”.

Enquanto se esforçava em consertar o telhado de sua casa — talvez um meio de parecer menos fracassado aos olhos dos vizinhos —, Tanya, uma verdadeira empreendedora, conseguiu lhe arranjar duas clientes, indicadas por Lenore, dispostas a pagar alto e, o melhor, adiantado. No entanto, até o momento, apesar do entusiasmo de Tanya, Ray sempre se mostrou um pouco desconfiado e relutante em assumir a prostituição como um novo fato presente em sua vida, e encarava o trabalho como um hobby, em que poderia escolher os horários que lhe fossem melhores e, o pior, escolhendo também o tipo de mulher para quem iria prestar seu serviços (uma atitude bem arrogante para quem precisou usar o troco de seus alunos para tentar comprar uma viga).

E justamente por esse motivo o final do episódio foi fantástico. Ao invés de simplesmente virar as costas para Holly, diante da recusa dela em transar com ele, Ray decidiu se portar como um verdadeiro profissional, que se recusa a receber um não de suas clientes. Pela primeira vez, Ray agiu como um verdadeiro gigolô, e não se sentiu mal e desconfortável com isso. Significa muito mais do que simplesmente passar a ser um garoto de programa profissional, na verdade é como se ele finalmente percebesse que pode ser bom em alguma coisa, aumentando visivelmente sua, até então, baixa autoestima.

Interessante foi ver sua ex-mulher encontrando Lenore no salão de belezas, no entanto, todas essas personagens coadjuvantes parecem sempre muito apagadas na série, fazendo todas as cenas em que aparecem soarem desnecessárias, não acrescentando nada à história. Hung tem tudo para se tornar uma grande série — e talvez por isso já tinha sido até renovada para a segunda temporada —, só que os demais personagens da trama precisam encontrar seu lugar no espaço, ou ela poderá correr o risco de se transformar em uma série tão vaga quanto United States of Tara.

Nota: 8.7